"Todas as coisas complexas estão condenadas à decadência." (Buda)

"Evoluir não é melhorar. A lagarta jura que a borboleta é a sua decadência." (Fabrício Carpinejar)

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 28 de abril de 2012

CRITÉRIO A SEU FAVOR (Todo "corno" é criterioso ou valente)



Crônica humorística

CRITÉRIO A SEU FAVOR (Todo "corno" é criterioso ou valente)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Escolho a minha mulher pela estrutura óssea, é sempre assim, ainda que ela dê a sua macia carne para os Lobisomens; sobram-me ossos de qualidade em uma disposição perfeita. Já que não se come osso, pelo menos se rói.
          Todo "corno" que se preza é extremamente criterioso com seu comportamento, sou bastante discreto. Escondo os chifres com bons tratos à esposa. Mas, só na frente dos amigos! Eta, vidão de corno!, cabeça florida, fazendo sombra em todo mundo!!!
          Se a "cornalidade" é o prêmio automático de quem valoriza demais o parceiro de toda vida, qual a consequência do traidor sexual? As de um herói? Dependendo de sua resposta, devo erguer as mãos para o céu e agradecer a Deus por ser o traído e não o traidor. Pelo visto, é muito difícil "ter alguém que gostarias de está sempre conosco, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé"! Nesse caso, é melhor mal acompanha a estar só! E se confortar comendo "filé mignon" com os amigos a roer ossos sozinho!!! É como disse o professor Osmar Fernandes: "Todo boi sonso quando mostra seus chifres, fere de morte".
          A maior evidência de que um homem é corno mesmo, é sua atitude de boi enraivecido, dando marradas em todo mundo. Os chifres lhe dão segurança e autodefesa. Eu, pelo contrário, gosto de ser indefeso, protegido por ela: Corno platônico! Afinal, quem não é corneado de alguma forma, foi ou será! Só gostaria de saber quem inventor essa extensão semântica para o termo "corno", referindo-se ao traído, eu o chamaria de solidário.
          Não mate urubus, aves de mau augúrio, vai só aumentar a alimentação dos que sobrarem; comem qualquer carniça. Quer se livrar da concorrência  deles,  liberte-se da carniça. Assim acontece quando se tem uma esposa infiel, tantas vezes se mude com ela, mas enquanto conduzir o odor da sedução, não faltará quem queira compartilhar gratuitamente o seu filé, ou melhor, sua carniça!
Claudeko
Enviado por Claudeko em 09/01/2012
Reeditado em 28/04/2012
Código do texto: T3431528


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sábado, 21 de abril de 2012

LEIS NATURAIS ("Quem está na chuva é para se molhar")




Crônica

LEIS NATURAIS ("Quem está na chuva é para se molhar")

Por Claudeci Ferreira de Andrade

             Hoje, é um daqueles dias que a gente sente que a sensibilidade ficou mais intensa. Estou assim, eu preciso me sentir especial, mas como fazer para proporcionar-me uma experiência gratificante. Já experimentei algo que me eleve a capacidade de raciocínio, além de ampliar meu interesse para diversas áreas do conhecimento. Estou explorando a internet, porém, tenho me perdido, ficando disperso pelo excesso de informação. É, estou assim meio perdidão...
           Mas, vou me conformar com o que dizem: "Quem está na chuva é para se molhar", e eu acredito nisso! A chuva molha tanto quanto, dependendo da intensidade do gotejar e do tempo que se permanecer nela sem proteção. Um corpo em movimento lento na chuva, de um ponto a outro, molha um tanto considerável, se fizer o mesmo percurso, nas mesmas circunstâncias, com uma velocidade maior, diminui o tempo, mas molha do mesmo tanto. É complicado tentar burlar as leis naturais! Todo atalho é perigoso! E a lei do menor esforço engorda e atrofia os músculos e o cérebro! Lamento por mim, estando eu sedentário demais. 
            Correr na chuva é melhor que correr da chuva! Portanto, a obediência é o comportamento dos grandes. Talvez seja como disse Sêneca: "Toda arte é imitação da natureza". Confirmo que seja a inspiração de todos, copiar em tudo os princípios da natureza, minha Bíblia em versão original.          
           E aqui o sol nunca deixou de brilhar para mim, estou reclamando à toa, vou é comemorar! É um momento de vitalidade, sensibilidade e disposição, vou criar meu mundo do jeito que sonhei. Quero que minha aure de encanto se espalhe. Renove-se meu poder de atração. É tempo de me expressar e anotar minhas intuições para construir meu novo caminho! Preciso de um caráter forte e segurança para tomar iniciativas produtivas com relação aos meus desejos. Seu comportamento é minha prioridade. Se copiou de mim!
            
Claudeko
Enviado por Claudeko em 09/01/2012
Reeditado em 05/03/2012
Código do texto: T3430896


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sábado, 14 de abril de 2012

INOCÊNCIA, CRITÉRIO PARA A FELICIDADE (Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo. Albert Einstein)



Crônica

INOCÊNCIA, CRITÉRIO PARA A FELICIDADE (Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo. Albert Einstein)
Por Claudeci Ferreira de Andrade
           Seja independente; se se comprometer, seja em companhia de alguém que quer ter compromisso junto a você. Cuide-se de si mesmo como a um jardim, as lindas borboletas virão. Não procure ninguém, é melhor se encontrar com seus admiradores.
          Só os sábios têm a bem-aventurança da verdadeira felicidade, eles vivem em equilíbrio. É fácil entender isso, imagine um pêndulo movimentando cada vez mais fraco até parar na posição do meio. "Quando estou fraco, aí estou forte". Para quem procura o prazer, a dor é automática, em seu balançar existencial. E assim, da mesma forma, o tempo cura toda dor com o prazer lentamente num oscilar cada vez menor, até chegar à mesma sensação do possuir um órgão sadio: só sentimos os rins quando estamos doentes deles, todavia a dor neutraliza também todo prazer. Os sábios não procuram o prazer, apenas procuram a ausência da dor e ganham o prazer. O único desconforto que atinge os sábios é a responsabilidade de um saber crescente, pois esta lhe dói. Porque essa luz não emana das fogueiras manipuláveis da caverna, mas do sol, naturalmente, como ilustrou Platão. Porém, têm-se de buscá-la com sacrifício lá fora.
          A fórmula da felicidade é a estabilidade, como a vida não é estável não há felicidade permanente. Se isso não lhe servir, esteja sempre em agitação. Tomara, digam-lhe que estresse mata. A natureza clama pela calmaria; no Jardim do Éden não tinha vento, apenas brisa! Espero caber aqui o dizer de Leonardo da Vinci, artista do Renascimento: "Prazer e dor são representados com os traços gêmeos, formando como uma unidade, pois um não vem nunca sem o outro; e se colocam um de costas para o outro porque se opõem um ao outro."
           Qualquer coisa induzida fortemente não é boa, se fosse, aconteceria naturalmente, atraída apenas pela força do centro, ao ponto de equilíbrio. No contrário do que muitos pensam, a imprevisibilidade está no desequilíbrio, porque o pêndulo pode iniciar um movimento em qualquer direção, encaixando-se na diversidade de direções e é quase inevitável balançar-se para viver. Agora, é bastante previsível o seu retorno à esquerda, se ele se movimentou à direita. Deus é parecido com o centro de apoio sustentador do pêndulo, e também o Seu comando é propulsor para todas as direções possíveis, e aos poucos o faz parar novamente, acomodando tudo na linha vertical, ou seja, na sua direção: estabilidade ideal.
           O que nos faz pensar sobre as coisas acontecerem sempre na hora certa é o equilíbrio das vantagens e desvantagens em proporções semelhantes. É assim a predestinação compulsória, para cada ato um "reato", com efeito, levemente menor até parar no ponto do meio. Nós construímos nosso destino, como a um quebra-cabeça, quando colocamos a peça, formamos duas imagens, por assim dizer, a frente e o verso, e as peças só tem um lugar par se encaixar. Não há escolha! Procurar o local ou a ação certa não é escolher.
           Deus é o único diverso sem se perder, e é assim que O aceito feliz, se não fosse diverso infinitamente, não seria Divino. Sinto-me à vontade ao dizer sobre a diversidade ser muito parecida com imprevisibilidade. Qualquer movimento é mais uma possibilidade mostrando energia e vida, porém o ponto de equilíbrio é sempre o mesmo, como se tivéssemos mil maneiras de errar e só uma para acertar. Quanto menos possibilidades mais satisfação, isso é felicidade: pouca chance de errar. A tal É encontrada abundantemente na estagnação da inocência.

Claudeko
Enviado por Claudeko em 02/01/2012
Reeditado em 14/04/2012
Código do texto: T3418076


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sábado, 7 de abril de 2012

A MAIORIA SEMPRE VENCE (Tornam-se moda as características dos que vencem) (Minicrônica - 140 caracteres)



http://www.youtube.com/watch?v=n8MAg_N3TVM


Minicrônica

A MAIORIA SEMPRE VENCE (Tornam-se moda as características dos que vencem) (Minicrônica - 140 caracteres)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          É bom que os feios vençam, pois, em virtude, levam-me junto! Se os iguais se protegem; benefícios são divididos, como sempre foram os malefícios. Precisa-se de líder!
Claudeko
Enviado por Claudeko em 02/01/2012
Reeditado em 06/04/2012
Código do texto: T3418002


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domingo, 1 de abril de 2012

Os mandamentos do escritor, segundo Nietzsche, Hemingway, Onetti e García Márquez

Car­los Wil­li­an Lei­te  |  
Os chamados mandamentos literários existem desde o surgimento da escrita. Aristóteles e Shakespeare foram pródigos em ensinar, por meio de conselhos, como se tornar um grande escritor. Gustave Flaubert, James Joyce, Henry Miller e Anaïs Nin também deixaram suas versões. Nesta edição, publico uma compilação de conselhos literários (ou mandamentos literários) de quatro nomes fundamentais da literatura mundial dos últimos 150 anos: Friedrich Nietzsche, Ernest Hemingway, Juan Carlos Onetti e Gabriel García Már­quez. A compilação reúne ex­cer­tos de textos publicados na “The Paris Review”, na “Esqui­re” e no “The Observer”. Os con­selhos literários de Ernest Hemingway foram adaptados por ele do Star Copy Style, o manual de redação do Kansas City Star, onde Ernest He­min­gway começou sua carreira jornalística em 1917. A tradução é de Alfredo Bertunes.
 
 Mintam sempre. (Juan Carlos Onetti)
 Elimine toda palavra supérflua. (Ernest Hemingway)
 Uma coisa é uma história longa e outra é uma história alongada. (Gabriel García Márquez)
 Antes de segurar a caneta, é preciso saber exatamente como se expressaria de viva voz o que se tem que dizer. Escrever deve ser apenas uma imitação. (Friedrich Nietzsche)
 Não sacrifiquem a sinceridade literária por nada. Nem a política, nem o triunfo. Escrevam sempre para esse outro, silencioso e implacável, que levamos conosco e não é possível enganar.(Juan Carlos Onetti)
 Use frases curtas. Use parágrafos de abertura curtos. Use seu idioma de maneira vigorosa.(Ernest Hemingway)
 Não force o leitor a ler uma frase novamente para compreender seu sentido. (Gabriel García Márquez)
 O escritor está longe de possuir todos os meios do orador. Deve, pois, inspirar-se em uma forma de discurso expressiva. O resultado escrito, de qualquer modo, aparecerá mais apagado que seu modelo. (Friedrich Nietzsche)
 Não escrevam jamais pensando na crítica, nos amigos ou parentes, na doce noiva ou esposa. Nem sequer no leitor hipotético. (Juan Carlos Onetti)
10 — Evite o uso de adjetivos, especialmente os extravagantes, como “esplêndido”, “deslumbrante”, “grandioso”, “magnífico”, “suntuoso”. (Ernest Hemingway)
11 — Se você se aborrece escrevendo, o leitor se aborrece lendo. (Gabriel García Márquez)
12  A riqueza da vida se traduz na riqueza dos gestos. É preciso aprender a considerar tudo como um gesto: a longitude e a pausa das frases, a pontuação, as respirações; também a escolha das palavras e a sucessão dos argumentos. (Friedrich Nietzsche)
13  Não se limitem a ler os livros já consagrados. Proust e Joyce foram  depreciados quando mostraram o nariz. Hoje são gênios. (Juan Carlos Onetti)
14  O final de uma história deve ser escrito quando você ainda estiver na metade. (Gabriel García Márquez)
15  O tato do bom prosador na escolha de seus meios consiste em aproximar-se da poesia até roçá-la, mas sem ultrapassar jamais o limite que a separa. (Friedrich Nietzsche)