"O sábio procura a ausência de dor e não o prazer." (Aristóteles)

"O maior prazer que alguém pode sentir é o de causar prazer aos seus amigos." (Voltaire)

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MINHAS PÉROLAS

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PROFESSOR MARCA ALUNO?(Minicrônica 121 caracteres - ou minha primeira Nanocrônica


Minicrônica

PROFESSOR MARCA ALUNO?(Minicrônica 121 caracteres - ou minha primeira Nanocrônica)

Por Claudeci Ferreira de Andrade
          Apresentei-me ao terceiro noturno. Fuxicou a tal Aline: — Esse otário fala mal o Português! Acreditaram; eu ainda professor; ela, quem é agora?

(Lembraças do Colégio Estadual João Carneiro dos Santos, ano 2000)
Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 22/11/2010
Código do texto: T2630393

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Claudeci Ferreira de Andrade,http://claudeko-claudeko.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
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sábado, 13 de novembro de 2010

"VAQUINHA" PARA ENGORDAR (Tomar o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo)


Crônica

"VAQUINHA" PARA ENGORDAR (Tomar o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo)

Claudeci Ferreira de Andrade
          Eu sempre vi a liderança da escola como uma aristocracia. Todos, ali, somos graduados, temos altas posições e privilegiada vocação diante da sociedade, os que ainda nem são mestres e doutores já alimentam esse nobre objetivo. Não nos devemos contentar, pois, com um inferior senso de valor pessoal se por acaso aparecer. Devemos reclamar, sim, a plenitude do respeito e da consideração social.
          Mas, em uma dessas arrecadações para festejar (vaquinha), nas quais nunca faltam desentendimentos, o tempo fechou por aqui. Foi quando o professor de inglês, com língua afiada, mandou o coordenador ir tomar naquele lugar, que vileza! Todavia, o coordenador sequer concordou, exigindo-lhe o respeito devido. O desbocado professor pediu sua contribuição de volta, o coordenador, por sua vez, com as mãos trêmulas e nervoso, restituiu-lhe, então o matador de "vaquinha" saiu pisando faceiro, dando rabanadas e não compareceu na comemoração. A celeuma estava estabelecida!
          A tendência de alguns, no ambiente escolar, contra a moral e o respeito ao outro é o que há de pior. As ofensas e oposição tomam o lugar dos bons costumes e da ética. Neste caso, a desaprovação de comportamentos desta natureza é nosso dever. Porque se não, pouco a pouco a estatura moral e profissional do grupo começa a definhar. Para nós, os maus exemplos nunca deveriam ocupar lugar de motivação a nossa vida. Quantas vezes, fui vilipendiado por me negar a contribuir com o lanche deles, Pois detesto comer no meu ambiente de trabalho, mesmo eu dizendo que não provarei sequer do pão de queijo quentinho e apetitoso, ainda sim, fazem pressão com comentários constrangedores e desnecessários, querendo me forçar a pagar.
          Há muitas pessoas que, em virtude de seu desejo de manter boa posição com o vulgo, abrem mão da beleza do bom senso. Quantas convicções pessoais do profissionalismo genuíno são afrouxadas pela submissão à "ralé".
          Reconheçamos como coisa de grande monta, sermos julgados pela comunidade e sermos achados em faltas, uma vez que todos, ansiamos por aprovação. De todos os fatores determinantes de nossa posição na qualidade de bons seres humanos, o mais e realmente importante é o respeito ao outro. Já que perguntar jamais ofende, eu gostaria de saber, e sem querer ser indelicado, por que toda reunião de professor tem de haver "comida"!? Bolos e petiscos, estimulando o apetite fora de hora, lembram-me farra! Eu aprendi sobre os princípios da boa educação alimentar, nunca comer entre as refeições. Sempre me pareceu no comer de três em três horas, um desrespeito ao organismo, pois se termina o almoço já está pensando sobre o lanche em seguida, nem se fez a escovação necessária para a conservação dos dentes, isso é viver para comer e não comer para viver. Por isso é recomendado o jejum afim de obter maior clareza no raciocínio e desintoxicação do organismo. "
Portanto, o jejum promove uma resposta aumentada à recuperação de doenças, desintoxica o fígado, rins, intestino. Purifica o sangue, ajuda à perda de peso e a água ajuda na excreção de toxinas. Melhora acuidade visual e aumenta sensibilidade gustativa, limpa o mau hálito."http://espacoviva.com.br/wp/tag/jejum/ (acessado em 12/08/2016).
           "O resultado do estudo mostra que os pacientes com diabetes tipo 2 devem seguir a máxima de tomar o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo'', Kahleova. (http://endometrioma.blogspot.com.br/2013/09/quantas-vezes-ao-dia-devo-comer-isso-e.html) - acessado em 12/08/2016.
           O que devo dizer àquela funcionaria da limpeza da escola, pois nem olha em mim, sem nem mesmo os cumprimentos formais, se achando a bonitona, vem me interromper na sala de aula, pedindo-me dinheiro para comprar refrigerante  coroando a despedida da coordenadora pedagógica, herdeira de uma merecida aposentadoria? Que estreita relação profissional é essa, alimentando tamanho interesse na integração das funções da escola, só nesses momentos? Pense o que quiser de mim, eu não acredito em boas intensões. Ainda mais, nesse caso, é interesse egoísta!
Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 13/11/2010
Código do texto: T2612945

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Bandeira da Paz (“faça ao outro somente aquilo que gostaria que o outro lhe fizesse”)




Crônica

A Bandeira da Paz (“faça ao outro somente aquilo que gostaria que o outro lhe fizesse”)


Por Claudeci Ferreira de Andrade

          A bandeira da paz correu entre os colégios da Cidade de Senador Canedo, mais uma vez, fui participar de uma dessas entregas, do Colégio Estadual João Carneiro ao Pedro Xavier, de cujos laços ainda estão muito estreitos, compartilhando professores e alunos, foram nove quilômetros de caminhada, ida e volta, tempo suficiente para pensar sobre o tema. Comecei por esta reflexão: todos os anos se faz isso e não muda nada, a onda de violência, por aqui, continua aumentando!
          A verdade é que assistimos a esse tipo de manifesto sem pensar devidamente em seu significado. Para alguns das unidades escolares é apenas mais uma farra, uma forma de matar aula. Eu vi o reboliço e as algazarras dos alunos durante o percurso. Mas, com tudo isso, ainda me pareceu algo positivo. Nunca entendi a paz como um lago de água parada, ou a ausência de problema e conflito, ou ainda a condição de imobilidade e êxtase quando não precisamos pensar em coisa alguma, ou de fazer alguma coisa.
          Paz é o equilíbrio das forças opostas, esse equilíbrio é praticamente inatingível sem a movimentação do "fiel da balança". Todas as pessoas têm sede de paz, e a política utilizada é que deve ser balanceada.
          A religião contaminou todos os segmentos da sociedade com uma angústia existencial,  impondo a realidade da morte como consequência do que o homem faz ou deixa de fazer e a posse do paraíso na mesma condição. E ainda a isso também chama de paz libertadora, eu o chamo de conturbação pela culpa. A certeza da morte aniquila a vontade de viver ou acende um desespero para usufruir da vida de qualquer forma no pouco tempo restante. Schopenhauer, objetivando saciar a sede de paz aos humanos, aconselha o silêncio, o jejum, a castidade, a renúncia sistemática, a fuga temporária da realidade por meio da arte ou de práticas orientais de meditação. Penso que o filósofo, em parte, tenha razão, mas sem nunca me esquecer de minha existência, mesmo sem pensar o bastante para ser percebido (Obrigado René Descartes)! Parece-me que passeatas, batendo panela na rua, pedindo ao bandido para não me matar, não funciona!
          Paz é satisfação, e a encontramos em situações diferentes. A Paz encontrada por mim em um momento específico, você encontra semelhante em outro, provavelmente não podemos usufruir da mesma paz em um mesmo evento, então vem a necessidade do equilíbrio para nascer a satisfação ali, eu contribuo com um pouco de mim e você de si. Este conflito gera a paz! “Amar o próximo como a ti mesmo” casa bem com “faça ao outro somente aquilo que gostaria que o outro lhe fizesse”. Depois de uma negociação bem sucedida, às partes sempre sobra a paz.
Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 01/11/2010
Código do texto: T2591058

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