"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

quarta-feira, 24 de maio de 2023

DESAFIANDO A ARROGÂNCIA: O vício da arrogância e o silêncio confortável ("Finja estar fraco e seu inimigo se tornará arrogante e negligente". — Sun Tzu)

 


DESAFIANDO A ARROGÂNCIA: O vício da arrogância e o silêncio confortável ("Finja estar fraco e seu inimigo se tornará arrogante e negligente". — Sun Tzu)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Sempre que alguém se julga completo, algo começa a faltar. A arrogância tem esse efeito paradoxal: infla o ego e esvazia o mundo. Age como uma lente defeituosa — amplia certezas, mas distorce a realidade. Quem se acredita suficiente já não escuta; quem se julga acima não aprende. Assim, o diálogo morre antes mesmo de nascer.

Na escola, esse vício costuma vestir um uniforme aparentemente inofensivo. Surge disfarçado de bordão, repetido com a tranquilidade de quem encontrou uma saída confortável para o próprio desconforto: “política e religião não se discutem”. Ouço isso com frequência — às vezes como escudo, outras como fuga. Nem sempre se trata de arrogância pura; muitas vezes é medo, despreparo ou o reflexo cansado de uma cultura que ensina a zombar do pensamento antes de enfrentá-lo. Ainda assim, o resultado é o mesmo: interrompe-se o debate, interditam-se as perguntas, preserva-se apenas a superfície.

Quando alguns estudantes recorrem a gracejos, apelidos ou risos estratégicos diante de temas complexos, não estão apenas me desgastando como professor. Estão, sobretudo, desistindo de si mesmos. Recusar o debate ético não é neutralidade; é abdicação. É aceitar que outros pensem, decidam e governem em seu lugar. O silêncio confortável sempre favorece quem grita mais alto — ou quem governa pior.

Falar de política e religião em sala de aula não é doutrinação; é responsabilidade. São esses temas que moldam leis, valores, conflitos e afetos. Evitá-los em nome de uma falsa paz é formar cidadãos incompletos, treinados para a obediência ou para o sarcasmo, mas não para a reflexão. Questionar o mundo é um gesto de cidadania; sustentar uma opinião com argumentos é exercício de maturidade.

Já vi estudantes se incomodarem com o fato de o professor pensar em voz alta, como se ensinar exigisse neutralidade absoluta e silêncio moral. Ignora-se, assim, que o papel docente não é o de um espelho vazio, mas o de um mediador crítico — alguém que provoca, contextualiza, tensiona e, sobretudo, ensina a discordar com método. O problema não é o confronto de ideias, mas o choque de egos.

Talvez o caminho esteja menos em vencer debates e mais em reaprender a escutar. Criar espaços seguros de fala, valorizar o erro como parte do processo, ensinar a argumentar antes de opinar — são práticas simples, mas eficazes, para romper o ciclo da arrogância travestida de desinteresse. Humildade não é submissão: é o reconhecimento de que ninguém pensa sozinho.

Sem ela, o saber apodrece. Como já se advertia há séculos, “o orgulho precede a destruição; a arrogância precede a queda”. Quando o respeito mútuo desaparece, a educação deixa de emancipar e passa a apenas administrar hostilidades. Ainda assim, sigo acreditando — talvez teimosamente — que a sala de aula pode ser o lugar onde o pensamento vence o riso fácil e o silêncio deixa de ser refúgio.


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Olá! Como seu professor de Sociologia, fico feliz em construir esse texto. Ele toca em um ponto nevrálgico da nossa disciplina: a Educação para a Cidadania. No Ensino Médio, nosso objetivo não é apenas decorar conceitos, mas entender como o diálogo e a política constroem a sociedade em que vivemos. Aqui estão 5 questões discursivas, simples e diretas, para pensarmos juntos:


1. O Perigo do Bordão "Política não se discute". O texto afirma que frases como "política e religião não se discutem" podem servir como um "escudo" para evitar o pensamento. Do ponto de vista sociológico, por que evitar esses temas na escola pode prejudicar a formação de um cidadão consciente?

2. Arrogância vs. Aprendizado. O autor diz que "quem se acredita suficiente já não escuta". Como o excesso de certezas e a recusa em ouvir opiniões diferentes impedem o processo de socialização, que é a nossa capacidade de aprender e conviver com o outro?

3. O Silêncio como Escolha Política. De acordo com o texto, o silêncio diante de injustiças ou temas sociais "sempre favorece quem grita mais alto". Por que a neutralidade absoluta ou o silêncio em temas importantes pode ser considerado, na verdade, um posicionamento que ajuda a manter as coisas como estão (o status quo)?

4. O Papel do Professor: Espelho ou Mediador? Muitas pessoas acham que o professor deve ser "neutro" e não ter opiniões. O texto defende que o professor deve ser um "mediador crítico". Explique a diferença entre "doutrinar" um aluno e "ensinar a discordar com método", como sugere o autor.

5. A Humildade como Ferramenta de Sabedoria. O texto termina citando que "ninguém pensa sozinho". Como a prática da humildade intelectual e do respeito mútuo pode transformar a sala de aula em um espaço de emancipação (liberdade), em vez de apenas um lugar de conflitos e "hostilidades"?

Dica do Professor:

Reparem que a política não acontece apenas no dia da eleição. Ela acontece agora, na nossa capacidade de argumentar sem ofender e de entender que o mundo é feito de escolhas coletivas. O saber é uma construção de muitas mãos!

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segunda-feira, 22 de maio de 2023

ABRAÇANDO A PLURALIDADE DE TRAJETÓRIAS ("Ninguém é feliz se não é conformado". — Arthur Vilarino)


 

ABRAÇANDO A PLURALIDADE DE TRAJETÓRIAS ("Ninguém é feliz se não é conformado". — Arthur Vilarino)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

A ignorância, muitas vezes, revela-se menos ignorante do que se pensa. As pessoas buscam nas escolas não apenas a educação, mas também a alimentação gratuita, a socialização e a possibilidade de ter acesso aos programas sociais do governo. Nesse sentido, a presença nas escolas acaba se tornando um ingresso para essas vantagens.

             A felicidade do ignorante está na tranquilidade que vem da falta de conhecimento, pois ele não precisa lidar com as aflições que o saber traz. Por outro lado, estudar e aprender exigem esforço e dedicação, mas o conhecimento traz ampliação de perspectivas, capacidade de decisão informada e oportunidade de crescimento pessoal. Assim, a busca pelo conhecimento é um caminho para uma felicidade mais profunda e satisfatória. É importante reconhecer que nem todos possuem afinidade com os estudos, o que não deve recair sobre os professores a culpa por essa condição. Não é possível ensinar pessoas que não têm coragem de aprender.  Escola obrigatória é depósito de zumbi!

           No entanto, é fundamental repensar a abordagem da escola obrigatória, buscando formas de torná-la mais envolvente e motivadora, para que todos os estudantes tenham a oportunidade de desenvolver seu potencial. Assim, poderemos evitar que se torne um ambiente desinteressante e desestimulante, proporcionando um ensino mais significativo e transformador. Agora pegar aluno no laço para sustentar o emprego de professor, ativista, militante; é impor o aprendizado não procurado; é contratar a desconfiança na Entidade.

           Deveríamos permitir que cada pessoa, ao sentir-se doente, busque ajuda médica. Uma multidão de indivíduos diplomados de várias formas expressa seus pensamentos nas redes sociais e deseja ser intocável. Na verdade, todos têm razão até que se lhes faça uma pergunta. No entanto, quando questionamos o outro lado, somos criticados e cancelados. Certamente, esses tolos escrevem para tolos. Os homens sábios examinam todas as coisas. Eles não se impressionam apenas com um lado dos argumentos. Jesus disse que devemos julgar com reta justiça, não apenas pela aparência (João 7:24).

          Um indivíduo tolo é obri(gado) crer cegamente em tudo que ler. E os que não sabem ler protegem-se dos seus professores, achando que estão sendo atacados, mas é apenas sua ignorância que está sendo ferida, não sua pessoa.  CiFA

domingo, 21 de maio de 2023

PAGANDO ALUNO PARA FREQUENTAR A ESCOLA ("Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto." — Marquês de Maricá)

 


PAGANDO ALUNO PARA FREQUENTAR A ESCOLA ("Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto." — Marquês de Maricá)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Nossas relações interpessoais influenciam diretamente nossa disposição para aprender e absorver conhecimento. É importante cultivar uma atmosfera de empatia e respeito, pois é através dessas conexões positivas que podemos verdadeiramente expandir nossos horizontes e enriquecer nossa jornada de aprendizado. Disse Johann Goethe: "Em toda a parte só se aprende com quem se gosta." Seria maravilhoso se pudéssemos contar com um grande número de alunos que nutrem um verdadeiro apreço por seus professores. No entanto, lamentavelmente, essa não é a realidade. Muitos estudantes expressam seu desagrado de maneira aberta e sem cerimônias, utilizando apelidos depreciativos, criando tumultos e até mesmo recorrendo à violência. Essa falta de respeito e empatia prejudica o ambiente educacional e compromete a qualidade do processo de ensino-aprendizagem, pois desestimulam o professor.

Mesmo diante dessa situação, não devo recorrer a esses sentimentos copiados dos alunos para me vingar deles, proporcionando aulas de baixa qualidade. Como um professor aventureiro, eu ensino aqueles que desejam aprender, seja lançando pérolas aos porcos ou resistindo à tentação de ser um mercenário e lançar os porcos às pérolas. Minha missão é inspirar os estudantes, despertando seu interesse genuíno pelo conhecimento. E as estratégias pedagógicas apontadas pela coordenadora são o caderninho de plano enfeitado e o domínio de classe.

A maior ameaça que um aluno pode fazer ao professor é declarar sua intenção de desistir dos estudos. E se ele decidir abandonar, de quem seria a culpa? Não podemos ignorar a existência de tantos desistentes, que ainda permanecem na sala apenas por causa dos programas benéficos do governo. Afinal, há muito mais em jogo do que aparenta. O sistema precisa encontrar maneiras de reverter essa situação e oferecer oportunidades reais de aprendizado e engajamento para todos.

sábado, 20 de maio de 2023

A MAIS EDUCADA IRONIA ("Não é que todas as indiretas sejam para você, é que você sempre tem o molde da carapuça!" — Iago Simões)

 


A MAIS EDUCADA IRONIA ("Não é que todas as indiretas sejam para você, é que você sempre tem o molde da carapuça!" — Iago Simões)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

No antigo cenário habitual, a instituição religiosa estabeleceu o sistema educacional, porém atualmente enfrenta dificuldades em solucionar os dilemas gerados por essa mesma instituição, como o currículo secular e com influências satanistas, em busca de uma suposta modernidade.

Se uma das partes perecer, nós inevitavelmente sucumbiremos em conjunto, não por amor, mas por uma cumplicidade enraizada na proteção mútua que os semelhantes oferecem. Nossa família atravessa uma crise, assim como nossa instituição religiosa, enquanto os pedagogos afirmam que a escola permanece intacta.

Mas é irônico como todos parecem estar bem, não é? Afinal, quem precisa de soluções quando podemos ignorar os problemas e manter as aparências? CiFA

sexta-feira, 19 de maio de 2023

A DIVINDADE DA BÍBLIA ESTÁ NO LEITOR ("Ninguém duvida tanto como aquele que mais sabe." — Marquês de Maricá)

 


quinta-feira, 18 de maio de 2023

ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE E A RELAÇÃO COM OS ANIMAIS ("O bem e o mal não é nada mais que estado de consciência do ser humano animalizado"! — Glycon)

 


ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE E A RELAÇÃO COM OS ANIMAIS ("O bem e o mal não é nada mais que estado de consciência do ser humano animalizado"! — Glycon)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Durante uma aula de reflexão, compartilhei com meus alunos minha opinião sobre animais. Devo admitir que não tenho uma afinidade particular por eles, exceto quando se trata de desfrutar de sua presença em forma de alimento. No entanto, além dessas brincadeiras, fico perplexo com os ativistas hipócritas que, supostamente, dedicam suas vidas à "proteção" dos animais, mas não adotam uma dieta vegetariana. É curioso como essas pessoas afirmam amar tanto os animais, mas também os consomem.

Após ser diagnosticado com câncer de intestino, minha perspectiva mudou completamente. Foi nesse momento que comecei a refletir sobre as palavras do Dr. Lair Ribeiro, que questionou: "Se pescarmos um peixe no rio Tietê, operarmos seu tumor maligno e o soltarmos novamente no mesmo rio, que progresso fizemos?" Essa indagação fez com que eu adotasse um regime ovolactovegetariano. Percebi que algo precisava mudar em minha vida para alcançar um bem-estar melhor.

Atualmente, há diversas recomendações sobre alimentação, afinal, somos constituídos pelo que ingerimos. Nesse sentido, tenho investido mais em minha alimentação, uma vez que decidi eliminar o consumo de álcool, tabaco e carne. Com essa mudança, recuso-me a contribuir com a matança de animais para saciar minha fome. Gostaria de esclarecer que minha escolha de não consumir carne não se baseia em fanatismo religioso ou exagero ideológico, mas sim em uma necessidade e consciência lógica. Acredito que "Sirvo-me de animais para ensinar o homem", como uma forma de ilustrar a importância de repensar nosso relacionamento com os seres vivos que compartilham o planeta conosco.

Mas, chegará, contudo, o momento em que aqueles que se assemelham a animais serão devorados pelos que possuem características humanas. CiFA

quarta-feira, 17 de maio de 2023

A RELAÇÃO PROFESSOR-COORDENADOR: TRANSPARÊNCIA E COESÃO ("O amigo é-me querido, o inimigo é-me necessário. O amigo mostra-me o que posso fazer, o inimigo, o que tenho de fazer". — Friedrich Schiller)

 


A RELAÇÃO PROFESSOR-COORDENADOR: TRANSPARÊNCIA E COESÃO ("O amigo é-me querido, o inimigo é-me necessário. O amigo mostra-me o que posso fazer, o inimigo, o que tenho de fazer". — Friedrich Schiller)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

O aroma de café misturava-se com o cheiro dos picéis para quadro branco e frustração na sala dos professores. Sentado em minha cadeira habitual, observava o vaivém de colegas com expressões cansadas. Meus olhos pousaram sobre a figura imponente do novo coordenador pedagógico, provocando um suspiro resignado.

Ao longo dos anos, acumulei vasta experiência como professor, trabalhando sob a liderança de diversos coordenadores. Cada um chegava com seu estilo, suas promessas e, inevitavelmente, suas decepções. Lembrei-me dos meus primeiros dias, cheio de ideais e esperança, ansiando por um mentor que me guiasse pelos labirintos da educação.

A realidade, porém, revelou-se diferente. Os coordenadores, outrora educadores como nós, pareciam ter esquecido suas raízes, transformando-se em gestores de planilhas e metas. O ideal de um coordenador que protege e apoia seus professores tornava-se cada vez mais distante. Em vez disso, testemunhávamos um balé grotesco: coordenadores equilibrando-se entre as demandas da direção e as necessidades dos alunos, frequentemente deixando os professores de lado.

Um episódio marcante ilustrou bem essa dinâmica complexa. Certa manhã, um novo coordenador chegou, cheio de energia e ideias revolucionárias. Inicialmente, parecia um verdadeiro aliado dos professores. Com o tempo, no entanto, percebi sua postura ambígua: fingia apoiar os professores, mas na prática, defendia os alunos, ignorando as complexidades que enfrentávamos em sala de aula.

Essa abordagem dualista, muitas vezes incentivada pelo sistema educacional, visa encobrir a desordem existente. O sistema parece querer ambos os tipos de coordenadores, conforme sua conveniência, mascarando a verdadeira situação caótica que permeia nossas escolas.

Enquanto observava o novo coordenador circular pela sala, com seu sorriso ensaiado e promessas vazias, não pude deixar de imaginar: e se pudéssemos todos parar e lembrar por que escolhemos esse caminho? Por que decidimos ser educadores?

A campainha tocou, anunciando o fim do intervalo. Levantei-me, ajustei minha postura e me preparei para mais uma aula. Antes de sair, lancei um último olhar para o coordenador. Nossos olhos se encontraram brevemente, e vi neles um lampejo de reconhecimento, talvez até de arrependimento.

Saí da sala dos professores refletindo: talvez, um dia, possamos reconstruir essa ponte. É necessário um realinhamento estratégico que priorize a transparência e a efetividade, ao invés de se contentar com artifícios que apenas disfarçam os problemas reais. Somente através de uma mudança verdadeira poderemos avançar em direção a uma estrutura educacional mais coesa e funcional.

A união e o respeito mútuo entre coordenadores e professores são fundamentais para criar um ambiente propício ao aprendizado e ao desenvolvimento de todos. Afinal, a educação é uma jornada coletiva, onde cada um de nós tem um papel essencial a desempenhar. Quem sabe, um dia, o baile dos coordenadores se transforme em uma sinfonia harmoniosa, onde cada um de nós tenha seu papel valorizado e respeitado.

1. O texto apresenta uma visão crítica do papel do coordenador pedagógico na escola contemporânea, destacando a dicotomia entre as expectativas e a realidade vivenciada pelos professores. Com base em sua experiência como professor e em seus conhecimentos de sociologia da educação, analise os desafios enfrentados pelos coordenadores e as consequências dessa dicotomia para a comunidade escolar.

2. O autor propõe a união e o respeito mútuo entre coordenadores e professores como um caminho para a construção de um ambiente educacional mais positivo e eficaz. Considerando sua formação em sociologia, apresente propostas para a construção de uma relação mais colaborativa e construtiva entre esses profissionais.

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terça-feira, 16 de maio de 2023

TODA AULA É UM ASSÉDIO MORAL ("À beira da estrada Com o pelo tão sedoso O cachorro morto". — Paulo Franchetti)

 




TODA AULA É UM ASSÉDIO MORAL ("À beira da estrada Com o pelo tão sedoso O cachorro morto". — Paulo Franchetti)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Durante o desafiador período da pandemia, reconhecemos que manter as relações harmoniosas e positivas não foi tarefa fácil. No entanto, mesmo diante das dificuldades, é fundamental preservarmos a esperança e fortalecermos os laços de união e solidariedade. Sabemos que as conexões humanas, o respeito mútuo e o bem-estar dependem da nossa atuação coletiva. Portanto, é essencial que continuemos juntos nessa jornada, buscando construir dias melhores e promover a empatia, a compreensão e a cooperação entre todos nós. Unidos, podemos superar os desafios e construir um futuro mais brilhante.

Oba! As aulas voltaram presencialmente. Estou tão animado! Finalmente, as aulas retornaram e podemos nos encontrar novamente pessoalmente. É maravilhoso poder estar na sala de aula, interagir com os alunos, aprender juntos e desfrutar dessa experiência educacional enriquecedora. A presença física traz uma nova dimensão ao processo de aprendizagem, permitindo-nos criar conexões mais profundas e compartilhar momentos especiais. Vamos aproveitar ao máximo essa oportunidade e valorizar cada instante das aulas presenciais. Estou empolgado com tudo o que está por vir!

As surpresas desagradáveis começaram logo na primeira semana, quando propus uma atividade simples, mas reveladora, que valia um visto no caderno. Apresentei as exigências do poema que queria enfatizar: um soneto clássico com o esquema de rima ABBA/CDC/DCD. No entanto, durante a discussão na sala de aula, fui ameaçado com um processo por assédio moral porque não aceitei outro formato. Quando a aluna argumentou que fez do seu jeito porque era o seu ponto de vista e a forma como ela sabia fazer, senti-me obrigado a aceitar. Assim, assinei o visto, mas percebi que não poderia mais contar com ninguém. É como se o cachorro estivesse retornando ao vômito, repetindo os mesmos padrões indesejáveis. Como educador, é importante estimular a autonomia dos alunos, mas também orientá-los dentro dos parâmetros estabelecidos. Assim, construímos um ambiente de aprendizagem colaborativo e enriquecedor para todos. Nesse caso, não foi o meu caso. CiFA