"Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida." (Platão)

"A amizade e a lealdade residem numa identidade de almas raramente encontrada." (Epicuro)

Pesquisar neste blog ou na Web

MINHAS PÉROLAS

sábado, 22 de outubro de 2016

A OBSERVADORA ("Muitas coisas eu percebi com meu silêncio"—Taty Campos)


       
         
Crônica

A OBSERVADORA ("Muitas coisas eu percebi com meu silêncio"—Taty Campos)

Por Claudeci Ferreira de Andrade*

           Hoje, a minha noite começou normal, sem chuva, a Jéssica... apareceu-me, certamente já acabou, não é Jéssica? Pois é, e por aqui não há nada que me faça sentir melhor! Há só um vazio profundo, nessa escuridão densa cheia de pontos de luz, parece-me que não estou preparado para lidar com os desafios que ajudam a resolver o meu caos interior. Pois eu ainda preciso de um olhar mais atento a vislumbrar a oportunidade onde a maioria não vê, e esse diferencial vai me distinguir das pessoas comuns. Porém, as ofertas são restritas, e estou sem opção?! Se fico isolado, sou obrigado a ouvir meus próprios pensamentos. Se vou à reunião, sou obrigado a ouvir as opiniões dos outros, estratégico mesmo seria então ser menos reativo. De qualquer maneira, o encontro com alguém agradável é sempre uma boa possibilidade de melhora. Você me ouviu, em troca lhe dei algumas dicas de escrita. O Professor e a aluna verificando suas necessidades! Agora chove papel picado de sua janela em minha roça, ainda que continuo no meu caos, por certo o papel se derreterá facilmente na chuva! Mas, sou eu quem me derramo procurando, em você, os olhos da Amy Winehouse! Do outro lado, o meu maior adversário é a força de vontade que despertou em mim. E logo essa água todo vai entrar em ebulição e evaporar!
            "Quem tem o coração carregado de sofrimento e dor? Quem vive se metendo em brigas e confusões? Quem será sempre machucado? Quem está sempre com os olhos inchados?" (Pv 23:29 BV). Não são só os bêbados, mas também os embriagados de paixão, dançando na chuva! Cambaleantes no meio das trevas, em busca dos vaga-lumes de lampejos demorados. Sempre quis ter um homem forte em mim, e agora que me encontro encorajado, o amadurecimento vem me ensinando a ter mais e mais força. "É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela." (Friedrich Nietzsche). Por isso, digo como o apóstolo Paulo: "...quando estou fraco, então sou forte..." (2Cor 12:10 BV). Você não tem mais idade para brincar de esconde-esconde, eu vou lhe pegar. Infelizmente tenho que fazer minhas as palavras de Augusto Branco: "Receio estar vivendo num tempo em que para amar uma alma feminina terei de namorar um homem e que para demonstrar masculinidade terei de agir como mulher..."
Kllawdessy Ferreira

Comentários

Enviado por Kllawdessy Ferreira em 20/10/2016

Reeditado em 22/10/2016

Código do texto: T5797454 

Classificação de conteúdo: seguro



Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Claudeci Ferreira de Andrade,http://claudeko-claudeko.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A ESCOLA CONFESSIONAL DO INFERNO (A religião prestou ao amor um grande serviço, fazendo dele um pecado —Anatole France)



Crônica

A ESCOLA CONFESSIONAL DO INFERNO (A religião prestou ao amor um grande serviço, fazendo dele um pecado —Anatole France)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Lendo uns pensamentos de Machado de Assis, deparei-me com este: "Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento". Como se trata dos pilares de sustentação da sociedade, vou acrescentar a escola, parafraseando o grande literato brasileiro: Deus, para o crescimento intelectual do homem, inventou o ensinar. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir o ensinar com escola.

             Se essas entidades tradicionais desvirtuaram o princípio motivador do ideário divino, é bem merecido a falência. A prova de que Deus não está morto. O bem terá de vencer o mal, trazendo de volta o equilíbrio: destruindo o que contamina a religiosidade, a família e a escola. Apesar da exploração da fé, "Deus constrói o seu templo no nosso coração sobre as ruínas das igrejas e das religiões." (Ralph Waldo Emerson). E apesar do manto de moral que pressupõe a casamento, lembra-nos Luis Fernando Veríssimo: "Quando o casamento parecia a caminho de se tornar obsoleto, substituído pela coabitação sem nenhum significado maior, chegam os gays para acabar com essa pouca-vergonha." E apesar do sistema educacional inchado de especialistas para ensinar, o Immanuel Kant também escancara a realidade edeológica da escola:  "Por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias.
          Então, naquela aula de sociologia, eu falava sobre as classes sociais. Segundo Weber e Durkheim e os seus critérios de estratificação. Meus alunos estavam sentados como estátuas, quietinhos, todos olhando para mim, POR MEDO DA COORDENADORA. No final eu lhes perguntei alguma coisa pertinente ao que acabara de dizer. Ninguém me respondeu nada. Não sabiam! Do que valeu minha aula? Agora sou forçado a refletir em minhas aulas de inglês que assisti em toda a minha vida de estudante e hoje não sei nem o verbo "to be". Parece-me que as oficializações é o dedo do homem estragando o ideal.
            "Mas tudo acaba onde começou". "A religião começou quando o primeiro patife conheceu o primeiro tolo." (Voltaire). Sim, depois a religião criou o casamento e a escola. Ainda tem quem ousa dizer que as melhores escolas são as confessionais. Portanto, religião não se discute como diz Napoleão Bonaparte : "A religião é ótima para manter as pessoas caladas".
Kllawdessy Ferreira

Comentários

Enviado por Kllawdessy Ferreira em 13/10/2016

Reeditado em 13/10/2016

Código do texto: T5790572 

Classificação de conteúdo: seguro



Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Claudeci Ferreira de Andrade,http://claudeko-claudeko.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

ABAIXO AS HORAS EXTRAS FORÇADAS (Isso não entrou na reforma do Ensino Médio. )

       
 
Crônica

ABAIXO AS HORAS EXTRAS FORÇADAS (Isso não entrou na reforma do Ensino Médio. )

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Nesta minha profissão, entra semana e sai semana, e a rotina me consome depressa, ainda ousam chamá-la missão, sacerdócio ou educação. E meus chefes, quem me cobra serviço, coerente ou não com o objetivo geral, são chamados de colega! já estive melhor em outras reflexões, porém nesta, estou cansado demais para pensar, andando à caranguejo, olhando para trás e achando tudo normal. Inclusive explico por que esta semana foi mais cansativa, imagina ir dormir às três da madrugada, em dois dias úteis, digitando notas de aluno como uma obrigação do trabalho, não bastava ser só a média bimestral, e as quatros colunas ficassem só nos rascunhos do professor? Experiência insana, se o uso da produção não é urgente! Mas, minha colega que é coordenadora me cobra o fechamento em uma data rígida sob ameaça de me relatar ao diretor, e a cobrança é sem escrúpulo à vista de todos: "você ainda não lançou as notas!" E os outros colegas ficam felizes por não ser assim com eles: foram pontuais, anteciparam suas insônias. Porém podia ser com qualquer um se estivessem em meu lugar.
           Trabalho não criativo, diga-se de passagem, nos atrofia! Não priorizo, o final do ano ainda está longe. Mesmo assim, estou sem nenhuma condição de estabelecer conversa que fortaleça algum dos laços respeitáveis, podendo apenas aumentar as diferenças, este é meu aperfeiçoamento: retração.  Ouvir o outro nesse momento não será um aprendizado, estou incapaz de compreender as expectativas do contexto, tomado por raiva. Assim, se faz um homem na linha de montagem. Na quinta feira, não pude ir lecionar minhas aulas noturnas, meu corpo cansado pedia uma cama quentinha, colinho e proteção. Tanto que preferi os perigos da má reputação e todas as broncas da colega coordenadora a desmaiar no trabalho. Vão cortar meu ponto do dia no qual eu estava exatamente atendendo bem meu trabalho em hora extra. Você não é tão incoerente assim, é apenas desumano. né!
           A outra parte é boa: o preparar das aulas. Eu aprendo muito, refresco minha memória e treino minhas habilidades. Reclamo de ter aulas bem preparadas e mal conduzidas, pois dependo do público alvo, não selecionado por mim. E eu também não selecionado por ele.  Isso não entrou na reforma do Ensino Médio. O que diria Arthur Schopenhauer sobre receptividade dos doutores lecionando em salas de aulas do Ensino Fundamental e Médio do atual sistema educacional? Baseado-me em sua frase: "Uma pessoa de raros dons intelectuais, obrigada a fazer um trabalho apenas útil, é como um jarro valioso, com as mais lindas pinturas, usado como pote de cozinha." Eu diria que falta motivação para a boa formação continuada.
Kllawdessy Ferreira

Comentários

Enviado por Kllawdessy Ferreira em 01/10/2016
Reeditado em 04/10/2016
Código do texto: T5778020
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Claudeci Ferreira de Andrade,http://claudeko-claudeko.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.