"Não é o significado da vida, mas o sentido dela." (May Iakulo)

"Que eu não aprenda o significado da vida, no ultimo minuto do segundo tempo." (Day Anne)

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 28 de abril de 2012

CRITÉRIO A SEU FAVOR (Todo "corno" é criterioso)



Crônica

CRITÉRIO A SEU FAVOR (Todo "corno" é criterioso)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Escolho a minha mulher pela estrutura óssea, é sempre assim, AINDA que ela dê a sua macia carne para os Lobisomens; sobram-me ossos de qualidade em uma disposição perfeita. Já que não se come osso, pelo menos se rói.
          Todo "corno" que se preza é extremamente criterioso!!! Eta, vidão de corno! Eu falei vidão de "Eva e Adão", cabeça florida!!!
          Se a cornalidade é o prêmio automático de quem não valoriza o parceiro de toda vida, qual a consequência do traidor sexual? As do herói? Dependendo de sua resposta, devo erguer as mão para o céu e agradecer a Deus por ser o traído e não o traidor. Visto que é muito difícil "ter alguém que gostarias de está sempre comigo, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé"! É melhor mal acompanha do que só! E se confortar comendo filé com os amigos do que roendo ossos sozinho!!! É como disse o professor Osmar Fernandes: "Todo boi sonso quando mostra seus chifres, fere de morte".
          A maior evidência de que um homem é corno, é sua atitude de boi enraivecido, dando marradas em todo mundo. Os chifres lhe dão segurança e autodefesa. Eu gosto de ser indefeso, protegido por ela: Corno platônico! Afinal, quem não é corneado? Só gostaria de saber quem inventou chamar o traído de "corno", eu o chamaria de solidário.
          Não mate urubus, aves de mau augúrio, vai só aumentar a alimentação dos que sobrarem; comem qualquer carniça. Quer se livrar da concorrência  deles,  liberte-se da carniça. Assim acontece quando se tem uma esposa infiel, tantas vezes se mude com ela, mas enquanto conduzir o odor da sedução, não faltará quem queira compartilhar gratuitamente o seu filé, ou melhor, sua carniça!
Claudeko
Enviado por Claudeko em 09/01/2012
Reeditado em 28/04/2012
Código do texto: T3431528


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sábado, 21 de abril de 2012

LEIS NATURAIS ("Quem está na chuva é para se molhar")




Crônica

LEIS NATURAIS ("Quem está na chuva é para se molhar")

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          É o que dizem: "Quem está na chuva é para se molhar", e eu acredito! A chuva molhar tanto quanto, dependendo da intensidade do gotejar e do tempo que se permanece nela sem proteção. Um corpo em movimento lento na chuva, de um ponto a outro, molha um tanto, se fizer o mesmo percurso, nas mesmas circunstâncias, com uma velocidade maior, diminui o tempo, mas molha do mesmo tanto. É complicado tentar burlar as leis naturais! 
          Correr na chuva é melhor que correr da chuva! Portanto, a obediência é o comportamento dos grandes. Talvez seja como disse Sêneca: "Toda arte é imitação da natureza." 
           Todo atalho é perigoso! E a lei do menor esforço engorda e atrofia os músculos e o cérebro! 
Claudeko
Enviado por Claudeko em 09/01/2012
Reeditado em 05/03/2012
Código do texto: T3430896


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sábado, 14 de abril de 2012

RECEITA PARA SER FELIZ (Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo. Albert Einstein)



Crônica

RECEITA PARA SER FELIZ (Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo. Albert Einstein)
Por Claudeci Ferreira de Andrade
           Seja independente; se se comprometer, que seja com quem quer ter compromisso com você. Cuide-se de si mesmo como a um jardim, as lindas borboletas virão. Não procure ninguém, é melhor se encontrar com quem procura por você.
          Só os sábios têm a bem-aventurança da verdadeira felicidade, eles vivem em equilíbrio. É fácil entender isso, imagine um pêndulo em seu movimento cada vez mais fraco até parar na posição do meio. "quando estou fraco, aí estou forte". Para quem procura o prazer, a dor é automática, em seu balançar existencial. E assim, da mesma forma, o tempo cura toda dor com o prazer lentamente num oscilar cada vez menor, até chegar à mesma sensação do possuir um órgão sadio: só sentimos os rins quando estamos doentes deles, todavia elimina também todo prazer com a dor bruscamente. Os sábios não procuram o prazer, apenas procuram a ausência da dor. O único desconforto que atinge os sábios é a responsabilidade do saber, e esta não dói. Pois, essa luz não emana das fogueiras manipuláveis da caverna, mas do sol, naturalmente, como ilustrou Platão.
          A fórmula da felicidade é: (-prazer -dor = estabilidade). Se isso não lhe servir, esteja sempre em agitação, tomara que alguém lhe diga que estresse mata. A natureza clama pela calmaria; no Jardim do Éden não tinha vento, apenas brisa! Espero que caiba aqui o que disse Leonardo da Vinci, artista do Renascimento: "Prazer e dor são representados com os traços gêmeos, formando como que uma unidade, pois um não vem nunca sem o outro; e se colocam um de costas para o outro porque se opõem um ao outro."
           A tudo que for induzido fortemente, não é bom, se fosse, aconteceria naturalmente, atraído apenas pela força do centro, o ponto de equilíbrio. Ao contrário do que muitos pensam, a imprevisibilidade está no equilíbrio, porque o pêndulo pode iniciar um movimento para qualquer direção, encaixando-se na diversidade de direções e é inevitável que se balance. Agora, é bastante previsível o seu retorno para a esquerda, se ele se movimentou para direita. Deus é parecido com o centro de apoio que sustenta o pêndulo, e também é a força que o faz movimentar para qualquer uma das muitas direções possíveis, e aos poucos o faz parar novamente, acomodando tudo na linha vertical, ou seja, na sua direção: estabilidade ideal.
           O que faz pensarmos que as coisas acontecem sempre na hora certa é o equilíbrio das vantagens e desvantagens em proporções semelhantes. É assim a predestinação compulsória, para cada ato um "reato", com efeito, levemente menor até parar em um ponto. Nós construímos nosso destino, como a um quebra-cabeça que quando colocamos a peça, formamos duas imagens, por assim dizer, a frente e o verso, e as peças  não se encaixam em qualquer lugar.
           Deus é diversidade, e é assim que O aceito feliz, se não fosse diverso infinitamente não seria Divino. Sinto-me à vontade para dizer que diversidade é muito parecido com imprevisibilidade para nós, mas não para Ele. Qualquer movimento é mais uma possibilidade para quem está quieto, porém o ponto de equilíbrio é sempre o mesmo, como se tivéssemos mil maneiras de errar e só uma para acertar. Quanto menos possibilidades mais satisfação, isso é felicidade: pouca chance de errar. A tal encontrada na estagnação da inocência.

Claudeko
Enviado por Claudeko em 02/01/2012
Reeditado em 14/04/2012
Código do texto: T3418076


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sábado, 7 de abril de 2012

A MAIORIA SEMPRE VENCE (Tornam-se moda as características dos que vencem) (Minicrônica - 140 caracteres)



http://www.youtube.com/watch?v=n8MAg_N3TVM


Minicrônica

A MAIORIA SEMPRE VENCE (Tornam-se moda as características dos que vencem) (Minicrônica - 140 caracteres)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          É bom que os feios vençam, pois, em virtude, levam-me junto! Se os iguais se protegem; benefícios são divididos, como sempre foram os malefícios. Precisa-se de líder!
Claudeko
Enviado por Claudeko em 02/01/2012
Reeditado em 06/04/2012
Código do texto: T3418002


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domingo, 1 de abril de 2012

Os mandamentos do escritor, segundo Nietzsche, Hemingway, Onetti e García Márquez

Car­los Wil­li­an Lei­te  |  
Os chamados mandamentos literários existem desde o surgimento da escrita. Aristóteles e Shakespeare foram pródigos em ensinar, por meio de conselhos, como se tornar um grande escritor. Gustave Flaubert, James Joyce, Henry Miller e Anaïs Nin também deixaram suas versões. Nesta edição, publico uma compilação de conselhos literários (ou mandamentos literários) de quatro nomes fundamentais da literatura mundial dos últimos 150 anos: Friedrich Nietzsche, Ernest Hemingway, Juan Carlos Onetti e Gabriel García Már­quez. A compilação reúne ex­cer­tos de textos publicados na “The Paris Review”, na “Esqui­re” e no “The Observer”. Os con­selhos literários de Ernest Hemingway foram adaptados por ele do Star Copy Style, o manual de redação do Kansas City Star, onde Ernest He­min­gway começou sua carreira jornalística em 1917. A tradução é de Alfredo Bertunes.
 
 Mintam sempre. (Juan Carlos Onetti)
 Elimine toda palavra supérflua. (Ernest Hemingway)
 Uma coisa é uma história longa e outra é uma história alongada. (Gabriel García Márquez)
 Antes de segurar a caneta, é preciso saber exatamente como se expressaria de viva voz o que se tem que dizer. Escrever deve ser apenas uma imitação. (Friedrich Nietzsche)
 Não sacrifiquem a sinceridade literária por nada. Nem a política, nem o triunfo. Escrevam sempre para esse outro, silencioso e implacável, que levamos conosco e não é possível enganar.(Juan Carlos Onetti)
 Use frases curtas. Use parágrafos de abertura curtos. Use seu idioma de maneira vigorosa.(Ernest Hemingway)
 Não force o leitor a ler uma frase novamente para compreender seu sentido. (Gabriel García Márquez)
 O escritor está longe de possuir todos os meios do orador. Deve, pois, inspirar-se em uma forma de discurso expressiva. O resultado escrito, de qualquer modo, aparecerá mais apagado que seu modelo. (Friedrich Nietzsche)
 Não escrevam jamais pensando na crítica, nos amigos ou parentes, na doce noiva ou esposa. Nem sequer no leitor hipotético. (Juan Carlos Onetti)
10 — Evite o uso de adjetivos, especialmente os extravagantes, como “esplêndido”, “deslumbrante”, “grandioso”, “magnífico”, “suntuoso”. (Ernest Hemingway)
11 — Se você se aborrece escrevendo, o leitor se aborrece lendo. (Gabriel García Márquez)
12  A riqueza da vida se traduz na riqueza dos gestos. É preciso aprender a considerar tudo como um gesto: a longitude e a pausa das frases, a pontuação, as respirações; também a escolha das palavras e a sucessão dos argumentos. (Friedrich Nietzsche)
13  Não se limitem a ler os livros já consagrados. Proust e Joyce foram  depreciados quando mostraram o nariz. Hoje são gênios. (Juan Carlos Onetti)
14  O final de uma história deve ser escrito quando você ainda estiver na metade. (Gabriel García Márquez)
15  O tato do bom prosador na escolha de seus meios consiste em aproximar-se da poesia até roçá-la, mas sem ultrapassar jamais o limite que a separa. (Friedrich Nietzsche)