"Não é o significado da vida, mas o sentido dela." (May Iakulo)

"Que eu não aprenda o significado da vida, no ultimo minuto do segundo tempo." (Day Anne)

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 27 de setembro de 2014

POR QUE ELES FREQUENTAM A ESCOLA? (Frustrações! E sem palavras, fico por aqui.)



crônica

POR QUE ELES FREQUENTAM A ESCOLA? (Frustrações! E sem palavras, fico por aqui.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Hoje me preocupou mais uma vez a constatação a que eu chegara há muito tempo atrás. Desta vez quando reclamava do barulho desrespeitoso e todo tipo de perturbação à minha aula no matutino, uma aluna, daquelas que odeiam filosofia, disse: "é que você não tem autoridade". Bem, minha autoridade vem do Satanás – expliquei – então os que são de "Deus" fazem oposição, e com razão, às minhas ordens, só para se mostrarem diferentes. Mas... e se o Demônio não existir? Eles estão fazendo revoltas contra o nada novamente, fortalecendo suas ilusões, mais uma evidência de ignorância. E nessa situação desejei ardentemente ir para o inferno, porque para lá vou por méritos próprios, pelo menos serei digno, e para o céu só se vai pelos méritos de Jesus, como dizem esses "crentes", por isso não quero me sentir indigno na "carona" de alguém de outra cultura e rodeado de aproveitadores. Por certo, salvo no paraíso, eu não saberia viver em paz com esse tanto de gente sem amor e egoísta ("Escola de Deus em tempo integral").
           À tarde, aconteceu o mesmo neste dia desfavorável, eu tentava impor respeito naquela sala de 8º ano irreverente, quando uma aluna, daquelas corpulentas e intimidadoras, em distorção série/idade, diz-me com todas as letras: "Você não é de nada, só tem conversa".  Então, só me restou concordar com ela, pois se eu fosse melhor não estaria aguentado tanta humilhação de pessoas daquele jeito. Pelo menos, ouvi dela que só tenho conversa, ou seja, sou mentiroso: qualidade dos infernais.
          É sempre assim, na entrega dos boletins, final de bimestre, todo aluno é bom, educado e cumpridor de seus deveres, as notas baixas que por ventura pintam seu boletim é porque o professor é ruim, mal educado e não cumpridor de seu dever. Dizem eles aos pais. A desgraça é que eles sempre acreditam mais nos filhos que nos professores. Eu acho ser deles a culpa da maior parte do fracasso da educação dos jovens de hoje.
           No dia anterior, eu assisti a muitos alunos colando no simulado, sendo mais direto, na prova diagnóstica do governo. O que deveria ser um treino para fixar as matérias na mente está sendo, sim, um treino para desenvolver técnica de colar. Bons tempos quando eu, no primeiro dia de aula, apresentava-me à classe, dizendo: Sou professor de Língua Portuguesa e quero que façam isso ou aquilo, não permito isso ou aquilo e temos um currículo extensivo para cumprir, imperava o imperativo! Hoje, meu discurso mudou, apenas digo: Sou Claudeci e como vocês querem minhas aulas? O que querem aprender? Vamos conversar, não precisam me denunciar! O que impera mesmo é o medo e a frouxidão obrigatória.
           Por esses casos, eu sou obrigado a concordar com Immanuel Kant, considerando minha falta de perspectiva: "É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias."
           A escola nunca cumpriu nem este e nem aquele objetivo!!!! Frustrações renitentes! E sem mais palavras, fico por aqui.
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 19/08/2014
Reeditado em 27/09/2014
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sábado, 20 de setembro de 2014

APRENDERAM COMIGO (Então não confunda "vencer na vida" com "vencer a vida".)




crônica

APRENDERAM COMIGO (Então não confunda "vencer na vida" com "vencer a vida".)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Alguns de meus alunos me cobram conhecimento, da forma mais cruel possível, num tom de crítica e em público. Quando erro no texto, diz o pior deles, a quem interessar minha humilhação: — "e diz que é professor de português". Fica evidente que, estes poucos, não querem aprender de mim, por que pensam que já sabem muito e focam na minha fraqueza para se fortalecerem. Mas, eu não tenho culpa deles serem péssimos alunos, ofereço-lhes meus acertos que são mais frequentes. Porém, mediram-me apenas por uma palavra mal dita, ou uma frase gaguejada, ou um trava-língua mal ensaiado, ou um tê que esqueci de cortar no texto do quadro etc.  entretanto enfatizam tão veemente o que não presta em mim, que assumi minha cegueira para não ver sua torpe vontade de crescer. E assim, alimentam seus erros com tanto prazer, tal qual o prazer que retornou à sua vida pela a vingança imediata. Quem me dera ver  perdurar as lições que lhes dei, baseadas em livros, vidas melhores e intelectos privilegiados como dura o desejo de vingança em seu coração. Mas, fingem não se interessar pelo que planejei. Se faço correto é mera obrigação, também não lhes chama a atenção por ser tradicional.
          Ao que ensina é justo o desfrutar ou o receber os prazeres de ver aplicação do que ensinou, a colheita bendita, a prova da utilidade. Por que estou reclamando se foi isso que eles aprenderam de mim! Chamo-lhes a atenção para confirmar meu desejo de autoridade, repreendo-os, castigo-os e atribuo notas escalonadas conforme a produção. Mentira!  Deixo correr frouxo, e todos os dias tenho que explicar para um deles por que lhe dei aquela nota. Se assim não for, o pai vem à escola! Então, em meio pressão, ameaças e desacatos, pais e coordenadores pedagógicos forçam para fazer a nota boa somarem nas estatísticas. É lógico, se errei em algumas delas para melhor, ninguém vem reclamar! Embora, as boas notas que a maioria tem revelam o grau de marginalidade e não mais de intelectualidade, pois colam até nos simulados, de cuja nota também deveria ser simulada! Promovidos gratuitos na unidade escolar. Um professor levou 5 tiros de um aluno por que não lhe deu uma nota que o fizesse feliz. E qual professor os fará felizes? http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2014/08/professor-baleado-por-aluno-dentro-de-escola-permanece-sedado-na-uti.html (acessado em 20/09/2015).
            A sala dos professores tem que ser blindada tal qual os ouvidos dos predadores são para  entender as ditas que saem de lá! Naquele caso, o professor deu a nota que o aluno mereceu, e ele atirou no professor...( é menos mau quando nos atiram só palavras, bravatas e xingamentos) e, com isso, continuam intimidando os professores e encorajando outros alunos a forçar a escola aprovar todos os demais desrespeitadores. Certamente nos concursos, eles comprarão ou porão a arma na cabeça do avaliador para ganha a vaga. Vencer na vida é isso? Quem confunde tudo também confunde: "vencer na vida" com "vencer a vida".
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 17/08/2014
Reeditado em 20/09/2014
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sábado, 13 de setembro de 2014

TUDO ME É LÍCITO! (Mas, Será que tudo me convém?)



Crônica

TUDO ME É LÍCITO! (Mas, Será que tudo me convém?)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           O foco é a quantidade. Assim primam as escolas públicas pelas estatísticas bonitas em detrimento da real qualidade. A partir da intenção eleita, não podemos parar para "amolar o machado" (o segredo dos lenhadores de sucesso). A escola liberar o aluno mais cedo, nem pensar! Reuniões de professores devem ser no sábado. Você se lembra dos 180 dias letivos, a educação era melhor! Agora passou para 209 e... Não sei a quem se destina essa exibição teatral, visto que alunos e professores matam aula dentro da própria unidade escolar inescrupulosamente; coitados, perdidos no amaranhado do labirinto normativo! Sem contar com as interrupções que são muitas: vendedores e propagandistas fazem festa diante de um público cativo e sedento pelo o novo, todos os dias! Então, o professor não pode subir/descer aula de jeito nenhum, é mais uma norma da Secretaria: sair mais cedo pega mal para a imagem da escola. Para comemorar o aniversário de um docente, tem-se que mentir, dizendo que é reunião pedagógica, caso alguém não acredite na justificativa, fecham-se as portas. Mas, há outra coisa também, estes critérios são subvertidos rápido e prontamente quando, por motivo desconhecido, tem-se que dispensar uma turma mais cedo, motivo desconhecido, vírgula, é quando conveniente, é claro! Aí, os mestres assíduos são convidados para fazer o que é proibido em outros contextos: Descer/subir aula. Chamamos isso de ajuste operacional pedagógico que faz o professor ministrar duas em uma, no final suas seis aulas do turno foram ministradas aos trancos e barrancos. Contudo, não sei que alegria é essa, se os educadores, mesmo depois da tarefa feita, deverão continuar até o cumprimento do horário na sala dos professores. Seria isso simplesmente hora extra não remunerada ou reposição do que faltou na qualidade das aulas subidas ou descidas?
           Todo aluno gosta de sair mais cedo, o professor também. Só a família não gosta de receber suas crianças mais cedo em casa, dão mais trabalho ou os pais ainda estão trabalhando lá fora. A escola de tempo integral ameniza esta situação, empilhando alunos improdutivos. No entanto e por isso, estou pensando que nem sempre criança na escola significa crescimento. Comem mais, brincam mais e estudam bem pouquinho, só fazem o que querem fazer, e existem tantos para apoiá-las nesse comportamento pirracento, batendo de frente com os que têm obrigações de ensinar matéria da matriz curricular, que já não se sabe mais quem são os professores: "Os chatos"! Porém, quem não quer ser agradável e ter aceitação? Será que isso me convém?
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 07/08/2014
Reeditado em 13/09/2014
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sábado, 6 de setembro de 2014

AS RELAÇÕES EXTRACLASSES (A céu aberto, Deus era testemunha.)



Crônica

AS RELAÇÕES EXTRACLASSES (A céu aberto, Deus era testemunha.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Eu, à moda de Sócrates, ainda que na "Praça Criativa", arrodeado de jovens num debate profícuo que girou em torno e permeou vários viés dentro do tema filosófico geral: a existência de Deus! Assuntos sérios foram tratados, mesmo num momento descontraído, voltando de minha caminhada da tarde, ainda nos trajes esportivos, para isso pude contar com as observações pertinentes dos adolescentes Rodrigo Carvalho, Nádila Aquino, Lucas Azevedo, karlos Henrique, Josué, Marcos Antonio e Eduardo Nunes; frutífero momento multissérie. Alunos de grande potencial, mas sempre sufocados e nivelados por baixo em respeito aos trinta e tantos outros de suas salas, sem que muitos não tenham propósitos educacionais. Agora nas férias de julho/2014, neste encontro informal e desprovido de qualquer autoritarismo, eles me tomaram para intermediar um diálogo de três horas consecutivas, isto é, quando me apercebi do tempo, já tinham passado três horas. O mais considerável neste fato é a certeza da voluntariedade, foram chegando e se entrosando, de forma que um círculo se formou com vozes tão altas e empolgadas que se incorporavam num discurso para um auditório bem atento, que nem se observavam os transeuntes que diminuíam a passada e viravam o pescoço para entender o que estava acontecendo.
            Um dos conceitos que escutei e me comoveu bastante, no qual estou pensando até hoje, foi quando Rodrigo se disse ateu, e alguém ali o refutou, dizendo que ele não sabia o que estava, na verdade, dizendo, pois acreditava na não existência de Deus. Então, com raciocínio rápido,  ele concluiu: "Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro." E finalizou sua justificativa democraticamente: "...eu busco o conhecimento para conseguir entender os dois lados". Outra oposição ideológica forte, no assunto: "pecado", foi quando disseram que um homem que se relaciona ativamente com outro homem é gay também, o contra-argumento do grupo foi formulado com a pergunta: e quem faz sexo com a cabra é bode também? Um conceito teve sentido ali sobre isso: o homossexualismo vai além do simples relacionamento sexual, físico, é mental também e que todos somos gays por tabela quando nos relacionamos com a mulher do próximo, por extensão, estamos fazendo sexo com o seu marido, dando-lhe uma forte razão para justificar o seu ciúme. E terceiro ponto digno desta crônica foi a veracidade da  Bíblia e seus relatos contraditórios, no tema fé: A arca de Noé não tem a benção da ciência por não ter lógica, com a diversidade dos animais que existem hoje e as condições de preservação deles no dilúvio universal não se entende. Que lição ensina o que não se entende? O que me fez pensar apuradamente foi o fato do Noé, um senhor de idade, poder descer o monte Ararate, já que para alpinistas profissionais e jovens é difícil escalá-lo. Sim, os adolescentes têm a mente muito fértil!
           Com esta feita, provo que quem faz a escola é o aluno, tivemos uma boa aula de filosofia, diria ainda, interdisciplinar, sem nem um recurso didático, daqueles requeridos por professores tecnicamente profissionais que não convencem ninguém da importância de seu trabalho robotizado que se dobra com a indisciplina do público alvo. Então que queimem-se aqui todos os caderninhos de  plano, e os olhares estranhos de coordenador pedagógico; não precisei de técnica de domino de classe algum, ou melhor, bastou-me apenas o domínio de minha matéria de estudo, pois  não é complicado ser um bom professor, apenas fui um intermediador do conhecimento e o método era o de Sócrates: os questionamentos. E este é meu relatório de boa nota aos meus alunos referidos, maiores comprovações pergunte a eles! Por isso, fiz questão de citá-los aqui.
           Se a escola pretende preparar os jovens para a vida tem que trabalhá-los no tempo da vida, no espaço da vida, com conteúdos da vida, e vida gera vida. Ninguém estava ali obrigado! E desta vez, lecionei para quem queria aprender. Então não houve nenhum desrespeito, imperavam-se ali as lei da vida. A céu aberto, Deus era testemunha.
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 25/07/2014
Reeditado em 04/09/2014
Código do texto: T4895807
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