“A melhor visão é a intuição.” (Thomas Edison)

"O insight número um de qualquer bom administrador é a antecipação." (Pablo de Paula Bravin)

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MINHAS PÉROLAS

sexta-feira, 24 de março de 2017

INSIGHT (De Adulto a criança, tenho um pouco!)


Crônica

INSIGHT (De Adulto a criança, tenho um pouco!)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Hoje, É domingo, e eu com a segunda feira no rosto, agora cheio de demanda e sem a combinação de criatividade e disciplina. É ruptura com a escola! Eu aqui apenas em casa na dinâmica doméstica, pensando e alimentando o desejo de fazer as coisas de forma diferente, para fazer possíveis alterações que contribuem para uma vida melhor. Quero sem muito esforço! Claro! E garanto que antes do cumprimento do decreto dominical, ou melhor, o por-do-sol dominical, o meu espírito criativo ainda vai pegar fogo, e já estou preocupado, o feriado é mais para fazer alguma matemática e políticas internas, mas a fogo baixo, e ainda não me apareceu nada, talvez até quarta feira, eu possa ter algum "insight".
           Então, findando o domingo, já sinto a flutuação financeira, foi o preço da escolha. E apenas pude abordar superficialmente as necessidades emocionais, fui a um motel e comi uma pizza acompanhado. Sempre observando os limites do orçamento, mas só nisso, gastei R$ 100,00! Achei muito para o pouco que vi: só onde havia possibilidades interessantes para me divertir. Talvez isso possa fertilizar minha semana vindoura com um espírito novo. E que eu seja uma parte envolvida que sirva para unir em uma base colaborativa e alegre algo que possa ser lembrado com emoção, sem peso na consciência! De Adulto a criança tenho um pouco! Aceito colaborações não negativa, porque quando se autovitima, culpa-me pelo que supõe, assim vitimando-me sem se culpar!
           Mas, a minha reclamação no momento é que temos de pagar para tudo, mesmo que seja para fazer algo necessário. O estresse tira os INSIGHT e os encargos do lazer também.
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 29/10/2016
Reeditado em 24/03/2017
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sábado, 18 de março de 2017

REINVENÇÃO DE MIM (Valorização exagerada da exclusividade.)


Crônica

REINVENÇÃO DE MIM (Valorização exagerada da exclusividade.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade
            Hoje, se parece com uma sexta-feira, mas como veio rápido! Em meio a tantos feriados, não vi os dias ao longo do tempo. É, e a rotina serviu para testar a força dos meus relacionamentos. Sim, e o que garante a permanência desse anseio pelo o dia-a-dia é a constante reinvenção de mim mesmo, como se eu não fosse dominado pelo tempo. Então, Já que em todos os dias nasce um novo amor, aproveito esta abundância e versatilidade para reescrever a minha velha história. Eu posso ser dois ou um apenas. o tempo vai passar e misturar criatividade e sabedoria sem deixar vestígios, pois os vestígios são apenas do passado.
           Felicidade, eu estou esperando por você! Mas, quem se importaria com um professor "mordido de cobra", que se mutile evitando deixar que veneno circule ou que morra! Se quando um morre nasce outro em seu lugar funcional. A lei de Deus é perfeita por sua execução, mas humanamente imperfeita em sua funcionalidade. Por isso nasci assim, meio bobo!
           E em busca da perfeição estudei muitos anos, hoje só leio, diga se de passagem. Todavia, o que eu pensava de meus professores me fez a diferença, eles não foram maiores por que eu os respeitei, mas eu sou maior por que os obedeci.
           Deus é perfeito sim em Sua plenitude, porque não existe outro Deus para partilhar. E em Sua onipresença e expansibilidade não há espaço fora de Si para que olhe, senão para dentro de Si mesmo. Assim sendo, o egoísmo é o que de bom sobrou de Deus no homem. Valorização exagerada da exclusividade. Esse é meu problema.
             
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 28/10/2016

Reeditado em 18/03/2017
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sábado, 11 de março de 2017

PROMESSA (Quem promete e não cumpre é criminoso)


Crônica

PROMESSA (Quem promete e não cumpre é criminoso)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Eu procuro ver que minha atividade não é somente uma fonte de renda, mas que também contribui para a sociedade em que vivo. Posso até ser um professor, mas estou disseminando um conjunto de coisas que fazem o mundo ser o que é. Sei que tenho importância. E digam o que quiserem, não me deixarei levar por superficialidade. Então tenho tido dias favoráveis aos estudos e nas relações com superiores, por isso estou aproveitando o que posso.
           Sempre vivi de ESPERANÇA VAZIA, esta anestesia de otário! Planejamento bem escrito e divulgado sem execução é promessa vazia. Agora aprendi enganar a mim, deixando ecoar as promessas que me fizeram, talvez repetindo-as, venham a acontecer. Fiz promessas no começo deste ano, faço promessas para cada aula pretendida e comecei a marchar ano a dentro e já seria hora de estar em plena atividade nos setores que me propus movimentar. Sinto que nada acontece exatamente como prometido, quase tudo dar errado! Tenho que repensar meus projetos e fazer um realinhamento estratégico, em conjunto com pessoas queridas. Preciso de conselheiros bons, que me dê boas dicas para tomar decisões. Só não sei escolher direitinho pessoas experientes e leais. Quero crer e fazer como José Maria: "Ter amizade é uma coisa muito nobre, muito grande. Mas a amizade deve levar a ter atuações leais na vida, porque o amigo não pode ser um cúmplice. É-se cúmplice para cometer delitos, coisas vergonhosas. A amizade é para realizar, com outros, coisas boas a favor de outras pessoas. Se não, não é verdadeira amizade". Quem promete e não cumpre é mentiroso, bandido e rouba o tempo de esperança da outra pessoa, não é amigo.
           E aqui ainda na dúvida, se sou uma boa pessoa ou apenas um idiota a mais! Nesse caso, PREFIRO SER INFERIOR A VOCÊ DO QUE SER IGUAL.
Kllawdessy Ferreira 
E
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nviado por Kllawdessy Ferreira em 15/06/2009
Reeditado em 11/03/2017
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sexta-feira, 3 de março de 2017

JUSTIFICANDO MEU CAOS PROFISSIONAL (Meu problema sou eu.)


Crônica

JUSTIFICANDO MEU CAOS PROFISSIONAL (Meu problema sou eu.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Não é que sou um professor ruim, apenas me moldei pela maioria  para servir aos fracos por motivo de sobrevivência. "O caos é uma ordem por decifrar" (José Saramago).
            Hoje, depois de muitos distúrbios oníricos, à noite, eu acordo ALTAS HORAS para dar uma olhada profunda na minha vida. Estou ciente de que há uma irritante "MOSCA" no meu caminho, que está trazendo-me aborrecimentos (Como a mosca de Raul Seixas). Esta inimiga tem buscado a minha derrota a todo o custo. Esta perseguição intensa pode ser toda a carga de energia negativa liberada daqui de dentro para fora, na DIREÇÃO dos outros. TODAVIA, vou tratá-la com "cortesia", pois eu sou muito superior, mais do que aparento! Talvez esse indivíduo REDIMA-SE e RESOLVA recuperar o seu tempo de glória após cair em desgraça. Com a minha luta externa, ele será DEFINITIVAMENTE superado. MEU astral exige um estado de atenção que não pode ser menos do que o foco PRINCIPAL: meu eu. PORÉM, o meu excesso de perfeccionismo pode esticar o que seria simples. APESAR DE SER o fim do ciclo, eu preciso resolver ESTE "sloppiness", VOU PRECISAR DE mais tempo para ioga ou ginástica. Geralmente, ENFRENTAR dificuldades tende a ser extremamente positivo para OS RELACIONAMENTOS íntimos começarem a entrar nos eixos. "Adoro que me subestimem e não me invejem; ninguem sonha em TOMAR SURRA DE UM FRACO, nem ser CORNO PARA UM FEIO!" (Bárbaro).
            O crime não compensa! O pecado não compensa! BURRICE não compensa! PESSOAS que escolhem um estilo de vida perverso serão CAÇADAS e DESTRUÍDAS por Deus e pelos homens. Este dizer é áspero, mas é verdadeiro. A escolha é minha - se eu escolher seguir o coração ímpio que carrego ou os meus estranhos desejos em suas más versões, escolhi o caminho da dor e da morte. "A JUSTIÇA É UM TESOURO QUE O HOMEM DÁ PARA SUA FAMÍLIA PORQUE O LAR DE QUEM DESOBEDECE A DEUS É CHEIO DE DOR E TRISTEZA." (Pv 15:6 BV). 

Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 29/04/2009

Reeditado em 03/03/2017

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sábado, 25 de fevereiro de 2017

DESAPRENDENDO PARA VIVER (Na esperança de que as adversidades poderão ser bênçãos.)


Crônica

DESAPRENDENDO PARA VIVER (Na esperança de que as adversidades poderão ser bênçãos.) 

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Será por que o Diego De Moraes não continuou sendo professor no colégio Est. João Carneiro dos Santos? E o Sergio Gomes (Serginho) por onde anda? Como eu me sentia bem ao lado desses fenômenos, só vivendo e aprendendo, ou melhor, hoje, NA AUSÊNCIA, morrendo e aprendendo!!!! Agora vivo como o motorista de um carro novo, trilhando por caminhos que não são estradas, na beirada do rio, de repente bloqueado por grossas e altaneiras árvores que DE MANEIRA ALGUMA me deixam passar. Desço do veículo, olho e vejo que há outro carro atrás de mim, estou sendo mal seguido. AGORA será o meu fim nessa jornada em busca de lugar novo para ser feliz, nem para frente, nem para trás. Pois é, e até nesse momento, quem dera meus sonhos e previsões de que conseguiria grande evolução material e espiritual, só moléstias e decepções me trouxeram os anos e os esforços.
           É difícil largar os vícios, ainda mais quando alguém VICIADO lhe força mudar. NA minha FUTURA trajetória, não saberei o que fazer: Maldita as circunstâncias que me levam a uma APOSENTADORIA!
           Sobretudo, a cada dia é sinal de que algo excepcional vai acontecer NESTA minha vida: Só mais uma reunião forjando problemas falsos. Brechas na didática do professor antigo, QUE PRESERVA o tempo que a educação era respeitada, hoje existem fichas e mais fichas provando a desconfiança de todos que nos cercam, o medo deve impulsionar as ações e não o amor a causa. Eu não vejo outra forma de uma avaliação contínua, sem registrar a produção do aluno. Mas, Para não vistar cadernos, TEREI DE de fazer isto com os olhos fechados. PORQUE O SENTIDO DA VIDA É FECHAR OS OLHOS PARA MORRER! Porém, por que as coordenadoras ainda gostam de vistar os caderninhos de plano de aula do professor, ignorando a evolução tecnológica? Visto que governo paga os dois, um que faz outro cobra: Meritocracia bipolar, todos ganham. E assim a culpa fica sendo sempre do outro, diz a papelada. Ninguém é responsável para conformar-se em crescer sem derrubar os outros. Desse jeito, EU TAMBÉM NÃO consigo me levantar!
           "– O Senhor? – disse incrédulo o prefeito – O senhor construiu um  império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado! Eu pergunto:
– O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
– Isso eu posso responder – disse o homem com toda a calma: – Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO (Esse é um fragmento de uma história verídica, e refere-se a um grande industrial chamado… Valentin Tramontina, fundador das Indústrias Tramontina, que hoje tem 10 fábricas, 5.500 empregados, produz 24 milhões de unidades variadas por mês e exporta com marca própria para mais de 120 países – é a única empresa genuinamente brasileira nessa condição. A cidadezinha citada é Carlos Barbosa, e fica no interior do Rio Grande do Sul.)-Haroldo Wittitz: Editor and Publisher.
          Valentin Tramontina foi mandado embora do trabalho de porteiro do bordel por não saber ler, e o novo dono requintado trocou os "inadequados". Espero que o mês de julho me entenda. Muitos são do signo de Câncer Ou de Leão, sou Câncer. E outros recebem o nome de Julio ou juliana por nascer nas férias escolares. Aquelas robustas árvores impedindo minha passagem podem anunciar o fim de minha jornada, ou a de quem me persegue, mas não quero me aposenta ainda. Ou, POR QUE NÃO? Na esperança de que as adversidades poderão ser bênçãos! Mas, demora...!

Kllawdessy Ferreira


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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 25/02/2017

Reeditado em 25/02/2017

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sábado, 18 de fevereiro de 2017

OS RUÍDOS DA ESCOLA (Alivia momentaneamente, mas não é capaz de curar ou resolver os problemas.)


Texto

OS RUÍDOS DA ESCOLA (Alivia momentaneamente, mas não é capaz de curar ou resolver os problemas.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Nunca pensei sofrer tamanha perturbação, em época de segurança no trabalho, como tem acontecido na hora da aula. O problema é os que se cobrem com o manto de ajudador e prejudicam muito com SEU motivo aparentemente nobre. Dessa vez, o funcionário da prefeitura aparando a grama do pátio escolar, com seu motor a gasolina rompendo todos os linites confortáveis, ele usava um abafador de ruido nos ouvidos, passeando em frente da porta das salas na hora da aula e não nos deram uma proteção. Não se podia fazer nada, nem ler, nem falar, pois ele estava fazendo o trabalho dele E EXIGINDO RESPEITO.
           Que HARMONIA ADMINISTRATIVA É ESSA, em quanto a prefeitura e a  secretaria de educação se atrapalham? Em outra ocasião recente, Uma colega recebeu indenização por ter o carro danificado com pedras lançadas por aparador de grama no pátio da escola, onde se estacionam os carros dos funcionários e ficam misturados com alunos. Uma grama aparada é bonita, mas não é urgente, podia um pensador com princípios educacionais agendar o trabalho para o Sábado. já presenciei também na hora de minha aula, homens ligando a furadeira com um barulho infernal, fixando os ventiladores, atrapalhando até a quarta sala daquele pavilhão. Então o som de makita e de marteladas  é comum dentro da sala de aula, além do barulho das crianças que gostam da festa.
            A liderança da escola não pode dispensar os alunos nem nesses dias improdutivos. Por isso, enquanto não se pode adiar a poda da grama nem a reforma da instalação elétrica, eu continuo questionando o respeito ao nosso trabalho.  Quem manda não se importa em submeter as crianças e professores àqueles níveis deseducadores de ruído. Uma prova de que a educação não é prioridade de ninguém, é sim palco dos maquiadores de prestigio. Continuo não vendo virtude alguma quando um tem de prejudicar o outro só porque seu trabalho é "mais importante" e "urgente", mais do que uma tarde de aulas.
           Agora já são nove hora da noite e ainda estou com o barulho do tal motor na cabeça, certamente os alunos também, Não é para menos se ficamos um período todo expostos. Mas, o que ensinamos nas aulas não dura tanto tempo assim ecoando na cabeça dos alunos. E deveria...? Pois estes perturbadores também foram alunos, por pouco tempo, diga-se de passagem, mas foram. Todavia, quem se importa com o crescimento e a saúde dos outros? Querem fazer sua parte, mesmo que na maioria das vezes destruindo a contribuição social dos outros. Concorrência até nisso: não é promissora.
           Já que a educação não é prioridade de ninguém, eu sugiro que a gestão dispense os alunos até o aparador de grama barulhento, transgressor dos limites permitidos de decibéis, faça seu trabalho, que muitos consideram mais importante que estudar. Afinal ele é importante mesmo, dando uma boa aparência paliativa no que precisa ser melhorado em todos os aspectos. Alivia momentaneamente, mas não é capaz de curar ou resolver os problemas da Educação. 
         
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 18/02/2017

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sábado, 11 de fevereiro de 2017

As PRIMEIRAs SEMANAs DE AULA ("A falta de transparência resulta em desconfiança e um profundo sentimento de insegurança".Dalai Lama)


Crônica da vida escolar

As PRIMEIRAs SEMANAs DE AULA ("A falta de transparência resulta em desconfiança e um profundo sentimento de insegurança".Dalai Lama)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Na primeira semana de aula, aparecem alunos de muitos lugares, de muitos perfis porque a escola não seleciona quem entra ou sai, à vista disso enche as salas de gente, muitos deles nem tem plano de ser aluno, estão ali para se mostrar. Na data determinada pelo o calendário escolar, as aulas têm de começar, por isso, funcionam de qualquer jeito, pois o horário de aula não está pronto, chego a lecionar até três aulas de filosofia numa mesma turma na mesma semana. Mas, eu mereço porque sou pontual e assíduo! Porém, muitos desses visitantes dos primeiros dias querem só pegar a autorização da escola para adquirir o vale transporte e carteirinha de estudante, depois saem. Outros vêm fingindo de aluno para vigiar a namorada, até ganhar segurança de que a tal estará em lugar seguro ou só para dizer que ela tem um dono, logo não retornará mais. Outros ainda vão para a sala do terceiro ano, mesmo sabendo que foram reprovados no segundo: vai que cola! Eu já vi alguns alunos que "formaram", e outros que mudaram de escola, mas aparecem nos primeiros dias para matar a saudade dos colegas ou ostentar que foram matriculados no colégio militar ou em um outro particular. Em todas as minha aulas desse período temporão, aplico uma atividade genérica, sabendo que nem posso cobrar aprendizado, ai de mim se aplicar uma avaliação na segunda semana de aula! Por esses motivos, resta-me levar um lápis para acrescentar muitos nomes fantasmas nas listas provisórias de chamada, pois muitos que estão ali, nem foram devidamente matriculados.
           Já na segunda semana de aula,  começa o rodízio, aparecem os espertalhões, que aproveitaram para dormir um pouco mais. São conscientes do mau andamento das atividades escolares nesse início. Então levaram algumas faltas nas folhas improvisadas de chamada, mas nem se intimidaram, elas não os prejudicarão, são poucas de mais e leva um tempo para cadastrar as turmas no sistema informatizado. E isso não será feito até que os professores esquadrinhadores da harmonia mexam com alunos de todas as salas, remanejando-os para separar os conversadores dos conversadores, misturando-os com os "nerds", e alguns professores continuam pedindo as mudanças, mesmo percebendo que a medida não resolve nada. Eu até me dobraria em elogios se as turmas fossem compostas por série e idade. Não por comportamento. Se mudando de lugar mudasse o caráter do aluno, estaria valendo, mas não muda, apenas a fruta podre apodrece as outras. Podre e machucada pelo bullying, diga-se de passagem. 
           No início da terceira semana, quando o horário de aulas já está pronto, mudam-se as normas da modulação porque não podia daquele jeito, reprovou a Secretaria de Educação. Lá vai o diretor remodular todos os professores e então mais uma semana sem horário novamente. Confusão total. A mudança faz parte da estratégia das autoridades da educação, para manter a unidade dependente e apreensiva, "pisando em ovos". Se tem que mudar nunca se especializam em nada, essa é a ideia, a rotatividade não dar tempo para melhorar nada. Aí descobre-se que o quadro de professores não está completo, porém as turmas não podem ser liberadas mais cedo, e o circo pega fogo. Os veteranos se desdobram além do limite.
            Só no segundo mês, a poera vai baixando e uma boa porcentagem dos 200 dias letivos já foi para o ralo. E acho uma boa medida, se a primeira semana de aula, fosse aproveitada para fazer o horário das aulas, alunos providenciarem seus livros e uniforme, e a direção só desse o tiro para largada quando todos estivessem prontos para a competição. Assim a credibilidade aumentava. Infelizmente o que acontece todos os anos é o acobertamento das brechas com aulas não contabilizadas ou validando as infrutíferas, importando mais a quantidade, que tem a ver com a aparência; em detrimento a qualidade, que tem a ver com resultados. O bom seria, só convocasse os atletas para correr quando a pista estivesse pronta. Disse J.F. Leão: "A prática do trabalho em equipe com respeito, lealdade, generosidade, empatia, transparência, são fatores essenciais para uma conduta Ética e vencedora."    
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 11/02/2017

Reeditado em 11/02/2017
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