"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 20 de abril de 2013

QUE OS MEUS INIMIGOS ME ERREM! ("As coisas mais desagradáveis que os nossos piores inimigos nos dizem pela frente, não se comparam com as que os nossos amigos dizem de nós pelas costas." — Alfred de Musset)



   Crônica

QUE OS MEUS INIMIGOS ME ERREM! ("As coisas mais desagradáveis que os nossos piores inimigos nos dizem pela frente, não se comparam com as que os nossos amigos dizem de nós pelas costas." — Alfred de Musset)

Por Claudeci Ferreira de Andrade


        Os alunos modernos perderam sua admiração pela intelectualidade dos seus professores mais velhos e fingem não acreditar na internet. Não sei o porquê desse fenômeno, mas, veja você: Em uma aula de filosofia, na qual discorria sobre lógica, então eu confeccionava alguns silogismos, no quadro. Quando uma aluna do 2º A me interrompeu com um exemplo "fantástico": — "Todo professor é burro/ O professor de português é burro/ logo, todo professor de português é burro." Ninguém riu! Constrangeu até mesmo seus colegas  compartilhadores das mesmas vinganças. Fiquei estarrecido, não sabia dizer nada, apena disse que agora compreendia a razão do mau comportamento da maioria da classe. Talvez por não terem interesse no conteúdo do professor, então não vale a pena ouvi-lo, e não basta apenas aquietar-se, ainda tem de perturbar os outros. Ou eles, não aceitam a superioridade do professor, pois não têm o hábito de respeitar as pessoas mais velhas e diplomadas, ou se sentem humilhados por saber que sabem muito pouco? O "sem-gração" tomou conta de todos nós naquele momento. Posso até está errado, porém ficou claro sobre essa aluna não gostar de seus professores, e isso não é raro!.
          Outra aluna do ensino fundamental, reclamando comigo, aos gritos, por que minhas aulas não são criativas, são sempre baseadas no livro didático adotado, constrangeu-me também, ou melhor, achei a sua observação atrevida por está sendo feita por alguém inimiga da decência e da ordem (Já falei dessa aluna em outra crônica — O Menear da Gangorra!). Será se ela estaria disposta a pagar cópias de novos textos, enriquecedores da aula, pelo menos? É impressionante notar os bons alunos do início do ano, quando alcançam a média suficiente para progressão, já no terceiro bimestre, transformam-se em indisciplinados, e no último bimestre já não se consegue ministrar a aula produtiva!!! E a culpa é do mestre!!!
        Um tal Zequinha, o mais indisciplinado do 2º A, afrontou-me também dizendo que eu só sabia responder o exercício proposto, porque as respostas daquelas questões estavam no livro do professor (respondido). Fui grosso com ele, pedi que me fizesse qualquer pergunta, pois a todas que ele conseguisse elaborar, eu daria conta da resposta certa (Eu estava confiante na sua incapacidade de elaborar perguntas ou ainda, na sua incompetência de julgar qualquer resposta dada).
          Como querem ser ensinados os processadores de professor se o ensinar é um ato de amor e o aprender de respeito? Responde o Erasmo: "A primeira fase do saber, é amar os nossos professores." E complementa Johann Goethe: "Em toda a parte só se aprende com quem se gosta". 
          Enquanto a relação professor/aluno se parecer à ilustração retratada, sobre os dois burrinhos amarrados, pelo pescoço, com uma corda curta, entre duas moitas de capim, o resultado sempre será o mesmo: Um puxa na direção da moita à sua frente o outro puxa também para sua, mais próxima, então morrem tentando comê-la (Por isso o sistema educacional está morrendo!). Pois, a corda nunca vai romper-se; sim, morrerão de fome. A não ser que o menos burro deles ceda, evitando a morte e convide o outro a comer de seu capim e juntos devorarão as duas moitas, uma de cada vez. É isso que estou fazendo!!! Ô Deus, "Torna mudas as pessoas que falam mentiras e ameaçam os justos, com orgulho e desprezo." (Salmos 31:18 BV).

Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 01/11/2012
Reeditado em 20/04/2013
Código do texto: T3964041
Classificação de conteúdo: seguro



Comentários
02/11/2012 13:18 - igs
Que belo despertamento, eu amigo poeta, povo estão querendo mais é si dar bem na vida sem o mínimo de aprendizado e o fim vai ser triste. Ok, parabéns...Israel.
02/11/2012 01:09 - Nara Stern
Poeta, poeta, poeta, que coisa mais linda!! Parabéns sempre.
02/11/2012 00:29 - Zeni Silveira
É poeta, acho difícil achar um aluno capaz de responder seu questionamento. Mais quem sabe, né? rsr Tenho respeito por sua maneira de escrever. Meu abraço.
01/11/2012 19:12 - Silvanio Alves
Um questionamento complicado nos dias de hoje, poeta!!


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sábado, 13 de abril de 2013

O EQUÍVOCO DA FÉ ("Se um homem tiver realmente muita fé, pode dar-se ao luxo de ser cético." — Friedrich Nietzsche)



CrÔnica

O EQUÍVOCO DA FÉ ("Se um homem tiver realmente muita fé, pode dar-se ao luxo de ser cético." — Friedrich Nietzsche)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

                   Sua felicidade não depende da fé, mas sim, de evidência. Temos de seguir as evidências. A fé não existe por si só, é apena um substantivo abstrato de nossa língua ou simplesmente adjetivo romântico; as evidências sim têm vida própria, estão certeza da existência das coisas reais! Estas fluem de fora para dentro, aquela, sai de dentro; uns até a confundem com desejo. "No princípio era o verbo"...: ação, fenômeno e estado. Deus não precisou de fé para os feitos da criação! A fé não move montanha, felizmente a montanha move a fé. Por que você não manda esse morro sair dali? Ah! Ele não vai sair, iria contra os princípios Divinos?! E ninguém o tirará de lá, senão por outros mecanismos materiais. Só Deus o removeria de lá milagrosamente, contudo sem precisar do apelo ou a oração dos pretensos representantes dEle. Primeiro vem a evidência, depois a fé. Graças ao inverso disso, os hospícios estão cheios de pessoas fervorosas no impossível, porém, estas não realizam nada. 
           — "Fé é crer no impossível". – assim me disse um crente. Eu o taxei de equivocado duas vezes, primeiro por conceituar e descrever o Deus carente da sua fé para realizar alguma coisa a seu favor; depois, por me recomendar sua receita de fé: — "Peça a Deus que lhe dê mais fé". Cabem aqui as palavras de Blaise Pascal: "Por que será que um coxo não nos irrita, e um espírito coxo nos irrita? Porque um coxo reconhece que andamos direito, enquanto um espírito coxo diz que somos nós que coxeamos; se assim não fosse, teríamos pena e não raiva". "Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar." - Carl Sagan.
           Como se fé fosse graduável e fosse a razão do sucesso nessa vida. Se essa fé, sobre a qual ensina a igreja, valesse alguma coisa, não existia ninguém doente, e todos nós seriamos ricos. Quem são os ganhadores das loterias? - evangélicos não jogam! E quanto à fé...? Precisa-se de fé para adquirir mais fé? Paradoxal... Não...? Sem fé é possível conseguir fé!
          Precisamos sim de uma fé em algo realmente existente, algo possível, é válido crer-se com a razão", "comprovação". Nem sempre o imaginável é possível. E o imaginável vindo à tona não é porque a fé o trouxe, mas porque ações bem articuladas o trouxeram.  Pelo exercício da fé, sem o resultado desejado, culpam cruelmente o paciente, já adoentado. Do sem fé, derrubando-lhe assim sua autoestima e o apego a Deus, fazem-no sofredor dependente! "A perda das forças não esgota a vontade. Crer é apenas a segunda potência; a primeira é querer, as montanhas proverbiais que a fé transporta nada valem ao lado do que a vontade produz." (Victor Hugo).
          Onde está a eficácia da fé se é possível abusar dela? Eu me rejo pela vontade do sistema. Os crentes no impossível aceitam um Deus universal criador de Si mesmo, mas não aceitam que o Universo gerou-se a si mesmo, crer nisso não me é problema. Um conjunto de leis naturais me organiza nesta vida, e eu apenas aceito de bom grado. Ou melhor, o milagre acontece mesmo sem eu permitir. Às vezes, desejo profundo e ativamente, não magicamente, isso é conveniente a Deus, por isso recebo a benção. E Deus faz de mim o melhor que Lhe apraz. Bem disse a Bíblia sobre a fé sem as obras ser morta (Tg 2:20). Qual motivação você tem para realizar o impossível? Disse, com muita propriedade, José Ortega y Gasset: "É imoral pretender que uma coisa desejada se realize magicamente, simplesmente porque a desejamos. Só é moral o desejo acompanhado da severa vontade de prover os meios da sua execução".

Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 26/10/2012
Reeditado em 13/04/2013
Código do texto: T3953366
Classificação de conteúdo: seguro


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sábado, 6 de abril de 2013

"REFINDANDO" ("Toda a infelicidade dos homens nasce da esperança." — Albert Camus)



Crônica Poetica

"REFINDANDO" ("Toda a infelicidade dos homens nasce da esperança." — Albert Camus)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

         Vá, minha Musa inspiradora, aonde for e até por caminhos tortuosos, eu lhe espero; quando voltar, se ainda restar fôlego em mim, aceito o que sobrou de si. Se não voltar, deite-se no seio da terra quando lhe prover, que por aqui farei o mesmo. Pois, certamente nos encontraremos num lençol freático qualquer. Aí a chamarei de Minha "filha pródiga", talvez devesse me chamar "Vânio" ou "Vanuso", pois, tenho tudo a ver com a esperança. "É horrível assistir à agonia de uma esperança." (Simone de Beauvoir).
          Quem sabe, queira ser convencida do que quero, cativada por um bom cavalheiro, ou ainda um joguete em minhas mãos certo como a flecha do cupido, um charme que seja! É só abrir o coração e ver que estou em meu limite, e se é pouco, some com seu tudo, o que tem para me doar, ou vai querer me ver o tempo todo nessa vidinha vegetativa SEM escolhas! Se eu vegeto, clamo por você como uma árvore, por seu adubo, ou, pelo menos me deixa ser seu adubo, pois já estou morto de saudades. De adubo em adubo a vida faz brotar outras vidas. Até lá!!!
           Se o corpo é a prisão da alma, liberteM-me por completo os deusES para a vastidão do infinito. Censo comum: "Só nos libertamos dessa prisão com a morte do corpo físico. Por que não pode ser ainda vivos, com o poder da imaginação? Apesar do medo que todos temos da morte, deve ser bom se libertar das limitações do corpo, dos sofrimentos desse mundo de provas e expiações e voltar ao nosso estado verdadeiro de espíritos; retornar à nossa "casa".
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 26/10/2012
Reeditado em 25/12/2012
Código do texto: T3953173
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sábado, 30 de março de 2013

"MORDIDO" OU LAMBIDO ("Não force um cão a latir, pois a mordida será o próximo passo." — Jeferson Guerreiro)



PROSA POÉTICA

"MORDIDO" OU LAMBIDO ("Não force um cão a latir, pois a mordida será o próximo passo." — Jeferson Guerreiro)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Na rua, eu sigo. Meio vadio, meio ferido — e, quer saber?, talvez nem sejam as preposições as culpadas, mas o que elas carregam: direção, alvo, destino. Tudo aponta. Tudo vem. E, quase sempre, vem em forma de latido.

Todo cachorro late comigo. Impressionante. Mas, o que ninguém conta é que nem todo latido fica do lado de fora.

Tem os que latem por mim — como se soubessem da minha vida mais do que eu mesmo.

Os que latem para mim — como se eu fosse o endereço certo da irritação alheia.

Os que latem contra mim — e esses, vá lá, pelo menos são diretos.

Agora… quando latem em mim, aí complica.

É aí que pega.

Porque não é o barulho que machuca — é o eco. É quando o latido acha um canto frouxo dentro da gente e se instala, sem pedir licença. Fica ali, reverberando, dias a fio. E, quando a gente vê, já virou hábito — desses que a gente esconde atrás da pressa, do riso curto, do “tá tudo bem”.

Eu continuo andando, claro. Mas, ileso? Nem de longe. Vou carregando uma coleção de ruídos — uns frescos, outros antigos — todos muito bem treinados para reaparecer justo quando o silêncio resolve dar as caras.

E cachorro… ah, tem de todo tipo. De guarda, de companhia, de vitrine. Esses últimos, então, vivem melhor que muito cristão por aí. Coleira cara, nome estrangeiro, rotina de spa. Uma paz que não se compra — parece que já vem no pacote.

Confesso: isso me atravessa. Não pelo bicho, coitado. Mas, pelo retrato. Pelo adulto que afaga o cachorro como quem tenta resgatar a própria infância — enquanto o mundo, logo ali fora, rosna solto, ignorado.

Talvez eu esteja sendo duro. Ou só cansado mesmo. Porque, no fim das contas, o que fere não é o cachorro bem tratado. É essa sensação insistente de que sempre tem um latido me esperando — venha de onde vier: de fora, de cima, ou pior… de dentro.

E eu, que nunca fui de rosnar de volta, sigo. Já pensei em parar. Já tive vontade de responder, de latir também — alto, firme, devolvendo o tom. Mas não sei… tem algo no caminho que me puxa para frente, mesmo quando tudo em volta tenta me segurar.

"Se parares cada vez que ouvires o latir de um cão, nunca chegarás ao fim do caminho."

Então eu caminho. Às vezes mordido. Às vezes só de leve, lambido pela superfície das coisas. Mas, sigo — não porque os latidos cessaram, nada disso. Sigo porque, do meu jeito torto, aprendi a não deixar que eles virem casa dentro de mim. No fim… talvez a rua não seja dos cães, nem dos homens. Talvez seja só de quem aguenta ir até o fim.

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Olá! Como professor de sociologia, fico muito feliz em trabalhar esse texto com você. Ele é riquíssimo para discutirmos temas como estigmatização, desigualdade social, subjetividade e as pressões da vida em sociedade. O autor utiliza a metáfora do "latido" para descrever as cobranças e julgamentos externos, e faz uma crítica social afiada ao comparar a vida de alguns animais de estimação com a dureza da existência humana nas ruas. Aqui estão 5 questões discursivas para refletirmos sobre esses pontos:

1. A Metáfora do Latido e o Controle Social:

No texto, o autor afirma que os latidos vêm de várias direções: "por mim", "para mim", "contra mim" e "em mim". Relacionando essa passagem ao conceito de controle social, como esses "latidos" (julgamentos e expectativas alheias) podem influenciar o comportamento e a identidade de um indivíduo que vive à margem da sociedade?

2. Desigualdade e Humanização de Animais:

O autor menciona cães com "coleira cara, nome estrangeiro e rotina de spa", comparando-os a "muito cristão" (ser humano) que não tem o mesmo tratamento. A partir de uma visão sociológica, como essa humanização dos animais de estimação em contraste com a desumanização de indivíduos em situação de vulnerabilidade revela as prioridades e as contradições da nossa estrutura social atual?

3. O "Latido de Dentro" e a Psicologia Social:

O texto diz que o barulho que machuca é o "eco" que se instala dentro da gente. Considerando que a nossa identidade é construída na interação com o outro (o "eu" social), como a internalização de críticas e preconceitos sociais pode afetar a saúde mental e a autoestima de grupos marginalizados?

4. Infância e Fuga da Realidade:

Ao observar o "adulto que afaga o cachorro como quem tenta resgatar a própria infância", o autor sugere que o cuidado com o animal pode ser uma forma de ignorar o mundo que "rosna solto" lá fora. Como o consumo de cuidados estéticos e mimos para pets pode funcionar como um mecanismo de alienação ou fuga das tensões sociais e conflitos humanos reais?

5. Resiliência e Agência Social:

O texto termina com a reflexão: "Talvez a rua não seja dos cães, nem dos homens. Talvez seja só de quem aguenta ir até o fim". No campo da sociologia, chamamos a capacidade de agir e resistir às estruturas de agência. Como o ato de "continuar caminhando", apesar dos latidos, representa uma forma de resistência individual contra a opressão ou o descaso da sociedade?

Espero que essas questões ajudem a aprofundar a compreensão sobre como a literatura e a sociologia caminham juntas para desvendar as feridas da nossa convivência humana! Bom estudo!

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sábado, 23 de março de 2013

RESPONSABILIDADE SOCIAL ("Buscas a perfeição? Não sejas vulgar. A autenticidade é muito mais difícil." — Mario Quintana)



Crônica

RESPONSABILIDADE SOCIAL ("Buscas a perfeição? Não sejas vulgar. A autenticidade é muito mais difícil." —
Mario Quintana)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Aprendi muito tarde na vida que não amo ninguém, pois nunca estive disposto a fazer sacrifício algum para quem quer que seja, apenas faço o que me é confortável, cumprindo meu dever de amar o próximo como a mim mesmo. Talvez seja como explicou Claudynha: Se você se ama, e ama o próximo como ama a você mesmo, consequentemente você ama alguém. Cada um ama a sua maneira, e se não podemos corresponder ao amor de alguém como é requerido, não quer dizer que não amamos com tudo que temos." Todavia explico melhor: O que sinto por você chama-se responsabilidade social. Já está bom demais, se espero de você só isso!!!
          E você me ama ALÉM DISSO? O que pode fazer por mim ("andar a segunda milha") a ponto de desfalcar o seu conforto? Já dizia Giacomo Leopardi: "O primeiro motivo por que se está disposto a ajudar outro nas devidas ocasiões é a alta apreciação que se tem de si mesmo."
          Será que esta alta proteção ao negro e ao gay, ao pobre, ao nordestino, ao obeso tão em voga, não seria uma espécia de amor próprio protegendo os iguais? Tamanha perseguição aos discriminadores não seria uma agravante discriminação a quem discrimina? O que leva um professor chamar seu aluno de macaco? http://dialogospoliticos.wordpress.com/2013/03/21/professor-chama-aluno-de-macaco-em-escola-da-ufmg/ (acessado em 03/07/2018).
          Diga-se de passagem, tudo é motivo para se condenar um professor. Quem faz macaquice senão macacos ou idiotas independente de raça e credo? 
           Outro caso que li foi do professor de medicina ser acusado de aplicar uma prova com conteúdo homofóbico na Universidade de Rio Verde, apesar dele ter dito de não vê "nenhum tipo de preconceito na questão". O enunciado da questão dizia que o paciente Davi, de 24 anos, estava com abscesso na nádega “e seu noivo serelepe, ao ver aquele quadro horroroso, ficou tresloucado e furou o abscesso com espinho de limoeiro em um movimento rodopiante de bailarino, imitando um beija-flor”. Após a realização da prova alguns alunos procuraram a reitoria da universidade e denunciaram o conteúdo da questão. o reitor da instituição, Sebastião Lázaro Pereira, assinou a exoneração do professor. Por meio de nota a UniRV disse que “repudia veemente a atitude do professor e destaca que esse comportamento isolado não reflete o pensamento da instituição”.
https://www.dm.com.br/cotidiano/2018/06/professor-exonerado-apos-prova-com-conteudo-homofobico-disse-que-nao-ve-nenhum-tipo-de-preconceito.html (acessado em 29/06/2018)
          De tanto condenarem a autenticidade dos que ensinam, o mundo terminará inóspito. Para mim o maior problema são os sacrificadores de professor, contribuído para o apagão da educação!
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 12/10/2012
Reeditado em 23/03/2013
Código do texto: T3928744
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