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MINHAS PÉROLAS

sábado, 25 de agosto de 2012

PERFIL DO ALUNO DE "SUCESSO" ("Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores."— Khalil Gibran)



Crônica

PERFIL DO ALUNO DE "SUCESSO" ("Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores."— Khalil Gibran)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          O aluno de sucesso foi criado pela instituição familiar, conjugada com a igreja e escola, ensinaram-no sobre o verdadeiro cidadão, sendo ele reivindicador de seus direitos, mas se esqueceram de lhe dizer que só é digno de direitos, quem cumpre seus deveres. Ensinaram-no sobre o verdadeiro cidadão, como sendo ele conquistador das atenções, para não passar despercebido em nenhum momento sequer, impõe-se, entretanto se esqueceram de lhe dizer, também, que a "palhaçada" faz a diferença, porém é inútil, nesse caso. No Brasil, só o Tiririca é um palhaço de sucesso.
          O aluno de sucesso não pode ver uma aglomeração barulhenta que ele corre para lá, gritando: — Porrada! Porrada! Porrada!!! Como o mundo MODERNO o ensina melhor! Hoje, já se separa brigas com "splay' de pimenta, e há colírios desirritadores dos olhos enfumaçados das coisas. E ainda se atreve fazer o inédito relatório do tumulto, porque presenciou só o alvoroço!
          O aluno de sucesso não se acanha em transgredir qualquer lei ao realizar seus caprichos: mente, rouba, xinga, edita conversas no celular, ameaça, tenta subornar etc. Depois apossa-se do fingimento para parecer vítima e continuar sorrindo, de consciência limpa, àqueles que ele massacrou.
          O aluno de sucesso reivindica igualdade com os seus professores, e sai gritando nos corredores: — "Se o professor pode, eu também posso!" Mas, a atitude referencial não são os dons dos mestres, porém as mazelas deles, pois não são perfeitos. Então o aluno reclama porque o professor não usa uniforme, às vezes atrasam e ostentam alguns privilégios, tipo: o lanche diferenciado. Ele copia mais os erros dos professores do que os seus acertos. Alguns zelam por uma camuflagem: O olhar penetrante; cabelos desgrenhados; mochila sempre nas costas; telemóvel no bolso da camisa; muitos livros nas mãos; calça com muitos bolsos estufados; bracelete além de relógio; são mais populares que  os professores na unidade escolar.
          O aluno de sucesso, mesmo não sabendo escrever corretamente, incapaz de fazer uma redação escolar, quando alguém lhe avisa de um erro de desempenho na escrita do professor, ele escandaliza e grita debochadamente: — "Que professor de português é esse?!" Humilhar os professores lhe importa mais, assim ele sobrepuja em sua busca de reconhecimento dos aprendizes ao sucesso.
          Esse tipo de aluno, é sempre bem orientado para buscar ajuda junto às autoridades assistenciais, caso o sucesso esteja demorando. Por supostos prejuízos, choram e obrigam seus pais, que nunca podem ir à escola buscar seu boletim, a irem desacatar professores e coordenadores. Sair por cima é o interessante, depois ele restaurará a relação com os ofendidos, fazendo gracinhas, desta vez,  convenientes.
          O aluno de sucesso está sempre nervoso, e procura resolver qualquer situação de forma violenta, por mais simples que ela seja, indicando que o ódio deve superar a razão. Fazendo medo a todo mundo, assim diminuem seus desafios. Mas, esqueceram de lhe dizer que responder os desafios o fará grande. 
          O primeiro passo na busca do sucesso é o aluno rodar o livro no dedo. O livro fechado em alta velocidade em seu dedo é uma forma de domínio. As alunas de sucesso já não podem fazer essa lição, por causa das unhas bem trabalhadas, mal pegam na caneta para não estragá-las, então se agregam aos dominadores e riem por bobagem, como sinal de apoio, desfrutando do status.
          O professor, que quer sobreviver, submete-se  ao "passo-a-passo" do aluno "herói" e o elege como representante de classe, ou seja, pega carona com os bem-sucedidos para sofrer menos, mesmo tendo de assinar uma advertência a cada semana por denúncias de aluno, questionando o trabalho dele. Eu recorro, também, à ironia, minha arma, até então, secreta.          
Claudeko
Enviado por Claudeko em 15/04/2012
Reeditado em 25/08/2012
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sábado, 18 de agosto de 2012

A ARTE DE ESCREVER BEM ( Os mandamentos do escritor)



Texto

A ARTE DE ESCREVER BEM ( Os mandamentos do escritor)

Car­los Wil­li­an Lei­te |

Dando sequência à série de conselhos literários (ou mandamentos literários), publico nesta edição os ensinamentos de outros cinco escritores seminais: Machado de Assis, Marcel Proust, Gustave Flaubert, Henry Miller e Jorge Luis Borges. A compilação reúne excertos de textos publicados nos livros “Pensamentos e Reflexões de Machado de Assis”, “Contra Sainte-Beuve: Notas Sobre Crítica e Literatura”, de Marcel Proust, “Cartas Exemplares”, de Gustave Flaubert, “Henry Miller on Writing”. Os conselhos de Jorge Luis Borges foram publicados numa edição especial da revista L’Herne. A primeira parte dos mandamentos literários pode ser visto aqui: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3588094


1 — A primeira condição de quem escreve é não aborrecer.

(Machado de Assis)


2 — Para se ter talento é necessário estarmos convencidos de que o temos.

(Gustave Flaubert)


3 — Há somente uma maneira de escrever para todos, que é escrever sem pensar em ninguém. (Marcel Proust)



4 — Escreva primeiro e sempre. Pintura, música, amigos, cinema, tudo isso vem depois.

(Henry Miller)


5 — Evitar as cenas domésticas nos romances policiais; as cenas dramáticas nos diálogos



filosóficos.

(Jorge Luis Borges)


6 — Trabalhe de acordo com o programa, e não de acordo com o humor. Pare na hora prevista! (Henry Miller)



7 — Uma verdade claramente compreendida não pode ser escrita com sinceridade.

(Marcel Proust)


8 — Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução. (Machado de Assis)



9 — O autor na sua obra, deve ser como Deus no universo, presente em toda a parte, mas não visível em nenhuma. (Gustave Flaubert)



10 — Esqueça os livros que quer escrever. Pense apenas no que está escrevendo.

(Henry Miller)


11 — O que se deve exigir do escritor, antes de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço.

(Machado de Assis)


12 — Todo o talento de escrever não consiste senão na escolha das palavras.

(Gustave Flaubert)


13 — Mantenha-se humano! Veja pessoas, vá a lugares, beba, se sentir vontade.

(Henry Miller)


14 — Evite a vaidade, a modéstia, a pederastia, a falta de pederastia, o suicídio.

(Jorge Luis Borges)


15 — Um livro não deve nunca parecer-se com uma conversação nem responder ao desejo de agradar ou de desagradar.

(Marcel Proust)
Claudeko
Enviado por Claudeko em 08/04/2012
Reeditado em 08/04/2012
Código do texto: T3600636
Classificação de conteúdo: seguro


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sexta-feira, 17 de agosto de 2012


O MEC E A MUDANÇA NO ENSINO MÉDIO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor –Http://luizcarlosamorim.blogspot.com


O MEC – Ministério da Educação – está querendo, e não é de hoje, “fundir” as atuais treze disciplinas do ensino médio em apenas quatro “áreas”: ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática. Só que não definem, não esclarecem quais as matérias entram em cada uma das “áreas”. Será que na miscelânea não vai sobrar nada? Justificam a mudança com a desculpa de que as matérias que compõe o currículo atualmente estão muito “fragmentadas”. Penso que se dessem mais atenção à educação nacional, se investissem mais, o ensino estaria muito melhor.


A verdade é que o projeto de mudança voltou à baila depois que saiu o resultado do IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2011, nada bons, evidenciando a baixo nível da nossa educação pública. A mudança até poderia ser promissora, se tivéssemos um Ministério da Educação que funcionasse, que priorizasse o ensino no país. Mas ninguém acredita que a implantação do projeto seja pelo menos razoável, pois a educação brasileira está em franca decadência, para não dizer falência. Os professores não são bem pagos, nem sempre são qualificados, não são em número suficiente para atender o grande número de estudantes da escola pública, os espaços físicos nem sempre tem manutenção – existem escolas caindo aos pedaços, sendo até desativadas – e também falta equipamentos. Além disso, o tal projeto, segundo disse representante do MEC, necessitaria de período integral para ser eficaz. Se o país não dá conta de ensinar suas crianças em meio período, como vai conseguir em período integral? Seria muito bom, com certeza. Mas o “poder público” vai investir nisso? Até agora vem investindo cada vez menos.

Então a impressão que dá é que o ministro Mercandante – estamos bem, sai Haddad e entra Mercadante – quer “diminuir a dificuldade” de aprendizado dos estudantes do ensino médio e mascarar a falta de qualificação de alguns professores mal pagos e mal selecionados, para que seja feita uma boa prova do ENEM e, assim, os resultados passem a ser bons, e o governo possa gastar mais dinheiro em propaganda dizendo ao povo que a educação brasileira é modelo, que tudo vai bem e assim por diante.

O que precisamos é a valorização dos professores, mais qualificação, mais reconhecimento, mais respeito pela educação pelos donos do poder. Precisamos de mais escolas e mais professores, quando o que ocorre é o contrário: escolas sem condições de uso são parcialmente ou totalmente desativadas, obrigando as outras a diminuírem as horas de aula das turmas, pois não há outra alternativa senão aumentar os turnos, tendo que receber mais alunos.

Corremos o risco de, havendo mais essa mudança, termos um segundo grau reduzido a cursinho para fazer a prova do Enem. Precisamos nos mobilizar para que isso não aconteça.

sábado, 11 de agosto de 2012

O FALSO NÃO RESISTE AO TEMPO E NEM ÀS CIRCUNSTÂNCIAS ("Não condene a opinião do outro porque ela difere da sua. Vocês dois podem estar errados." — Dandemis)





Crônica

O FALSO NÃO RESISTE AO TEMPO E NEM ÀS CIRCUNSTÂNCIAS ("Não condene a opinião do outro porque ela difere da sua. Vocês dois podem estar errados." — Dandemis)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

         Eu queria entender por que em uma sala de aula, ou na igreja, ou ainda em uma reunião solene, quando apagam-se as luzes até as pessoas parecidas santa gritam e assobiam! Talvez sofram o síndrome da ema, enfiando a cabeça em um buraco e, por não está vendo o perigo, acha-se isenta do mesmo. Assim, procedem os internautas do mesmo espírito, tendo um perfil falso no Facebook, acham-se livres para dizer irresponsavelmente qualquer coisa. Na net, qualquer pessoa de má índole ameaça, xinga e diz asneiras mil com a segurança da máquina. Fazem coisas das quais se recusariam, à luz do dia. Por isso, talvez já disseram os sábios que "vindo a noite não se pode trabalhar". "À noite é que é a hora de dormir e quando as pessoas se embriagam." (I Ts 5:7 BV).
         Aconteceu-me que, achando no google uma imagem de Jesus apontando o dedo médio num gesto obsceno, coloquei-a na minha linha do tempo do Facebook, reproduzindo a intenção da imagem expressa, mostramdo a insatisfação de Jesus com os religiosos exploradores, abusadores da fé dos simples. Foi aí quando vários crentes transformaram-se em pessoas mundanas, desferindo seus desacatos, ameaças, e xingamentos, disseram até que eu era o próprio Demônio, por postar aquilo. Precisei acender a luz, ou melhor, apaguei aquela imagem do "Jesus irado", escurecedor de meu perfil. Não são todos os supostos alfabetizados bons de leitura. "Uma pessoa pura de coração vê virtude e pureza em tudo; mas uma pessoa cujo próprio coração é maligno e descrente, acha maldade em tudo, ..." (Tito 1:15-16 BV).
         A minha maior inquietação aqui é por que os crentes fanáticos precisam defender seu Deus, sem se importar em machucar o próximo de fé contrária! Quem é Deus de quem? Seria o adorador maior sobre o adorado?
         A pesar de o cemitério está cheio de gente bem intencionada, graças ao Deus verdadeiro, as boas intenções amenizam as consequências, assim como a palavra branda desvia o furor, e as trevas densas da noite natural e moral, e o anonimato na internet, auxiliado pela distância, desmascaram e/ou promovem a falsa santidade.
         É como disse o nobre poeta Joel de Sá: "Os exploradores da "fé" alheia estão comendo vivos os "fieis". E eu acrescentaria que eles também estão matando para estragar os que, por causa deles, tornaram-se ateus. 
Claudeko
Enviado por Claudeko em 07/04/2012
Reeditado em 25/05/2012
Código do texto: T3598934
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sábado, 4 de agosto de 2012

A ARTE DE ESCREVER BEM-Os mandamentos do escritor, segundo Nietzsche, Hemingway, Onetti e García Márquez



Texto

A ARTE DE ESCREVER BEM-Os mandamentos do escritor, segundo Nietzsche, Hemingway, Onetti e García Márquez

Car­los Wil­li­an Lei­te  |


Os chamados mandamentos literários existem desde o surgimento da escrita. Aristóteles e Shakespeare foram pródigos em ensinar, por meio de conselhos, como se tornar um grande escritor. Gustave Flaubert, James Joyce, Henry Miller e Anaïs Nin também deixaram suas versões. Nesta edição, publico uma compilação de conselhos literários (ou mandamentos literários) de quatro nomes fundamentais da literatura mundial dos últimos 150 anos: Friedrich Nietzsche, Ernest Hemingway, Juan Carlos Onetti e Gabriel García Már­quez. A compilação reúne ex­cer­tos de textos publicados na “The Paris Review”, na “Esqui­re” e no “The Observer”. Os con­selhos literários de Ernest Hemingway foram adaptados por ele do Star Copy Style, o manual de redação do Kansas City Star, onde Ernest He­min­gway começou sua carreira jornalística em 1917. A tradução é de Alfredo Bertunes.



1 — Mintam sempre. (Juan Carlos Onetti)

2 — Elimine toda palavra supérflua. (Ernest Hemingway)

3 — Uma coisa é uma história longa e outra é uma história alongada. (Gabriel García Márquez)

4 — Antes de segurar a caneta, é preciso saber exatamente como se expressaria de viva voz o que se tem que dizer. Escrever deve ser apenas uma imitação. (Friedrich Nietzsche)

5 — Não sacrifiquem a sinceridade literária por nada. Nem a política, nem o triunfo. Escrevam sempre para esse outro, silencioso e implacável, que levamos conosco e não é possível enganar. (Juan Carlos Onetti)

6 — Use frases curtas. Use parágrafos de abertura curtos. Use seu idioma de maneira vigorosa. (Ernest Hemingway)

7 — Não force o leitor a ler uma frase novamente para compreender seu sentido. (Gabriel García Márquez)

8 — O escritor está longe de possuir todos os meios do orador. Deve, pois, inspirar-se em uma forma de discurso expressiva. O resultado escrito, de qualquer modo, aparecerá mais apagado que seu modelo. (Friedrich Nietzsche)

9 — Não escrevam jamais pensando na crítica, nos amigos ou parentes, na doce noiva ou esposa. Nem sequer no leitor hipotético. (Juan Carlos Onetti)

10 — Evite o uso de adjetivos, especialmente os extravagantes, como “esplêndido”, “deslumbrante”, “grandioso”, “magnífico”, “suntuoso”. (Ernest Hemingway)

11 — Se você se aborrece escrevendo, o leitor se aborrece lendo. (Gabriel García Márquez)

12 — A riqueza da vida se traduz na riqueza dos gestos. É preciso aprender a considerar tudo como um gesto: a longitude e a pausa das frases, a pontuação, as respirações; também a escolha das palavras e a sucessão dos argumentos. (Friedrich Nietzsche)

13 — Não se limitem a ler os livros já consagrados. Proust e Joyce foram  depreciados quando mostraram o nariz. Hoje são gênios. (Juan Carlos Onetti)

14 — O final de uma história deve ser escrito quando você ainda estiver na metade. (Gabriel García Márquez)

15 — O tato do bom prosador na escolha de seus meios consiste em aproximar-se da poesia até roçá-la, mas sem ultrapassar jamais o limite que a separa. (Friedrich Nietzsche)

VEJA NA SEQUÊNCIA: http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/3600636
Claudeko
Enviado por Claudeko em 01/04/2012
Reeditado em 08/04/2012
Código do texto: T3588094
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