"A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero." (Victor Hugo)

"Uma falsificação é impossível quando não se tem o modelo a falsificar." (Helena Blavatski)

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 28 de junho de 2014

QUEM RESPEITA TEM RESPEITO ("Uma alma sem respeito é uma morada em ruínas. Deve ser demolida para construir uma nova." — Código Samurai)


Crônica

QUEM RESPEITA TEM RESPEITO ("Uma alma sem respeito é uma morada em ruínas. Deve ser demolida para construir uma nova." — Código Samurai)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Relações desconfortáveis é fruto da falta de respeito de uma das partes ou das duas. Para confirmar essa proposição, verifiquei vários dicionários e fiquei bem ciente do que realmente é respeito ao próximo: Sentimento de reverência ou consideração; apreço que se tem por alguém ou alguma coisa; sentimento de apreensão; atitude de deferência ou obediência em relação a outrem ou a algo (leis); lado, ponto de vista por onde se encara alguma questão; relação, referência; justiça, direito, razão.
           Os alunos modernizados não se reconhecem, oprimem, intimidam, ameaçam e não sabem por que ficou para recuperação. Depois repete a dose no II bimestre. ...no futuro se encontram com o desespero crônico. "Quem ajuda o tolo terá de ajudá-lo novamente".
           PARA esses QUE ACHAM QUE ESTOU MENDIGANDO SEU RESPEITO E PIRRAÇAM, PERTURBANDO A AULA DOS QUE QUEREM, digo-lhes que obediência forçada não é virtude. Não quero merecer seu respeito, e nem poderia pretender se mesmos seus pais não o têm. Esta é a prova de que educação escolar não substitui a familiar; pelo contrário, a má formação familiar atrapalha a boa formação escolar. Afinal, o céu não é feito de respeitados, mas sim de respeitadores. Eu respeito as pessoas não porque elas merecem ou pelo que elas são, mas pelo que eu sou. Senão não respeitaria um mendigo, uma prostitua, um ladrão, um negro, um animal, um idoso, ou ainda um homossexual. Por outro lado, Por que o Lúcifer não pode respeitar a Deus, mesmo consciente de todo o Seu poder e Sua dignidade? Simplesmente porque o caráter dEle é demoníaco! Respeitar alguém é um dom Divino, pois O Criador de todas as coisas respeita Suas criaturas, embora até sejam as insignificantes aparentemente. Só os desrespeitadores merecem um deus desrespeitador criado por eles mesmos; de si para si! Por isso, posso contar com o respeito do verdadeiro Deus, isso me interessa e me é suficiente, pois essa relação conhecida e vivida faz de mim um respeitador com referencial.
          Um adolescente diz que respeita uma pessoa idosa, mas não quando ela é seu professor! Já pensaram se um adolescente fosse respeitado só pelo que produz? Será que não devo respeitá-lo por que não produz o esperado? As letras maiúsculas presentes neste texto é uma forma de mostrar respeito ao referido. Quem ignora o outro é menos que nada! O que eles não entendem é que jamais devo cometer o erro de exigir seu respeito com falta de respeito. Pois, sejam assim dados às suas vontades. Quanto mais leis, mais transgressão. "Só há amor quando não existe nenhuma autoridade." (Raul Seixas). Alunos não respeitam suas aulas e professores porque gostam de ser mal amados. Acostumados escravos não sabem o que fazer com a liberdade.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 31/03/2014
Reeditado em 24/06/2014
Código do texto: T4751525
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sábado, 21 de junho de 2014

O SISTEMA EDUCACIONAL NÃO É DE DEUS? (E estão penalizando o profeta ao invés das ursas. )



Crônica

O SISTEMA EDUCACIONAL NÃO É DE DEUS? (E estão penalizando o profeta ao invés das ursas. )

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Lendo a Bíblia Sagrada, II Rs 2:23–25, em princípio, pareceu-me que essa história não conquista a admiração de ninguém, e o comportamento dos personagens nem se parece muito com o dos atores das escolas atuais. Porém, afirmo que Eliseu é muito semelhante a um professor de nosso tempo, sacerdócio do bem, pois "nunca retrucou quando foi insultado; quando sofreu, não ameaçou para se vingar; deixou seu caso nas mãos de Deus, que sempre julga com justiça" (I Pd 2:23 BV). Todavia, o relato bíblico diz: "Eliseu saiu de Jericó e foi para Betel. Na estrada, encontrou-se com alguns meninos da cidade, que começaram a zombar dele, gritando: 'Olha o careca! Olha o careca!' Eliseu, olhando para trás, amaldiçoou os meninos em nome do Senhor. Imediatamente, duas ursas ferozes saíram do bosque e mataram quarenta e dois desses rapazinhos. Dali Eliseu foi para o monte Carmelo, e, por fim, voltou para Samaria." ( II Rs 2:23–25 BV). Pelo visto, a causa dos professores tem os mesmos propósitos, porte e urgência da do Eliseu: educação redentorista, por isso leva às consequências semelhantes. Eliseu era um professor, e o professor é um tipo de Eliseu, pelo menos nesse incidente. Ou não? Uma sala de aula tem quarenta dois jovens (42), "seguidores" para zombar, diga-se de passagem, com raras exceções; há centenas de professores calvos, barrigudos e velhos, apelidados por estas características negativas; se existissem os Smartphones naquela época, eu acredito que cada um estaria nesse "rolezinho elizaico" com o seu fone de ouvido conectado, evitando ouvir o eco dos sermões de Eliseu (boné de marca, chinelo de dedo, bermudão e camiseta cavada); resistindo a imposição da moral representada ali na pessoa do profeta, rejeitada com a gritaria da socialização. Mas, parece-me, também, que as desigualdades atravessaram os séculos e chegaram até nós, pois os aparentes despropósitos divinos, isto é, por Deus não tomar medida alguma imediatamente contra os criminosos que xingam, agridem, ferem e matam os professores, só se agrava o requinte. Meu magistério parece não ser de Deus, pois tantas vezes já pedi-Lhe que me tirasse de situações tais, e nada foi feito, ursas nenhuma saíram de bosque algum para se alimentar dos que me fazem sentir revolta ao invés de amor. E Acho que a educação escolar não é de Deus nem do Diabo, pois quem não se compadece com o fracasso de sua causa? É somente cobiça humana. Uns poucos agindo apenas com a indiferença dos políticos brasileiros, também ajudados pelos deuses da luxúria, porque sua justiça é lenta e desprotegedora!
           Os jovens zombadores de hoje são portadores de TDH – como dizem? {http://tdhbrasil.org/site/index.php}. Coitados! Deus algum não poderia cometer tamanha injustiça, punindo-os, se eles não têm culpa de serem cruéis e não valorizarem o que os educadores querem lhes ensinar. Quem tem desvio de caráter são os professores que não os compreendem. O inverso também deve ser válido, quando eles amaldiçoam um de seus professores, as ursas devoram-no imediatamente: no mínimo, é afastados do cargo mesmo que seja por qualquer deslise de pouca importância, facilmente será substituído. Mas, sua ausência no trabalho importa sim, só quando a categoria faz greve por melhoria salarial. Será se precisamos perguntar por que não há mais quem queira fazer um curso de licenciatura para dar aulas. As faculdades já não selecionam mais, matriculam qualquer um!
           Eu, mesmo assim, ainda acredito no Deus de Eliseu e também acredito no Relato bíblico como inspirado, portanto queria saber qual foi o trato das autoridades da cidade e dos pais daqueles jovens depois da vingança divina. Porque se fosse hoje, eu saberia: Eliseu jamais voltaria para Samaria. Atualmente penalizam o profeta ao invés das ursas! Só o professor é culpado por tudo que ocorre na comunidade escolar!
           Com quem Deus, no caso de Eliseu, está sendo injusto: Os jovens, Eliseu, as ursas, os pais e autoridades da cidade? Explica André Sanchez: "Assim, esses jovens não foram mortos por Deus porque chamaram Eliseu de calvo, mas como fruto de suas ações malignas e covardes diante de um servo de Deus. Assim, não houve injustiça alguma da parte de Deus." 
http://www.esbocandoideias.com/2013/03/deus-matou-42-jovens-so-porque-chamaram-o-profeta-eliseu-de-careca.html (acessado em 21/06/2014).
           Então hoje, no caso dos professores, não está havendo injustiça alguma? Eu amaldiçoo, como o profeta Eliseu fez, os desrespeitadores de professor em nome do Senhor de minha missão. Aí, amaldiçoado serei por amaldiçoar: do espeto, cai na brasa!
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 29/03/2014
Reeditado em 21/06/2014
Código do texto: T4748206
Classificação de conteúdo: seguro

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sábado, 14 de junho de 2014

ENTREVISTA COM O PROFESSOR CLAUDECI FERREIRA - Por William Correia (Acadêmico de Jornalismo - PUC-Goiás)



Entrevista

ENTREVISTA COM O PROFESSOR CLAUDECI FERREIRA - Por William Correia (Acadêmico de Jornalismo - PUC-Goiás)

William Correia (1). O senhor sempre foi um crítico da burocracia do sistema de educação pública, especialmente quanto à desorganização das instituições responsáveis – como no caso das secretarias municipais e também do estado –, passando pela “ditadura” instaurada através das coordenadorias e diretorias das unidades de ensino. O senhor acha possível as escolas e colégios se reformularem, adotando uma postura mais específica, independente das normas dos órgãos superiores do estado e dos municípios? Que tipo de mudanças, por exemplo, o senhor sugeriria na unidade estadual de ensino onde atua?


CLAUDECI FERREIRA (1): Primeiro, acho que confundem modismo com restauração.  As entidades tradicionais como: família, igreja e escola, estão fracassadas e suas formas não se encaixam mais na medida atual, então só reformar não vai resolver. Tem-se que inventar, não a partir do zero, algo que beneficie a sociedade com o mesmo que justificava a existência dessas entidades, mas agora aproveitando os modelos novos que a própria sociedade propõe para remodelar os padrões estruturais e curriculares que devem ser contemplados. Falando mais particularmente de minha área: educação. Este sistema educacional, do jeito que está, não tem mais utilidade para a sociedade, quando vemos os jogadores, funkeiros e até presidentes  e deputados  se dando muito bem na vida, ganhando muito dinheiro e fama, com apenas o Ensino Médio, formação acadêmica precária. A escola tem que ser seletiva, e a sociedade endossará isso vomitando alunos desrespeitadores sevados por ilusórios subornos do governo. O regime de ditadura sem causa que reina ainda hoje na escola é fruto da insegurança de seus atores por ter a certeza do não cumprimento de seus deveres, por impossibilidades mil,  estando embebidos no faz de conta elaborado para atingir altos índices documentados e sem educação. Os filhos dos ditos professores estaduais estudam na rede particular. A falsa ética impõe esse comportamento.



William Correia (2). Na internet, o senhor mantém um blog denominado de “Crônicas da Vida Escolar”, onde relata diversas experiências e situações inusitadas vivenciadas no seu dia-a-dia como professor. A forma cômica e sarcástica com que trata os relatos, já gerou desavenças com alunos, membros da cúpula administrativa e também com parceiros de profissão nos colégios onde trabalha/trabalhou. Apesar de tudo, o senhor nunca mudou sua postura e continua colecionando desafetos por aí. Como se sente causando tanto impacto e dividindo opiniões no meio acadêmico? E como analisa essa dissensão que existe hoje entre a classe dos trabalhadores em educação no estado de Goiás?



CLAUDECI FERREIRA (2): Apesar dos dessabores, sinto-me útil e justifico minha atuação e insistência com cada relato sincero e real que posto em meu Blog. Aqui reproduzo o que escrevi na capa do blog: MEU BLOG DE EXPERIÊNCIAS RELATÁVEIS. TALVEZ AJUDE ALGUÉM, SENÃO, PELO MENOS, PARA DIZER COMO NÃO FAZER, COMO NÃO SER E COMO NÃO APRENDER. NINGUÉM PODE IMPEDIR QUE EU CONTE O QUE ACONTECEU COMIGO, APENAS TENHA CUIDADO PARA NÃO TROPEÇAR NAS COVAS PROFUNDAS DE MINHAS "PISADAS". Eu entendo por que os professores são uma categoria desunida, acho que é devido as muitas ameaças, tanto de colegas, de pais como de alunos, que os fazem se proteger uns dos outros. Também pelas humilhações que sofrem por parte de alunos que um tem vergonha do outro. Também a industria da fofoca dentro de cada unidade escolar que destrói a confiança uns nos outros por tantas vezes vítimas de delatamentos.



William Correia (3). Além da formação e pós-graduação em Língua Portuguesa, o senhor também é bacharel em Teologia, e já foi pastor em uma igreja evangélica. De que forma essa experiência influenciou o seu estilo como professor? E que condutas ou práticas de um líder religioso são aplicáveis em sala de aula?



CLAUDECI FERREIRA (3): Na verdade, eu tenho todas as credenciais tanto para ser pastor quanto professor, que são atividades um tanto semelhantes, porém o meu comportamento é ajustado à demanda do diferente público alvo. Aluno é como bode rebelde não quer ser orientado em sua maioria, e os irmãos de igreja são como ovelhas dóceis que procuram orientação. Então aqui cabe as palavras de Salomão: "Quem é sábio procura aprender, mas os tolos estão satisfeitos com sua própria ignorância (Pv 15:14). Nesse contexto, também, faço minhas as palavras do apóstolo Paulo quando diz que se fez de tudo para ganhar a todos. Assim vou levando e dançando como a música sugere.



William Correia (4). Na sua visão, hoje o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (SINTEGO) mais ajuda ou atrapalha na mediação das reivindicações da classe junto ao governo? E como o senhor avalia até aqui a gestão de Thiago Peixoto na Secretaria Estadual de Educação?



CLAUDECI FERREIRA (4): É, parece-me que, no nosso caso, SINTEGO e Secretário de Educação são aliados. O sindicato fomenta a paralisação e sabe exatamente a hora de desarticular e dissuadir o povo.  Eu costumo dizer que na educação é como no futebol, temos como técnicos aqueles que já não jogam mais nada. Os membros do Sindicato, em sua maioria, são professores desviados de função, coordenadores , gestores que perderam seus ideais junto ao alunado, aí ditam regras para os colegas, muitos têm que "puxar o saco" para manter-se nos cargos e na zona de conforto. E o pior, sabendo que estão sempre na corda bamba, estão sempre forçando a barra para continuarem em seus cargos. A gestão Peixoto foi ruim, e, infelizmente, ninguém fará melhor, um sistema desmantelado assim não funcioná com quem quer que seja.



William Correia (5). Mesmo com todas as dificuldades e barreiras enfrentadas na carreira, o senhor jamais desistiu de lecionar, mesmo tendo qualificações o suficiente para tentar sucesso em outras áreas. Quando surgiu a ideia de se tornar docente? E qual a principal razão de persistir na área até hoje?



CLAUDECI FERREIRA (5) : É como já falamos, eu sonhava ser pastor evangélico, mas por razões adversas e desilusões na igreja, vim, sem opção alguma, parar na educação, então não escolhi, fui escolhido, por isso respeito esta providência. Ou estou no magistério até hoje por pirraça, já tive muitos ideais, porém agora, só me resta, cumprir o destino; sina que me amarrou aqui, então estou  aguardando a aposentadoria como meta final. Gostaria que me entendesse com a seguinte ilustração: quando se nadou dois terços do rio não compensa voltar, para salvar a vida, deve-se prosseguir e aqui vou eu aos trancos e barrancos até o fim. E lembre-se enquanto os coordenadores tetarem controlar professores pelos caderninhos de planos de aula, e professores tentarem controlar alunos com "vistinhos" no caderno deles, e pelo medo das faltas e ameaças com prova extensivas, a educação nunca vai se consertar por que obediência forçada não é virtude. PARA MEUS ALUNOS QUE ACHAM QUE ESTOU MENDIGANDO SEU RESPEITO, sempre digo que obediência forçada não é virtude. Não quero merecer respeito deles,  e nem poderia pretender se nem mesmos seus pais não o têm. Que fossem respeitadores por convicção. Esta é a prova de que educação escolar não substitui a familiar. Afinal, o céu não é feito de respeitados, mas sim de respeitadores.



_________APÓS ENTREVISTA E A NOTA NA FACULDADE, OS AGRADECIMENTOS Por e-mail________

Claudeko, obrigadão por me ajudar aqui (mais uma vez). Este é um trabalho inicial, na verdade: "fase de testes". Agradeço o tempo que o senhor dedicou para responder os questionamentos. Entrevistei a pessoa  certa, sem dúvidas! Algumas respostas eu até previa, mas o senhor sempre surpreende. Sabe... me lembro com saudades das suas aulas e das nossas conversas informais. Te acho um excelente professor e melhor ainda como pessoa. Uma inspiração! A propósito, muito te devo por ter a oportunidade de estar galgando minha jornada hoje: foi a primeira pessoa que me deu um espaçosinho num jornal de Senador Canedo, para que eu pudesse registrar minhas ideias, tão imaturas quanto meu português da época, é verdade, mas que foram produzidas à base de esforço. Obrigado, de verdade, Claudeko! Qualquer dia passo aí, no JC, para lhe relatar minhas "Crônicas da Vida Universitária", rs. Abraços! William Correia
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 25/03/2014
Reeditado em 14/06/2014
Código do texto: T4743719
Classificação de conteúdo: seguro
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sábado, 7 de junho de 2014

O ORGULHO DE DEUS (Cá na academia, entre os estudados, quem é digno do orgulho de Deus? )


Crônica

O ORGULHO DE DEUS (Cá na academia, entre os estudados, quem é digno do orgulho de Deus? )

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Senti que uma estranha sensibilidade tomou conta de mim naquele momento ao olhar, mais uma vez, aquela aluna sempre bem trajada. Deixei que minhas emoções desequilibradas viessem à tona e tomassem conta de meu coração. Eu pretendia apenas elogiá-la pela sua forma de vestir comportadamente. Então, tomei a liberdade de lhe dirigir a palavra, mal comecei, aproximei-me dela e não sei, de fato, por que, mas comecei como quem não queria nada: — "Você é crente?" ELA ME RESPONDEU QUE ATÉ O DIABO ERA CRENTE. ENTÃO SENTI SAUDADES DO TEMPO QUE PARA OS CRISTÃOS O DIABO ERA SÓ INIMIGO, AGORA DEPOIS QUE INVENTARAM OS EVANGÉLICOS, O DIABO VIROU CRENTE! Por que a religião sempre se aproveita dos ingênuos? Nossa Senhora de Fátima apareceu para as crianças; os anjos apareceram para os pastores, sendo que o homem do campo pode até não ser assim tão ingênuo, mas com certeza é rude, simples e sem leitura, susceptível aos grandes golpes! As igrejas de garagem estão cheias de semianalfabetos explorados nos dízimos e ofertas. Enfim, aprendi que um golpista sempre tem por alvo o ignorante! Cá na academia, entre os estudados, quem é digno do orgulho de Deus?
           Os espertalhões!  Os que pensam que estão enganando o professor quando colam com técnicas avançadas; Os que por ciúmes não admitem que lhes ensine; Os que retem o lanche muitas vezes furando a fila da cozinha; Os que não ligam para as provas diagnósticas do governo para se vingar pela má qualidade do que lhe é fornecido gratuitamente; Os que vão à escola para fugir dos afazeres de casa e desestimular o professor, perguntando por que ele veio; Os que trazem seus pais à escola para perguntar ao professor porque o filho deles tirou aquela nota; Os que tomam emprestado o telefone "top de linha" da amiga para mostrar que está podendo e fica a aula todo com o fone auricular, entulhando os ouvidos de porcaria.  Este é o aluno destaque que o conselho de classe escolheu, e disfarça muito bem, pois tem notas altas. Não vou deixar que eles me reduzam em mero separador de brigas: é perigoso! A culpa é do Governo quando analisamos o que disse Abraham Lincoln: "Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios".
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 19/03/2014
Reeditado em 07/06/2014
Código do texto: T4735355
Classificação de conteúdo: seguro

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