"A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero." (Victor Hugo)

"Uma falsificação é impossível quando não se tem o modelo a falsificar." (Helena Blavatski)

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 29 de junho de 2013

MINHA CASA, MINHA GAIOLA (Eu preso, e os malfeitores soltos pelas ruas)


Crônica

MINHA CASA, MINHA GAIOLA (Eu preso, e os malfeitores soltos pelas ruas)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Qual é a eficácia do desarmamento se todo bandido tem armas escondidas? O que eles não têm mesmo é consciência. Bandido sem arma não tem poder, não é bandido de verdade!!! Os políticos pretendem acabar com a bandidagem, apelando à consciência de quem não a tem?
          Minha casa é minha gaiola, eu preso, protegido pelas rudes paredes que comprei, e os malfeitores soltos e livres pelas ruas se divertindo à vontade. Racionalizando o valer a pena do sofrer engaiolamento, não deve ser motivo de tristeza para um "passarinho" que se preza, visto que se tem de enfrentar desarmado os perigos da imensidão, regida pela lei dos mais fortes. Por isso, ainda canto e escreverei poemas por muito tempo aqui dentro, para mim mesmo.
          Como será o mundo, se os dóceis, frágeis e sensíveis se esquecerem de voar e procurar seu próprio alimento, quais aves velhas de gaiola?
          É impossível, quando milhares de pessoas se unem, não ter o mesmo objetivo. Mas, esta série de manifestações em várias partes do país, só poderia resultar em um grande ato público nacional que também promove a violência. Também não resolveria uma manifestação contra a violência das manifestações, porque os brados dessa passeata seriam dirigidos a quem, na verdade? Acredito que as palestras seriam dirigidas para quem não precisa ouvir conselhos dessa natureza, estatísticas e intimidações com frases de efeito, combatendo a violência. Dizer para o criminoso: Não me mate, é, no mínimo, apelar a uma consciência cauterizada. Sensibilizar bandido é um trabalho que rende pouco. O crime é um vício, como os fumantes que têm muitas advertências no maço de cigarro, porém, até hoje, ainda, continuam fumando.  "Está morto: podemos elogiá-lo à vontade." (Machado de Assis). Vândalos, saqueadores e bandidos devem ser tratados com a crueldade que eles nos tratam, talvez faça sentido, senão estaremos sendo cúmplices deles! Quando confiamos na polícia, talvez estamos sendo cúmplices também de alguns "bandidos da lei", mas, pelo menos, obedientes às autoridades. Digo melhor, que meus impostos paguem uma polícia justa, consciente, forte e atuante. Eu confio nos órgãos públicos de defesa do cidadão, pois ainda saio para ir trabalhar e ir ao supermercado! Não basta ter casa, precisamos de segurança.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 27/12/2012
Reeditado em 29/06/2013
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segunda-feira, 24 de junho de 2013

O gestor escolar como construtor de cenários


23/06/2013 às 20h33

O gestor escolar como construtor de cenários

DIÁRIO DA MANHÃ
FRANCISCA PARIS

A imagem do educador como um profissional capaz de produzir cenários onde a aprendizagem se desenvolva ilustra bem a mudança no papel dos professores, ao longo das últimas décadas. Entre as competências do bem ensinar, está certamente a de criar um ambiente estimulante no qual crianças e jovens possam encontrar sua rota de aprendizagem, construam seu percurso de aprendizes, cresçam.
Se pensarmos bem, a imagem da construção do cenário também se refere diretamente ao trabalho dos gestores. O diretor, o coordenador, enfim, os líderes educacionais, devem, cada vez mais, ser capazes de entrever e construir os cenários do seu projeto de escola.
Pode-se pensar nesse papel de duas diferentes perspectivas. Uma delas é o contexto imediato, próximo. Liderando equipes complexas, em que atuem diversos profissionais com diferentes personalidades e formas de trabalhar, os gestores precisam ser capazes de articular um relacionamento produtivo. Isso implica, por exemplo, a construção de um ambiente de trabalho que concilie criatividade e disciplina, espaço de valorização do mérito de cada um e resultado do grupo. Ser capaz de organizar a cena profissional é uma habilidade importante para o gestor contemporâneo que precisa ser desenvolvida.
Há, porém, cenários maiores do que esse: um deles é o grande palco das mudanças da sociedade contemporânea. Se é imprescindível olhar para dentro, com atenção e critério para o que acontece na escola – nossa área de influência mais próxima –, é igualmente importante olhar para fora, ou seja, tentar compreender o que se passa no mundo. Se há algo que caracteriza nossa época é a volatilidade dos conceitos.
Muitas vezes, presos aos afazeres cotidianos, os gestores se esquecem de olhar para mudanças importantes, grandes reorientações que mais cedo do que parece chegarão ao ambiente escolar. Estamos falando de tecnologia? Sim, mas não só disso. Há mudanças demográficas, econômicas, culturais e comportamentais que certamente chegarão à escola e irão interferir nos negócios. Saber entender esses movimentos permite ao gestor se preparar para o que virá.
São muitos os exemplos: em alguns lugares, pode ser a melhoria da escola pública, que repentinamente rouba os clientes da rede particular; em outros, podem ser movimentos migratórios internos, como a fuga das metrópoles. Enfim, não há uma regra; o que sabemos, com certeza, é que as mudanças se sucedem com incrível velocidade e a vitalidade dos negócios cada vez mais dependerá de nossa capacidade de adaptação aos novos contextos.
Por isso, ser líder hoje implica ser sensível aos sinais dos tempos. É preciso saber ler nas entrelinhas, buscar compreender as tendências, antecipar-se, quanto mais possível, às curvas da história – essa estrada cada vez mais veloz.
(Francisca Paris, pedagoga, mestra em educação e diretora de soluções educacionais do Ético Sistema de Ensino, (www.sejaetico.com.br), da Editora Saraiva)

sábado, 22 de junho de 2013

Educação ou Copa do Mundo?


21/06/2013 às 22h34

Educação ou Copa do Mundo?

DIÁRIO DA MANHÃ
NELSON VALENTE
Por que o brasileiro não briga pela educação como faz pela Copa do Mundo de Futebol? Melhor fariam, é claro, se pudessem colocar esses recursos para melhorar o atendimento educacional, oferecendo uma solução de raiz, que falta ao Brasil.
Ninguém vê o óbvio: a pirâmide está invertida. A maior prova disso é o abandono da primeira infância. É nela que o Brasil começa, e seu abandono é a maior das ameaças à pirâmide invertida que caracteriza nosso País.
Mesmo a educação é um exemplo do desequilíbrio da pirâmide invertida. O Brasil dá mais ênfase ao topo, o ensino superior, do que à base, o ensino fundamental. O resultado é outra manifestação de instabilidade: a qualidade do ensino superior vem sendo puxada para baixo por causa da má qualidade do ensino médio; e este também vem perdendo qualidade por causa da piora no ensino fundamental.
Outra insensatez é a incompetência para enfrentar o drama do magistério. Os professores são mal formados e pessimamente remunerados.
Como pretender, assim, uma educação de qualidade? Os cursos de formação de professores padecem de um abissal anacronismo. Colocar um computador na mão de quem não sabe manejá-lo significa muito pouco. Pensando bem: desde que essas máquinas terríveis entraram no cotidiano das escolas, qual foi o aperfeiçoamento dos conteúdos?.
Ultimamente, são raras as novas escolas construídas. Parece que houve um certo cansaço das autoridades em relação ao assunto.
Era o melhor caminho para alcançar outra conquista necessária: o desejado tempo integral, que é uma característica básica de todo e qualquer país desenvolvido. Quando se sabe que, entre nós, no ensino médio, cheio de furos, as aulas diárias não passam de quatro horas, já se vê o tamanho do fosso.
E tem mais um óbice: cursos médios oficiais estão sendo ministrados em escolas municipais, por empréstimo, o que dá bem a dimensão da sua ausência de prioridade.
Nossas escolas públicas têm bibliotecas? Não. Têm laboratórios equipados? Não. A distorção idade-série está sob controle? Não. Reduzimos os fenômenos da evasão e da repetência? Não. Há iniciação científica nas escolas? Não. Os índices de leitura estão crescendo? Não. Os livros didáticos distribuídos gratuitamente são bem escolhidos e bem distribuídos? Não. E muito mais poderia ser lembrado. Até quando?
A educação é o caminho, antes que o país afunde de vez na ignorância, miséria e violência.
(Nelson Valente, professor universitário, jornalista e escritor)

FILA DE PAPAI NOEL (HôHôHôHôHô...)


Crônica

FILA DE PAPAI NOEL (HôHôHôHôHô...)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          As pessoas produtivas, que mais precisam do seu tempo de vida útil para trabalhar e produzir, são as que mais perdem tempo por métodos abusivos que lhes tolhem a fluidez: filas únicas. Entendo que os privilegiados também são discriminados. Essa é uma prova. Passam-se outros privilegiados na frente de qualquer um solteiro com uma aparência normal: Mulheres grávidas, velhos, crianças no colo, qualquer uma com necessidades especiais toma seu lugar (estou sugerindo que eles tenham uma fila só para eles e que seja rápida e que, em nome da misericórdia,  não sejam empecilho para os outros).
          Reclamam-se muito das filas intermináveis, mas não se inventou nada melhor para a alegria do pobre. O nível social está no comportamento da fila,  tem gente tão viciada que não pode ver uma fila, logo se posta ali, mesmo sem saber a finalidade dela. No final de uma fila, qualquer coisa é lucro, pois quem se submete a ela tem muito tempo a perder, ou melhor, não valoriza seu tempo. Em alguns casos, tornou-se um emprego, segurar lugar na fila, seja ela para o que for. E há quem pague bem!
          A fila que mais me impressionou foi em uma loja, nesse natal, era uma fila de candidatos a Papai Noel, nem as criança acreditam mais nessa história confusa, diga-se de passagem. Mas, existia ali uma fila peso-pesado. A escolha de Rei Momo também é assim. Isso é Brasil de Janeiro a Dezembro, uma farra só. E eu de longe não ganho nem um ovinho de chocolate para comemorar a Páscoa que não significa mais nada, a não ser só mais um feriado prolongado. Um atrás do outro, em forma de fila!
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 24/12/2012
Reeditado em 28/03/2013
Código do texto: T4051929
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sábado, 15 de junho de 2013

ENTRE O BERÇO E O CAIXÃO, UM EIXO ( Minicrônica - 140 caracteres)


MinicrÔnica

ENTRE O BERÇO E O CAIXÃO, UM EIXO ( Minicrônica - 140 caracteres)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           A morte é essencial para a vida, depois, só a essência e a morte da essência, trazendo a vida de volta para a morte. Quem vive morre, quem morre vive! E o medo é o eixo da roda.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 16/12/2012
Reeditado em 15/06/2013
Código do texto: T4039103
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24/03/2013 21:40 - Vanessa Mariano
Retribuindo a visita... Eu não estou para jugar ninguém, entendo o que você disse, que está na Bíblia, a minha revolta não é com a religião e nem com a Bíblia e sim com as pessoas que não têm caráter e usa a religião ou a Bíblia para se esconde... tenha uma ótima noite... e gostei de sua frase.



10/03/2013 14:09 - Amandita
Sábias palavras... a morte é um paradoxo da vida...grata pela sua nobre visita ..forte abraço fica na paz...



15/01/2013 22:15 - SILVIA REGINA COSTA LIMA
Olá! Boa noite!*****precisamos aprender a lidar melhor com isso, pois a todos Ela levará... entanto.... há novos nascimentos e muita renovação... mistérios da existência... frase reflexiva... ****** E hoje há também *** AZUL-FAIANÇA . *** em meu soneto...... Um beijo azul com saudades (muito sumido).



15/06/2013 09:39 - Claudeko Ferreira
Meu caro Flavoide, eu entendi sua gracinha de mau-gosto, o Viagra é meu amigo e dá jeito sim! kkkkk.



26/12/2012 12:22 - flavoide
Pior que a morte, é olhar para baixo e só ver os pés. Não há nada, nem remédio que dê jeito. A vida é dura, caro amigo, sem ofender!!!



19/12/2012 11:47 - Arnaldo Leodegário
Bonita e boa frase caro Claudeko! Abraços até mais...



16/12/2012 21:33 - zemary
Às vezes, penso que a morte é...uma amontoado de células mortas.

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sábado, 8 de junho de 2013

Educação para a vida


07/06/2013 às 21h41

Educação para a vida

DIÁRIO DA MANHÃ
FABRÍCIO VIEIRA DE MORAES
Na educação contemporânea, a expressão “educar para a vida” tornou-se muito comum. Em um mundo competitivo, com as economias globais em xeque, essa expressão surge como sinônimo do desenvolvimento de competências para o mundo do trabalho, bem como da preparação de jovens para o enfrentamento dos desafios de cenários marcados pela imprevisibilidade e pela transformação.
É verdade. A empregabilidade e a concorrência acirrada nos apontam um novo desafio da escola, que é preparar gerações para a sociedade da informação. Contudo, se essa é uma leitura possível de uma “educação para a vida”, também é igualmente parcial e incompleta.
Formar indivíduos para enfrentar os imperativos do mundo real é muito mais complexo, e temos – como educadores ou como pais – de buscar, cotidianamente, desenvolver todas as condições interdependentes de desenvolvimento pleno da vida.
Temos alguns exemplos concretos, tirados das notícias tristes que nos chegam pelos jornais: incêndios, violência, corrupção, preconceito. Há tanto a mudar, não é? Educar para a vida real, no caso brasileiro, é formar jovens capazes de construir mais rapidamente um país justo, que respeite as leis e abandone traços culturais da informalidade (que frequentemente se transformam em ilegalidade), e uma sociedade mais solidária e consciente da extensão de seus atos e de suas omissões.
Mais polícia, mais fiscalização e mais presídios não tornarão o país melhor. É necessário mais educação, mais jovens conscientes do poder do voto, dos direitos que devem reivindicar e da recusa em conviver com o improviso e com o descaso. Por trás das notícias ruins, há especialmente um país que carece de uma educação cada vez melhor, mais constante, mais democrática, mais completa. Ou seja, tudo isso tem a ver conosco, educadores, em nossas escolas, todos os dias.
(Fabrício Vieira de Moraes, coordenador pedagógico do Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva.)

Educai as crianças de hoje para não punir os adultos amanhã


07/06/2013 às 21h38

Educai as crianças de hoje para não punir os adultos amanhã

DIÁRIO DA MANHÃ
NATAL ALVES FRANÇA PEREIRA
Desde a mais tenra idade somos orientados sobre o que é permitido ou não. A formação de um cidadão começa no seio familiar, onde de fato, temos os primeiros ensinamentos que podem garantir o surgimento de futuros homens de bem, dentro dos princípios da integridade e dignidade. Esta é a educação de berço e será complementada com os ensinamentos escolares, estudos e todas as convivências sociais ao longo da vida de um cidadão.
O aumento dos envolvimentos de menores na criminalidade, inclusive com participações em assassinatos bárbaros assusta muito. Esta situação preocupa nossa gente brasileira, que se mobiliza e cobra das autoridades iniciativas visando mudar este quadro. A responsabilidade pela não entrada dos nossos jovens no mundo do crime é de todos: pais, políticos e sociedade em geral. Em alguns casos, o fato de os pais apresentarem baixa renda e passarem grande parte do dia longe de seus filhos pode contribuir para que sejam “adotados” pelo crime, inclusive com finalidade de serem usados como uma espécie de “escudo” para maiores escaparem das punições. O relacionamento com o filho adolescente faz parte de todo um processo que se inicia já nos primeiros anos de vida e que, geralmente, predomina no futuro. A adolescência é uma fase complexa, na medida em que ocorrem inúmeras transformações biopsíquicas somadas à crescente necessidade de autoafirmação e independência em que o adolescente busca expandir seus limites e rechaçar o controle dos pais sobre si. Se o adolescente foi acostumado a ter todos os desejos satisfeitos e não aprendeu a suportar frustrações, será muito difícil aceitar qualquer tipo de controle. Da infância até a adolescência, as pessoas interiorizam noções de bom e mau, certo e errado, justiça, obrigações, direitos e deveres, aperfeiçoando a capacidade de fazer julgamentos morais a respeito dos próprios atos e dos atos dos demais. Porém, é normal a ocorrência de confusões durante o processo de desenvolvimento moral. Em várias situações, os padrões morais aprendidos sem discussão durante a infância passam a ser questionados na adolescência, especialmente quando se chocam com os padrões da “turma” que, por sua vez, passa a ter grande importância na vida do adolescente. Outro fator de grande influência na formação do adolescente é a divergência entre os direitos propagados pela família e aqueles vivenciados na realidade. Faz-se necessário entender que a aprendizagem não se dá apenas verbalmente, mas ocorre, especialmente, através de modelos de comportamento, ou seja, por exemplos reais. Essa divergência entre a mensagem latente e a realidade vivida provoca uma perda de parâmetros para o adolescente. Talvez, a redução do índice de criminalidade não esteja em construções de presídios ou aumento da capacidade de reclusões, não são as grades ou as exclusões dos convívios sociais que nos garantirão paz, educai as Crianças, para que não seja necessário punir os adultos. A educação e a formação de um povo devem ser uma constante, em especial, é preciso que o poder público e toda sociedade observem e cumpram melhor o estatuto da criança e do adolescente. Sendo violado este estatuto, ocorre uma punição indireta, por inexistir algumas preocupações básicas importantes, dentre elas, com a qualidade de ensino, isso, quando se consegue vagas em escolas públicas, por vezes, em estabelecimentos em péssimas condições de segurança, físicas e humanas. Impressiona a banalização de ocorrências criminosas no espaço escolar, o que sugere a hipótese de que as agressões estariam, de alguma maneira, encontrando respaldo em valores violentos que as antecedem e as legitimam no interior de certos grupos. Condições precárias de moradia, associadas à violência doméstica e a inclinações perversas, propiciam circunstâncias facilitadoras do abuso sexual, notadamente contra crianças. Esse tipo de violência tende a se repetir por anos antes que as vítimas consigam relatar o que estão passando ou que os fatos sejam descobertos. Na verdade, a maior parte das ocorrências de abuso sexual jamais se transformará em processo penal por ausência de comunicação às polícias ou aos conselhos tutelares. Ao lado do abuso sexual, outro fenômeno que vem gerando preocupações crescentes no Brasil é o da exploração sexual de crianças e adolescentes, inclusive com a existência de um quadro assustador de estruturação de redes criminosas que agenciam os “serviços” sexuais de crianças e adolescentes, subtraindo-lhes o direito à infância e à juventude. Paz, para ser vivida, tem de ser construída, dia a dia, nos pequenos atos, que podem ser geradores de grandes transformações. É para ser realizada, não só idealizada. Se faz, não é dada. É, sobretudo, ação. Só se torna realidade quando caminha junto com o desenvolvimento humano. Daí, a importância do papel estruturante da educação, na inclusão social e no protagonismo juvenil. Ampliando o acesso a atividades de lazer, cultura e esporte cria oportunidades para o exercício, desde a juventude, de valores como a não-violência, a liberdade de opinião e o respeito mútuo, fortalecendo suas noções de convivência em um grupo social. Haverá redução de desigualdades sociais na mesma proporção em que houverem mais qualidades na educação, isto é fato. Seja como for, o gosto pelo saber, ou o prazer de aprender, constitui uma motivação mais forte. O lazer é, igualmente, uma motivação importante para a adesão dos jovens, com efeito, a descoberta da escola como lugar de convívio, divertimento e acesso à cultura nos fins de semana é um fato da maior relevância na história da educação brasileira. Acostumados a ver e ouvir, veiculando nas mídias, notícias de crimes e os mais variados tipos de violências, bem como, das superlotações nos presídios e da necessidade de construções de novos, pois, o número de detentos é crescente, a nação brasileira, anseia por soluções para esta situação, para tanto, a classe política e todo o povo precisa se unir objetivando maior alcance na capacidade de mais investimentos na educação e consequentemente menos em punições, aproximando-nos cada vez mais da a verdadeira paz social.
(Natal Alves França Pereira, servidor público do Estado de Goiás, formado em Ciências Contábeis e filiado à Associação Goiana de Imprensa)

ABELHAS SEM MEL (As consequências da intimidade.)


Texto

ABELHAS SEM MEL (As consequências da intimidade.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

         Eu já desconfiava do porquê da infuncionalidade das inovações na educação, é que a mentira tem pernas curtas. Por isso digo verdades, e não me importo ter o respeito de aluno ou de colega, quero que  eles sintam um misto de desgosto e ódio provocado pelo meu sucesso ou pela minha vida de exemplo e coragem. Qual ex-aluno voltou à escola para visitar, por saudades, o professor que tinha o maior respeito das turmas, que geralmente é o rígido?!! No entanto, tenho muitos ex-alunos que ainda vêm à escola para me ver. A inveja, o despeito, o ciúme provocam a curiosidade. Creio que ainda têm muitas curiosidades a meu respeito. É mais fácil conhecermos um "mal-caráter" quando ele não se parece conosco. Por isso quero ser comparado, conhecido e não temido. Respeito não é medo, ou remorso, ou reverência, mas intimidade.
          Se as abelhas forem dóceis ou bravas, tanto faz, tiram-lhes o mel por qualquer método espúrio, o mel que foi feito para os filhotes delas! O poder do apicultor está na estratégia e a pior delas é assustar a colmeia. Contudo, em nosso caso é a mentira, as meias verdades, o falseamento dos fatos, o retardamento das informações, duvidosa sinceridade (não diga isso que eles não podem saber agora) e a omissão do real etc. por que o sucesso de um "bom" professor tem que se basear nas relações simpáticas e não no domínio de sua disciplina de formação somente? Não quero ser essa mentira ambulante, mas quero deixar claro que sou um ator social apenas em poucos lugares,  porém, aqui dentro, nunca deixarei de ser eu mesmo. Logo agora, sou eu mesmo que lhes falo. E ainda não descobri qual estratégia adequada para tirar mel de abelhas ferroadoras, apenas crio colmeia devoradoras de seu próprio mel, porém de uma coisa tenho forte certeza, não faço terrorismo. "Nada é mais despreciável que o respeito baseado no medo." (Albert Camus).
          Coisa esquisita já observei, os alunos estão bagunçando na sala, quando percebem a aproximação da coordenadora eles correm e ficam quietinhos em seus lugares. Comigo acontece o contrário, estão quietos quando chego eles começam a bagunçar! Por que eles se sentem confiantes com minha presença e me querem como espectador de seu drama existencial? As consequências da intimidade.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 13/12/2012
Reeditado em 08/06/2013
Código do texto: T4033248
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sábado, 1 de junho de 2013

MINHA MAIOR LIÇÃO ("Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar."- Esopo)


Texto

MINHA MAIOR LIÇÃO ("Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar."- Esopo)

          Quando eu achei que já tinha experienciado e provado de tudo no professorado, ainda me faltava a maior lição de convivência! Eu lia a lista dos alunos que deviam fazer a recuperação, não mais que 10% daqueles do
8º ano A. Uns se condoeram pelos os outros e se uniram para o massacre. Assim, eu não soube como classificar quem era digno, eram apenas adolescentes, eu sabia, mas com despudor de adulto. Xingaram-me, desacataram-me com toda forma de desrespeito oral. Porém, do meio dos escombros, surgiu uma luz para me dizer que cometi o pecado da generalização: aquele que não compactuou com os acéfalos tinha mais uma lição de vida para mim. Então, ele se aproximou sutilmente com um pedaço de papel na sua mão, dizendo: — veja o que escrevi, professor, é de minha autoria: "Os sábios respondem aos tolos é com o silêncio e não com tolices". Li com cuidado e atenção, e aquelas palavras, que me emudeceram imediatamente, não vieram de um aluno, mas de um “anjo amigo”. Pois me dei conta que estava fazendo o papel de um deles, gritando da mesma altura. Logo eu que tinha aprendido na Bíblia (Prov. 26:4,5) que devemos responder ao tolo conforme a sua tolice para ele não vir pensar que é sábio, tendo agora de engoli a seco. Tentei estrebuchar, retrucando àquela mente amiga: Os sábios não podem ficar em silêncio, senão quem irá ensinar os tolos? Todavia, estava sem alento!
          Então, prossegui encaminhando os trabalhos de recuperação ali, naquela mesma aula, quando eu disse que precisava faltar as aulas da sexta-feira para cuidados médicos, ouvir o brado de dois ou três que de boca toda clamavam, olhando para cima: "Graças a Deus!" Por isso não creio no Deus dos fanáticos, porque eles usam seu nome em vão impunemente. O que o Deus verdadeiro fará por mim!? Pelo menos, já enviou um anjo real que me ajudou a voltar para o nível de professor. Como eu posso acreditar no Deus daqueles rebeldes sem escrúpulo, se este tipo de crente me odeia tanto?

          Duas mães de alunas, amigas entre si, dessa mesma sala, procuraram-me no dia seguinte com a acusação de que eu desrespeitei suas filhas, com palavras duras, na verdade elas queriam me intimidar para não reprovar suas filhas. Ora, eu respeito muito meus alunos (sim, certamente desrespeitei, mas também elas eram pivô daquele tumulto). Entretanto, depois, tudo foi desvendado, uma delas espalhou o boato na escola que se alguém quiser "passar de ano" é só trazer a mãe à escola com umas poucas ameaças, que dá certo. E acho que isso funciona mesmo, fiquei de cara a cara com a gestora e as mães em questão, e tudo que conquistei foi que  me fizeram assinar um relatório de advertência contra mim. Por isso, estou me esforçando para não ter que passar por essa situação constrangedora novamente. Isso significa facilitar para o aluno, ou seja, não incomodá-lo com ameaça de reprovação. E eles riem de mim. "Quem  ri por último ri melhor". Este ditado está atrasado, eu só rio para não chorar. Quem me dera eu pudesse chorar sem eles rirem de mim.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 03/12/2012
Reeditado em 01/06/2013
Código do texto: T4018209
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