"O sábio procura a ausência de dor e não o prazer." (Aristóteles)

"O maior prazer que alguém pode sentir é o de causar prazer aos seus amigos." (Voltaire)

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 26 de outubro de 2013

A REPESCAGEM NA EDUCAÇÃO (Que os empregadores saibam selecionar os melhores.)


Crônica

A REPESCAGEM NA EDUCAÇÃO (Que os empregadores saibam selecionar os melhores.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Hoje recebi um torpedo do número +556285771300 em meu telefone celular: "termine já o 2º grau em 4 meses de aula- EJA 2013 ultimas vaga matriculas de segunda a sábado avenida Goiás 364 centro fone:xxxx4614" (sic). A minha pergunta é: por que um indivíduo cursaria três anos de Ensino Médio frente a tamanha facilidade? 
          Mas, eu conheço a EJA  que dá  diploma ao aluno, para provar conclusão do segundo grau, em quatro semestres. E conheço as justificativas deles (alunos da EJA) quando lhes pergunto por que estão matriculados nessa modalidade. Todos me dizem: — eu não tive oportunidade de estudar quando era jovem! Portanto, penso que muitos desses são os refugos do sistema educacional regular. Pois pelo tanto que reclamam de tudo, deve ter sido aqueles que nunca levaram a sério sua juventude estudantil. Não pode ser falta de oportunidade, o governo, desde que me entendo por gente, dá todo suporte obrigatório: transporte, bicicleta, uniforme, tablet, livro, lanche, bolsas mil e aulas no 0800 como dizem eles. 
           Onde estão eles agora: os evadidos da EJA? Procurando os atalhos da vida! Uns poucos voltam para estudar, outros tantos para ganhar o diploma. Então a EJA foi inventada para esses mesmos. O governo tem modalidades para todos até para os que se fazem de coitadinhos para facilitar, ainda mais, a aquisição do diploma. Depois, o diploma de todos, nas mais modernas modalidades de formação, tem a mesma validade.  Se a educação fosse séria não existiria EJA ou só teria EJA! "As academias coroam com igual zelo o talento e a ausência dele."(Carlos Drummond de Andrade).
          Se os evadidos da modalidade regular soubessem que podiam voltar, mesmo depois de alguns meses de ausência, com o direito de fazer as atividades avaliativas de recuperação e sem contabilizar as suas faltas, a EJA teria menor demanda! Porém, até lá, que os empregadores saibam selecionar os melhores. Por que a sociedade precisaria desses dois pesos e duas medidas?! O saber é prazeroso, mas o aprender é doloroso! O cérebro do tolo dói e cansado procura atalhos.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 21/04/2013
Reeditado em 26/10/2013
Código do texto: T4252567
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sábado, 19 de outubro de 2013

RECONHECIMENTO FORÇADO (Não é verdade que sempre o feitiço vai contra o feiticeiro?)



Crônica

RECONHECIMENTO FORÇADO (Não é verdade que sempre o feitiço vai contra o feiticeiro?) 

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Eu já tinha falado desta realidade; quando o professor repreende o aluno, isso será usado contra ele mesmo. Mas, eu me esqueci de dizer que o "vírus" é mutante. Nesta semana, pensando que estava fazendo bonito e contribuindo com o sistema, apresentei, em segredo, alguns nomes de alunos descuidados com seus estudos, pelo
menos em minha matéria, à coordenadora. No dia seguinte, outros alunos mais dedicados, da mesma sala, com ciúmes e ofendidos por não ter mostrado seus vistos à coordenadora e desconhecedores das intenções da mesma, ainda queriam reconhecimento. Então a mim delataram que a coordenadora havia pegado os cadernos só das fulanas de tal, na minha ausência, para conferir a matéria de língua portuguesa. Como os alunos delatores queriam mostrar serviço (só teme quem deve) e eram os melhores, que faziam tudo em seus cadernos, usaram-me maldosamente para ir contra a coordenadora, e nem sabiam que me mostravam a ponta dum "iceberg" abstrato. As alunas escolhidas para inspeção foram exatamente as que eu tinha reclamado delas, por não ter conteúdo algum nos seus cadernos.
          O mais interessante desta luta por um restrito reconhecimento, é que baseada nos cadernos, a coordenadora fez maquiavélicos relatórios para a tutora (inspetora escolar), provando assim que quem não entrega plano de aula ministra uma aula sem conteúdo, ou seja, na linguagem delas: "não passa nada para o aluno". Assim, todos ficaram sabendo que eu não entreguei meus planos de aula. E deixo claro que não os fiz, não por irresponsabilidade, justifico, mas por convicção profissional (Não preciso de caderninho de plano modelado e desenhado para apresentar uma boa aula e enriquecedora, se elas precisam, que façam!). Porém, não será que os planos de aula beneficiam mais a coordenadora que professores e alunos? Pois quem é a parte mais interessada neles? Além do mais, será que consta nos planos de aula de um professor planejador a "frutífera" ocupação e interrupção do tempo de sua aula por colega "sem planejamento"? Pois, constantemente tenho cedido parte de minhas aulas, quando não uma e outra integralmente, para outro professor (combinado ou não), atrasando minha matéria (a todo instante uma pessoa está à porta da minha sala pedindo licença para interromper)!
           Qual professor não é calejado de tantas frustrações nesse sentido? Faz o plano e nada se cumpre, a sala de aula é viva, então impera a improvisação! Lembrando que o improviso de um professor formado e bem preparado significa um plano adaptado. Apesar das cobranças de registros, o que faz de mim professor não é caderninho de plano e tento me convencer que eu não sou plano de aula.
           Quando fui fechar o círculo de meu raciocínio, a lógica me fez descobri que minha atitude de falar mal de meus alunos (entregá-los) foi contra mim mesmo, pois esses se vingaram consciente ou inconscientemente de minha maldade. "O feitiço foi contra o feiticeiro." Mas quando o veneno delas far-lhes-á mal? No entanto, para mim já o fez muito mal.
           O verdadeiro plano de aula é volátil, ele existe pré-moldado na mente de todo professor, é saber administrar os conhecimentos prévios, aplicando-os na demanda surgida e emergente na aula, que requer tratamento imediato, a partir do currículo minimo determinado, não tem segredo, qualquer professor faz isso o tempo todo. Agora a pior pergunta de um aluno para seu professor: "é pra copiar, professor?"
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 13/04/2013
Reeditado em 19/10/2013
Código do texto: T4238697
Classificação de conteúdo: seguro

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sábado, 12 de outubro de 2013

AMOR RELIGIOSO ("Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar." — Carl Sagan)



Crônica

AMOR RELIGIOSO ("Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar." — Carl Sagan)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Acho engraçado demais esses pregadores do Evangelho, são os únicos a amarem bastante o seu próximo que lhe oferecem o paraíso sem tê-lo. Ou não Seria possível um grande pregador do Evangelho não ir para o céu? Só lamento informar-lhes que quando a ilusão acaba, a infelicidade é maior! Então, isso é inferno e não céu! A razão do meu contentamento é essa garantia de que não estamos indo para o mesmo lugar.
           Jogaram tanta maldição em mim, assim que desistir de frequentar a igreja, e por eu sonegar o dízimo, que cheguei a pensar, por um momento, sobre eles terem razão, eu fiquei amedrontado. Diziam que eu ia morrer na miséria sob a ação do "gafanhoto devorador". E é certo que não vivo as mil maravilhas, mas, só por eu está vivo e durar o suficiente para poder contemplar a morte de muitos dos meus amaldiçoadores, já é muito lucrativo! Se a igreja não tem o poder de curar nada também não o terá para jogar praga certeira em ninguém, senão os pastores já teriam se matado por disputar os membros de igreja.
           É verdade que ganho minha subsistência muito sofridamente, o sistema educacional é muito cruel, isso pode ser cumprimento, em parte, dos seus desejos de crentes despeitados, porém acredito ser mais válidas tais circunstâncias meramente como resultado da perseguição de colegas de trabalho, alunos e seus pais do que por coisas sobrenaturais, a menos que estes sejam instrumentos dos amaldiçoadores. Não é de ver que fiquei sabendo após ter demonstrado interesse em namorar aquela boa funcionária da escola, outras muitas beatas foram às escondidas tentar dissuadi-la com mil e uma coisas negativas a meu respeito! Isso pode ser o "bicho devorador de minha lavoura" acabando comigo e minha reputação, como prometiam os "fervorosos" que discordavam de mim. Todavia é como diz o provérbio português: "o que é do homem o bicho não come". Se Deus não cuidar de mim, terá que me excretar com o processo dolorido de limpeza do seu próprio organismo.
          Hoje compreendo que os bichos devoradores são eles, os fanáticos maltratadores dos divergentes e adiantados. Tomara que comam a carne dos seus lideres! A própria natureza tem mecanismo justos para se autodefender. 
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 13/04/2013
Reeditado em 12/10/2013
Código do texto: T4238340
Classificação de conteúdo: seguro

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sábado, 5 de outubro de 2013

PERVERSO CORPORATIVISMO (E que responsabilidade tenho eu se não lhes ensinei errar? )


Crônica

PERVERSO CORPORATIVISMO (E que responsabilidade tenho eu se não lhes ensinei errar? )

Por Claudeci Ferreira de Andrade

         Um professor sem credibilidade é assim: não tem nem a liberdade de considerar um aluno bom em sua disciplina se os colegas o querem condenar. Mesmo que eu esteja a Filosofar a nosso favor, não saberia dizer o muito que a vida nos tem a dizer ou ensinar. Como me senti sujo, reconhecendo a competência do aluno que fez bem os trabalhos que lhe pedi, como requisito da matéria de Língua Portuguesa, e me dei mal, ainda que tentando ver o lado positivo do tal condenado. O maior problema é os colegas quererem me obrigar ver os alunos como eles veem. Por que um aluno generalizado se revoltaria e postaria, no Facebook, críticas sobre seus professores e colegas? Razões de sobra! Todavia, eu também o repreendo por seus exageros, mas não posso deixar de ressaltar suas qualidades, tamanhas que até cometendo pecados é notório.
         Por que é difícil para um professor nos conselhos de classe admitir que os alunos não são iguais, podendo ter facilidade na matéria em que mais se identificam e fracos nas outras? É mais uma forma de condenação indiretamente ao mestre avaliador que tenta tirar dos detritos vida ou é apenas uma tentativa deles para extirparem o tumor, destruindo as células vizinhas até baldar o organismo. Por que a maioria quer me arrastar para a turba dos justiceiro com as próprias mãos?
          Nesse sistema educacional, tenho vivido variadas situações boas e muito mais ruins, porém procuro em todas guardar apenas as experiências que me prestam para o crescimento, meu e dos que me cercam. Alunos e colegas de trabalho, inimigos ou não, julgam-me, descrevem-me, prescrevem-me, conceituam-me e até distribuem minha mais feia imagem internet afora, desconheço as verdadeiras intenções, e reconheço que, às vezes, apontam para situações denegridoras, até. Mas, bem humorado já disse em outras crônicas: — Gosto dos que falam mal de mim, pelo menos falam e não latem.

          Respeitar o inimigo é a primeira lei dos que vencem; subestimar o adversário pode ter, no final, a derrota como surpresa. Um professor digno repreende o malfeitor, convencendo-o que a medida repressora é um ato de amor, castigo com ira é vingança. No entanto, não deixem de ressaltar as qualidades inegáveis, apontando assim um raio de esperança que fará surgir larga  margem de crescimento.

          Se o referido aluno não mais aparecer para suas aulas, o colégio não foi redentor. E que responsabilidade tenho eu se não lhes ensinei errar? Consequências, também, são específicas e individuais, justamente dosadas. Tudo no controle de Deus, inclusive eu. Portanto que Ele tenha misericórdia de mim. "Senhor, proteja-me dos meus amigos; que dos meus inimigos cuido eu" (Voltaire). Também, faço minha as palavras de Adlai Stevenson: "Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles".
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 05/04/2013
Reeditado em 05/10/2013
Código do texto: T4225986
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