"''Me afogo em bipolaridade. Cubro-me de sensibilidade. E envolvo-me sentimentalmente.'' (Talita S.)

"Tenho muitos chocolates para acalmar minha bipolaridade nervosa." (Anna Ribeiro)

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 30 de dezembro de 2017

ESPERANDO BOAS NOTÍCIAS ("Noticias boas estão se tornando raridades" — (Vinicius Bispo Amorim)



Crônica

ESPERANDO BOAS NOTÍCIAS ("Noticias boas estão se tornando raridades" — (Vinicius Bispo Amorim)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Esta, pesar de promissora, é a última semana do mês de dezembro. Nada novo, só algumas retrospectivas de tudo de ruim que aconteceu durante o ano findo. Rir da miséria dos outros, de certa forma, nos dar alegria, porque não foi conosco. A cidade envolta em luzes coloridas, é Natal e Ano Novo, o povo canta! E eu ainda escutando os fogos da meia noite do dia 25, de olhos bem arregalados. Depressão avassaladora! Estou daquele modelo: esperando que os outros me compreendam e se aproximem. Sim, e vai ser assim, porque minha atitude já está decidida. O meu desafio para estas festividades é de me expressar como eu gosto: Quieto em meu canto. Agora se vier alguém, a gente viaja junto!
           Até agora, aguardei boas notícias. Nada! Eu queria avaliar, comprar e negociar. Mas, não teve como fugir do lugar comum! Resta-me ter paciência, mais um pouco, em meio a esta escuridão densa, que me faz zunir os ouvidos.  Sinto medo, talvez o medo do rio antes de entrar no mar! Então as palavras de Osho me confortam: "Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada que percorreu, para os cumes, as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. O rio precisa de se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entrar no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar-se oceano." Mesmo que o dom da paciência e da espera se destaque é inútil esperar demais pelo caminho. Porém, no mar, "Se você não se atrasar demais, posso lhe esperar por toda a minha vida." (Oscar Wilde).
           O melhor para mim neste momento é deixar o barco correr nesta última semana do ano. Vai ser mais proveitoso e menos traumático deixar que tudo aconteça e não encontre resistência. Mudanças automáticas deixam marcas quando transformam-nos! Deus não se importa comigo de forma particularizada, senão eu estaria em melhor condição que você. Quem tem a semelhança de Seu Deus é assim para defendê-Lo. Na verdade, eu tenho a penas sua semelhança, não a de Deus! Por que você me dar presente no natal de Jesus? Ele não me tira do abismo último!

Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 04/11/2016

Reeditado em 30/12/2017
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sábado, 23 de dezembro de 2017

UM PROFESSOR AVALIA MELHOR QUE O OUTRO? ("O imprescindível consiste no método da avaliação!" — Hilletiy santos)



Crônica

UM PROFESSOR AVALIA MELHOR QUE O OUTRO? ("O imprescindível consiste no método da avaliação!" — Hilletiy santos)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Existe uma baliza negativa do ensino fundamental, enquanto um professor catedrático em sua disciplina depender dos outros para a avaliar seu aluno, ele é só um dente podre na boca do "gigante" ainda sonolento. Que os deuses acelerem o processo de reação corrosiva, para com a dor, assim o Gigante possa acordar. Como podem eles atribuir-lhe a nota que eu não gostaria?

           Qualquer bom professor sabe que um aluno pode ter um bom desempenho em uma disciplina e ter empatia ao professor; em outra, ser fraco e não gostar de seu professor. Mas, a profissão de professor dá o direito de um ser humano julgar os outros, sem lhe causar estranheza, e de tanto se preocupar com a vida alheia, esquece-se completamente da sua, adquirindo um traço de caráter doentio, pois vomita opiniões abundantemente, mesmo sem ninguém pedi-lo. Quando se afirma que professor é formador de opinião, qual tipo de opinião está sendo formada, se o sistema educacional caiu no descrédito social? Ou o que leva colegas de trabalho brigarem para ser misericordiosos ou carrascos, usando aluno como chicote ou veludo, divergindo-se só pelo prazer de aparece ou meramente seguindo a conveniência? Um mesmo argumento sentimentalista ou não, na boca de um professor mercenário, serve tanto para justificar ora a aprovação, ora a reprovação! E isso é bem explorado atualmente!
             Já que não tenho quase nenhum direito na escola: de escolher os conteúdos a serem ensinados, a metodologia é supervisionada, até a merendeira pergunta sarcasticamente pelos os alunos que não consigo forçá-los a ficar na classe para o lanche ser servido, então que não me tire o direito de pelo menos atribuir uma nota vingativa, seguindo critérios que julgo justos a alunos infrutíferos.
             Todavia o medo dos pais "barraqueiros" e superiores monopolizadores faz-me abrir mão de mim mesmo, ou melhor, de meus princípios morais e recorrer a cumplicidade dos colegas, pois se decido sozinho, a culpa é minha, quando meu carro foi riscado e com pneus furados por alunos reprovados. Por isso, na verdade, nem quero que acabe o conselho de classe, é ali que dividimos as responsabilidades para posteriormente jogar a culpa no outro, ou diluí-la entre todos, caso se agravem as consequências dos erros da avaliação. Então vou e volto nessa ideia, perdi também até a minha capacidade de ser autônomo. Como se não bastasse pretender ensinar quem não quer aprender conteúdos considerados inúteis, ainda tenho que aceitar a avaliação da concorrência como se fosse a minha. E Assim, é o conceito de ética profissional variável? Então, danem-se todas as éticas que não têm a admiração dos envolvidos, salvando minha reflexiva Síndrome de Estocolmo.
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 19/12/2017

Reeditado em 23/12/2017

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sábado, 16 de dezembro de 2017

HAJA UM INTERVENTOR EM CADA ESCOLA ("Milagre é tudo aquilo em que houve intervenção Divina e que a ciência não conseguiu explicar por meio do ceticismo científico." — Herbert Alexandre Galdino Pereira)



Crônica

HAJA UM INTERVENTOR EM CADA ESCOLA ("Milagre é tudo aquilo em que houve intervenção Divina e que a ciência não conseguiu explicar por meio do ceticismo científico." — Herbert Alexandre Galdino Pereira)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Ontem eu estava aqui num intervalo, entre uma pena e outra, pensando quando vou ter um bom momento profissional, ser reconhecido no trabalho pelas minhas realizações e minha dedicação!!! Tanto no Estadual quanto no Municipal,  realmente está puxado, estou dosando o esforço e controlando a ansiedade. Mas, talvez seja este só um momento de racionalidade, no qual clamo por serenidade e força interior! De repente, a felicidade natalina bateu em meu portão literalmente, Papai Noel se lembrou de mim. Aliás, nunca duvidei de sua existência. Assim minha gratidão tornou-se maior ao Deus dos benevolentes, visto que batem em minha porta, quando não são as Testemunhas de Jeová, são cobradores e agentes sanitários. Porém, dessa vez, foi o Diretor interventor do Colégio trazendo-me um Panetone com as boas vindas festivas do Natal, e olha que ainda estou em licença... Qualquer um se esqueceria do funcionário inativo temporariamente. Num caso como esse, muitos outros gestores gostariam que sobrasse panetone, então se justificavam facilmente com o "se não forem buscar..." E viva o natal da intervenção, mais antes tivesse acontecido. Agora percebo que está surgindo uma fase propícia a fazer escolhas importantes, pois meu senso de oportunidade se eleva e, quando é assim, conduz-me rumo a caminhos promissores. Ainda que piorar não tivesse mais jeito, não perdi a fé. Este é um momento de oportunidades. Tenho que acreditar, vou ser mais racional e objetivo nas conversas que tratam dos recursos emocionais e financeiros de minhas relações. Os deuses estão cuidando de mim!
            Não vou mais resistir as mudanças que estão acontecendo ao meu redor. Vou deixar que as coisas tomem seu rumo natural e não quero manipular as situações. Acho que o melhor a fazer é administrar os impulsos nessa longa fase de transição e me adaptar. Essa mudança já era necessária e até que demorou a chegar. Só me sinto um pouco melancólico diante dos problemas corriqueiros de toda mudança. Tomara que a recompensa FIRME-SE EM estabilidade e bem-estar! Estou começando hoje a viver como se fosse meu aniversário, relembrando tudo o que me esqueci ou escondi de mim mesmo nos últimos anos. Precisava mesmo que alguém me ajudasse rever o passado sem deixar inquietações mentais e sem me tirar do caminho.
            É agora em que devo usar todo o meu potencial. Sinto, que de alguma forma, fui reconhecido pelo meu valor. Sim, minhas ideias estão sendo usadas e meus projetos concretizados. É claro que ainda não posso abandonar meu lado estrategista. Já que outras pessoas podem ter chegado antes de mim. Todavia as pessoas que me apareceram ontem são as melhores para o meu caminho de sucesso. Um feliz natal e próspero ano novo para todos nós. Arre 2018!
Kllawdessy Ferreira
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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 04/11/2016

Reeditado em 16/12/2017

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sábado, 9 de dezembro de 2017

DESESPERO ("A pressa passa e o que você fez com pressa fica."— Tati Bernardi)



Crônica

DESESPERO ("A pressa passa e o que você fez com pressa fica."— Tati Bernardi)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Hoje, como posso ser reconhecido pelo meu potencial e brilho pessoal. Como posso estar em destaque se quando volto a atenção para mim mesmo, a minha aparência e meus feitos não me recomendam. Só me resta então ser bem egoísta e pensar mais em mim, assim a arrogância tomará conta de mim, agravando a minha dificuldade de me relacionar com as pessoas em geral. Todavia, pelo menos me respeitarão, sufocadas com meu peso. Não vou mais adiar, para momentos mais fluidos, as conversas difíceis e as negociações delicadas. O conflito nesse momento é de meu interesse e não faço questão de expressar amabilidade alguma. "Remédio para doido é um doido e meio". Não se assustem normalmente não costumo expor minhas vulnerabilidades, porém fico assim depois de uma tarde toda ministrando aulas no Ensino Fundamental.
            Uma coisa é a malandragem de aluno, outra coisa é a malandragem de professor. Então, vou lhes contar o motivo de meu desespero:  Eu achei que tinha entendido o ato de misericórdia da coordenadoria quando me orientou que se o aluno de tudo não fizer nada, devia colocar um 3 na média bimestral dele, pois ficará possível de, nos outros bimestres, ele atingir a média mínima para aprovação. Sim, mas de tanta chance, e se ele não abraçar nenhuma das oportunidades?! Aí, o professor deverá acrescentar a outra metade do oito que é um três investido. A aprovação daquele incompetente e desleixado vai perpetuar o ciclo vicioso da desordem em sala de aula.
            O mais preocupante é a desordem entre os professores no conselho de classe final, onde os colegas brigam para aprovar todos os de nota insuficiente, apresentando recomendações fingidas de que estão recuperados, na verdade, foram os conteúdos não aprendidos nas aulas normais repetidos e, dessa vez, em um trabalho enorme e difícil, só para constatar que eles não vão cumprir mesmo, passaram o ano brincando, não será agora que o farão. Eles se recusam qualificar-se e o professor fica de castigo, elaborando trabalhos que nunca serão bem feitos, minha última alegria é que também me serão fáceis de corrigi-los, brincando de fogueirinha.          
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 03/11/2016

Reeditado em 09/12/2017
Código do texto: T5812221 
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domingo, 3 de dezembro de 2017

CONFRATERNIZAÇÃO versus FUNERAL ("Civilização é, antes de mais nada, vontade de convivência." — José Ortega y Gasset)


Crônica

CONFRATERNIZAÇÃO versus FUNERAL ("Civilização é, antes de mais nada, vontade de convivência." — José Ortega y Gasset)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Por volta de Dezembro, precisamente no final do quarto bimestre, na escola, fazem-nos uma festa de despedida. Então, mas não gosto dessas confraternizações de professores. Como sempre, sou um tanto intransigente com as pessoas que fazem parte de meu relacionamento. Na verdade, eu não gosto mesmo é do que elas gostam: comer carne, beber cerveja, ouvir música de corno alta e das "vaquinhas", isto é, ter de levar carne para o churrasco, jamais! Conviver com as pessoas é uma arte que poucos sabem usar, e eu também não sei... Não é minha intensão exigir carinho e compreensão das pessoas, quero todas perto de mim do jeito que são. E peço apenas que me respeite do jeito que sou. Na verdade, sempre sou eu quem tende a se desestabilizar diante de pressões externas como essas, portanto faço o possível para melhor socialização sem demonstrar cara feia. Apesar de tudo, olhando outros aspectos, já participei de muitos momentos festivos na escola, estou treinado, pois me parece um momento ideal para estar ali com meus colegas de trabalho, fora da hora de aula, contando histórias do passado, mexendo com nossas lembranças, tocando o coração e a alma uns dos outros. Temos de fazer valer o desperdiço de tempo, o jogo de bilhar e todas as fotografias, enfim o almoço. Tem essa vantagem! Apesar de tudo, surge um momento em que as afinidades ficam evidentes no tereno das amizades, embora sirvam para formar as panelinhas.
            Correndo os riscos já apontados, ainda temos de considerar o que diz em Ecl. 7:2: "Mais vale ir a uma casa em luto do que ir a uma casa em festa, porquanto este é o fim de todo ser humano; e desde modo, os vivos terão uma grande oportunidade para refletir." Por isso me recuso a ficar um pouco mais extrovertido e cheio de emoções desequilibradas e é exatamente isso que me acontece nesses eventos de bebedeira e alganzarra, onde sou incentivado a caminhar e cantar, perdendo o rebolado! É que o meu anjo farrista me guia em busca do desregramento interior. E vai que eu encontre lá um Chefe e autoridades que talvez me surpreendam com atitudes provocativas. Alunos que pressionam e explodem: quem pode aguentar isso sem se rebelar? É melhor um funeral, contanto que não seja de mim mesmo!        
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 03/11/2016

Reeditado em 03/12/2017

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domingo, 26 de novembro de 2017

OU SEJA, OU MELHOR, ENCCEJA NELES! (A pior forma de desigualdade é tentar fazer duas coisas diferentes iguais. — Aristóteles)




Crônica

OU SEJA, OU MELHOR, ENCCEJA NELES! (A pior forma de desigualdade é tentar fazer duas coisas diferentes iguais. — Aristóteles)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Hoje é mais um dia do Brasil "Macunaímista", que não suporta sala de aula produtiva, fazer a prova do Encceja (mais de 1,5 milhão). Chuva de diploma, com méritos rasos, habilitando, para o Enem, quem não estudou de forma suficiente e supervalorizando uma prova fraudável. "Um reino dividido não subsistirá". Com que ânimo, os outros jovens frequentarão paulatinamente a modalidade regular? E a Educação, cada vez mais, merecendo o respeito que a sua injustiça conquistou! "Para fazer o Encceja 2018 é preciso ter pelo menos 15 anos (para quem precisa do certificado de ensino fundamental) e 18 anos (para certificação de ensino médio). Essas são idades mínimas para que estudantes que eventualmente estejam em ensino regular não tentem fazer o exame para “adiantar” diplomas, por exemplo." Um forte incentivo à irresponsabilidade pedagógica de todas as partes. Os jovens vão atrapalhar as aulas ainda mais até a idade recomendada, ou seja, ou melhor, ENCCEJA neles, depois o diploma os perseguirá. E a inscrição grátis no Enem é um direito conquistado sem prestígios. Disse Mendonça Filho: – "O Enem não servirá como instrumento de certificação e conclusão de ensino médio, e sim como instrumento de acesso ao ensino superior, pois termina exigindo de um jovem ou adulto que queira a certificação no ensino médio mais do que seria necessário, é uma imposição de um ônus, de ter que ter um conhecimento a mais, para aqueles que só querem ter uma certificação no ensino médio"( como se fosse ruim exigir que os brasileiros tivessem "um conhecimento a mais"). Então, vamos nos contentar com o diploma sem o conhecimento correspondente! Os inocentes que parecem ser, só querer um certificado, poderão fazer o Encceja quantas vezes forem necessárias até conseguir, e o Enem estará garantido com nota acima de "zero" na redação. — "Todos aqueles que tenham realizado o Encceja Nacional em anos anteriores e não obtiveram média para aprovação na área de conhecimento, poderão inscrever-se novamente no Exame para eliminação do componente curricular desejado, caso tenham interesse."
           Os desiguais agravam a desigualdade! Esses favorecidos de notas mínimas, "Sisurados" para os cursos de licenciatura de baixa procura são eles mesmo os professores do futuro, e a qualidade de nosso sistema educacional de mau a pior. Na verdade, estes acobertados pela Portaria Ministerial nº 3.415, de 21 de outubro de 2004, são os protagonistas da distorção série idade não porque não tiveram oportunidade, foi porque não as aproveitaram, são os refugos do ensino regular. O governo maternal os mantém, suprido-os de tudo: Desde quando me entendo por gente, há ensino público e gratuito, com livros, e uniforme, e lanche até transporte escolar. Os que querem só as benécias se deixam reprovar, para desfrutar por mais tempo. Até que cheguem ao ensejo da idade mínima permitida para a diplomação fácil. Pois, a certeza das misericórdias lhes descansa. A repescagem é um esforço que vale dinheiro. Refiro-me ao credenciamento de verbas para a unidade escolar a partir da quantidade de alunos matriculados, sem se importar com a qualidade.
            É assim que se valoriza professor?
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 19/11/2017
Reeditado em 26/11/2017
Código do texto: T6176127 
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sábado, 18 de novembro de 2017

GOZANDO COM LICENÇA! (O trabalhador só se sente à vontade no seu tempo de folga, porque o seu trabalho não é voluntário, é imposto, é trabalho forçado." — Karl Marx)



Crônica

GOZANDO COM LICENÇA! (O trabalhador só se sente à vontade no seu tempo de folga, porque o seu trabalho não é voluntário, é imposto, é trabalho forçado." — Karl Marx)

por Claudeci Ferreira de Andrade

             Hoje, atentando para o descanso de apenas seis meses de licença prêmio, Meu depósito se encontra cheio de energia, está vazando pelos poros, folgadamente movimento-me feliz, sem estresse, e o tempo processa minha transformação. Já posso contar com, além da vitalidade e do encanto pessoal, com a força de pessoas de autoridade, pois também disponho de tempo para lidar com elas, preciso correr atrás de pessoas que sabem aonde querem chegar. De algum modo misterioso, eu as atraio, e poderei, por intermédio da ajuda dessa gente, chegar mais longe e mais fundo. Tenho por direito adquirido mais duas licenças  prêmio para serem desfrutadas (6 meses). Detesto mendigar, não sei me impôr, todos devem saber o que é melhor para si sem prejudicar os outros e/ou a si próprio. Apenas exerça sua cidadania. "Algumas pessoas procuram os padres; outras a poesia; eu os meus amigos." (Virginia Woolf). Sigo o conselho de Sêneca: "Conversa com aqueles que possam fazer-te melhor do que és."

             Então minha grande meta para essas férias diferenciadas é resgatar o prazer pelo trabalho, quem sabe descansando ressignifique minha atuação?! Porque com aquelas movimentações de conselhos de classe, o clima estava muito tenso, mostrando-nos cruelmente a tendência da atual imoralidade educacional. Alguns alunos que me encontraram na rua, afirmaram que só ganhei a licença por que tinham muitas reclamações a meu respeito. Já não espero mais surpresas e reviravoltas no campo profissional e na relação com chefes e colegas. Todavia, não posso largar tudo a esta altura, estou velho demais para começar tudo de novo em outra função, o jeito é pegar o osso e não largá-lo! kkk ! Ou bem jogo a toalha, ou ainda encaro o cabresto. Já tive minha oportunidade, agora sabemos que as portas se abrem mais facilmente para quem tem boa aparência, e já não gozo deste privilégio. Pode soar estranho, mas infelizmente, ou felizmente, é assim mesmo. Sei que o que me falta na aparência ganho nas virtudes. Todavia quem se importa com virtude dos outros? Tenho valor e um enorme potencial, mas como posso me aliar a uma boa imagem? Vivo em um mundo de aparências e inovação dos gêneros!!!
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 03/11/2016

Reeditado em 18/11/2017
Código do texto: T5812209 
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sábado, 11 de novembro de 2017

ENEM 2017 (Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil)



Crônica

ENEM 2017 (Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Uma redação que valha nota 1000, com esse tema, não pode se enviesar pelos os caminhos já conhecidos, os que supostamente ajudam na inclusão social dos deficientes auditivos, porque, pelo contrário, promovem a persistência da discriminação já existente. Não é cota e nem a oficialização de uma segunda língua que seria a grande sacada, mas, tecnologias para resolver o problema da surdez nessa minoria de nossa gente, diminuindo a desigualdade, dando ao deficiente possibilidade de se equiparar pelas vias normais com todos os brasileiros. Ou este tema exige uma redação nota 1000 daquelas que sugerem ao povo brasileiro o aprender libras para poder se comunicar com os surdos? Quem vai querer estudar libras, senão os parentes bem próximos do deficiente auditivo e/ou um profissional! Ensinar libras é mais barato do que implante coclear?
            Do que adiantará a instituição obrigatória do estudo de Libras no currículo dos licenciandos em pedagogia, se todo vida já houve a obrigatoriedade de Língua inglesa, desde o fundamental, e pouquíssimos brasileiros falam, leem e escrevem em inglês? E diga se de passagem, os que aprenderam fizerem-no em um curso específico de escola especializada e muito empenho. Agora o milagre da inclusão social é o estudo da linguagem de sinais?
            Qual é o grande objetivo do tal ENEM? Tem mais a ver com quantidade ou qualidade? Se as avaliações fossem sérias nas escolas, e alunos galgassem as séries com mérito, não precisaria dessa comoção nacional que destrói a autoestima de muitos reprovados e promove a fraude e outras desonestidades na ânsia de prosseguir nos estudos a qualquer preço. Visto que os jovens já são selecionados com provas no mercado de trabalho deveriam também sê-los nas escolas. 
          Eu desconfio que a intenção da redação do Enem é descobrir profetas! E adivinhar o tema já é uma boa iniciativa. Sobretudo, isso não é indicador de conhecimento, porque clarividência é sobrenaturalidade. Agora imagina 6 milhões de brasileiro estudando um tema pré-anunciado, a profundidade que teriam! Todos em busca de inovação, algo inédito e original. E a qualidade das redações seria outra, uns iam até decorar seu texto como estão habituados em fazer. Mas, os trabalhos produzidos seriam de grande contribuição para o crescimento científico. E as redações dos atuais vestibulandos servem para que, depois de corrigidas? Por isso digo, o Enem, embora caro, deveria ser um evento de grande motivação para estudo e pesquisa. E o governo poderia apresentar temas sociais e científicos que fosse problema de difícil solução, como um concurso de jovens cientistas. Todavia, não é isso que acontece, eles tocam superficialmente nisto e naquilo e não se aprofundam em nada. Afinal, aprofundar em quê se ninguém adivinha. Nem sabem qual curso querem fazer na faculdade, é o que a nota do Enem lhes permitir. "Somos um povo cansado de só responder gabaritos em provas do Enem. A Educação só liberta quem aprendeu a argumentar." (Elenilson Nascimento). Para constatar o que digo, basta ler as atuais redações nota 1000. Nas outras, só se fala porque não podem mais aplicar-lhes zero! 
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 06/11/2017

Reeditado em 11/11/2017

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sábado, 4 de novembro de 2017

RELÍQUIA DE AMIGO ("Muitas vezes não temos tempo para dedicar aos amigos, mas para os inimigos temos todo o tempo do mundo!" — Leon Uris)



Crônica

RELÍQUIA DE AMIGO ("Muitas vezes não temos tempo para dedicar aos amigos, mas para os inimigos temos todo o tempo do mundo!" — Leon Uris)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Detesto receber visitas em minha casa, meu refúgio, ainda mais de pessoas portando crachá da largura do peito. Vivo no tumulto do ambiente escolar, cheio de gente que não tenho certeza da amizade. Quando venho para casa, quero me esconder. Ninguém é bem vindo, até porque nunca me apareceu alguém, trazendo-me presentes. vem só minar o pouco tempo que me sobra para ensaiar umas notas no violão, e ler alguma coisa importante, e ... Gosto da visita dos funcionários dos correios, porque os atendo lá fora, pego a encomenda e os despeço ali mesmo, eles têm pressa de fazer o seu trabalho. Eu sou como eles, minhas visitas sempre têm um motivo nobre. Por isso, prefiro ir visitar as pessoas quando sou convidado, elas convidam quando precisam da gente, Aí sou rápido como quem tem uma missão a cumprir, sei exatamente a hora de ir embora. Não incomodo ninguém. E adoro as dicas de inconveniência, manco-me logo. Gosto de ter poucos amigos, só os que respeitam minha solidão, e se esses não ligam para  mim, protegem-me deles. 
           Hoje, pela primeira vez,  fui, sem ser convidado, visitar um amigo de infância, a fim de me encontra com o passado, há muito já sem detalhe. Cheguei e imediatamente fui pedindo o álbum de fotografia da família para recordar nossa infância. Encontrei uma relíquia em seus amontoados de fotografias. Então achei essa muito importante, não me lembro o ano, e nem ele se lembrou mais, apenas sei que foi uma participação minha em um festival de música popular, em Araguaína, no inicio dos anos 80. Em minha reflexão, até que sou uma pessoa normal, também tentei ser artista. Não no estilo contemporâneo, mas à moda antiga! Todavia não nasci para ter fã! Mas, a minha pena, estre outras, como o lado negro da solidão, é que serei encontrado morto. "Quem mora só não morre, é encontrado morto". Quem sabe fui avisá-los que agora está mais próxima minha partida eterna.
            Sobretudo, deve haver um lado bom nas amizades, daquelas antigas. Nesse caso, Johann Goethe está com a razão: "A amizade é como os títulos honoríficos: quanto mais velha, mais preciosa."
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 03/11/2016
Reeditado em 04/11/2017
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sábado, 28 de outubro de 2017

TIROTEIO DE ALUNO, CORRIGINDO O MAU CHEIRO DO DESRESPEITO ("É preferível cultivar o respeito do bem que o respeito pela lei." — Henry David Thoreau)



Crônica

TIROTEIO DE ALUNO, CORRIGINDO O MAU CHEIRO DO DESRESPEITO ("É preferível cultivar o respeito do bem que o respeito pela lei." — Henry David Thoreau)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Lendo sobre o incidente do colégio Goyases, onde o adolescente ferido por bullying chegou ao extremo, matando e baleando alguns dos seus agressores. Devo considerar que o Bullying é um crime, primeiramente pela a devastação que causa na alma, refletindo em todo o ser das vítimas, depois dando teor rixoso aos seus atos. Há quem diga que o motivo do garoto agir com arma de fogo não foi o bullying que sofria, mas porque tinha um caráter satânico e era admirador do Nazismo. Acreditar assim é atribuir a culpa só ao assassino, e "culpar o outro é um escapismo diante da omissão dos fatos e a não compreensão dos efeitos" (Dhiogo J. Caetano). Contudo, o bom senso me diz que ninguém colhe sem plantar, se assim o fizer, comete injustiça. Além do mais, o contraponto está nos depoimentos dos feridos, todos entrevistados disseram que o garoto da arma sofria bullying sim, exceto os que queriam se justificar. Então, ele usou a arma que lhe estava mais acessiva, agindo em sua legítima defesa!
           "A paz só se conquista com a Justiça!" (Hermes C. Fernandes). A justiça deve ser aplicada pelas autoridades constituídas, de quem é de dever, mas na ausência dessas, faz-se-lhe o coagido com as próprias mãos. Não quero entrar aqui no juízo de valor, do certo ou errado, sobretudo a recomendação bíblica é: "amar o próximo como a si mesmo." Que cada um lute primeiro pela sua própria vida e saúde... Assim terá parâmetros e referencial para amar o outro.

           Você lamenta pelas mortes do tiroteio na unidade escolar, mas não lamenta pela dor e sofrimento do garoto desmoralizado e por muito tempo. Ninguém tem o direito de fazer campanha para dar desodorante a ninguém, corrompendo a performance da caridade. É fácil se livrar de um "fedorento", é só sair discretamente de perto dele, sem sofrer nem fazê-lo sofrer.  Você no lugar dele, que jamais suportaria ser chamado sequer de feio, que faria? Responde Bertolt Brecht: "Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem."
             Disse Cláudia Hanna: "Concordo com você Claudeci Andrade, o que falta a nossa sociedade é respeitar o individuo como ser único, com suas qualidades e seus defeitos. Existem situações que vão acabando com a pessoa, coisas que quem está de fora acha besteira, mas para quem é o alvo da chacota, sofre muito, infelizmente precisa acontecer uma tragedia dessa para que se aprenda a respeitar o próximo."
           Obrigado, Cláudia Hanna, pelo equilibrado pensar! Estou feliz por não me condenar à loucura. Pois sempre acreditei que se não for possível serem respeitadas as pessoas pela as vias pacificas, na base da educada tolerância, aceitando-as como elas são, com seus defeitos e tudo, pois ninguém é perfeito, então que alguém corajoso diga de forma trágica esta lição demais necessária. E o medo de nova tragédia possa coibir o tal bullying. Desrespeito deve ser combatido pelos arautos da justiça, uma vez tornando-se o bem vencedor, estabelecer-se-á a paz! E agora, nada é mais adequado do que as palavras do Bento  Fleury, firmando-nos a esperança: "De fato, cada um morre um pouco na morte de cada outro, mas, os fragmentos de alegrias clareiam o coração e impulsionam nossos passos a seguirem adiante, da forma possível, até que, um dia, todos estejamos juntos numa nova pátria sem adeus!" 
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 25/10/2017
Reeditado em 28/10/2017
Código do texto: T6152694
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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Claudeci Ferreira de Andrade,http://claudeko-claudeko.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

sábado, 21 de outubro de 2017

DELONGAR O TEMPO ("A maior inimiga de um homem é a sensação de que é possível adiar sem perder a oportunidade" — André Cia)



Crônica

DELONGAR O TEMPO ("A maior inimiga de um homem é a sensação de que é possível adiar sem perder a oportunidade" — André Cia)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Hoje, deparo-me com os desafios da segunda feira, uma sobrecarga de demandas que desestabilizam meus ânimos. Estou procurando minimizar o estresse com uma postura positiva e colaborativa com as pessoas... Como não tem outro jeito, então que venham os negociadores, farei qualquer negócio ou acordo, mas só vou assinar qualquer documento na próxima semana. Agora minha agenda está flexível exatamente para minimizar a tensão dos previstos. E não me venham os imprevisíveis.
             Tenho que desconfiar das facilidades, estou pesando os prós e os contras e não vou deixar me seduzir facilmente pelas oportunidades "cabeludas". Porque estou com meu humor oscilante e melindres. Então é prudente que eu também deixe para outro dia as decisões importantes, garantindo ótimos resultados futuros. É bem provável que você me chame para ajudar em algo que utilize minhas habilidades naturais. Detesto ser movido por impulsos. Por favor dê-me um tempo para pensar.
            Na próxima semana, estarei mais maduro e nestas circunstâncias estará mais elevada minha experiência com as vivências, conseguinte estarei mais assertivo frente aos desafios nas relações humanas, especialmente com pessoas de cuja ações são negativamente conhecidas, forçando-me a lidar com sentimentos de apego e de frustrações. Estou buscando a transparência, não vou me contentar com impressões superficiais. Sei que é preferível lidar com a dura realidade do que com sonhos distantes. O sentimentalismo precisa de um porto seguro, caso contrário a sensação pode ser a de estar à deriva, porém o desgaste requer uma pequena folga. Nesse caso, o amor próprio é o que segura a minha onda.
           Deixe sempre para amanhã o que hoje é duvidoso!          
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 03/11/2016

Reeditado em 21/10/2017
Código do texto: T5812202 
Classificação de conteúdo: seguro

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