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MINHAS PÉROLAS

sábado, 1 de março de 2014

RETRATO DO CONSELHO DE CLASSE (O ócio laboral)



Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Por que é tão difícil ser professor se é tão fácil conduzir alguém por caminhos que conhecemos muito bem? "As deficiências do sistema acaba punindo o professor", já dizia o Dr.João Batista Oliveira Araújo. Então acrescento: "Acaso andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" Acho que a falta de qualidade na aprendizagem é culpa do aluno que aprendeu a não valorizar as convenções. Mas, a má qualidade do ensino está nos muitos labirintos e teias de aranhas venenosas para enredar os mais fracos politicamente. Nesse instante, faço minha a pergunta: “Eu não sei por que o homem faz o outro sofrer...” do grupo Planta e raiz, na canção – Difícil de Perdoar.
          Todo final de bimestre, e piora no final do ano letivo, temos o famoso conselho de classe, na verdade é um verdadeiro "ócio laboral".  Os professores ficam horas e horas passando nome por nome, focados na nota do aluno – a coordenadora “canta a pedra” e os mestres respondem: “Eva”, ou “Remo", ou “ficou comigo”, ou “ok”, ou ainda “!@#$%¨&*”. Quando o professor fala repetidas vezes "ficou comigo" vira objeto de discriminação: O carrasco! E se fala muito "ok" também é discriminado: O bonzinho! Uns poucos se omitem em falar coisa alguma para não manchar a "reputação". Além do mais, tudo que o professor fala em um conselho de classe escolar é usado contra ele mesmo. Na realidade, não passa disso.  Assim, quero observar que os nobres objetivos das tais reuniões não serão alcançados se não servir para analisar as condições de ensino; analisar as condições institucionais que interferem na aprendizagem; analisar o percurso de cada aluno com base nas metas da escola; avaliar o ensino e tornar o professor protagonista eficiente no processo educativo; acompanhar a aprendizagem. É lógico que precisamos de instrumentos como: formulários, questionários e ensinamentos técnicos. Quem os preparará, na secretaria?  
            Do jeito que acontece, se um professor faltar ao tal conselho, porém mandar as notas de seus alunos, não fará diferença alguma, parece-me que tudo que se faz ali de útil poderia ser feito na secretaria da escola sem companhia e sem aquele tamanho desperdiço de tempo, contanto que os professores forneçam as notas abaixo da média. E aos professores, a secretaria retribuísse o favor, fornecendo as atualizações. Porque para obter notas dos recém-matriculados quem quiser que corra atrás da coordenadora para fechar a média anual. Entretanto se em cada bimestre, os nomes dos alunos tiverem trocados de lugar no sistema da escola, passeando pelo o elenco, o diário do professor é sua tortura. Enfim, se os professores fossem fiéis com as notas dos alunos não teria razão o funcionamento do tal conselho de classe.

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