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MINHAS PÉROLAS

sábado, 30 de novembro de 2013

DESAFIANDO A DEUS (Para cada gigante surge um Davi, respondendo à altura ao desafio)


Crônica

DESAFIANDO A DEUS (Para cada gigante surge um Davi, respondendo à altura ao desafio)

Por Claudeci Ferreira de Andrade


          Se os evangélicos saírem para as ruas protestando contra o casamento gay ou sobre algum assunto da fé, como estão fazendo outras categorias da sociedade, com assuntos mundanos, cada qual com seus interesses aflorados, eu diria que o gigante estava dormindo dentro da igreja.
          Porém, seja onde quer que estivesse dormindo, ele não está mais em "berço esplêndido"! Vejo-o bem de perto, descendo a colina para afrontar a Deus. É o que o povo faz, por último, joga toda culpa em Deus! O Adão culpou a mulher; a mulher, por sua vez, culpou a serpente, e a serpente finalmente culpou a Deus. Quando tudo está bem: é graças a Deus. Mas, quando tudo vai mal: é tenha misericórdia!
          Agora casam-se homem com homem e mulher com mulher e a culpa é de Deus, coitadinhos são doentes! Será? Ou o doente aqui sou eu, de cultura estuprada, "quadrado" e ainda ter que assistir tudo isso "numa boa"!? E se reclamo, sou taxado de intolerante, homofóbico, "bullyingnador" etc.! Com esta idade que tenho, acho bom me aquietar. Como ainda não há "cura gay", então todos devemos praticar a tolerância para sermos bons cristãos, como se todos pudéssemos dividir a dívida da natureza: a falta de companheirismo e o crescimento populacional desequilibrado em detrimento da pureza física, mental e espiritual! A ciência tenta toma de conta de tudo e suprir-nos com novas tecnologias! Não repõe. Assim, um outro gigante acordou dentro de muitas pessoas, tirando-as do "armário". E agora, ao invés de "cara-metade"; "tampa e panela"; carne e unha!; etc. que encontre, para cada desafio feito, um Davi para responder à altura o desafio. Qual? O desafio que desafia a Deus. Todavia, vamos sair para as ruas a protestar por uma receita de autenticidade sexual? Não. Há sempre, em algum lugar próximo de nós, um gigante e um Davi sob o mesmo teto, em nome da desforra existencial. Ainda bem... Pois, já tem muito "Hulk" verde demais por aqui, nas passeatas, quebrando tudo que vê pela frente. Deve ser outra forma de terapia para os revoltados c(r)omo(s)somos.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 09/07/2013
Reeditado em 30/11/2013
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Da pedagogia da ameaça e da punição ao cérebro ético



Da pedagogia da ameaça e da punição ao cérebro ético

Há uma prática pedagógica fundamentada no uso da ameaça e da punição, consolidada em nosso país. Descobertas da Neurociência comprovam que essa prática é improdutiva. A Educação sustentável propõe um conceito fundamentado no desertar do cérebro ético



A pedagogia brasileira adotou um modelo de ação, fundamentado no uso da ameaça e da punição, como prática educativa. É comum, na maioria das salas de aula, ouvir o professor ameaçando seus alunos ou, de alguma forma, os intimidando - temos que encarar que esse é um dos motivos da evasão escolar. É muito comum, também, ver as mães e pais ameaçando seus filhos, quando esperam deles um comportamento adequado.

De uns anos para cá, a Neurociência vem mostrando como nosso cérebro funciona como ele responde a uma série de fatores. Já está claro, por exemplo, que ameaças, intimidações, impedem a produção de neurotransmissores ligados à aprendizagem significativa. Na realidade, produzem aqueles neurotransmissores que bloqueiam, paralisam, confundem a mente do indivíduo.

A Educação Sustentável propõe o conceito de educação fundamentada na vivência dos valores universais positivos. Está propondo uma prática pedagógica, não mais fundamentada na ameaça, na intimidação – que não produz resultados satisfatórios – mas, numa prática que forma o caráter do jovem, para uma vida saudável, construtiva.

A vivência de valores ativa o circuito de recompensas no cérebro, produzindo os neurotransmissores necessários para a aprendizagem significativa. Quando isso acontece, o indivíduo tende a repetir o feito interiorizando uma forma de pensar e de agir, construtiva, que será adotada na vida social, na vida pública.

A sociedade, a vida pública adquire, automaticamente, formas de pensar e de agir, aprendidas no campo pedagógico, educacional, período de formação do caráter dos jovens. Daí a necessidade de uma educação de qualidade, prática inexistente no Brasil.

Essa forma de pensar e agir prescrita e interiorizada, durante o processo educacional – hoje violenta punitiva - se torna automática na vida social e pública, sem maiores reflexões, pelo conjunto da sociedade. Está aí a origem do aumento da violência e da corrupção, em nossa sociedade.

Urge, portanto, abandonar, o modelo que tem como base a intimidação e a punição e adotar o "despertar o cérebro ético", proposta pedagógica fundamentada na vivência dos valores universais positivos, que possibilita a construção da inteligência ética, que norteará a vida social, a vida pública, pautadas na pela ética.

Os principais benefícios seriam, primeiramente, uma educação de melhor qualidade, mas, também, a diminuição dos comportamentos e risco, potencializando um ambiente mais propício, para a construção de uma cultura de paz.
http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/da-pedagogia-da-ameaca-e-da-punicao-ao-cerebro-etico/74182/

sábado, 23 de novembro de 2013

TENHA PAZ (Letra de Música)

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Áudio
TENHA PAZ - Claudeko Ferreira

Letra de Música

TENHA PAZ

Não espere um sorriso
Para ser sempre gentil,
Não se esqueça que  o doente é sempre muito frágil!

Tenha paz
Independente de elogio,
aceite seus defeitos como apenas um desvio.

Não espere a perfeição
Para então se apaixonar,
Seja sempre você mesma,
Você tem que acreditar.

Tenha paz
Independente de elogio,
aceite seus defeitos como apenas um desvio.

Não espere a sua morte
Sem antes a vida amar,
Não se esqueça do presente,
Pois tudo vai se passar!

Tenha paz
Independente de elogio,
aceite seus defeitos como apenas um desvio.



Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 30/06/2013
Reeditado em 14/07/2013
Código do texto: T4365883
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sábado, 16 de novembro de 2013

"O PÃO QUE O DIABO AMASSOU" (“Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si confusão.” – Pv. 3:35)


Crônica

"O PÃO QUE O DIABO AMASSOU" (“Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si confusão.” – Pv. 3:35)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Naquela segunda-feira, não fui trabalhar, fui ao banco com umas faturas e outras contas a pagar.  Driblei daqui e dali e não sobrou na conta bancária, senão apenas o suficiente para comer um "marmitex" por dia pelo resto do mês! Mas, o que eu deveria esperar, cumprindo tanta maldição de insatisfeitos com meu trabalho, e ainda, a sensação de inutilidade que carrego por ver centenas dos meus ex-alunos fracassados?! Naquele mesmo dia, em minha reflexão da noite, li provérbios de Salomão, cap.3 e nos versículos 32,33; “Porque o perverso é abominação para o Senhor, mas com os sinceros está o Seu segredo. A maldição do Senhor habita na casa do ímpio, mas a habitação dos justos ele abençoará.” Palavras sábias a meu favor, confortaram-me! Tenho dado o meu melhor! Por isso, tenho o que comer, e muitos deles nem isso têm: os alunos que desejam o meu mal, jogam giz em mim, bola de papel, e me dizem palavrões desestimuladores, não valorizam  as aulas, estes são sustentados na escola pública com dinheiro amaldiçoado dos nossos impostos pagos sem prazer algum, pois não é de se esperar muito deles. E se acham os donos do pedaço, no direito de tocar seus mestres como se expulsa o cão da cozinha! Que valor têm as suas maldições? Não sei, mas fazem sentido; uma árvore má só pode produzir mau fruto!
           Ouvir piadas de coordenadoras sobre professores que fazem aulas monótonas com o livro na mão também é uma forma de maldição, pois nos tira o ânimo. Suspeitei que fosse uma denúncia do aluno que sempre ficava fora da sala, daquele nono ano, então o interroguei educadamente, em um momento que achei propício. Ele me confirmou que não assistia às minhas aulas por não serem divertidas. Caprichei na próxima, fiz uma dinâmica de grupo: leitura de imagem, que eles mesmos pintaram coletivamente, nomeei-a de tarefa compartilhada. E lá estava ele: o aluno desconectado, e usando o fio do fone de ouvido como se fosse corda, "pulava corda" no meio da sala, enquanto os outros trabalhavam animadamente. Agora me pergunto, o que tem de divertido em fazer prova? Faz sentido aulas divertidas para os filhos do governo que frequentam a escola para não perder os benefícios do "Bolsa Família"?
           No final do dia, já quase chegando à minha casa, um ex-aluno que estava por ali, próximo,  faz gracejo com meus cabelos brancos, crescidos e afuazados. Então, entrei e como se tivesse respondendo a ele, falei sozinho: uma pessoa na minha idade, comumente, já não tem mais cabelos, por que não posso homenagear essa riqueza, economizando no corte deles? Também não são divertidos os meus cabelos?! 
           Muitos de nossos desrespeitadores, relapsos e indisciplinados alunos não prosperam mesmo, não devido às muitas maldições dos seus professores também, todavia porque “Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si confusão. (Pv. 3:35).  Quem é sábio? E quem é louco? Por que sou obrigado a "comer o pão que o Diabo amassou"?
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 15/06/2013
Reeditado em 16/11/2013
Código do texto: T4342366
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Descaso com a educação


Enviado em 10/11/2013 às 22h56

Descaso com a educação

DIÁRIO DA MANHÃ
PALAVRA DO POVO
O desinteresse dos vestibulandos pelos cursos de licenciatura, demonstra o descaso da sociedade de maneira geral, e de nossos dirigentes e parlamentares de forma mais específica, para com a Educação em todos os níveis e esferas, achando que professor tem que “dar aula”,  que magistério é “sacerdócio”... Vale lembrar que todos os governadores do Brasil assinaram um documento encaminhado ao MEC pedindo a redução do valor do piso salarial do magistério. 
Um claro exemplo desse descaso na esfera Federal é o Programa mais educação, que apesar do nome diminui as atividades pedagógicas em detrimento das atividades recreativas, bem como, investe boas somas em material e paga míseros R$ 80 por mês para monitores/voluntários. E querem que acreditemos que é um programa sério.
Exemplos estaduais e municipais estão aos montes por aí. Doação de tablets para professores ao invés de política séria de valorização salarial e de carreira. É claro que é mais fácil superfaturar as compras do que a folha de pagamento. Nesta pratica nefasta PT, PMDB, PSDB, ...PQP, são todos iguais.
Professor não quer agradinhos, exige salário e respeito. 

Professor: procura-se


Enviado em 14/11/2013 às 21h14

Professor: procura-se

DIÁRIO DA MANHÃ

JULIANO SILVESTRE
Na semana passada, a Universidade Federal de Goiás (UFG) realizou a 1ª fase do seu vestibular 2014 com mais de 30 mil inscritos. Talvez, o fato mais importante a ser analisado, e que passou despercebido para muitos são as concorrências dos cursos de bacharelado e licenciatura.
Medicina e Engenharia Civil mais uma vez seguem no topo da lista como os mais concorridos, e na “lanterna” da tabela encontra-se os cursos de licenciatura. Por que isso acontece?
Já se foi o tempo, em que os cursos de licenciatura geravam mais entusiasmo por parte dos vestibulandos. Com a degradação do nosso ensino, os jovens vão ficando mais longe da carreira acadêmica, dedicando-se aos cursos onde poderá conseguir “status e dinheiro”.
Como falar para um desses jovens se aventurarem na carreira de licenciatura, preparando-se para dar aula na educação básica, se os noticiários que vemos na TV são de dar “arrepios” em qualquer pretensão para se dedicar à docência.
Cursos como Matemática, Física e Química, que junto com o Português formam um quarteto de disciplinas que mais pesam na hora do vestibular, não conseguiram alcançar mais do que três candidatos por vaga. Como os futuros médicos, engenheiros e advogados exercerão suas profissões, se os cursos de licenciatura estão “morrendo”? È um verdadeiro paradoxo essa situação, pois o certo seria a valorização dos cursos de licenciatura para que no futuro não faltem médicos e engenheiros no mercado.
Além da baixa remuneração a qual os professores estão sendo submetidos, encontram-se ainda outros fatores para o desencanto dessa profissão: a falta de autonomia do docente perante aos alunos, a delegação por parte dos pais em querer que a escola eduque seus filhos, as escolas que não possuem nenhuma estrutura, tanto física como material para prender a atenção do alunado, e principalmente a desmotivação do professor, que não vê ânimo para se qualificar e nem melhorar suas práticas pedagógicas.
Com esses fatores chegamos à conclusão que infelizmente, se nada for mudado nesse país continuaremos a sofrer com a falta de professores. O vestibulando só conseguirá ser competitivo se houver ótimos professores na educação básica.
Aquela velha história, de que quase toda a pessoa lembra-se de sua primeira professora, poderá daqui a alguns anos virar “lenda urbana”. Precisamos todos os dias exigir dos nossos políticos que os professores sejam respeitados e valorizados desde o ensino fundamental até a graduação. Pois senão teremos que buscar além de médicos, engenheiros e advogados de outros países. Pois aqui não haverá nenhum professor que queira ensinar o aluno a “pegar no lápis” e a explicar as primeiras operações matemáticas.
Tudo bem que a tecnologia desempenha um papel que antes cabia ao professor, mas até hoje não inventaram um programa que saiba transferir lições de ética, companheirismo e civilidade aos alunos.
(Juliano Silvestre, administrador de empresas com MBA em Marketing e professor do Curso Superior de Produção Cênica no Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França – E-mail: ju.castrosilvestre@gmail.com) http://www.dm.com.br/jornal/#!/view?e=20131115&p=20

sábado, 9 de novembro de 2013

PAIS versus PROFESSORES (A minha receita é que, se for possível, sejam pais e professores indistintamente.)



Crônica

PAIS versus PROFESSORES (A minha receita é que, se for possível, sejam pais e professores indistintamente.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Não sei o que os pais têm contra os professores, se ciúmes ou inveja! Mas, com suas acusações e distratos, alimentam um sentimento provedor de desconforto tal que, toda vez que eles vão à escola, quando saem, deixam os destroços do pós-guerra e o medo na academia. Na entrega dos boletins é aquele vexame, o adolescente diz que não tem culpa, o professor o acusa e os pais o defendem! Essa relação cruelmente tridimensional é tão distinta que uma mãe não consegue ser professora e mãe ao mesmo tempo, e purgatórico mesmo é quando esta é também aluna universitária ou tem alguma outra Licenciatura acadêmica.
          Uma professora, que também é mãe, minha colega de trabalho, mostrava-me toda raiva ao comentar que sua filha foi incluída na qualificação de "estrume".  A professora daquela turma, por desequilíbrio crônico, pelo estresse do dia-a-dia e humana que era, disse que se os alunos não dessem atenção às aulas nunca seriam nada, apenas "estrume" da sociedade. Porém o que mais me impressionou foi a mãe, minha colega, descrevendo as atitudes que ia tomar contra a professora de sua filha: iria até às últimas instâncias para penalizar a professora que "humilhou" sua filha. Assim, é desconsertante de todas as formas ser professor de filho de colega de trabalho.
          Uma coisa é ser mãe a outra coisa é ser professora dos filhos dos outros. Por que uma professora ensinaria, no papel de mãe, aos seus filhos maltratarem os seus professores? E se não o fariam conscientemente, faz sim com os comentários desajustados contra o sistema educacional e atitudes exageradamente protetoras contra o colega de trabalho.  Em minha experiência de professor, até agora, só me lembro de duas alunas de cujas mães eram professoras e eu as admirava por serem cumpridoras de seus deveres e respeitadoras. Mas, já fui, centenas de vezes, maltratado tanto por filhos de professora quanto por colegas de profissão, exigindo de mim o que elas não conseguiram com seus filhos. Detesto ser professor de filho de colega de trabalho, especialmente na mesma unidade de escolar, quaisquer medidas educativas, ou repreensão, ou nota baixa redunda-se em um caso pessoal. Sabendo disso, o filho/aluno deita e rola sob a suposta proteção.

          A minha receita é que, se for possível, sejam pais e professores indistintamente. Talvez eu não esteja conseguindo dize o que é necessário nesse tema: pintar um indivíduo ideal para os dois papéis.  Entretanto, exemplifico com minha carcomida vida, descobrindo-me incompetente demais para ser pai e professor ao mesmo tempo, escolhi ser só professor, se tenho algum filho, não o conheço, por isso não perturbei seus professores. O difícil mesmo é colher o que não plantei.

          Quando nossos alunos nos ameaçam e danificam nosso carro, aprenderam de quem? Vejam as notícias: http://www.jcnet.com.br/Regional/2013/05/pai-de-aluno-tem-momento-de-furia-quebra-carros-e-ameaca-professores.html (acessado em 09/11/2015).

          Tínhamos a família tradicional como parceira da escola na educação das crianças! Agora que compromisso terá a família moderna cujos principais se esqueceram que direito são advindos de deveres cumpridos. Então para os adolescentes em busca de identidade, como esta família moderna pretende ajudar a escola a favor de seus filhos? Fazer prosperar e conservar essa tradicional instituição, casada com a religião da prosperidade sem se importar em quem tenha que pisar, torna-se, desse jeito, quase que impossível.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 30/05/2013
Reeditado em 09/11/2013
Código do texto: T4317340
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sábado, 2 de novembro de 2013

A SOLIDÃO RESOLVIDA (Entro em pânico só em pensar na solidão eterna da morte)


CrÔnica

A SOLIDÃO RESOLVIDA (Entro em pânico só em pensar na solidão eterna da morte)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Dizem os bem relacionados que a liberdade não existe, porém eu procurei a solidão e encontrei a liberdade! Agora concordo plenamente com Mauro Santayama: "Educação para a vida deveria incluir aulas de solidão." Talvez houvesse mais liberdade!
          Também quero citar a mestre em Filosofia, Kalena: "Eu não gosto da solidão, mas aprecio ficar só". Talvez este outro enfoque: solidão verso estar só, possa gerar outra natureza de liberdade. Então, mediante a possibilidade de se estar rodeado de pessoas e ainda na solidão, eu confirmo mesmo, pois também aprecio estar só e até prefiro que os desregrados da multidão não me vejam para me fazer o mal. Aliás, esta solidão, que realmente está bem resolvida aqui dentro, na minha alma, faz-me mais bem que muitas outras pessoas que fingem se importar comigo.
          O dito popular: "fale mal, mas fale de mim" tira-me a paz de espírito, portanto me tira também o verdadeiro fruto da liberdade, e enfim, a liberdade. Nada é por acaso, se assim for, não existe o plano de Deus! E somente nesse contexto, pode o homem construir seu destino, mas não são as nossas relações que nos levam a construir um destino, são elas exatamente que nos coagem a trilhar nossos próprios planos dentro da pequena folga que nos é permitido, ainda no caixote entre os limites: o berço e o esquife. Por isso, não gosto da solidão, tenho medo desse destino formatado (entro em pânico só em pensar na solidão eterna da morte). Misterioso demais! Às vezes, acho cruel demais o destino de todo mundo. Embora a Bíblia queira nos animar com a história de Jó! Mas, o que Jó fez para merecer seu sofrimento? Simplesmente ele precisava ser três vezes mais rico: seu destino. Que assim seja.
          A liberdade também me mete medo, o medo de errar e receber os reajustes do destino. Porém prefiro assim, para sofrer menos. Então faço minhas as palavras deste trecho da canção: Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda do Kid Abelha:

"Não estou disposto

A esquecer seu rosto de vez

E acho que é tão normal

Dizem que eu sou louco
Por eu ter um gosto assim
Gostar de quem não gosta de mim

Jogue suas mãos para o céu
Agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapê"
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 24/04/2013
Reeditado em 02/11/2013
Código do texto: T4256653
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