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MINHAS PÉROLAS

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"HOMESCHOOLING" CABE NA REFORMA DO ENSINO MÉDIO (educação domiciliar).

CRÔNICA

"HOMESCHOOLING" CABE NA REFORMA DO ENSINO MÉDIO (educação domiciliar).

Por Claudeci Ferreira de Andrade
         Ontem, eu li sobre os muitos lugares, especialmente nos países culturalmente avançados, onde o “HOMESCHOOLING” é fornecido por lei e os pais, que desejam dar aos seus filhos um ambiente de aprendizagem diferente do existente nas escolas, poderão. As razões que levam os pais a optar pelo “HOMESCHOOLING” são variadas. Existe uma insatisfação com as escolas, o medo em relação ao seu ambiente, interno e imediações. Os pais temem pela segurança física das crianças. Isso é compreensível em ambientes onde há muita violência. "Há também as situações em que as crianças e adolescentes são vítimas de bullying, que é outro tipo de violência. Todo isso faz o ir à escola um sofrimento diário e silencioso. A provisão legal da possibilidade de estudar em casa eliminaria esse sofrimento que atinge milhares de crianças e adolescentes.” (http://www.revistaeducacao.com.br/homeschooling/) (acessado em 25/09/2016). 
            Se fosse necessário, não seria obrigatório! vi uma aluna de 8º ano passando a mão na “bunda” de um colega daqueles tímidos e recatados; contemplei o constrangimento dele com pesar no coração, porém, pude apenas dizer àquela garota,  o que me é permitido: não faça isso, pois é feio. Ela me respondeu, "é feio, mas é bom". Eu já tinha visto, naquele mesmo dia, algo semelhante, em outra brincadeira de mau gosto, quando um rapazinho tinha levado um soco na testa por tentar pegar na genitália do colega. 
            Além do mais, muitos alunos (os tais representantes), os confiáveis, sofrem pressão psicológica, como “boi de piranha”,  pois constantemente são tirados da sala de aula para denunciar colegas e até confirmar os assédios de professores “aproveitadores”, e os ditos alunos conquistam, senão muitas consequências a si até pedirem transferência. E digo aos pais que os professores rígidos, tradicionais e moralistas foram banidos do sistema educacional, se transformaram em modernos defensores de novas teorias populistas a fim de continuar sobrevivendo, daquele jeito não poderiam ser bons mestres. Agora os professores e quem elaboram as leis colocam seus filhos para estudar nas melhores escolas particulares e caras. Eu preferia que todos entendessem a educação domiciliar (“HOMESCHOOLING” ) como a saída, e assim o professor Ivan Illich tinha toda razão do mundo: "Dessa forma, minha profissão alcançaria o tão merecido respeito social". E que o presidente Temer e o Ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho, alcancem a razão.
           O trunfo da escola pública é a tal "indispensável socialização" e a aceitação do diferente, discursam modernos pedagogos. Mas, como adquirir estas virtudes se os pais orientam seus filhos a se protegerem das más companhias na escola, formando, assim, facções discriminatórias (panelinhas)? Como diz  Euélica Fagundes Ramos que no caso do bullying, ela aponta, na maioria dos casos, os pais são os maiores incentivadores da violência. "...muitas vezes se sentem vingados pelas agressões ou humilhações que sofrem em outros ambientes, entre eles, o familiar ou simplesmente porque a educação que recebem dos pais serve de incentivo à violência e ao sadismo..."(http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/administracao/violencia-escolar-bullying-papel-familia-escola.htm) ( acessado em 25/09/2016).
           Então fica apenas a mistura de medo, e desejo de proteção, e zelo pela reputação por conta do fracasso da indispensável socialização.
           Os meus filhos serão educados em casa, quando os tiver, e o "amorável" estado permitir.

Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 23/02/2011
Código do texto: T2810881

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Claudeci Ferreira de Andrade,http://claudeko-claudeko.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ACEITA-SE INOCENTE por CULPADO (Quanto vale uma promessa que os pais fazem para os filhos pagarem?)

PENSAMENTO

ACEITA-SE INOCENTE por CULPADO    (Quanto vale uma promessa que os pais fazem para os filhos pagarem?)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Todos os que sofrem devem saber o porquê de sua dor, ou pelo menos, suspeitarem, com muita força, da causa. Deus seria injusto demais por fazer experimentar o sofrimento pessoas inocentes. Afligir alguém sem dar-lhe explicação faz do sofredor apenas uma vítima, mas não o considera um educando. O sofrimento visa a correção quando justificado! Caso contrário, o castigo é somente objeto de vingança. Assim, salva-se o atual sistema repressor em nome da educação?
          A prece prontamente atendida é: Não fiz por merecer...! Agora, tem gente usando como chicote, ao bater em outros, a autoridade sem causa, lembrando que o tal chicote se desgasta a cada golpe. E o feitiço se tornará contra o feiticeiro. Isso explica o caos! No último dos casos, ao sofredor: Quem mandou “jogar pedra na cruz”!? É inconcebível o inocente pagar pelo culpado. Outra coisa incompreensível a mim, pois de jeito nenhum entendo, é o valor dos votos que os pais fazem esperando os filhos pagarem. Pessoas irresponsáveis fazem muitas promessas sem a intenção de cumpri-las. Político em campanha eleitoral também procede assim!
          Contratar uma pessoa e depois submetê-la ao sofrimento espetacular (sacrifício aos deuses) é requerer para si a aplicação da justiça divina sobre quem jamais poderá ver o final da história. O Jó, da lenda bíblica, era uma espécie de sacrifício ao Diabo, provando ao universo que Deus recompensa aos "fevorosos" da vida. Por tanto, deve ter ficado bem claro a ele, e agora para nós, sobre o perdão Divino que não nos salva das consequências. Assim, sendo, nos salvará de que, afinal? Das ameaças impostas por Ele mesmo?
Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 08/02/2011
Código do texto: T2780331

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