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MINHAS PÉROLAS

sábado, 31 de maio de 2014

PERSEVERANÇA É ASSIM ("Vai ou racha")



Crônica

PERSEVERANÇA É ASSIM ("Vai ou racha")

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           A água sempre supera os seus obstáculos, contornando-os. Às vezes, demora um pouco, outras não. Portanto, quando alguém lhe ofender, ou frustrar, ou tentando bloquear seu caminho, contorne-o, mas antes faça uma pressãozinha, testando o oponente, e também para achar o caminho mais fácil.
           Nas minhas buscas através da internet, deparei-me  com uma notícia insólita: "Os alunos aproveitam o recreio, trancam os professores e vandalizam em escola". {http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2014/03/alunos-aproveitam-o-recreio-trancam-professores-e-vandalizam-em-escola.html} (acessado em 31/05/2015). 
           Eu fiquei feliz, não porque não estava lá, isso parece sadismo, mas pensei no pior, e agradeci a Deus por que não espancaram os professores. Contudo, dura é a certeza que vai piorar a situação para os professores perseverantes. Um colega arriscando uma rima diz: "Escola que é prisão tem rebelião". Preferível seria que, os professores fossem expulsos da escola pelos alunos do que servirem de substitutos para o patrimônio público: Objeto direto de vingança deles.
           Minha sugestão é essa que a escola pública seja melhor, tornando-se excludente, mais seletiva, tirando os restolhos do alunado (os que não querem estudar) e do professorado ( os que não querem ensinar). Pois, só aprende quem quer aprender, e os papadores bolsas e bônus do governo continuem depredando o sistema de fora para dentro e não mais de dentro para fora. Já que a verdadeira democracia não é prática da escola, que se ensine o quê dos pedagogos oficiais, da forma que eles querem, não de acordo demanda a realidade local. E que ainda as virtudes fossem a prioridade da educação! Mesmo sabendo que  obediência forçada não é virtude.
           Embora esteja sendo difícil levar, mas graças aos professores "teimosos" e "insistentes" ( para não desvirtuar também a palavra perseverante),  o sistema está funcionando, embora aos trancos e barrancos. Vamos assim mesmo, e coitados de nós!  
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 09/03/2014
Reeditado em 31/05/2014
Código do texto: T4722199
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sábado, 24 de maio de 2014

BULLYING EM NOME DA ORDEM ("O bullying começa quando a professora deixa outro aluno ir beber água e você não" DM.)


Crônica

BULLYING EM NOME DA ORDEM ("O bullying começa quando a professora deixa outro aluno ir beber água e você não" DM.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade           

           Acabou-se o tempo da palmatória, mas, ainda, todos na escola apanham um bocadinho: professor, coordenador, diretor e até o aluno. É um batendo no outro! Quem ainda não soube de um fato de violência bizarra que aconteceu na escola, que me "atire a primeira pedra"! E o pior deles, é o professor apanhando de aluno, e por assuntos banais! {http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2209201126.htm} (acessado em 24/05/2015).
           Os coordenadores criticam e obrigam os professores a tomarem os celulares dos alunos. Se isso é bullying? Não sei, porém, de uma coisa sei, constrange os dois lados. E, então, reage violentamente quem tem maior liberdade e proteção social. {http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/09/04/interna_gerais,444623/professor-de-colegio-estadual-e-agredido-por-aluno-com-historico-escolar-conturbado.shtml} (acessado em 24/05/2015). 
           Os coordenadores criticam e repreendem os professores que deixam os alunos colarem. São duas situações melindrosas que, por mais delicado que seja o professor não vai dissipar a ira do aluno, curtido da delinquência familiar, e nem a da coordenadora insegura sem uma função bem delineada. Onde estavam os coordenadores dos professores que apanharam de aluno? Estão sempre presentes para dizer que tal professor é bom ou ruim, num julgamento falacioso, baseados em caderninho de planejamento e porta da sala de aula fechada sem movimentação no corredor, mas cadê a parceria! Ou será que existe só um lado serviçal?
           Esta semana, fui surpreendido com a coordenadora na porta de minha sala com a pergunta estridente e bulidora: — professor não te incomoda esta falta de respeito à sua aula, com tanto aluno na porta da sala fazendo nada? Respondi com uma sugestão: Pergunte a eles se fazem isso para me desrespeitar ou por preguiça de cumprir a atividade proposta para o momento! Então, ela atirou farpas para todos os lados, atingindo eles e a mim, disse tudo que podia e não podia; assim que virou as costas, os mesmos que estavam lá fora me disseram, de diversas formas: — não deixa ela falar assim com o senhor, Não! Pois é, ela assistiu tudo e não tomou medida alguma, mas queria que eu me indispusesse com os alunos, pegando-os pelo braço e levasse até a coordenação, o trono da "salvadora da pátria", só então seriam lavrados relatórios assinados por os "de menor", sem responsabilidade jurídica, com palavras doces de perdão, massageando o ego de quem se diz superior, para engordar as estatísticas da "promissora" função. E eu lá na sala, no dia seguinte, com a rejeição e a resistência desses espertalhões os quais "dedurei". Qual é a pena para "dedo duro", segundo eles? Por isso quem me defenderá? Pensei em me queixar por bullying, mas já não sabia quem era o desonrado ou desonrador. Quem merecia apanhar nesse caso: eu, a coordenadora ou os alunos sem objetivos escolares? 
           Eu sou ruim por que só faço o meu trabalho. Ela é ruim porque me obriga fazer o meu trabalho e o dela. Estes alunos desobedientes são ruins porque não fazem nem os seus trabalhos de classe e ainda impedem que o professor faça o trabalho dele.
           Um dia, o professor bateu num aluno. {http://noticias.r7.com/educacao/noticias/aluno-leva-socos-de-professor-de-matematica-20130509.html} (acessado em 24/05/2015). por isso,  a mídia apresentou o fato, pintando o professor como um monstro "safado, sem vergonha e doente", bateu em um "anjo". Apologia ao bullying vale o ibope? Os que estão em posição privilégiada na hierarquia social se acham no direito de humilhar, e fabricar muitos humilhados prontos para explodir em revoltas a qualquer momento, batendo panelas à rua!
           O que pode ser feito para ensinar os desrespeitadores a respeitarem sem apanhar? Ou, pelo menos, evitar que batam na pessoa errada, já que a turma do pega e lincha tem que bater em alguém! Apologia à violência não pode ser, porque não se combate um incêndio com outro foco de fogo. A maior causa da violência é outra violência. Não é à toa que nos provérbios, Salomão diz que a palavra branda desvia o furor (Pv 15:1). "As causas do bullying podem residir nos modelos educativos a que são expostas as crianças, na ausência de valores, de limites, de regras de convivência; em receber punição ou castigo através de violência ou intimidação e a aprender a resolver os problemas e as dificuldades com a violência." {http://br.guiainfantil.com/violencia-escolar/46-causas-da-violencia-escolar.html} (acessado em 24/05/2015).

           Tomara que os alunos não assistam mais a seus superiores se desrespeitando em nome dos modelos educacionais impostos por quem não quer perder o poder a qualquer custo. E o efeito dominó, iniciado por uma pedra defeituosa que derruba até a última pedra, perpetua-se, e a culpa é sempre da mão trêmula e inábil que não consegue pô-la em pé. Nessa metáfora, é tão fácil assistir a derrocada, vendo o amontoado de peças que caíram, mas não veem as peças que ficaram em pé antes da quebra do alicerce moral. Ainda bem que as fracas caem apenas numa direção: seguindo a tendência da malfeitoria. Todos sabem onde está o erro, mas ninguém quer perder seu emprego! Sentado à mesa, o professor de gramática e produção textual ("o preguiçoso"), mal visto pela coordenadora, esforça-se para se concentrar na correção dos textos dos poucos alunos dedicados, sobre os quais os olhares enciumados dos chefes que já não sabem de quem se vingar pelas peças que insistem, por indisciplina, em não ficar na formação.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 27/02/2014
Reeditado em 24/05/2014
Código do texto: T4709117
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sábado, 17 de maio de 2014

ANJOS DO LAZER (A depilação pubiana traz implícita, na pele lisinha, algo 'pedodesejado', em nome da higiene.")




Crônica

ANJOS DO LAZER (A depilação pubiana traz implícita, na pele lisinha, algo 'pedodesejado', em nome da higiene.")

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Quanto mais se quebra a barreira distintiva dos gêneros, mais se valoriza o sexo como lazer em detrimento de outros benefícios! Nenhum senhor idoso se submete a uma cirurgia de risco, colocando uma prótese peniana para continuar regrado no sexo. Entre os maiores benefícios de uma intervenção cirúrgica de períneo é o despertar de intenção lascívia feminina?  Assim, aumentam-se as possibilidades de se fazer sexo, só por fazer; a dramatologia do amor e a nudez artística, tudo bem mostrado à vista das crianças; na telinha colorida, tudo fica comum. Outro mundo sugestionador é a música, um forte exemplo disso está no MC Pedrinho: Ele ganha muito dinheiro cantando "putaria" para adultos, e dando exemplo de talento para os menores. Por que tanta represália em cima das prostitutinhas pobres de beira de estrada? Sei que um erro não conserta outro, não defendo nem uma coisa nem outra, mas questiono a incoerência dos que também ganham muito dinheiro para defender essa suposta moral. Quão felizes estão os pais do Mc Pedrinho!!! https://www.youtube.com/watch?v=OvH-AyNygds (acessado em 23/05/2016).
          Se fosse uma menina como estariam? Isso tem a ver com o machismo reinante! Cadê as MCs Menininhas? (Pedrinho pode, Melody não) Porém sou do tempo que as crianças só brincavam, tinham autonomia para  escolher e/ou construir  seus próprios brinquedos de lazer. Sem que o modismo midiático embotasse-lhes o gosto simples e inocente.
           As crianças de hoje, quase sempre, são usadas para o bem ou mal da moralidade coletiva, não têm sua própria infância, tornam-se os brinquedos que deveriam ter. Enquanto se pensa que os moralistas estão a benefício das crianças, exploram seus atributos "infantoingênuos" para aparecerem, sensibilizando os outros adultos que já não têm mais os devidos resíduos da infância saudável. Mas, a graça infantil é usada nos comerciais, no cinema para divertir os "pedoespectadores". A estética infantil é usada nas passarelas de estilistas de roupa leve para o prazer dos "pedovoyeuristas". Quase tudo no comércio tem-se a versão infantil até maquiagem para fazer a criança parecer um adulto pequeno e delicado. Não estou entrando no mérito do julgamento se é bom ou ruim, apenas estou questionando se esta primeira fase da vida de todo mundo deve ser como um bolo de massa modelar para os adultos espertos construírem seus brinquedos de lazer?
           Na escola, as crianças tornam-se clientes da instituição de ensino e dos próprios pais (criança matriculada gera benefício financeiro para os pais e escola), olhando de outro ângulo, pareceu-me mão de obra infantodesqualificada, mas eficiente para quem não quer qualidade, mas quantidade. Não seria um abuso e exploração infantil da mãe engravidar para arrancar uma mesada gorda do pai e/ou bolsa família do governo?
           Filho de pobre não tem infância, privado de tudo, resta-lhe apenas se recolher na insignificância de suas virtudes desejadas em si. E estas "abelhinhas" viram-se em "pedofóbicas" quando adultas, olhando para trás, por detestar as lembranças do adulto que foi quando ainda tinha pouca idade. Em tempos modernos,  perde-se a ingenuidade muito cedo na vida, só tenho a lamentar, com jogos eletrônicos exacerbados de erotismo e violência; acesso livre à tv e à internet. Podemos afirmar, por agora, que não há mais criança que aprenda com a simplicidade da natureza, pois já lhe é tão insípida!
          Se impedirem um casal, não convencional, de adotar uma criança serão taxados de discriminadores. Reporto-me a imposição da moda como uma lei seca, que não respeita nem mesmo as autoridades constituídas. 
           E Acrescento mais de um instigador comentário a esta própria crônica: "Bom, um exemplo a que muitos não percebem nessa 'pedofilização' inocente é o discurso da higiene na depilação pubiana. Nesse sentido, essa depilação traz implícita uma pele lisinha, algo 'pedodesejado' que remete ao pueril" (Sic). Disse Clodoaldo Fernandes com muita propriedade. http://www.recantodasletras.com.br/resenhas/4693672 
           Que me explique o ECA: se o "carnaval" é para adulto, por que, na época, aumenta a "exploração sexual infantil"?
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 14/02/2014
Reeditado em 17/05/2014
Código do texto: T4690657
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sábado, 10 de maio de 2014

DEPENDÊNCIA NO ENSINO MÉDIO, "MICO" PEDAGÓGICO (Então falo com pregas vocais cheias de calos de tanto ensinar.)


Crônica

DEPENDÊNCIA NO ENSINO MÉDIO, "MICO" PEDAGÓGICO (Então falo com pregas vocais cheias de calos de tanto ensinar.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           A LDBEN, artigo 24 inciso III trata da progressão parcial, mas a efetivação do procedimento cabe ao Regimento Escolar regulamentar com detalhes, bem como, definir a grade horária, o uso dos espaços físicos e alocação de professores. O que não justifica o constrangimento ao que o professor é submetido, na maioria das unidades escolares, para aprovar todos os seus alunos, se não terá a pena de ter que salvá-los no ano seguinte, mesmo que não sejam mais seus alunos. Se o professor deixou o aluno retido em sua disciplina na primeira série do Ensino Médio, terá que aplicar, ou melhor, resolver a dependência do mesmo, embora nem seja mais o professor da primeira série, disse-me a a outra professora fugindo da responsabilidade. Nesse caso, o aluno em dependência não fará os requisitos de igual forma com as turmas da primeira série em andamento, porém fará sim um "trabalhinho" desconjuntado e facilitado daquele professor que agora está modulado só na segunda e terceira série. Penso que o aluno retido parcialmente deve cumprir as avaliações dos quatro bimestres, as mesmas, junto dos alunos da série em que deve a disciplina, é lógico que em outro turno, se ainda estiver legalmente matriculado. 
           Minha pergunta é se um aluno que vem, com dependência, transferido de outra unidade, quem a aplicará? E se eu reprovei um aluno em minha disciplina, e ele mudou de unidade, será que eu terei de resolver a dependência dele a distância? Quanto mais se facilita para o aluno, mais se complica para o professor!!!(talvez seja esse o objetivo de certos coordenadores) Aliás, A Progressão parcial é, para o aluno,  uma lambança, e para o professor, hora extra não remunerada!  Fiz a seguinte pegunta para professores veteranos da escola em que trabalho: O que mais lhes incomoda quando aplicam a dependência ao aluno? Todos responderam em uníssono: — "preencher as fichas exigidas para cada aluno." Então é melhor não reprovar ninguém! Mesmo assim, de vez em quando, aparecem alunos que nunca os vi, nem sei de onde vieram, encaminhados pela coordenação, para eu resolver a dependência. 
           Todo movimento do ideário pedagógico "moderno" deixa bem claro para cada um, a quem nem precisa ser da área, em especial para os alunos, que eles, querendo ou não, serão empurrados literalmente para a série seguinte até sair, mesmo que saiam deficitários. Ultimamente, o alunado que termina a terceira série do Ensino Médio confia nas cotas das Universidades, destinadas a palear a vergonha do povo brasileira que aprova os aproveitadores do sistema educacional público. Quem deveria se importar, senão os próprios alunos: os maiores prejudicados, mas não se importam!

           Como entender a veracidade dos índices da educação, aumentando o número de diplomados semianalfabetos! Como continuar jogando a culpa histórica, pelo fracasso escolar de uma parcelar avantajada, consumidora dos benefícios do governo, no professor, este sem reconhecimento positivo? Por ser professor público, também sou governo, incoerente, diga-se de passagem, porque não tenho poder na voz; no final de safra, então só reclamo a ouvidos surdos ao meu timbre, palavras verdadeiras, porém baixas, produzidas por pregas vocais já cheias de calos de tanto ensinar.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 04/02/2014
Reeditado em 09/05/2014
Código do texto: T4678483
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sábado, 3 de maio de 2014

"AMASSANDO BARRO" (Os nossos alunos são mais inteligentes e espertos do que pensamos, o que lhes falta é o sentido das coisas!)


Crônica

"AMASSANDO BARRO" (Os nossos alunos são mais inteligentes e espertos do que pensamos, o que lhes falta é o sentido das coisas!)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Encontrei um dos meus alunos de filosofia na pista de Cooper e lhe propus o seguinte silogismo: Se caminhar é melhor do que não caminhar, e correr é melhor que caminhar, logo não caminhar é pior do que não correr.
           Então ele me perguntou: — para que tanta pressa para morrer dos mesmos males dos que só caminham?
            A resposta seria: viver com qualidade ou morrer com qualidade. Eu nunca subestimo a inteligência e a capacidade de raciocínio dos meus alunos, apenas têm preguiça de pensar. Mas quando acho algum que se destaca assim, eu o valorizo mais ainda. Porque é deste tipo de que a educação precisa muito: pessoas pensantes. O organograma inchado do sistema educacional tem funções desnecessárias que para justificar sua existência produz o verdadeiro "amassar barro", ou seja, finge que anda, mas não sai do lugar.  Se qualquer pessoa se aprofundar nos feitos da escola e sua história percebe as notáveis contradições que faz tudo deslizar na massa mole, ou seja, na "maionese", ou ainda se arrastar em círculo como a barata rodando de pernas para cima, fadada à morte. Estamos vivendo e assistindo bem de perto  o vai e vem do tear com os fios embaraçados debaixo do nariz do tecelão que se movimenta infrutiferamente, tentando esconder as pontas soltas para vender um tecido colorido que não se precisa dele.
           O desrespeito à educação e aos seus profissionais não seria por que a população descobriu que não precisa da sistematização dela? Talvez a saída seja para cima: As nuvens! ( http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/04/professor-cria-plataforma-para-celular-e-muda-visao-de-alunos-sobre-filosofia.html ). 
           A informatização pode mudar a realidade se ao invés de tomar o aparelho celular do aluno e obrigar que o professor deixe o dele desligado no armário, que as metodologias da educação fossem mais contextualizadas na realidade; e que as normas também contivessem o futurismo das máquinas —"EDUCAR NÃO É CORTAR AS ASAS, E SIM ORIENTAR O VOO.!!!" (madre Maria Eugênia). O "amassar barro" é tão promissor para nosso tempo como o é a criterização dos governos para distribuir as verbas às escolas, pelo número de alunos matriculados: aqui embaixo, sem seleção alguma, priorizamos a quantidade geradora de recurso e a desqualificação por falta de seleção rigorosa, mais do que a excludência do barro amassado, ou melhor, da massa mole que não serve para construir. Os nosso alunos são mais inteligentes e espertos do que pensamos, o que lhes falta é o sentido das coisas! Disse Mahatma Gandhi: "Acredito que um tal sistema educativo permitirá o mais alto desenvolvimento da mente e da alma. É preciso, porém, que o trabalho manual não seja ensinado apenas mecanicamente, como se faz hoje, mas cientificamente, isto é, a criança deveria saber o porquê e o como de cada operação."
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 03/02/2014
Reeditado em 03/05/2014
Código do texto: T4676930
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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Claudeci Ferreira de Andrade,http://claudeko-claudeko.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.