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MINHAS PÉROLAS

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O DEMÔNIO DO DESCONHECIMENTO (O inferno é para quem está perdido.)



Crônica da vida escolar

O DEMÔNIO DO DESCONHECIMENTO (O inferno é para quem está perdido.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Quem é o Satanás, senão quem promove o inferno! Já ouvi muitos professores do ensino fundamental da rede pública dizerem que a sala de aula é um inferno. Eu costumo chamá-la de purgatório. Mas, o que faz da sala de aula um inferno ou um purgatório? O nosso Deus não é suficientemente forte, ou não tem interesse, ou a hora da calamidade já chegou? Nem por isso, acredito na existência do Lúcifer (Anjo Portador Luz), mas, sim, na existência dos Demônios, aqueles tortos que não reconhecem autoridade nenhuma e por tabela, nem a de Deus. Ou "Não existe Deus senão o homem." Raul Seixas.
          A vida é como um GPS que reprograma a rota, quando se sai dela. No fim último, ninguém se perde, apenas teremos que percorrer distâncias maiores, quando remando a favor de objetivos alheios. Se alguém se aventura sozinho pelos atalhos, terá que experimentar o inferno do descaminho. Talvez seja isso o que está acontecendo na vida de muitos dentro do sistema educacional que devia preparar os filhos do Estado para vida: Os rebeldes, desrespeitosos e antipáticos para com quem lhes encaminha, então merecem se perder. O inferno é para quem está perdido. Só sei que os Demônios estão no seu lugar certo, onde estão todos que sofrem e fazem sofrer. E eu, aqui dentro, também, sou o demônio de mim mesmo, sofrendo merecidamente.
          E ai de quem tentar desbancar quem perturba a paz! Os pacificadores não o livrarão, é isso exatamente o que acontece com um professor disciplinador que conduz alunos indisciplinados a coordenação, será difamado por eles e, por final, terminará levando a advertência que tanto desejava aos alunos em questão. Parafraseando Carlos Drummond de Andrade, eu digo agora, por experiência: "O professor disserta sobre ponto difícil do programa. Um aluno bagunça, sem perspectiva acadêmica. O professor vai adverti-lo? Vai repreendê-lo? Não. Faz vista grossa, com medo de represália." Porque todos da escola dar razão ao aluno.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 13/09/2012
Reeditado em 19/09/2012
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sábado, 16 de fevereiro de 2013

"ESQUEMA PERVERSO" ("Vivemos num mundo onde nos escondemos para fazer amor! Enquanto a violência é praticada em plena luz do dia." — John Lennon)



"ESQUEMA PERVERSO" ("Vivemos num mundo onde nos escondemos para fazer amor! Enquanto a violência é praticada em plena luz do dia." — John Lennon)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Refletindo sobre A LEITURA de uma crônica INTERESSANTE (VIREI PRAGA) da colega, Marília Paixão, do Recanto das Letras, veio-me a lembrança de outras tantas leituras de mesmo assunto, este que me intriga muito: a agressividade.
          Alguém, citando O São Francisco de Assis, disse sobre O tempo no qual os animais seriam mais importantes que os seres humanos. Eu afirmo, esse tempo chegou. Agora, temos até psicólogo de CACHORRO! UM certo artista de televisão gasta R$ 1.000,00 mensalmente com seu animalzinho de estimação, e qual criança brasileira dispõe de tanta regalia?
          Mais profundamente, está existindo a animalização do humano frente a essa humanização dos bichos, ora visível e ora discretamente, graças ao naturalismo em voga! Nesse caso, também prenunciamos haver uma grande contribuição do ideário da "igualdade de gênero". E assim disse O padre Jaime Snoek: "Entendemos isso melhor ainda ao constatarmos como a agressividade e a sexualidade estão interligadas no comportamento animal. Pois existe uma semelhança muito grande, ao ponto de confundi-las. entre as duas sequências que caracterizam as duas atividades básicas do animal:
          — agredir, dominar, devorar, matar a fome;
          — agarrar, dominar, copular, gerar.
          A esta carga de agressividade que é inerente ao impulso sexual, a esta confusão quase orgânica entre o erótico e o agressivo, chamamos de 'Esquema Perverso'. A terminologia É de Freud."
          Quanto mais O HOMEM valoriza os animais e despreza O semelhante, mais inverte a natureza de sua a alma, fazendo dos elementos de admiração seus valores. Aí está uma explicação para a agressividade na brincadeiras dos jovens deste século que só pensam em SEXO. "Não se tira impunemente O osso da boca de UM CACHORRO FAMINTO". Então eu profetizo sobre os animais, pois logo os quais quebrarão O relógio biológico e perderão O tempo do cio; farão "amor" em qualquer tempo, herança dos humanos, pois, os humanos já encorporaram o famigerado lambe-lambe dos animais, infidelidade e a zoofilização sexual.
          Porém, estou conformado com as, também, palavras proféticas do Iluminado Raul Seixas, na canção Meu Amigo Pedro: "Mas tudo acaba onde começou". E não é de hoje: "A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados". *Mahatma Gandhi*.
          A discriminação do feio tem motivação puramente sexual que também é um tipo de violência psicológica. Os discriminados e os demais impossibilitados largamente para o SEXO são os mais rígidos na aplicação de medidas duras de repressão à felicidade dos outros quando esta depende do prazer sexual. Se os donos não matarem seus CACHORROS de tanto conforto, eles matá-los-ão de ciúmes e parasitas!!!        
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 08/09/2012
Reeditado em 16/02/2013
Código do texto: T3871216
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domingo, 10 de fevereiro de 2013

UM PLANO DE AULA GROSSEIRA ("Se o plano A não funcionar, não se preocupe. O alfabeto tem mais 26 letras pra você." Sabrina Chaves)



Crônica

UM PLANO DE AULA GROSSEIRA ("Se o plano A não funcionar, não se preocupe. O alfabeto tem mais 26 letras pra você." Sabrina Chaves)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

         Escrevi bem destacado no quadro esta proposta para minha aula de hoje, valendo um curinga (ponto extra): Ilustrar uma piada e elaborar cinco questões respondidas sobre o tema da mesma. Objetivos: Aprimorar leitura e compreensão textual; treinar a habilidade de perguntar; auferir o humor. Dúvidas surgiram perante a proposição: Uma aluna daquele terceiro ano do Ensino Médio perguntou-me se era para desenhar, eu a respondi bravamente: — quem não presta a atenção faz perguntas tolas. Ela se sentiu ofendida e me retrucou grosseiramente e foi imediatamente me denunciar à coordenadora. O outro já não sabia nada sobre o tema, porém eu não achei sua pegunta tola, apenas o retornei com a mesma pegunta, o qual me agrediu também, dizendo sobre ali não haver professor ao ensiná-lo. Outras moças da mesma turma reforçaram minha frustração na aula que foi preparada com desvelo, dizendo que piadinha não ensina nada! Pois, com este tipo de atividade, eles não aprendem. Certa feita, uma coordenadora me mandara um recado por aluno, dizendo-me: — "palavras cruzadas não é aula de gramática'. Ora, é sim, uma aula de produção textual e gramática também, e eu recortei as palavras cruzadas e as piadinhas do "Jornal daqui" o mais vendido da região, um material do seu meio, é pedagogicamente correto!!! "A palavra cruzada tem vários subsídios importantes que colaboram no desenvolvimento do pensamento e da linguagem, além da ortografia e questões semânticas." {http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/palavras-cruzadas.htm} (acessado em 12/05/2018). 
           Eu queria a intertextualidade deles, exigindo o conhecimento de mundo, porém consegui apenas atraí a inveja dos colegas e a reprovação da coordenação. Também me senti ofendido, pois ninguém suporta me ver trabalhando fácil.
          No final da aula, no tumulto, estou eu tentando vistar a atividade, pois muitos deles, estrategicamente, mostram só depois do toque do sino, recebendo os seus pontinhos sem uma verificação cuidadosa do professor, falta-lhe tempo, e a coordenadora resolveu depois de tocar a sirene sair de sala em sala pressionando o professor a desocupar, para o outro entrar. Os alunos retardatários, eu duvido que terminarão a tarefa em casa, Então deixei para outro dia, até hoje. 
          Aos benfeitores, sendo uma minoria, ainda tenho a sensatez de parabenizá-los, porque cumpriram sua obrigação. Certamente a visão desses com relação ao esforço do professor em apresentar aulas criativas é positiva. Antigamente o servo que fazia só a sua obrigação era considerado inútil!!! Eu só lamento pelas piadinhas exigentes no ENEM, poucos acertariam, pelo menos "os daqui" por oferecer resistência a esses treinamentos. É certo que só a grama morre, quando os elefantes brigam! Esta também é mais uma frustração moral no professorado: a crítica de coordenador preguiçoso, e a denúncia de colega invejoso, e o descaso de aluno acomodados. Como veem, não é o plano da aula, feito antecipadamente; o segredo de uma aula extraordinária é a amizade entre as partes.        
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 31/08/2012
Reeditado em 10/02/2013
Código do texto: T3858649
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

PESQUISADOR AFIRMA QUE ESTRUTURA DAS ESCOLAS ADOECE PROFESSORES


PESQUISADOR AFIRMA QUE ESTRUTURA DAS ESCOLAS ADOECE PROFESSORES

Para historiador da USP, sociedade critica todos os aspectos do cotidiano escolar, mas se esforça para mantê-los da mesma forma. Ele propõe discutir o "rompimento" das estruturas

Fonte: iG

“O ambiente Escolar me dá fobia, taquicardia, ânsia de vômito. Até os enfeites das paredes me dão nervoso. E eu era a pessoa que mais gostava de enfeitar a Escola. Cheguei a um ponto que não conseguia ajudar nem a minha filha ou ficar sozinha com ela. Eu não conseguia me sentir responsável por nenhuma criança. E eu sempre tive muita paciência, mas me esgotei.”
Sem infraestrutura: Em 72,5% das Escolas da rede pública não há biblioteca
Estrutura Escolar adoece Professores e leva a abandono da profissão
O relato é da Professora Luciana Damasceno Gonçalves, de 39 anos. Pedagoga, especialista em psicopedagogia há 15 anos, Luciana é um exemplo entre milhares de Professores que, todos os dias e há anos, se afastam das salas de aula e desistem da profissão por terem adoecido em suas rotinas.
Para o pesquisador Danilo Ferreira de Camargo, o adoecimento desses profissionais mostra o quanto o cotidiano de Professores e Alunos nos colégios é “insuportável”. “Eles revelam, mesmo que de forma oblíqua e trágica, o contraste entre as abstrações de nossas utopias pedagógicas e a prática muitas vezes intolerável do cotidiano Escolar”, afirma.
O tema foi estudado pelo historiador por quatro anos, durante mestrado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Na dissertação O abolicionismo Escolar: reflexões a partir do adoecimento e da deserção dos Professores , Camargo analisou mais de 60 trabalhos acadêmicos que tratavam do adoecimento de Professores.
Camargo percebeu que a “epidemia” de doenças ocupacionais dos Docentes foi estudada sempre sob o ponto de vista médico. “Tentei mapear o problema do adoecimento e da deserção dos Professores não pela via da vitimização, mas pela forma como esses problemas estão ligados à forma naturalizada e invariável da forma Escolar na modernidade”, diz.
Desistência: Salários baixos provocam fuga de Professores da carreira
Luciana começou a adoecer em 2007 e está há dois anos afastada. Espera não ser colocada de volta em um colégio. “Tenho um laudo dizendo que eu não conseguiria mais trabalhar em Escola. Eu não sei o que vão fazer comigo. Mas, como essa não é uma doença visível, sou discriminada”, conta. A Professora critica a falta de apoio para os Docentes nas Escolas.
“Me sentia remando contra a maré. Eu gostava do que fazia, era boa profissional, mas não conseguia mudar o que estava errado. A Escola ficou ultrapassada, não atrai os Alunos. Eles só estão lá por obrigação e os pais delegam todas as responsabilidades de educar os filhos à Escola. Tudo isso me angustiava muito”, diz.
Viver sem Escola: é possível?
Orientado pelo Professor Julio Roberto Groppa Aquino, com base nas análises de Michel Foucault sobre as instituições disciplinares e os jogos de poder e resistência, Camargo questiona a existência das Escolas como instituição inabalável. A discussão proposta por ele trata de um novo olhar sobre a Educação, um conceito chamado abolicionismo Escolar.
“Criticamos quase tudo na Escola (Alunos, Professores, conteúdos, gestores, políticos) e, ao mesmo tempo, desejamos mais Escolas, mais Professores, mais Alunos, mais conteúdos e disciplinas. Nenhuma reforma modificou a rotina do cotidiano Escolar: todos os dias, uma legião de crianças é confinada por algumas (ou muitas) horas em salas de aula sob a supervisão de um Professor para que possam ocupar o tempo e aprender alguma coisa, pouco importa a variação moral dos conteúdos e das estratégias didático-metodológicas de Ensino”, pondera.
Fora da sala de aula: Metade dos Professores não leem em tempo livre
Ele ressalta que essa “não é mais uma agenda política para trazer salvação definitiva” aos problemas Escolares. É uma crítica às inúmeras tentativas de reformular a Escola, mantendo-a da mesma forma. “A minha questão é outra: será possível não mais tentar resolver os problemas da Escola, mas compreender a existência da Escola como um grave problema político?”, provoca.
Na opinião do pesquisador, “as mazelas da Escola são rentáveis e parecem se proliferar na mesma medida em que proliferam diagnósticos e prognósticos para uma possível cura”.
Problemas partilhados
Suzimeri Almeida da Silva, 44 anos, se tornou Professora de Ciências e Biologia em 1990. Em 2011, no entanto, chegou ao seu limite. Hoje, conseguiu ser realocada em um laboratório de ciências. “Se eu for obrigada a voltar para uma sala de aula, não vou dar conta. Não tenho mais estrutura psiquiátrica para isso”, conta a carioca.
Ela concorda que a estrutura Escolar adoece os profissionais. Além das doenças físicas – ela desenvolveu rinite alérgica por causa do giz e inúmeros calos nas cordas vocais –, Suzimeri diz que o ambiente provoca doenças psicológicas. Ela, que cuida de uma depressão, também reclama da falta de apoio das famílias e dos gestores aos Professores.
“O Professor é culpado de tudo, não é valorizado. Muitas crianças chegam cheias de problemas emocionais, sociais. Você vê tudo errado, quer ajudar, mas não consegue. Eu pensava: eu não sou psicóloga, não sou assistente social. O que eu estou fazendo aqui?”, lamenta. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

EMBROMATOLOGIA ( "Controle o seu destino ou alguém controlará." — Jack Welch)



Crônica

EMBROMATOLOGIA ( "Controle o seu destino ou alguém controlará." — Jack Welch)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

         Hoje tive o dissabor de conhecer a ficha para controle de entrega dos planos de aula à coordenadora; socada de critérios! Fiquei estarrecido em saber que só receberei o tal bônus no salário se os quadrinhos diante de meu nome estiverem todos preenchidos. Achei justo, pois manterá todos nós ocupados, por sermos "parceiros" uns dos outros, porém, ao mesmo tempo me senti ameaçado, logo desanimado! Eu a alcunhei apenas de "o mostro da gaveta", mas foi nos apresentado o instrumento indicador de qualidade para nossa salvação, ou melhor, como o salvador da pátria. Essa fichinha saiu agora juntamente com a divulgação dos Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (ideb): o alimento dos "monstros" engavetados. Então, pergunto-lhe: Antes do "bendito" controle, como eram as aulas? E agora, como serão? De forma alguma, entendo por que, professores ministrando aulas de disciplina fora de sua área de formação entregam bonitos planos e péssimas aulas! Ou a lógica nunca funcionou? Mais uma vez, acontece a "metamágica"!!!
          Reuniões e mais reuniões, nas quais se constroem  ações de combate as manchas externas, ou melhor, fazendo frente aos baixos indicadores do Ideb: de faxada ou ineficientes mesmos. O alto escalão da escola pública se beneficia do critério de contagem dos números: a média! Que matemática é essa?! Os bons alunos (acima da média) são diluídos entre os ruins. Enquanto os índices estiverem baixo os setores burocráticos da educação estão se movimentando com projetos e mais ações na tentativa de elevá-los. Empregos são garantidos, verbas desviadas (merenda) e um sem fim de reuniões mantidas para mascarar a "embromatologia".
          Parece-me que ninguém quer resolver o problema da educação. Todos nós sabemos onde está o erro, consertar, porém, nunca foi o alvo dos poderosos. Agora ficamos nós, cá de baixo, a mando dos feitores de projetos mirabolantes, discutindo e discutindo "o sexo dos anjos", correndo atrás do vento, ou melhor,  brigando com moinhos de vento, tomando analgésico e antidepressivo, ouvindo, falando e reagindo a doutores insensíveis à nossa dor. Digo como Mario Quintana: Se eu pudesse, pegava a dor; colocava a dor dentro de um envelope e devolvia ao remetente".
          Só há uma maneira de acertar, e mil para errar, então, talvez, não valha mais a pena começar tudo de novo. Tudo se resolveria se simplesmente fugíssemos da insanidade segundo Albert Einstein: "Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes." 
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 23/08/2012
Reeditado em 27/08/2012
Código do texto: T3845627
Classificação de conteúdo: seguro


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