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MINHAS PÉROLAS

quarta-feira, 25 de julho de 2012

OS AVISOS DA MORTE (Quando uma fruta amadurece e cai, está se doando para o consumo.)



Crônica

OS AVISOS DA MORTE (Quando uma fruta amadurece e cai, está se doando para o consumo.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

      Sempre pensei que a morte era compulsória, mas compulsório mesmo é o desejo de morrer. Seria uma agonia tremenda a morte, se não tivéssemos o estágio da velhice, com mil motivos, para desejar a morte. "A morte parece menos terrível quando se está cansado"
(Simone de Beauvoir).  E quando uma pessoa jovem morre, em uma missão perigosa, antes ela assumiu o risco de morrer, de certa forma estava preparada. E as doenças nunca nos pegam de surpresa, mas com a mesma lentidão que elas desaparecem, elas também aparecem. O ritmo é o mesmo. Deus seria injusto demais se nos dessem a morte, sem primeiro nos conscientizar que ela é Seu maior ato de amor para o nosso bem supremo. Se ninguém morrer, então tem que parar de nascer! Quando uma fruta amadurece e cai, está se doando para o consumo. Amadurecer é preciso, e apodrecer é automático!
         Quando uma pessoa se nega pensar na morte, ela está senão mostrando indisposição para o preparo e pedindo que tudo aconteça logo para acabar com a inquietação; o que não significa que ela está isenta do processo de maturação natural. À noite, com a cabeça no travesseiro a reflexão acontece. A morte é uma benção para os que sabem viver.
          As razões para matar tornam-se razões para morrer. Quem mata sempre avisa. Ninguém morre sem consciência da morte, pode até ignorar os motivos, mas nunca deixará de receber justamente o salário do pecado. Disse Epicuro: "A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais." 
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Claudeko
Enviado por Claudeko em 18/03/2012
Reeditado em 26/05/2012
Código do texto: T3561177
Classificação de conteúdo: seguro


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