"A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero." (Victor Hugo)

"Uma falsificação é impossível quando não se tem o modelo a falsificar." (Helena Blavatski)

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MINHAS PÉROLAS

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Disciplina, o princípio da educação - DM.com.br


Disciplina, o princípio da educação

DIÁRIO DA MANHÃ
AGUINALDO SABINO ESPECIAL PARA DIÁRIO DA MANHÃ
“Não sou especialista em educação, parta tecer tais críticas. Talvez isso pese mais ainda o fato de que, não precisa ser especialista para enxergar o óbvio.”
Banalização da educação ou um sistema falho?
Nunca se falou tanto em “Ideb”, metas a serem atingidas pelas escolas, mudanças meritocracia e outras inovações. O sistema educacional prioriza números. Seria o caso de perguntar: números indicam o alcance, o sucesso e a aprendizagem de fato? Uma nota alta é a meta do governo. Para isso aboliu-se quase que totalmente a reprovação escolar. Hoje, existem vários mecanismos a serem utilizados pelas escolas, no sentido de “facilitar” a vida do aluno e consequentemente sua aprovação, independente se houve ou não, o aprendizado real e necessário. Se não há reprovação, logicamente esta nota se eleva, aumentando o “Ideb” e proporcinando assim elevação nos índices e metas. Mas será que “passar” o aluno a qualquer preço; facilitar sua aprovação, visando apenas números, é a solução para um país carente de educação? Essa educação oferecida é de qualidade ou fachada? Nosso aluno está aprendendo ou sendo adestrado?
É um caso a se pensar se-riamente. Um sistema que prevê e prioriza elevação de notas e índices, usando para tal, meios nada avaliativos, mascarando a realidade e a ineficiência existentes, realmente está contribuindo para a melhoria na qualidade do ensino, ou forjando uma educação falha, que chega ao ponto de enaltecer as inverdades?
Acredito como cidadão, que é chegado o momento de revermos conceitos e prioridades e nos preocuparmos mais com o processo ensino-aprendizagem; cobrarmos mais de nossos alunos ao mesmo tempo que passemos a lhes oferecer uma educação de qualidade; proporcionando aos professores uma valorização e incentivos mais dignos;
formarmos cidadãos conscientes, sabedores de sua capacidade, seres pensantes e questionadores, sabedores de suas limitações e conhecimentos. O ensino levado à sério, e não esse amontoado de facilitações visando números e metas, enquanto se fecha os olhos ao conhecimento real e as prioridades que se fazem necessárias. É urgente que se repense a educação de forma mais coerente e justa, deixando de lado essa “máscara” e atentando para a qualidade e não a quantidade. Um País se mede pela sua educação, e esta não pode ser baseada em tabelas e números, mas sim, oferecida com respeito, seriedade e qualidade, o que resulta automaticamente em uma real aprendizagem pelo cidadão que passará a ser crítico e pensante, podendo melhor atuar no futuro e destino de seu país.
A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces.
“Aristóteles”
(Aguinaldo Sabino Alves, poeta, escritor e membro da Academia de Letras do Brasil seccional– Anápolis)

sábado, 20 de dezembro de 2014

ESQUECIMENTO, PECADO E MORTE (Isaías 49.15 - "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama...?")


Crônica Filosófica

ESQUECIMENTO, PECADO E MORTE (Isaías 49.15 - "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama...?")

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Estes tempos contradizem até a Bíblia! Como pode uma mãe esquecer-se do próprio filho dentro de um carro, exposto a um sol de rachar mamona, por quatro horas a fio? Se fosse um caso isolado seria fácil de perdoar, mas está muito frequente, morte de vários bebês esquecidos por alguém que deveria estar bem atento.
           Quem muito decora e pouco usa comete abundantemente o pecado do esquecimento. Digo pecado, porque o esquecimento traz consequências nefastas. Existe ainda uma teoria no meio educacional que prega o não "decoreba" para talvez ter poucas coisas para esquecer. Mas, o não aprender, ignorando as boas oportunidades, também é pecado. Ou não traz consequências, também, desastrosas evidentemente a ignorância proposital? Como pode um cantor esquecer a letra da canção que vai executar? Como um professor reproduzirá sua aula sem ter nada na memória? Portanto como todo esquecimento não fica impune, então verdadeiramente os que se dizem "santos" e "evoluídos" precisam se preocupar mais com as responsabilidades, e aqui digo que todos nós somos responsáveis pelo que aprendemos. Aliás, a benção da preocupação é a atividade cerebral renovada, relacionada e produzindo supostas soluções que não deixam as coisas caírem no esquecimento. Já disse sabiamente Alison Aparecido Ferreira: "A prática é a mãe da memorização e concretização do conhecimento." Quer decorar, quem repete insistentemente a prática.
           Poderiam as crianças, esquecidas nos carros, para morrer, esquecer-se de morrer? Mas, a natureza não se esquece de suas funções e obrigações por mais cruéis que sejam! Porém é a grande importância atribuída às coisas que dificulta o esquecimento. Frutífero é preocupar-se constantemente com aquilo que se quer muito ou vai se usar iminentemente. O que leva uma pessoa se esquecer de outra? O que leva um estudante esquecer-se de sua lição? O que leva um professor desestimular a memorização, expressando se pejorativamente: "decoreba"?
           Sem contudo deixar de lado o que se tem de bom no esquecimento.  Devemos esquecer, sim, de proposito, tudo aquilo que serve de embaraço para atrapalhar nosso progresso. E a consequência deste esforço é outro esforço em selecionar o que não presta e substitui-lo por informações que servirão. Em nome desse bem, não é preciso se esquecer de nada, basta reorganizar em circulo tudo que se tem decorado, de forma que se possa contemplar a todo instante o que nos custou caro para obter e manter.
           Será que brasileiro tem a fama de memoria curta porque tem preguiça de decorar e usar? Não nos esqueçamos que só podemos dar o que temos.
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 18/12/2014
Reeditado em 20/12/2014
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sábado, 6 de dezembro de 2014

PIA NOVA(MENTE) (Período de Intensificação da Aprendizagem)


Crônica

PIA NOVA(MENTE) (Período de Intensificação da Aprendizagem)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Eu não sei quem foi o inventor do tal PIA (Período de Intensificação da Aprendizagem), Talvez um pedagogo qualquer, esforçando-se para mostrar serviço; aliás nem quero saber, mas essa "desgraça" não funciona mesmo!!! Atrapalha a vida de todo mundo no colégio, e o fim é bem simples: passar o aluno. Se qualquer aluno não atingir a nota que precisa no PIA, o professor é o incompetente da história toda, pois não atingiu os resultados esperados por duas vezes: no curso normal e depois no Período de intensificação, prestado-se unicamente a isso. E não sei quem vai pagar por isto: O aluno bom, dedicado e estudioso que vai com média 9,0 assiste todas às aulas e, não precisando recuperar a nota, por estar na média, fica por isso mesmo. Todavia o lambança perturbou no tempo normal é obrigado a ficar no PIA, agora assiste esporadicamente às aulas da misericórdia, recupera a nota e vai para o histórico dele 10,0! Essa pedagogia das trevas, que detona meu cristianismo, ou melhor, minha espiritualidade, nasceu nesse governo e vai morrer em outros futuros;  reeleitos, também, pelos os professores!!! É um mal reincidente, mudando só de roupagem. INDIGNADO estou: agastado, abespinhado, agoniado, amofinado, encolerizado, enfadado, enraivecido, espinhado, estomagado, indisposto, iracundo, irritado ... E meu ano letivo acaba assim!!! O silogismo é simples: Se o professor é culpado pela improdutividade do aluno, e a quantidade de aluno gera verbas para a escola, logo o professor paga a existência da escola. Não faz sentido, o professor zerar a reprovação e passar só os que sabem a matéria!  
            A todos os alunos é permitido fazer o PIA, por isso para o professor não tem saída mesmo que não retenha os reprovados. Um deles que ficou com média abaixo da mínima em 6 matérias, apesar dos desestímulos de alguns professores, ele persistiu e, no final das duas semanas de PIA, alcançou boa nota em todas. Pergunto: como um indivíduo desse, que não conseguiu no ano todo, muda de um "dia para a noite"? Que argumento o colégio vai usar para reter o aluno tecnicamente reprovado e fazê-lo repetir a série, de fato, diante de suas boas notas conseguidas por trabalhinhos facilitados de PIA? "Uma mente sem conhecimento se torna vulnerável a enganação" (Eliclif Viana).
            A correria dos alunos continua nesses dias, um engano atrás do outro em busca dos resultados, um professor dar um resultado, a coordenadora outro, e os boletins mostram outro, a propósito, pois não se pode dispensar alunos antes da hora. Se souberem que não precisam de nenhuma complementação,  não permanecerão até o término dos dias letivos. Ameaçam-nos com lista de chamada e o tumulto é acirrado pelo o transitar de muitos que vêm só para bagunçar por que, mesmo assim, descobriram que não precisam fazer mais nada. Ai, dão o lanche mais cobiçado (galinhada), tudo é usado como isca. De certa forma, os alunos até que têm razão, em evadirem mais cedo, considerando as palavras de Carlos Drummond de Andrade: "Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes." E mais,  "Comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar" (Código Penal). 
           Será se os mil favores prestados aos maus alunos, para fazer número na escola, não defrauda os bons e esforçados?
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 04/12/2014
Reeditado em 06/12/2014
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sábado, 15 de novembro de 2014

AULA SHOW (Quem é o professor show, seria o que ministra aula show?)



Crônica

AULA SHOW (Quem é o professor show, seria o que ministra aula show?)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Quem é o professor show, seria o que ministra aula show? É o sonho de todo coordenador pedagógico ter na sua unidade escolar só professores show, do tipo que suas aulas sejam criativas e atraentes, como aquelas dos profissionais dos cursinhos de vestibular! Que pena, apesar dos professores quererem tanto estar na mídia, mas não é possível que todas as aulas sejam um show. A culpa é do próprio sistema engendrado pelos pedagogos administradores e técnicos que forçam para o trabalho deles também ser um show, amassando os que deles dependem para subjugá-los com metodologias estranhas ao verdadeiro papel da escola, pois a maleabilidade é um forte indicador de seu sucesso: "o bife que nos alimenta quanto mais apanha mais macio e gostoso fica"!
           Não é possível que todas as aulas de Língua Portuguesa seja uma peça teatral, a menos que eu não tenha compromisso com o currículo mínimo adotado e recomendado pela Secretaria de Educação. Pois, alguns momentos preciosos dos 50min da aula é tomado todos os dias com chamada de aluno no jeito tradicional. Toma-se outra parte do tempo para a facção e verificação das atividades em classe para aquisição de nota, tarefa para casa nem pensar, o aluno público já está no mercado de trabalho, e a única forma de promoção é facilitada. A distribuição do do lanche na sala vai além do recreio. E não tem um dia sequer sem as interrupções variadas de propagandistas de produtos  não compatíveis com o ambiente escolar. Somam-se ainda as visitas da administração da unidade em sala, com avisos e distribuição de bilhetes,  também demandando o tempo da aula e a atenção dos alunos. Os alunos da sala vizinha vêm pedir coisas emprestadas e é permitido, pois os livros e lápis são escassos, sem falar do Grêmio Estudantil. Essa movimentação diversificada talvez seja a aula show tão esperada que eu não estou vendo debaixo de meu nariz, chego a pensar isso, pelos favorecimentos e naturalidade com que acontece.
           O aluno, cliente do show, gosta porque não tem que fazer nada é só assistir, o mestre faz seu show(zinho) e se algum estudante quiser fazer alguma atividade que seja em casa. Vejam a participação da classe  nesta aula modelo: (https://www.youtube.com/watch?v=fgjmGPO6qww) (acessado em 15/11/2015). Será que é dessa "palhaçada" que o sistema educacional precisa para sair do caos?  Nesse caso, o professor é um compositor; logo então, o Estado terá que contratar só músicos, mágicos, dançarinos, palhaços e atores para dar aulas, pois sendo só professor não servirá. E assim os alunos serão tão cultos como são espirituais os que ouvem e cantam música gospel, o milagre das versões: adaptam apenas uma letra sacra na melodia de uma outra canção mundana e louvam seus ídolos, ou melhor, seus deuses! Lembrando que pelas minhas tentativas, alguns se atreveram a me apelidar de professor "Girafales". E no final será como canta o Rei Roberto Carlos: 
"O show já terminou
Vamos voltar à realidade
Não precisamos mais
Usar aquela maquiagem
Que escondeu do nós 
Uma verdade que insistimos em não ver".           
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 09/11/2014
Reeditado em 15/11/2014
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sábado, 1 de novembro de 2014

SERÃO COMO DEUS (Uma forma de ser Deus é criar um Deus e obrigar que os outros o respeitem)



Crônica Filosófica

SERÃO COMO DEUS (Uma forma de ser Deus é criar um Deus e obrigar que os outros o respeitem)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            O "penso logo existo" de Descarte, leva-me a concluir que meu pensar me cria, porque já criara meu Deus! O Deus das igrejas é aplacável assim, por que foi concebido pelo homem! Se não, por que gosta de adoração como homem? Por que precisa de meus préstimos que sou homem? Então, disse Ferreira Gullar: "Em face da imprevisibilidade da vida, inventamos Deus, que nos protege da bala perdida". Só Lhe criamos formas de adoração e palavras de louvor se sabemos conceituá-Lo, logo nomeamos e conceituamos coisas que conhecemos E DOMINAMOS, portanto o Deus que criamos para adorar nos representa devidamente. Nos espelhamos no ideal que queremos para saciar a nossa sede de divindade. Disse a serpente à mulher: "Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal". (Gênesis 3:4-5). Uma forma de ser Deus é criar um Deus humanizado e obrigar que os outros O respeitem e, por tabela, respeitem-me também por eu respeitar seu Deus de atributos comuns aos meus! Isso é notório quando, cumprimentam-se os irmãos de uma comunidade com a expressão: "paz do senhor, irmão"! Porém, só é digno, quem comunga da mesma fé! Manipulam-se a muitos pelo o seu Deus. Por que um mundano não mereceria tal saudação?
           Outra maneira de ser Deus é brincar da fazer leis. Todas as leis que o universo precisa já foram estabelecidas. Nascemos com elas na consciência. Mas, há quem tenciona manipular seu semelhante com normas morais, culturais e de usos e costumes para escravizar e tornar a vida penosa e dependente dos maiorais, ou melhor, essas emendas servem para fazer os grandes e poderosos mais ainda. Já dizia Sólon: "As leis são como as teias de aranha que apanham os pequenos insectos e são rasgadas pelos grandes." Esse pensamento é verdadeiro quando se trata de leis feitas por homens ambiciosos. Parece-me que foi o Pr. Caio Fábio que disse: "...Portanto, quanto mais Lei, mais transgressão, e mais culpa." Talvez seja por isso que todas as tardes, depois de lecionar em minhas classes, estou sempre com a consciência culpada, sentindo uma sensação de desconforto, um mal-estar mental. As regras humanas nos sobrecarregam, minando nossa disposição para cumprir as Divinas.
           Por que não? Como explicar a miséria do mundo com tanta igreja  e tantos "adoradores ideais", e dádivas, e sacrifícios dispendiosos como o fez a Igreja Universal, construindo o "Templo de Salomão"? Um monumento pomposo realmente digno de adoração, e a quaisquer coisas que ali se agreguem torna-se-ão abençoadas: adoradas e adoradoras! Feitos por mãos homanas altares para honrar os que ali se vinculam, contudo não é capaz de fazer cair os índices de violência nos seus arredores. Nessa casa, Deus é um luxo! Em outra casa, Jesus se disse Deus, sendo homem sem luxo algum; eu também sou Deus em minha esfera ou Demônio de mim mesmo, consoante aos meus ideais, os mesmos que posso transferir aos meus adorados ídolos, construídos por mim, depois de condensados em uma Divindade cristalizada, também posso lhe vendê-los, se eu quiser.
            Seu Deus, fanático, é exatamente o que você representa. Por que os meus piores alunos se dizem Evangélicos, sem consequência alguma? Então me arrisco dizer que há sim um verdadeiro Deus que talvez seja uma força geradora que existiu antes do nada, Aquela que estava em lugar nenhum antes do "Big-Bang", mas o fez acontecer. Porque é impossível está ausente dela, e ninguém A conhece e nem A conhecerá, por isso não sei absolutamente nada dEla, apena sei de mim, como uma célula sem mesmo a noção das dimensões fruitivas do corpo a que pertence. E, como eu, saudáveis células recebem seu alimento (físico, mental e espiritual) do meio sensível e sensorial por contatos conhecidos e desconhecidos. Assim, procede meu Deus. Oxalá meu comportamento condiga com Ele, pois a minha coincidência sempre foi providência! Portanto, minha religião é viver e seguir, por determinação, as evidências naturais, ou seja, seguir as leis naturais, ainda que não me dê o céu, dar-me-á o inferno, por um julgamento justo e autônomo, e o meu louvor nada Lhe serve, minhas orações são meras repetições do que Ele já sabe, apenas me confortam com ilusões de mim para mim mesmo. Sei também que os donos do Deus Igrejeiro criam leis e normas e põem seu Deus para vigiá-las e atribuir consequências para ameaçar a quem quer que transgredi-las. Cumpro leis essenciais. Por isso, digo como Napoleão Bonaparte: "A religião é aquilo que impede os pobres de matarem os ricos". A única e cabal felicidade que vejo, só não sei se é suficiente, porque seus líderes quase sempre são ricos! Inegável mesmo é a comprovação cristã que os pobres matam os pobres, e os ricos matam os ricos! 
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 26/10/2014
Reeditado em 31/10/2014
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sábado, 25 de outubro de 2014

COORDENADAS ADITIVAS (SE NINGUÉM NÃO TE ESCOLHEU PARA NADA, É PORQUE NÃO TENS TALENTO ALGUM! )



Crônica

COORDENADAS ADITIVAS (SE NINGUÉM NÃO TE ESCOLHEU PARA NADA, É PORQUE NÃO TENS TALENTO ALGUM! )

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Nem sempre ensina quem sabe mais, mas também os que nem sabem que estão ensinando!!! O que é sempre mesmo é o tolo lutando com suas tolices, pois nem sabe que não sabe. Todavia, não admite que lhe diga o que tem de aprender e se esquiva por medo, ele não quer responsabilidade.
           Eu queria entender o que dizem nas igrejas: "de quem sabe mais, mais lhe será cobrado". Penso que não seria justo que um mesmo objeto necessário a todos seja vendido mais caro para quem tem muito dinheiro e mais barato para quem tem pouco dinheiro. Como se aplica a ideologia da injustiça: "dois pesos e duas medidas", tão condenada pela Bíblia?
           Talvez seja assim como dita o provérbio chinês: "Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um com um pão, e, ao se encontrarem, trocarem os pães, cada um vai embora com um. Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um com uma ideia, e, ao se encontrarem, trocarem as ideias, cada um vai embora com duas." Ensinar é um somar de conhecimentos, nunca eu mando, e você aprende o que eu quero. Eu apenas lhe apresento minhas ideias sem anular as suas. 
           Se você não é de nada, não lhe convidam para ensinar nada! Talvez o chame para ser aluno! SE NINGUÉM NÃO LHE ESCOLHEU PARA NADA, É PORQUE NÃO TEM TALENTO ALGUM! POIS, TALENTO ENTERRADO É TALENTO MINADO!!!! Fingir-se talentoso, e ainda, sem ninguém o chamar, oferece-se, será pois somente desprezado, quando não escravizado, por prestar uma laboriosidade sem qualidade. Não passará de um inútil. Qualifique-se, faça a diferença; leia os livros que leram os seus heróis! Se não descobriu ainda o que eles leram, então procura outros heróis, esses estão sendo mau exemplo, pois todos os famosos foram convidados a subir à escada do sucesso e jamais apagaram seus rastros. E esses rastros o convida a segui-lo também. Confirmamos com as palavras de Salomão:" Viste o homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior." (Pv 22:29). Também concordo com Michel de Montaigne: "O lucro do nosso estudo é tornarmo-nos melhores e mais sábios".
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 29/09/2014
Reeditado em 25/10/2014
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sábado, 18 de outubro de 2014

DÚVIDA DE PROFESSOR ("A primeira fase do saber, é amar os nossos professores." – Erasmo de Rotterdam, teólogo.)



Crônica

DÚVIDA DE PROFESSOR ("A primeira fase do saber, é amar os nossos professores." – Erasmo de Rotterdam, teólogo.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Os alunos que ficam quietos e comportados em sua aula são os mesmos indisciplinados na minha. Eles são apenas o que são ou o que fizeram deles! Será que eles querem que você se pareça melhor profissional do que eu? Ou eles mesmos querem provar essa diferença nos colocando uns contra os outros? Mas, afirmo-lhe, colega, que jogar "Pérolas aos porcos" não é tão ruim assim, quando é em nome do delicioso e crocante torresmo. Ruim mesmo é a lama do chiqueiro, inevitável sujeira, fétida, sempre vai ser compartilhada pelo o pior deles. Fingem ser nossos amigos para nos fragilizar, depois derrubam-nos mais facilmente no escorregadio de suas próprias fezes. Por que havemos de brigar por causa deles? Eles mentem ao nosso respeito para nos aumentar vergonhas, empretejando assim as nodoas respingadas em nosso jaleco! SERÁ por que o aluno que tem nota vermelha em quase todas as disciplinas denuncia os seus professores, ao invés de recorrer às atividade da matéria para recuperar a nota! Mas insiste,  por coisas sujas e não relacionadas, evidenciando desespero, em agredir físico e moralmente seus professores. E o mestre sofre por que ainda não aprendeu a trabalhar com as "sacanagens" deles? Sofro como sofria Victor Hugo: “Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha”. A meritocracia é funcional quando há justiça.
            A Educação valoriza demais a Disciplina (Matéria de ensino), e a equipe gestora valoriza demais a Disciplina (comportamento), logo, uma coisa não vive bem sem a outra, a equipe gestora está a favor da Educação, o que é de se esperar, mas, talvez, por um falso conforto, não há disposição para a busca de solução inovadora e metódica do conhecimento, também pequei nisso. E qual professor não lançaria mão de qualquer coisa para cumprir seu dever? Depois de corrigir as redações de meus alunos, constatando que cometeram os mais primários erros, não posso nem compartilhar as desditas, "pérolas", na sala dos professores que logo aparece um acusador e promotor do comportamento discente e me culpar também. O professor de português sempre "paga o pato".
           Por que a educação escolar não se garante por si só? É preciso estratégias capciosas e arriscadas para achar quem queira estudar! Então, vêm as iscas com aparência de benefícios. E todos usam de sua malicia e maldade, fazendo o máximo possível para usufruir do que lhe interessa. O mal está na demonstração de maior interesse que o aluno estude do que ele mesmo se alimenta. "Chato...Indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele." (Millôr Fernandes).
          Se, possivelmente, talvez, aparentemente, supostamente, provavelmente, acaso, casualmente, porventura, quiçá o sucesso cobrasse o conhecimento que a escolar ensina, ela seria desejada!!! Mas, de tantas denúncias e represálias fiquei assim: amargo e azedo! Mas, eu não sou a escola! E digo ao alunado que SE VIRAR AS COSTAS PARA SEU MESTRE, SE DISTANCIARÁ DELE! ASSIM COMO É RECÍPROCO "...RESISTI AO DIABO, E ELE FUGIRÁ DE VÓS!!!"
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 23/09/2014
Reeditado em 18/10/2014
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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O OSSO DURO DE ROER (Bloquearam-me no grupo dos professores no Facebook para não incomodá-los)



Crônica

O OSSO DURO DE ROER (Bloquearam-me no grupo dos professores no Facebook para não incomodá-los)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           O sistema educacional brasileiro público, sobretudo em Goiás com seu IDEB  campeão no país, é um defunto que os seus familiares relutam em enterrá-lo. Embalsamam e usam maquiagem, mas tudo o mais já denuncia a deterioração. Eu só acreditarei em ressurreição se os filhos dos professores começarem a estudar nas escolas que eles lecionam! É difícil achar um professor que rejeitou outras opções para sê-lo, quase todos o são por falta delas. Depois se encontram em um ambiente tão morno que é difícil pular para fora do caldeirão da bruxa. Uma vez cozido, vira comida preciosa para políticos! É como já disse Luigi Pirandello: "A educação é inimiga da sabedoria, porque a educação torna necessárias muitas coisas das quais, para sermos sábios, nos deveríamos ver livres."
           Depositei a gota d'água quando tentei me mostrar zeloso pela língua, então escrevi lá: " Quero votar em um candidato a presidente, pois não suporto a palavra "PRESIDENTA". Devem ter me achado machista demais, mas eu não defendi a palavra "DENTISTO", só não queria mais transtornos linguísticos.
           Sou um semelhante a muitos outros, da educação, eu nunca quis sair do Grupo: "Mobilização dos professores de Goiás" (Facebook). Pelo contrário, sempre pensei que tínhamos algo em comum. Mas, de tanto postar perguntas reflexivas e receber afrontas de professores como respostas, fui, cada vez mais, provocando e provocado, e eles, dessa vez, reagiram radicalmente, banindo-me do seu meio, então não posso postar mais nada e nem comentar nada aos seus 20.000 membros, que suponho ser meus colegas de profissão, os que só pensam em salário, talvez, todos bem intencionados. Lembrando que, nem sempre, colega é amigo, o sistema se fez assim, por dentro e por fora, de perto e de longe, diferente, não são os incomodados que se retiram, porém os que incomodam são tirados. Será que a verdade incomoda os da zona de conforto? Ainda não sei o que poderia ser confortável para os que andam ao derredor do cadáver, evitando a hora de sepultamento!  Então continuarei procurando uma razão suprema para a frase: "Os iguais se protegem".   
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 18/09/2014
Reeditado em 10/10/2014
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sábado, 4 de outubro de 2014

A VULGARIDADE DE UMA SALA DE AULA (Assim incentivam minha criatividade e eu a deles.)



Crônica

A VULGARIDADE DE UMA SALA DE AULA (Assim incentivam minha criatividade e eu a deles.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Refugiados no direito que obriga o professor a explicar o conteúdo tantas vezes os alunos quiserem, é que desperdiçam o melhor de um novo conteúdo: a introdução. Todo começo de aula é tumultuado, parece que eles pensam que se o clima não for propício ao professor, ele não iniciará, mas o forte e determinado mestre começa mesmo assim, quando percebem que a aula está andando, e uns poucos fazendo atividade valendo "visto", então, tomados pela curiosidade,  alguns dos atrasadores do progresso começam formalizar as interrupções infrutíferas para quebrar o andamento. Porque já não conseguem  entender perfeitamente, perderam a base de tudo, por isso pedem repetições, forçando o "amassar barro". Os que ainda se mancam interrompem com modéstia: — "Prossô, posso ir no banheiro beber água?" – Que seque toda água por lá, mas que demore voltar. Outros insistem em pedir aula particular e na atenção individualizada, chamando o professor insistentemente à sua carteira. Como se fosse o dono do professor! Mas, a maioria continuam fazendo barulho, conversando bobagens para atrapalhar o empenho dos ainda responsáveis. Eu chamo isso de socialização de baixo nível. Tenho visto o sucesso de aluno, provando que a escola não vale nada, esses precisaram dela só para atrapalhar as aulas dos outros. "Os tolos são muitas vezes promovidos a grandes empregos em utilidade e proveito dos velhacos, que melhor os sabem desfrutar".(Marquês de Maricá).
           Outro comportamento banalizador, enfeitado com uma boa desculpa, é o comportamento dos que chegam atrasados todos os dias  e arrastam cadeiras por dez minutos até se convencerem que foram vistos e se impuseram.
           Há uns que depravam com o "Num vim", nunca fazem nada por que não vieram ontem. Será que querem atribuir a culpa ao professor? Por que eles não fizeram as atividades atrasadas? Estes buscam a ajuda da coordenação, pressionam o professor por novos favores, também estão sempre bem amparados com atestados de dentistas e bilhetes assinados pelos pais para lograr atividades posteriores e facilitadas.
           O mais ridículo e aviltante comportamento é o dos alunos que cobram do professor a ordem na sala, por que eles se acham merecedores de uma boa aula, pelo fato de serem alunos dedicados, e o professor gosta é assim! Mas, estes aparentes justos fazem as atividades e emprestam o caderno para queles bagunceiros copiarem, alimentando seu vício. Os irreverentes plagiam conseguindo a mesma nota e ai do professor se não der, será taxado de discriminador: A solidariedade do suicídio. Por que os bons não se unem ao professor na discriminação do mal comportamento?
            Enfim, o sistema ( ou sei lá quem) dá sua maior parcela de trivialidade, quando pressiona a escola, e esta por sua vez, na pessoa da diretora, com pudor nenhum, coage o professor a aprovar todos os seus alunos, em nome das bonitas estatísticas para assegurar o emprego de muitos. O que é de graça não tem valor. Talvez por isso que o alunado não valoriza o sistema paternalista como está. E o termômetro do descaso é o quanto eles se importam com o livro didático que ganharam do governo! Este também é um comportamento mediocrizador da aula: O professor propõe uma atividade da página tal, evitando o gasto com a xérox, que fica muito caro, eles dizem: — "num truce, o livro pesa". Isto é, quando não jogam a culpa no professor, dizendo: — "o sinhô não avisô que era para trazer o livro!" Cortar palavras das revistas e jornais, como uma didática fácil e barata, para formar poemas visuais e concretos, também não querem fazer porque não cai em vestibular, é assim que incentivam minha criatividade e eu a deles: Pelos atalhos.
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 04/09/2014
Reeditado em 03/10/2014
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