"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

domingo, 10 de setembro de 2023

Ensaio Teológico I(28) Amigos ou Inimigos? Uma Reflexão sobre a Amizade Verdadeira

 




sábado, 9 de setembro de 2023

LIVRE-ARBÍTRIO OU DESTINO: UMA CRÔNICA SOBRE A BUSCA PELO SENTIDO DA VIDA. ("O mesmo sol que derrete a manteiga endurece o barro")

 


Crônicas

LIVRE-ARBÍTRIO OU DESTINO: UMA CRÔNICA SOBRE A BUSCA PELO SENTIDO DA VIDA. ("O mesmo sol que derrete a manteiga endurece o barro")

Por Claudeci Ferreira de andrade

Eu sempre me perguntei sobre o livre-arbítrio. Será que nós realmente temos o poder de escolher o nosso destino, ou será que tudo já está escrito nas estrelas? Será que somos os deuses da nossa própria vida, ou será que somos apenas marionetes nas mãos de um ser superior?

Eu lembro que, quando eu era criança, eu adorava ler histórias de aventura e fantasia, onde os heróis enfrentavam perigos e desafios para cumprir uma profecia ou um destino. Eu ficava fascinado com a ideia de que alguém pudesse saber o futuro, e que houvesse um plano maior por trás de tudo. Eu sonhava em ser um desses heróis, e em ter uma missão especial na vida.

Mas, conforme eu fui crescendo, eu fui percebendo que a vida não era tão simples assim. Eu vi que as pessoas tinham que lidar com problemas e dificuldades, que nem sempre tinham as mesmas oportunidades e chances, e que nem sempre conseguiam alcançar seus objetivos e sonhos. Eu vi que as escolhas que fazíamos tinham consequências, às vezes boas, às vezes ruins, e que nem sempre podíamos controlar tudo o que acontecia conosco.

Eu comecei a questionar se o livre-arbítrio era mesmo uma realidade, ou se era apenas uma ilusão. Será que nós realmente podíamos mudar o nosso futuro com as nossas decisões e ações, ou será que ele já estava determinado desde o início? Será que havia algum sentido ou propósito na vida, ou será que ela era apenas uma sucessão de eventos aleatórios e sem significado?

Eu busquei respostas em diferentes fontes: na filosofia, na religião, na ciência, na arte. Eu encontrei diferentes pontos de vista, diferentes argumentos, diferentes evidências. Mas, nenhuma delas me convenceu completamente. Nenhuma delas me deu a certeza absoluta que eu procurava.

Eu me dei conta de que talvez não houvesse uma resposta definitiva para essa questão. Talvez o livre-arbítrio e o destino fossem duas faces da mesma moeda, duas formas de ver a mesma realidade. Talvez cada um de nós tivesse um papel a desempenhar na vida, mas também tivesse a liberdade de escolher como desempenhá-lo. Talvez cada um de nós tivesse um futuro predestinado, mas também tivesse a possibilidade de modificá-lo.

Eu aprendi a aceitar essa ambiguidade, essa incerteza. Eu aprendi a viver com essa dúvida, essa curiosidade. Eu aprendi a valorizar cada momento da vida, cada experiência, cada escolha. Eu aprendi a ver cada situação como uma oportunidade, uma lição, uma prova.

Eu não sei se o livre-arbítrio existe ou não. Eu não sei se o destino existe ou não. Eu não sei se Deus existe ou não. Mas eu sei que eu existo. E eu sei que eu tenho uma voz. E eu sei que eu posso usá-la para expressar os meus pensamentos, os meus sentimentos, os meus sonhos.

E é isso que eu faço agora. Eu escrevo esta crônica para compartilhar com vocês a minha reflexão sobre o livre-arbítrio e o destino. Eu espero que ela possa inspirar vocês a também refletirem sobre esses temas. E eu espero que ela possa mostrar para vocês que a vida é um mistério maravilhoso, cheio de surpresas e possibilidades.

E vocês? O que vocês pensam sobre o livre-arbítrio e o destino? O que vocês escolhem fazer com as suas vidas? O que vocês esperam do futuro?

Eu adoraria saber as suas opiniões.

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

CRÔNICA DE UMA SALA DE AULA ("O conhecimento limitado gera orgulho, mas o amplo conhecimento humildade. Assim como as espigas vazias se elevam arrogantemente ao céu, enquanto as cheias se curvam humildemente para a terra, de onde vêm." — Leonardo da Vinci

 


CRÔNICA DE UMA SALA DE AULA ("O conhecimento limitado gera orgulho, mas o amplo conhecimento humildade. Assim como as espigas vazias se elevam arrogantemente ao céu, enquanto as cheias se curvam humildemente para a terra, de onde vêm." — Leonardo da Vinci

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Foi naquela manhã de sol radiante que me vi imerso, mais uma vez, na complexa dinâmica de uma sala de aula. O cenário era uma pequena escola, onde o aprendizado e os desafios se entrelaçavam, criando uma trama intrigante e, por vezes, desoladora.

Naquele instante, percebi que minhas observações sobre a vida escolar eram mais do que meros apontamentos, mas profecias. Elas eram uma janela para o microcosmo de uma sociedade em formação, onde os alunos, como atores principais, desempenhavam seus papéis com inúmeras nuances.

Eu e os demais professores fraquejado com a indisciplina da tal sala de aula esperávamos que a coordenadora pedagógica fosse o fio condutor com soluções viáveis. Estávamos diante de uma trama desafiadora que muitas escolas enfrentam diariamente. Como lidar com alunos indisciplinados? Essa pergunta ecoava em minha mente enquanto eu observava meus alunos indisciplinados se movimentando e resistindo a aula, e eu inutilmente tentando manter a ordem na sala de aula: um palhaço ali na frente.

Dois dias depois, obedecendo o horário de aulas, retornei àquela sala, A primeira cena que testemunhei foi a mudança de lugar de três alunos, os mais indisciplinados. O gesto, aparentemente simples, escondia uma complexidade de emoções e conflitos. As cadeiras da frente da sala pareciam um atestado de sucesso; agora, um território conquistado pelo desrespeito.

Era como se a escola, ao mudar o aluno de lugar, estivesse emitindo um sinal claro: "Nós não sabemos como lidar com você, então vamos isolá-lo." Mas, ao mesmo tempo, essa ação também afetava os alunos disciplinados, que viam sua tranquilidade perturbada pelo intruso.

A sala de aula tornou-se um microcosmo de uma sociedade em constante transformação, onde as relações interpessoais, o poder e a autoridade se entrelaçavam. Os bons alunos, muitas vezes, eram estorvados pelas decisões que visavam conter a indisciplina. A busca pelo equilíbrio parecia um desafio hercúleo.

Posteriormente, em uma reunião de pais, uma mãe corajosa ergueu a voz em defesa de seu filho. Era uma professora também, ciente das questões didáticas e pedagógicas que, por vezes, eram negligenciadas pelos pedagogos que decidiam as mudanças. Seu filho era um bom menino que fora obrigado a ceder seu lugar da frente ir para um, no "fundão".

Fiquei perplexo ao saber que alguns dos professores, por vezes, pareciam seguir uma lógica que não era clara para mim. A maioria deles, ao que parecia, estava focada na gestão da disciplina a curto prazo, sem considerar as implicações a longo prazo.

Mudar um aluno de lugar ou de turma parecia uma solução imediata, mas as consequências para a coesão da classe e o desenvolvimento pessoal do próprio aluno eram frequentemente negligenciadas. Era como se o tempo presente ofuscasse o futuro.

Aquela mãe e seu filho saíram da sala dos professores com uma vitória aparente. Lágrimas de crocodilo haviam concordado, não como mãe, mas como professora com a decisão da maioria ali sugestionada pela direção disciplinar. Eu não podia deixar de imaginar as implicações morais daquela escolha.

Refletindo sobre tudo o que testemunhei, uma verdade se tornou clara para mim: nunca se resolve problemas relacionais e de indisciplina apenas mudando o desordeiro de lugar, sem antes tentar mudar o caráter. Aquela lição foi aprendida da maneira mais difícil por todos nós.

As salas de aula continuam sendo laboratórios de vida, onde as relações humanas são testadas e moldadas. Nesse microcosmo, é essencial que a educação não se restrinja apenas à disciplina acadêmica, mas também ao desenvolvimento moral e social.

Não podemos nivelar todos por baixo, sacrificando o potencial dos bons alunos em nome da acomodação. Cada aluno merece uma oportunidade de crescer e prosperar, e a educação deve ser um farol que guia a todos, não importando o quão tortuoso seja o caminho. Porém praticando e ensinado a justiça.

terça-feira, 5 de setembro de 2023

Ensaio Teológico I(27) O Avesso do Medo: A Sabedoria como Convite e o Silêncio do Tirano

 


domingo, 3 de setembro de 2023

Ensaio Teológico I(26) A compaixão como expressão da sabedoria cristã ("Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender." — Nelson Mandela, Long Walk to Freedom)

 


quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Ensaio Teológico I(25) A compreensão da condição humana como base para a ética cristã