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MINHAS PÉROLAS

sexta-feira, 26 de maio de 2017

VIDA DE ELEITOR (O amanhã chegou hoje, após a comoção do pleito político)


CRÔNICA

VIDA DE ELEITOR (O amanhã chegou hoje, após a comoção do pleito político)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Eleição de políticos profissionais, logo hoje, um dia muito importante para a cidadania. E eu vou empreender uma viajem arriscada, escolher um vereador que me represente por 4 anos, prefeito nem se fala! Na próxima, escolho o presidente! Estou acometido por uma ansiedade descomunal, pelo o desejo do fazer diferente. Não vou negar que é um bom dia para acomodações, mesmo que o desafio seja superar a dúvida. Preciso de um distanciamento emocional e muita frieza. Ainda que os interesses individuais falem mais alto, convém dispensar alguma atenção à coletividade, a fim de contribuir com a harmonia geral. diz o senso comum que não se pode perder o voto. Isso já vêm ocupando a minha mente: nada mais coerente do que votar em um ex-aluno, talvez ele aprendeu meus modos, pois confio em mim. Você não...? Ação invalidada!
            O amanhã chegou hoje, após a comoção do pleito político e o retornar da seção, sinto-me de alma lavada, cumpri o meu dever de procedência. Alguma perda pode ocorrer em minha vida, a ideia é de limpeza, pois o sabão leva restos de pele também. É uma dor necessária, ver quem eu apoio perder. Eu perdi meu voto! Como assim dizer, foi como se eu tivesse votado nulo, a urna eletrônica me ajudou, pois o mesário usou as digitais dele para abrir minha oportunidade, ou melhor, para desbloquear a urna para minha vez, por que os meus dedos não foram reconhecidos, então já que estou nulo eu anulei meu voto, pois também não tinha minhas digitais, quem escolhi para votar. Porém, num sentido mais amplo, é como se extraísse um dente podre e ficasse banguelo.
            Amanhã estarei mais maduro! Vou procurar extrair o melhor dessa fase, principalmente satisfação pela vida. Estou me certificando de que a pressão emocional não irá mesmo impedir o que precisa de apenas um impulso. Ainda que eu não precise de seu empurrãozinho...
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 01/11/2016
Reeditado em 26/05/2017
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domingo, 21 de maio de 2017

QUANDO (CIFA)Z, AJUDA OU ATRAPALHA? (Alguns bem intencionados também compartilham de minha postura de Cifa.)



Crônica

QUANDO (CIFA)Z, AJUDA OU ATRAPALHA? (Alguns bem intencionados também compartilham de minha postura de Cifa.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            O tempo passa, por isso passou rapidamente a sexta feira, como disse Nelson Rodrigues: "Sexta-feira é o dia em que a virtude prevarica".  E daqui, olhando para trás, vejo o outro lado de mim, junto aos meus inimigos vencidos. Ali também ficou minha musa, ainda que não me acompanhasse, está fazendo sinal de resistência ou simplesmente me mostrando o dedo do meio, talvez ficará por lá este fim de semana. Então, eu cá na solidão, do meu lado bom, procuro uma parceria que me ofereça a estrutura e a confiabilidade que tanto preciso para eu ser eu como um todo. Embora as preocupações tenham também de estar presente, há uma maturação importante associada à superação de dificuldades. Disse Aristóteles: "O homem solitário é uma besta ou um deus". Eu sou um deus besta! Gosto da solidão, ela me faz bem! Preciso de melhor concentração para agir com a vida diária de forma reconstituinte. Preciso de tempo para isso! Hoje não é meu dia de sofrer, é sábado, e não é você que vai fazer... Encontrei a mim mesmo!
            Hoje, eu queria dar mais atenção para quem eu amo e não me esquecer de investir em mim mesmo. Apenas me sobrou a faísca do egoísmo de querer pensar só em mim mesmo! Pois, não foi possível conciliar as duas coisas, então preciso desenvolver minhas habilidades e trazer à tona todo o meu potencial. Quem sabe, fazer um curso, ler mais para não deixar as oportunidades se perder só porque eu não tenho em meu currículo o mínimo necessário aos cargos que almejo. Eu estou consciente de meus limites e potencialidades. Todavia me rebelei por isso também, joguei fora a oportunidade de fazer a capacitação para os professores, oferecida pela secretaria de educação, só porque era sábado com cara de sexta feira. Então me justifiquei nas redes sociais, dizendo que todo mundo tem receita para o professor, como se ele fosse o culpado de todos os desarranjos da educação pública, mas ninguém tem, para o aluno. Se eles (alunos) soubessem ser aluno, não teria professor ruim! O que falta é o tal do aprender aprender. Alguns bem intencionados também compartilham de minha postura de Cifa.
           Todavia, mais antes não tivesse tirado um momento para profunda esta reflexão acerca das experiências profissionais. Alguma aresta está me impedindo de progredir em alguns casos. Inimigos me alcançaram! Quando vou amadurecer?!
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 31/10/2016
Reeditado em 21/05/2017
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domingo, 14 de maio de 2017

DESCANSO SABÁTICO SEM DEUS (Os funcionários de uma escola nunca serão profissionais se precisam ser vigiados como se faz a "trambiqueiros")



Crônica

DESCANSO SABÁTICO SEM DEUS (Os funcionários de uma escola nunca serão profissionais se precisam ser vigiados como se faz a "trambiqueiros")

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Hoje, amanheceu o sábado, dia do senhor, mas para o professor é "dia letivo", isto é, dia de trabalho. Não posso estragar a espiritualidade de ninguém com a minha espirituosidade, fui ser profissional, apesar de chegar atrasado. Embora tudo aponte para um período de convivência com a forte personalidade das pessoas mundanas e, portanto, gestão de conflitos, vi uma mãe brigando com a porteira servente porque o portão estava fechado, porém em vez de bater de frente e me envolver em disputas, vou buscar a unidade em prol de interesses comuns. Geralmente no sábado aparece alguém pedindo atenção e cuidado, que faz do mesmo um dia missionário. O que eu devo reconhecer e determinar, onde assumir a responsabilidade em relação aos outros, pode fazer valer a pena! E, da mesma forma, devo tomar cuidado para não exigir demais, nem de mim, nem dos outros. Não quero ser mais um de personalidade forte, intransigente... E não me venham, os mal intencionados, falar "fezes"!
            Hoje, mesmo estando em companhia dos colegas de trabalho e distante do meu aconchego, minha casa se revelou atraente e prazerosa, um oásis de descanso e diversão solitária. Normalmente não gosto deste ambiente doméstico, mas, pensando bem, trabalhando secularmente no sábado, como na agitação dos outros dias da semana, não faz a diferença. Todavia se um lar é pessoas se confraternizando, só posso usufruir dum lar desse jeito, no trabalho, sendo assim, o dia já está valendo, Não por muito tempo, e viva este sábado no esquecimento!
           Já no final do período matutino, recebemos a visita de um fiscal da Secretaria de Educação para verificar a realização dos trabalhos credenciadores do dia letivo. Por que os profissionais das unidades escolares precisam ser vigiados num dia como esse que tínhamos compromisso com as mães, pois era a comemoração de seu dia! Os funcionários de uma escola nunca serão profissionais de verdade, se precisam ser vigiados como se faz a "trambiqueiros". Bastam os beneficiados testemunharem. A avaliação ideal é feita por quem? Então disse uma Mãe que esteve presente, não daquelas "barraqueiras", mas Dona Leila Maria: "Hoje de manhã estive na festinha das mães, na escola João Pereira dos Santos, confesso que fiquei apaixonada pela organização dos gestores e professores em pleno sábado de manhã, fazendo festa para nós mães! Fiquei super feliz em saber que meu filho está numa escola muito boa, organizada; tem ordem. Devemos dar valor nas pessoas que fazem as coisas para gente com tanto carinho e atenção. Quero agradecer aqui imensamente Siderlândia Lauro, Edileusa Soares de Souza, Ronne Santos, Claudeci Andrade, senhor Ramiro, Wagner, Alba, Regina Célia Ribeiro e demais pessoal da escola João Pereira dos Santos, obrigado pela competência de vocês, estava tudo muito lindo e perfeito, sinto-me feliz em fazer parte dessa família, quem não foi perdeu, estava maravilhoso."
           É por essas e outras tantas razões que não precisamos ser vigiados, policiados, controlados, guardados e observados com desconfiança. Protejam-nos só dos marginais.
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 31/10/2016
Reeditado em 14/05/2017
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sexta-feira, 5 de maio de 2017

O FUTURO DO SISTEMA EDUCACIONAL PÚBLICO (Todo final de festa é triste.)



Crônica

O FUTURO DO SISTEMA EDUCACIONAL PÚBLICO (Todo final de festa é triste.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

             Em toda a reunião pedagógica, escuto piadinhas da direção da escola, dizendo que tem professor que dar aulas para "grupinho". Tomo isso como acusação e menos como orientação! Dou aula sim, em uma sala lotada "heterobjetivada", para quem quer. A diretora me condena, mas não me diz nada coerente e funcional sobre o que fazer. Gastar o tempo da aula, chamando a atenção dos carentes de atenção, não é tão promissor do que jogar os estudiosos contra os avessos, aqueles nos ajudarão a educar estes. Se coloco o aluno conversador e irreverente para fora, onde vão ficar? A coordenadora o faz assinar uma folha, lá, e ele retorna ainda para quela aula com mais sete demônios: revoltado e xingando as normas da escola, a coordenadora e o professor. Então prefiro continuar falando sem tal constrangimento, e convidar os que valorizam a minha aula para se sentar à frente, escutando-me bem. Porém, a diretora insiste em me condenar, será se os pais daqueles alunos bons me condenariam? E os pais do péssimos alunos, ali representados, diriam o quê? Estes, eu sei exatamente o que diriam, pois são os perturbadores, como já falei, carentes de atenção, irresponsáveis, que eu os ignoro no fundo da sala de aula, que reclamam, culpam seu professor por suas notas baixas e seu fracasso. Todavia há quem os escute, cúmplices, "direitos humanos". Quem dar esmola ao bêbado para embriagar-se é tão culpado, pela destruição dos bons costumes sociais, como o dito cuja destruidor de si mesmo.
           O método usado pela escola para não perder aluno, não é viável à estabilidade da Unidade Escolar, porque dói mais colocá-los para fora, me indispondo com eles, correndo riscos de morte,  por que são de fato marginais, desafiadores das normas sociais e da autoridade do professor. Digo marginais, baseado-me no fato de que roubam o tempo a oportunidade, violando o direito dos outros sem nenhum peso de consciência. A escola veste qualquer um com o seu uniforme, angariando volume em suas estatísticas ou pensando em lucro, mas enquanto delinquentes disfarçados de aluno agregam em número, destroem em qualidade. Aí somos obrigados a ministrar aulas para quem não quer, comprometendo e invalidando qualquer didática do melhor professor que seja.
            Hoje, já findando o domingo, e eu postando essa revoltante verdade e realidade da vida escolar em meu blog, certamente  esta semana vindoura será um banquete de caras estranhas e grotescas, bem como travessas vazias, terei desilusões por as quais eu já estou esperando. Um misto de alegria e tristeza já incha meu coração, sabemos que todo final de festa é triste. Trabalharei somente dois dias na semana, devido feriados e emendações de recesso, aos que não gostam de me ver feliz, fica esse aviso cósmico, não endureçam as convenções e as regras de engajamento por que uma criança chora muito quando lhe tiram o pirulito da boca. É um choro gritado e perturbador. Lidar com humor instável pode ser desgastante, e a ausência de diálogo agrava esta situação, mas vou dar o meu melhor para reverter esse quadro. Não quer vir ao meu banquete? "De todas as doenças do espírito humano, a fúria de dominar é a mais terrível"(Voltaire).
          Para sabermos o futuro do sistema educacional público é só acompanhar atentamente o que esta acontecendo à igreja e religião e, à família: Escárnio e moldura para programas humorísticos de sucesso. 

Kllawdessy Ferreira
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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 31/10/2016

Reeditado em 05/05/2017

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