"O tempo é um ponto de vista. Velho é quem é um dia mais velho que a gente..." (Mario Quintana)

"Todos desejam viver muito tempo, mas ninguém quer ser velho." (Jonathan Swift)

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MINHAS PÉROLAS

sexta-feira, 16 de junho de 2017

COMUNHÃO COM O MUNDO (Quanto custa uma boa companhia?)


Crônica

COMUNHÃO COM O MUNDO (Quanto custa uma boa companhia?)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Hoje, estou começando a me preparar para o final de semana prolongado. Espero conhecer alguém bem interessante nestes dias que virão. Estou saindo da toca. Mesmo que eu prefira vivenciar discretamente minhas experiências, tenho que refletir sobre como direcionar meu talento para realizações individuais grandiosas e indutoras de autoconhecimento. Estou pronto para captar as tendências e ajudar as pessoas a se sentirem acolhidas e valorizadas. Noites de beleza, encontros e entendimentos. Quem me convidará?
            Assim, o fim de semana começará abrindo comunhão com o mundo. Esta semana não foi um bom período para relacionamentos de amizade nem para atividades em grupo. Precisei de muita paciência e manter cautela para evitar desentendimentos desnecessários e desgastes sociais, estive distante de mim mesmo. Agora estou dando maior importância aos prazeres repositores de vida. Já percebo um refinamento em meus gostos, pois busco opções de lazer caras, porém sem perder a atenção aos gastos. Talvez assim mesmo, eu esteja valorizando o meu poder de sedução no meio social, estou me preferindo a novas experiências compradas com dinheiro, elas têm mais qualidade, pois virão de profissionais. É só um momento de conquista... e busca de autoafirmação para me sentir mais eu. Ah! Você acredita que dinheiro não traz felicidade...! Eu acho que pode comprar tudo que o amor pode dar!
           Uma coisa é certa, esse é o segredo para manter pessoas práticas e diligentes próximas de mim, pois preciso muito desse tipo de pessoa. Já tentei muito em cultivar amizade com quem pode construir algo de valor e que tenha tudo a ver com minhas crenças. Sempre quis conexões fortes. Todavia foram as pessoa compradas que sempre me trouxeram alegria, então vou valorizar sempre também quem me valoriza. Sei que as pessoas estarão se vendendo e uma boa oferta fará fluir bem o lazer, porque só se trabalha por dinheiro. O universo está ao meu lado neste feriadão. Espero que tudo dê certo.
Kllawdessy Ferreira
Enviado por Kllawdessy Ferreira em 01/11/2016

Reeditado em 16/06/2017
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sábado, 10 de junho de 2017

ENFADADO, ABORRECIDO E ENFASTIADO DE TUDO ("Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada" — Clarice Lispector)


Crônica

ENFADADO, ABORRECIDO E ENFASTIADO DE TUDO ("Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada" — Clarice Lispector)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Hoje, ainda é terça feira, todavia tenho de lhe dizer sobre os insetos parasitas rastejantes na minha pele, senti-me rodeado de problemas. Os oponentes fizeram-me desconfortável. Meu cheiro os atraiu. Fui bastante espontâneo com as pessoas, porém ter como inimigo os "deuses da guerra" não é para estar confortável mesmo. Agora tranco-me, pois está tudo vermelho ao meu redor! Nesse momento minha vida social fica mais intensa, até porque eu me abro alegremente às oportunidades de competição. E saiba que tenho toda proteção corajosa possível. Mas, quem quer unir forças comigo? Só amigo de verdade!
            Na verdade, estou em um dia triste, amarrado de corda, minha alma está procurando uma saída, cura e subsídio. Ou melhor, estou numa crise existencial, doença do espírito e preciso dos medicamentos corretos. Estes medicamentos podem ser um conselho, um amigo, uma mão estendida, enfim, podem ir além de coisas materiais e palpáveis. E até o Mario Quintana já falou por mim: "Não tenho vergonha de dizer que estou triste, Não dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez de se matarem, fazem poemas: Estou triste por que vocês são burros e feios E não morrem nunca..." Não queria ofendê-los, é que meu senso de individualidade está bastante elevado! Mas, não vou ainda me descuidar dos interesses coletivos e quero me mostrar colaborativo. Venha você me ajudar desatar alguns nós...
           É que hoje, já comecei o dia meio melancólico e acho que o atravessarei assim, porque estou muito sensível, posso perder o humor facilmente. Preciso de atenção redobrada antes de fechar qualquer negócio. Mas, não vou ficar lamentando, aqui, as evidências de estranhamento com as atividades que atualmente estou empreendendo profissionalmente. Os arroubos se somam ao prazer da conquista, criando um ambiente atribulado no trabalho. Como posso saber a hora certa de parar, descansar, respeitar meu corpo e minha vida?
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 01/11/2016
Reeditado em 10/06/2017
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sexta-feira, 2 de junho de 2017

SACRIFÍCIO SEM VALOR ("O mar, o azul, o sábado, liguei pro céu mas dava sempre ocupado" — Paulo Leminski)


Crônica

SACRIFÍCIO SEM VALOR ("O mar, o azul, o sábado, liguei pro céu mas dava sempre ocupado" — Paulo Leminski)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Hoje ...Ah sim! Já estivera melhor em outros Sábados, mas neste estou andando como caranguejo, olhando para trás. Foi uma semana cansativa, e, acima de tudo, imagina ir para a cama às três da madrugada, digitando nota de aluno como uma obrigação do trabalho: o conselho de classe para expor notas é agora pela manhã. Experiência insana, se o uso da produção é urgente, a entrega de boletins não, deviam esperar o fim derradeiro respeitando a dinâmica! Trabalho não criativo, diga-se de passagem, nos atrofia! Estou sem nenhuma condição de estabelecer conversa que fortaleça algum dos laços respeitáveis, podendo apenas aumentar as diferenças. Ouvir o outro nesse momento não será um aprendizado, estou incapaz de compreender as expectativas do contexto. Assim, se faz um homem na linha de montagem. No sábado letivo, não posso ir trabalhar, meu corpo cansado pede uma cama quentinha, colinho e proteção. Tanto que preferi os perigos da má reputação e todas as broncas da coordenadora. Vão cortar meu ponto do dia em que eu estava exatamente exausto do meu trabalho em hora extra. Você não se esforça tanto assim, né?!
           Geralmente, meus sábados são em ritmo de festa! Vou sair e me diverti, não neste. Não posso deixar de cumprir as obrigações em detrimentos dos prazeres. Apenas estou cuidando para não me envolver em disputas movido por uma cobiça cega e com certeza não irei passar os limites de minha liberdade e nem da liberdade dos outros. Provavelmente, se alguém me convidar para uma nova tarefa, ou começar uma atividade estimulante eu confiarei em meu potencial e não fugirei jamais de uma boa oportunidade de trabalhar mesmo que sacrifique o Sábado. Mas, conselho de classe, poupem-me!
           Agora me encontro aqui, escrevendo esta justificativa aos lamentos, lutando por autonomia, todavia muito cansado, não tem jeito, considerando a hierarquia, continuo dependendo dos outros, tanto no íntimo como no profissional. Não tem como fugir disso, estou na equipe. Vou repor este dia, contribuindo com minha criatividade e sagacidade quem sabe, teremos conquistas importantes. Meu esforço, de agora, é procurar me associar a outras pessoas com talentos similares, pois as parcerias elevam as possibilidades de êxito. Pensando nisso e em férias...
            Como sinto falta de uma pessoa com verdadeiros sentimentos religiosos e uma boa formação cultural para ter um bom papo sobre a vida e filosofar sobre tudo! Conversar sobre os últimos acontecimentos e as perspectivas para o futuro próximo. Estou atento, porém sei que esse tipo de atenção que eu quero conquistar é muito difícil. Já fiz muitas tentativas e só me geraram discussões. Como posso mostrar minha independência, OBEDECENDO? Contudo, quero UM SÁBADO SÓ PARA MIM.
Kllawdessy Ferreira


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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 01/11/2016
Reeditado em 02/06/2017
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

VIDA DE ELEITOR (O amanhã chegou hoje, após a comoção do pleito político)


CRÔNICA

VIDA DE ELEITOR (O amanhã chegou hoje, após a comoção do pleito político)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Eleição de políticos profissionais, logo hoje, um dia muito importante para a cidadania. E eu vou empreender uma viajem arriscada, escolher um vereador que me represente por 4 anos, prefeito nem se fala! Na próxima, escolho o presidente! Estou acometido por uma ansiedade descomunal, pelo o desejo do fazer diferente. Não vou negar que é um bom dia para acomodações, mesmo que o desafio seja superar a dúvida. Preciso de um distanciamento emocional e muita frieza. Ainda que os interesses individuais falem mais alto, convém dispensar alguma atenção à coletividade, a fim de contribuir com a harmonia geral. diz o senso comum que não se pode perder o voto. Isso já vêm ocupando a minha mente: nada mais coerente do que votar em um ex-aluno, talvez ele aprendeu meus modos, pois confio em mim. Você não...? Ação invalidada!
            O amanhã chegou hoje, após a comoção do pleito político e o retornar da seção, sinto-me de alma lavada, cumpri o meu dever de procedência. Alguma perda pode ocorrer em minha vida, a ideia é de limpeza, pois o sabão leva restos de pele também. É uma dor necessária, ver quem eu apoio perder. Eu perdi meu voto! Como assim dizer, foi como se eu tivesse votado nulo, a urna eletrônica me ajudou, pois o mesário usou as digitais dele para abrir minha oportunidade, ou melhor, para desbloquear a urna para minha vez, por que os meus dedos não foram reconhecidos, então já que estou nulo eu anulei meu voto, pois também não tinha minhas digitais, quem escolhi para votar. Porém, num sentido mais amplo, é como se extraísse um dente podre e ficasse banguelo.
            Amanhã estarei mais maduro! Vou procurar extrair o melhor dessa fase, principalmente satisfação pela vida. Estou me certificando de que a pressão emocional não irá mesmo impedir o que precisa de apenas um impulso. Ainda que eu não precise de seu empurrãozinho...
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 01/11/2016
Reeditado em 26/05/2017
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domingo, 21 de maio de 2017

QUANDO (CIFA)Z, AJUDA OU ATRAPALHA? (Alguns bem intencionados também compartilham de minha postura de Cifa.)



Crônica

QUANDO (CIFA)Z, AJUDA OU ATRAPALHA? (Alguns bem intencionados também compartilham de minha postura de Cifa.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            O tempo passa, por isso passou rapidamente a sexta feira, como disse Nelson Rodrigues: "Sexta-feira é o dia em que a virtude prevarica".  E daqui, olhando para trás, vejo o outro lado de mim, junto aos meus inimigos vencidos. Ali também ficou minha musa, ainda que não me acompanhasse, está fazendo sinal de resistência ou simplesmente me mostrando o dedo do meio, talvez ficará por lá este fim de semana. Então, eu cá na solidão, do meu lado bom, procuro uma parceria que me ofereça a estrutura e a confiabilidade que tanto preciso para eu ser eu como um todo. Embora as preocupações tenham também de estar presente, há uma maturação importante associada à superação de dificuldades. Disse Aristóteles: "O homem solitário é uma besta ou um deus". Eu sou um deus besta! Gosto da solidão, ela me faz bem! Preciso de melhor concentração para agir com a vida diária de forma reconstituinte. Preciso de tempo para isso! Hoje não é meu dia de sofrer, é sábado, e não é você que vai fazer... Encontrei a mim mesmo!
            Hoje, eu queria dar mais atenção para quem eu amo e não me esquecer de investir em mim mesmo. Apenas me sobrou a faísca do egoísmo de querer pensar só em mim mesmo! Pois, não foi possível conciliar as duas coisas, então preciso desenvolver minhas habilidades e trazer à tona todo o meu potencial. Quem sabe, fazer um curso, ler mais para não deixar as oportunidades se perder só porque eu não tenho em meu currículo o mínimo necessário aos cargos que almejo. Eu estou consciente de meus limites e potencialidades. Todavia me rebelei por isso também, joguei fora a oportunidade de fazer a capacitação para os professores, oferecida pela secretaria de educação, só porque era sábado com cara de sexta feira. Então me justifiquei nas redes sociais, dizendo que todo mundo tem receita para o professor, como se ele fosse o culpado de todos os desarranjos da educação pública, mas ninguém tem, para o aluno. Se eles (alunos) soubessem ser aluno, não teria professor ruim! O que falta é o tal do aprender aprender. Alguns bem intencionados também compartilham de minha postura de Cifa.
           Todavia, mais antes não tivesse tirado um momento para profunda esta reflexão acerca das experiências profissionais. Alguma aresta está me impedindo de progredir em alguns casos. Inimigos me alcançaram! Quando vou amadurecer?!
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 31/10/2016
Reeditado em 21/05/2017
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domingo, 14 de maio de 2017

DESCANSO SABÁTICO SEM DEUS (Os funcionários de uma escola nunca serão profissionais se precisam ser vigiados como se faz a "trambiqueiros")



Crônica

DESCANSO SABÁTICO SEM DEUS (Os funcionários de uma escola nunca serão profissionais se precisam ser vigiados como se faz a "trambiqueiros")

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Hoje, amanheceu o sábado, dia do senhor, mas para o professor é "dia letivo", isto é, dia de trabalho. Não posso estragar a espiritualidade de ninguém com a minha espirituosidade, fui ser profissional, apesar de chegar atrasado. Embora tudo aponte para um período de convivência com a forte personalidade das pessoas mundanas e, portanto, gestão de conflitos, vi uma mãe brigando com a porteira servente porque o portão estava fechado, porém em vez de bater de frente e me envolver em disputas, vou buscar a unidade em prol de interesses comuns. Geralmente no sábado aparece alguém pedindo atenção e cuidado, que faz do mesmo um dia missionário. O que eu devo reconhecer e determinar, onde assumir a responsabilidade em relação aos outros, pode fazer valer a pena! E, da mesma forma, devo tomar cuidado para não exigir demais, nem de mim, nem dos outros. Não quero ser mais um de personalidade forte, intransigente... E não me venham, os mal intencionados, falar "fezes"!
            Hoje, mesmo estando em companhia dos colegas de trabalho e distante do meu aconchego, minha casa se revelou atraente e prazerosa, um oásis de descanso e diversão solitária. Normalmente não gosto deste ambiente doméstico, mas, pensando bem, trabalhando secularmente no sábado, como na agitação dos outros dias da semana, não faz a diferença. Todavia se um lar é pessoas se confraternizando, só posso usufruir dum lar desse jeito, no trabalho, sendo assim, o dia já está valendo, Não por muito tempo, e viva este sábado no esquecimento!
           Já no final do período matutino, recebemos a visita de um fiscal da Secretaria de Educação para verificar a realização dos trabalhos credenciadores do dia letivo. Por que os profissionais das unidades escolares precisam ser vigiados num dia como esse que tínhamos compromisso com as mães, pois era a comemoração de seu dia! Os funcionários de uma escola nunca serão profissionais de verdade, se precisam ser vigiados como se faz a "trambiqueiros". Bastam os beneficiados testemunharem. A avaliação ideal é feita por quem? Então disse uma Mãe que esteve presente, não daquelas "barraqueiras", mas Dona Leila Maria: "Hoje de manhã estive na festinha das mães, na escola João Pereira dos Santos, confesso que fiquei apaixonada pela organização dos gestores e professores em pleno sábado de manhã, fazendo festa para nós mães! Fiquei super feliz em saber que meu filho está numa escola muito boa, organizada; tem ordem. Devemos dar valor nas pessoas que fazem as coisas para gente com tanto carinho e atenção. Quero agradecer aqui imensamente Siderlândia Lauro, Edileusa Soares de Souza, Ronne Santos, Claudeci Andrade, senhor Ramiro, Wagner, Alba, Regina Célia Ribeiro e demais pessoal da escola João Pereira dos Santos, obrigado pela competência de vocês, estava tudo muito lindo e perfeito, sinto-me feliz em fazer parte dessa família, quem não foi perdeu, estava maravilhoso."
           É por essas e outras tantas razões que não precisamos ser vigiados, policiados, controlados, guardados e observados com desconfiança. Protejam-nos só dos marginais.
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 31/10/2016
Reeditado em 14/05/2017
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sexta-feira, 5 de maio de 2017

O FUTURO DO SISTEMA EDUCACIONAL PÚBLICO (Todo final de festa é triste.)



Crônica

O FUTURO DO SISTEMA EDUCACIONAL PÚBLICO (Todo final de festa é triste.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

             Em toda a reunião pedagógica, escuto piadinhas da direção da escola, dizendo que tem professor que dar aulas para "grupinho". Tomo isso como acusação e menos como orientação! Dou aula sim, em uma sala lotada "heterobjetivada", para quem quer. A diretora me condena, mas não me diz nada coerente e funcional sobre o que fazer. Gastar o tempo da aula, chamando a atenção dos carentes de atenção, não é tão promissor do que jogar os estudiosos contra os avessos, aqueles nos ajudarão a educar estes. Se coloco o aluno conversador e irreverente para fora, onde vão ficar? A coordenadora o faz assinar uma folha, lá, e ele retorna ainda para quela aula com mais sete demônios: revoltado e xingando as normas da escola, a coordenadora e o professor. Então prefiro continuar falando sem tal constrangimento, e convidar os que valorizam a minha aula para se sentar à frente, escutando-me bem. Porém, a diretora insiste em me condenar, será se os pais daqueles alunos bons me condenariam? E os pais do péssimos alunos, ali representados, diriam o quê? Estes, eu sei exatamente o que diriam, pois são os perturbadores, como já falei, carentes de atenção, irresponsáveis, que eu os ignoro no fundo da sala de aula, que reclamam, culpam seu professor por suas notas baixas e seu fracasso. Todavia há quem os escute, cúmplices, "direitos humanos". Quem dar esmola ao bêbado para embriagar-se é tão culpado, pela destruição dos bons costumes sociais, como o dito cuja destruidor de si mesmo.
           O método usado pela escola para não perder aluno, não é viável à estabilidade da Unidade Escolar, porque dói mais colocá-los para fora, me indispondo com eles, correndo riscos de morte,  por que são de fato marginais, desafiadores das normas sociais e da autoridade do professor. Digo marginais, baseado-me no fato de que roubam o tempo a oportunidade, violando o direito dos outros sem nenhum peso de consciência. A escola veste qualquer um com o seu uniforme, angariando volume em suas estatísticas ou pensando em lucro, mas enquanto delinquentes disfarçados de aluno agregam em número, destroem em qualidade. Aí somos obrigados a ministrar aulas para quem não quer, comprometendo e invalidando qualquer didática do melhor professor que seja.
            Hoje, já findando o domingo, e eu postando essa revoltante verdade e realidade da vida escolar em meu blog, certamente  esta semana vindoura será um banquete de caras estranhas e grotescas, bem como travessas vazias, terei desilusões por as quais eu já estou esperando. Um misto de alegria e tristeza já incha meu coração, sabemos que todo final de festa é triste. Trabalharei somente dois dias na semana, devido feriados e emendações de recesso, aos que não gostam de me ver feliz, fica esse aviso cósmico, não endureçam as convenções e as regras de engajamento por que uma criança chora muito quando lhe tiram o pirulito da boca. É um choro gritado e perturbador. Lidar com humor instável pode ser desgastante, e a ausência de diálogo agrava esta situação, mas vou dar o meu melhor para reverter esse quadro. Não quer vir ao meu banquete? "De todas as doenças do espírito humano, a fúria de dominar é a mais terrível"(Voltaire).
          Para sabermos o futuro do sistema educacional público é só acompanhar atentamente o que esta acontecendo à igreja e religião e, à família: Escárnio e moldura para programas humorísticos de sucesso. 

Kllawdessy Ferreira
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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 31/10/2016

Reeditado em 05/05/2017

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