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MINHAS PÉROLAS

domingo, 27 de julho de 2014

ABRAÇANDO A SUBCULTURA, TAMANDUÁ! (Diga-me quem são seus grandes pensadores que direi quem você é!)



Crônica

ABRAÇANDO A SUBCULTURA, TAMANDUÁ! (Diga-me quem são seus grandes pensadores que direi quem você é!)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Será que não existe o submundo (em grego: transl. káto kósmos) onde reina a violência, a droga, o crime e o desrespeito?  Se existir, também existe uma subcultura: com uma mídia de péssimo nível; com as letras de músicas que não dizem nada; com pessoas que são famosas de graça e que mal terminaram o ensino fundamental; com políticos que erram a leitura de um discurso que lhes foi escrito, para saciar seus ouvintes inescrupulosos e pouco exigentes. Então, não é de admirar que professores que lecionam em um sistema de "Promoção automática" não saiba selecionar bem seus grandes pensadores. Afirmo que a exigência da "progressão automática" obriga  o afrouxamento do juízo de valor do avaliador e promove a subcultura, nivelando por baixo o conhecimento e as relações com ele, ressuscitando e valorizando somente a moda sem sentido! Se está difícil manter o nível, imagina elevá-lo. Os iguais se protegem!!! São tantas as forças que tentam me arrastar, mas é esta coisa que não quero para mim. Porque disse Paulo Coelho: "Quando alguém evolui, evolui tudo que está a sua volta." Este pensamento também é válido para a regressão!
           O que não farão os fomentadores da subcultura, para discriminar os grandes pensadores da filosofia tecnicamente tradicionais? A subcultura é divulgada com a também variedade linguística informal, gírias e todos os vícios de linguagem. Ninguém defende uma tese de mestrado ou doutorado se utilizando da variedade linguística não privilegiada. A subcultura, na maioria das vezes, está na pichação e não nas telas a óleo das grandes galerias. A subcultura se manifesta nos "rolezinhos" forçando a elite ao acolhimento dos excluídos por eles mesmo. A subcultura substituiu os verdadeiros símbolos por paralelos: a páscoa original por coelho e ovo de chocolate; deturpou outras festas sagradas e fez do carnaval um comercio do ano todo. Temos que discriminar para valorizar. Se todos pensassem igual ninguém pensava grande, é claro. Todavia, já que todos são pensadores e, portanto, filósofos, como dizem alguns, então o Estado pode contratar qualquer um para ministrar aulas de filosofia que está valendo!!!! Se discriminar é crime, a academia não devia classificar.
       Quero me desculpar com o dadaísmo de nossa época, por ter me deixado enganar que tinha um saber superior por ter frequentado uma academia de filosofia e por não me considerar um pensador a altura dos filósofos tradicionais e também ter ciúmes por não aceitar outra pessoa, que não lapidada pelos saberes oficiais, seja reconhecida pensadora. Mas, aprendi muito bem a respeitar a opinião dos outros, tanto que  examino  tudo para escolher o que é bom. Querendo ou não, estou Intrometido na subcultura para me fazer refletir na outra direção. Comportamento esse de quem almeja uma cultura elevada!
      Uma pessoa honesta não trabalha com ironia, é sempre verdadeira no que diz e faz, e o verdadeiro amor (agapê) não se recente do mal. Portanto não é de meu feitio, beneficiei-me da subcultura sim, porém aqui quero apenas ser a coruja que gaba o toco que dorme e expressar minha gratidão ao outro que apodreceu e caiu. Agora sou responsável pelo que digo, e você pelo que entende: há Cultura e cultura!
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 18/04/2014
Reeditado em 27/07/2014
Código do texto: T4773514
Classificação de conteúdo: seguro
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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Claudeci Ferreira de Andrade,http://claudeko-claudeko.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

domingo, 20 de julho de 2014

A PEDAGOGIA DO DESPERDÍCIO ("Tudo bem... Ao seu dispor se for por amor às causas perdidas...")



Crônica

A PEDAGOGIA DO DESPERDÍCIO ("Tudo bem... Ao seu dispor se for por amor às causas perdidas...")

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           O que leva você a pensar em bravatas condenatória quando visualiza a imagem de um cavalo puro sangue puxando uma carroça? Como diz a canção do grupo musical - Engenheiros do Havaí; Dom Quixote. Eu penso, auxiliado pela expressão da bela letra da canção, que o sistema educacional é o belo paraíso do desperdício. É o mesmo que pensar em desvalorização quando um professor doutor em artes visuais, lecionando religião no ensino fundamental para um alunado que não conhece a importância da matéria e nem do papel do professor e, pior de tudo, não quer conhecê-lo; despreza-o como faz comigo. Em outra ocasião, o ex-secretário de educação municipal, que por sinal foi bem sucedido em sua gestão, também pós-graduado em docência, lotado aqui numa escola de ensino fundamental, sem ser compreendido pela sala de aula comprometeu o aproveitamento devido, os alunos o negligenciaram. Em outra feita, a Secretaria de Educação remunera o professor em licença para fazer um mestrado e depois trancafia e mantem-no em sala de aula de ensino fundamental enquanto deveriam estar orientando aos colegas de menor formação acadêmica. Mas, nessa política atual, os maiores graduados na academia não podem ser líder dos menores. Enfim, doutores, mestres estão nas salas de aula, engessados por leis e normas de uma cúpula de políticos  que atrofia os que a academia recomenda para o sucesso.
           O que um pastor evangélico com boa formação em teologia faz dando aulas de filosofia numa escola de estado laico? 
           Outras incongruência: o MEC dá os livros aos alunos e eles não levam para a sala de aula e quando lhes emprestamos outro volume, para não deixá-los sem fazer a atividade, eles armazenam mais um em sua casa, ainda acham que o colega vai emprestar o dele! "Tudo bem... Ao seu dispor se for por amor às causas perdidas..."
           Olhe para os que nunca precisaram e jamais precisarão da escolaridade para ser alguém e compare com os que estão abarrotando as salas de aula para fazer futuro! É isso que a música está me dizendo, com "o amor às causas perdidas"! A aprovação automática para encher o país de diplomados semianalfabetos! Sou professor, mas "meu nome é otário" ensinando para quem não quer aprender e forçando os alunos a uma obediência desvirtuada de qualidade quando os coloco sentado para me escutar, enquanto querem "manipular canhões". 
            Sem falar que os pais bem instruídos ou não; bem intencionados ou não metem medo no grupo gestor da unidade escolar. Todos nós trabalhamos aqui com o terror do que podem falar de nós. Sem autonomia de atuação, na escola, fazemos o que eles ditam, sem que muitos deles, nem mesmo tenha frequentado uma faculdade, e a maioria de suas exigências são destituídas de pedagogia alguma, somente egoístas. E o professor tem e terá sempre que ceder nas demandas dos alunos e quando tenta se impor é levado à coordenadora cercado dos curiosos sorridentes, aqueles do mesmo espirito dos que enchiam as arenas da velha Roma para ver os gladiadores lutarem até morrer, "por amor às causas perdidas". O professor estará só na peleja, desapoiado mesmo que esteja com a razão. Enquanto deveria ser respeitado e reverenciado mesmo estando errado, considerando a  boa intenção que rege o seu profissionalismo e a importância que devia ter. Sádicos, leiam as atas de reunião da escola sem chorar, depois me digam que não lhes avisei que "as nuvem não eram de algodão".
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 16/04/2014
Reeditado em 20/07/2014
Código do texto: T4771635
Classificação de conteúdo: seguro
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sábado, 5 de julho de 2014

QUANDO OS IGUAIS SE NEGAM (Em todos os lugares os iguais se protegem na educação eles se negam)



Crônica

QUANDO OS IGUAIS SE NEGAM (Em todos os lugares os iguais se protegem na educação eles se negam)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Cada um da grande maioria dos alunos "de menor" é uma bomba relógio ambulante, tem tanto poder em seus intentos malévolos que sempre há um suicida insólito para provocar o perigo, quase sempre resulta em grandes avarias!
            — "Deixa para conselho de classe" – uma aluna de 6º ano, nem tem maturação para tanta maldade, mas disse bem alto para eu escutar, insatisfeita com minhas advertências, – "vamos infernizar nossos pais para bater no professor". Sendo que os pais deles não comparecem nem às reuniões corriqueiras da escola, vai querer aparecer em algum conselho de classe? Confortei-me com essa pergunta. Porém, pensando melhor, conhecendo-os muito bem e a produtividade deles, certamente farão seus pais irem, sim, a qualquer reunião com suas chantagens! Ah, esqueci-me, esta semana, a mim apareceu um senhor ainda bem jovem, no meio da tarde, para me perguntar por que não aceitei o trabalho da enteada! Isso não me amedrontou tanto, poderia está bem intencionado, ele também foi meu aluno! Só não entendi por que não acreditou na filha!
          Outra coisa que me amedronta mesmo é quando eu falo que o aluno fulano de tal é um péssimo aluno, desrespeitador e desvalorizador da escola, e a minha colega professora diz: — "Pois comigo ele é ótimo"!

          A escola é uma, os alunos são os mesmos; minha aula de Língua Portuguesa é tão sem admiração tanto quanto as de matemática, história, geografia, religião,  percebo pelos resultados, e pela receptividade, e comentários de alunos. Porém os colegas, que estão sofrendo o mesmo penar, se dizem dar aulas boas são Hipócritas, elogiando a si mesmos! É certo que não dou aulas boas, não por que me faltasse conhecimento em minha disciplina e dinâmica, mas porque eles não querem me ouvir e participar. E o desempenho dos bons professores não é capaz de ser a laranja boa que salva a caixa, mas é apenas a podre que, apesar de perfumada, continua nos separando. Por que um colega quer exaltar-se perante o outro pisando-lhe o calcanhar,  será que ele acha que as pessoas acreditam nele? Eu sou apenas realista, contudo as avaliações externas estão sempre mostrando índices baixos em todas as matérias.

           Esta rivalidade entre professores, promovida pelo medo do aluno marginal e de coordenadores perseguidores, sendo também patrocinada por bônus do governo com a sensação de indignidade, e pela a insegurança do contrato temporário, afeta até a homogeneidade necessária para as movimentações de conquista por salários melhores. Greve de professor não rende nada, mesmo que se paralise por 90 dias, a maioria prefere ficar em casa lavando roupa e limpando as coisas; o alunado, gostando muito da "lambança", também nem se une aos seus professores "queridos" nas reivindicações. Agora eu aprendi, vou sempre dizer que tudo está as mil maravilhas mesmo que eu esteja, no silêncio de meu quarto, orando todas as noites para afastar as nocividades que atormentam meu trabalho, já que elas não atrapalham os meus colegas de trabalho não vou deixar que me atrapalhe também! Se o lanche dura quase 30 minutos todos os dias! Vou é lanchar com eles e pronto!

          Ali, até as tentativas de elogios são equivocadas. A coordenadora, minha amiga, jura que não quis me prejudica, mas chamou a atenção dos participantes daquele conselho e disse: — "Eu não sei como o Claudeci consegue dar aula naquela bagunça, eu não consigo!" E ela disse rindo, como se fosse um elogio da minha maior amiga!

            Que bagunça? São apenas tentativas com aulas dinâmicas com jogos atrativos e acirrados, para amenizar a revolta deles, uns com outros, com alguma coisa útil para ensinar. Se exageram, a falha não está na metodologia, mas no indivíduo sem foco e desequilibrado de pai e mãe. Seguindo Platão: "Não eduques as crianças nas várias disciplinas recorrendo à força, mas como se fosse um jogo, para que também possas observar melhor qual a disposição natural de cada um." Nisso creio.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 10/04/2014
Reeditado em 05/07/2014
Código do texto: T4764156
Classificação de conteúdo: seguro

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