"Torna-te aquilo que és." (Friedrich Nietzsche)

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 11 de junho de 2011

HOMOFOBIA É...("Estou sendo punido por ser homossexual", diz Jean Wyllys)


CRÔNICA

HOMOFOBIA É...("Estou sendo punido por ser homossexual", diz Jean Wyllys)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Quando "o cara" se nomeia ex-gay com ares de extrema felicidade, não é um homofóbico? No outro lado, vitorioso na liberdade pela mudança de gênero, o que deveria sentir um ex-hétero? Mas, nenhum gay se vangloria por ter deixado de ser hétero como uma libertação e vai à igreja e proclama isso aos ventos. Essa falta de alegria, não seria também homofobia?
          Eu conceituo homofobia como sinônimo de "egofobia" ou "medo dos iguais" – o "Novo Mal do Século" ou o "Bem do Século", sei lá! Qualquer expressão dessas favorece um lado, discriminando o outro.
          — Você quer ser gay? Não, Deus me livre! Então você é homofóbico. Porque, comumente, rejeita-se o imprestável, se isso não presta, "vírgula" (nem lixo não é lixo mais, é útil reciclar, e está na moda). Isto é discriminação também: recusar-se a "evoluir"? O que devo ensinar aos meus alunos quando o Kit Anti-homofobia chegar à escola? Sobre a felicidade de ser homossexual? Ou dizer-lhes que experimentem para ver se descobrem a sua verdadeira identidade sexual? A inclusão dessa matéria no programa da educação pública visa nos fazer acreditar e pensar sobre como o Estado se considera melhor educador das crianças do país do que seus próprios pais. Enquanto as famílias cristãs criam suas crianças pela Bíblia, nas escolas, terão de aprender que vieram dos macacos. Também são ensinadas as mentiras contraditórias do socialismo, do amor próprio, da liberdade de expressão, dos direitos do indivíduo, da proteção dos animais, dos partos, do progresso humano, da aprovação da relação homossexual, etc. Se há culpados nisso tudo, são os pais que abriram mão de educar seus filhos por medo de serem taxados de retrógrados. Então, o problema é da sociedade, assistindo a esse espetáculo de olhos bem regalados! Porém há quem diga: o problema deve ser meu, pois fico fazendo "tempestade em copo d'água", ou seja, "deturpando" as coisas, analisando-as demais! Então me perdoem os "politicamente corretos"; tudo em nome da boa convivência.
         E além do mais, alguns dos meus alunos chamam-me de "Velho tarado e safado"!Onde aprenderam desrespeitar os outros assim? São esses os "moderninhos" indecisos ou simplesmente os invejosos de minha heterossexualidade! Posso me vingar deles de outra forma: processando-os na justiça por danos morais, pedindo uma indenização alta? Que tipo de fobia é essa? Uns se utilizam do vitimismo:
"Estou sendo punido por ser homossexual", diz Jean Wyllys em bate-boca com relator. (http://oglobo.globo.com/brasil/estou-sendo-punido-por-ser-homossexual-diz-jean-wyllys-em-bate-boca-com-relator-20649379)
         "A vantagem de brincar com fogo é que se aprende a não se queimar." (Oscar Wilde).         
                 
Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 05/06/2011
Código do texto: T3015249

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Claudeci Ferreira de Andrade,http://claudeko-claudeko.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

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A FAGOCITOSE ESCOLAR (E a morte levar-me-á cruelmente, mas já muito tarde!)


CRÔNICA

A FAGOCITOSE ESCOLAR (E a morte levar-me-á cruelmente, mas já muito tarde!)

 Por Claudeci Ferreira de Andrade
     
           Pela ordem dos nomes, na lista de chamada, arbitrariamente, pensando eu que estava sendo justo, dividi o tal primeiro ano "A" em grupos de três alunos, dei a cada grupo uma regra de boa convivência na escola. Minha proposta, àquela aula de filosofia, pedia a eles que me esclarecessem melhor as vantagens por obedecê-la e as consequências por desrespeitá-la, exemplificando os argumentos e elaborando estratégias contra o bullying.
            Eles não se toleram, isso é atual, há tempo percebi,  e para não sair dos trilhos, desrespeitaram-se, uns aos outros, com maus-tratos, e a mim agrediram-me verbalmente, fizeram uma balbúrdia na classe. Eles queriam se escolher, segundo as "panelinhas" das fofocas! Resisti e prossegui. Posteriormente, no fim daquela aula, quando me entregaram os trabalhos escritos, eu estava desestimulado ao ler aquelas bobagens: agressores falando de decência e ordem social! Tive repugnância pelas incoerências retratadas. Depois de muito pensar, reconsiderei e usei de critérios brandos ao atribuir nota naqueles trabalhos, crendo na Palavra bíblica que diz: "a resposta branda desvia o furor". Queria ensinar-lhes lições de convivência com meu exemplo. Em parte, eu também estava me precavendo das represálias dos meus superiores. "O fraco rei faz fraca a forte gente." (Luis de Camões). E Mahatma Gandhi indiretamente justifica o pensamento camoniano: "O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte." Então, qualquer um pode concluir que não perdoar é explorar o seu trabalhador sem dó! 
           Aqui me lembrei quando eu era pastor de igreja, a missão dava-me um alvo de batizado a alcançar e, nas conferências, apresentava muitas pessoas, ao batismo, despreparadas só em busca do prestígio dos índices. Era um banho de alegria para todos! E não foi por isso que saí da igreja evidentemente, diga-se de passagem! Na escola, é semelhante, ganha-se por cabeça.
           Sempre estimo os leucócitos comedores dos vírus  e bactérias (fagocitose), numa missão suicida, para a saúde do organismo. Também é um bom exemplo de estratégia funcional no combate ao bullying e ao desrespeito, mas os ditos alunos jamais aprenderão esta lição, nunca estão dispostos a "andar a segunda milha", mesmo enquanto os sábios repetem sobre os trabalhadores que fazem apenas suas obrigações, taxando-os de inúteis! E aqueles, os meus alunos, são qualificados de quê? Não fazem nem suas obrigações de classe; quando fazem alguma coisa, depois de muita revolta, certamente foram subornados por nota e ainda questionam o valor de cada atividade para ver se lhes compensa.
           Eu já não sei mais responder, se as propostas de trabalhos na tal sala de aula resultam em aprendizagem técnica, por mais criativas que sejam as aulas, todos já estamos cansados. Perdeu-se o foco, por isso me atrevo a perguntar, lembrando que eles sempre copiam as respostas uns dos outros e colam: E qual professor não copia suas provas e atividades na internet?
           Ô Deus, não me deixe intoxicado! Não quero ser a fruta podre que envenena seus predadores. Mas, por último ser-lo-ei, e a morte, já experiente de fazer cobaias os meus inimigos, levar-me-á cruelmente, mas já muito tarde. O fracasso me enterra um pouco cada dia, por não ver prosperar o que faço, pois eles são muitos.
Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 05/06/2011
Código do texto: T3016362

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domingo, 5 de junho de 2011

UMA ANTOLOGIA DE APRENDIZ (Produções dos alunos do 9º ano, 2011 -Tal mestre tais discípulos)

ESTADO DE GOIÁS
PREFEITURA MUNICIPAL DE SENADOR CANEDO
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA
ESCOLA MUNICIPAL JOÃO PEREIRA DOS SANTOS
PRODUÇÕES DOS ALUNOS DO MELHOR 9º ANO NA HISTÓRIA DA ESCOLA MUNICIPAL JOÃO PEREIRA DOS SANTOS (2011), SOB ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA, CLAUDECI FERREIRA. TAL MESTRE TAIS DISCÍPULOS! 

MINHA ESCOLA
   
Por Tayná Alice

           No começo do ano de 2009, estudei em uma Escola que marcou demais minha vida, pois lá, eu tive bastantes amigos e inimigos, mas depois me matriculei em outra Escola, aí então, fiz várias amizades também; quando eu estava na Escola anterior, tirava notas ruins por causa das minhas amizades, eu me ligava demais a elas e esquecia de estudar, só vivia fora da sala de aula, não queria saber de nada, ganhei várias advertências e suspensões.
         Agora mudei completamente, descobri que meus amigos são diferentes. Hoje eu tiro notas boas e estudo numa Escola maravilhosa e nessa Escola temos excelentes Professores principalmente o de Português, ele explica bastante, organiza diversas atividades e só dá nota para o aluno realmente esforçado e por isso não tenho o que reclamar da Escola João Pereira dos Santos. Dizem que ela é modelo, eu acho. 

MEU AMBIENTE DE APRENDIZADO
Por Erick

             
          Na minha sala do 9º ano, é muito bom de estudar. Porque todos os alunos se divertem muito, lá está a Ingrid que tem a voz mais aguda, e os meninos pirraçam-na; ela fica com muita raiva, aponto de briga. 
          Têm também as loirinhas que nos motivam à diversão, quando acontecem algumas apresentações teatrais viram até artistas.
As apresentações avaliativas são constantes em nossas aulas de Língua Portuguesa, em que o Professor Claudeci valoriza os grupos que contam piadas e satirizam sobre as loiras, algumas não querem nem escutar as piadas, outras já começam a discutir e a classe vira aquela algazarra. A Nathália pergunta o que a gente tem contra as loiras, porque as piadas geralmente as difamam, então a Nathália acha que a gente quer falar mal dela, assume a carapuça. Ela não pensa que isso é só piada, por isso nós aproveitamos da situação e começamos implicá-la mais ainda, tudo vira risada que também é aprendizado.


DIFICULDADE FORTALECE

Por Lara de Moraes

          Como é bom ter uma boa nota na Escola, mas é muito difícil.
E mais difícil ainda de ter uma boa nota quando se mora longe da Escola no meio do mato tendo tantas coisas para fazer dentro e fora de casa.
          Quando chequei neste bairro parecia tudo muito bom morar num sítio de graça, ainda que em situação precária numa casa que nos primeiros 3 dias estava sem teto, foi colocado, mas quando chovia, tínhamos que tirar todos os móveis dos seus lugares.... Voltado a falar da Escola, minha turma é até suportável, mas muitas vezes me desligo da aula pensando no que pode acontecer com a minha família e pedindo a Deus que nos proteja, pois há um casal de velhos do sítio vizinho que já nos fizeram sofrer muito. Ficamos 43 dias sem energia, eles invadiram nossa casa mais de 10 vezes e nos xingaram de todos os nomes. E quando chamávamos a polícia os velhos invertiam toda a história e ainda saiam da delegacia como inocentes. Na última vez, eles disseram que iam nos processar por tentativa de homicídio.
          Quantas vezes, na Escola, quase chorei de tanta tristeza, pois ninguém dá lugar à justiça mesmo assim me esforço ao Máximo para ser uma boa aluna, parece fácil, mas é muito difícil, nem todos conseguirão, visto que muitos professores não conhecem de fato seus alunos e não os compreendem, mas quando eu olho para aquele boletim e vejo aquelas notas cobiçadas eu me sinto um pouco, só um pouco, mas consolada.
              
O CACHORRO VOLTA AO VÔMITO

Por Bruna de Araújo Silva

       Uma menina que saiu dessa Escola sem querer, falava que na outra Escola ela ia fazer um inferno.
       Quando ela começou a conhecer a sua nova Escola, ela achou legal, achou os professores maravilhosos, ai foi gostando da Escola cada vez mais, foi conhecendo as pessoas e cada dia mais e mais.
        Ainda que ela falasse para as amigas que gostava de sua escola atual,  porém não esquecia da sua ex-escola, Quando fazia esta comparação, percebia que esta Escola tava ficando muito chato e era muito rígido parecia Escola particular, e a Escola já tava ficando muito enjoada.
        Ela falava para a mãe dela que queria voltar, mas a mãe falava que não, até que sua mãe pegou o boletim e viu que as notas estavam baixas a mãe dela brigou com ela... Falou:
       — Você precisa melhorar as notas.
       Aí a amiga veio dormir na casa dela, e a mãe dela perguntou|:
       — Letícia como tão as suas notas, – e ela falou:
       — Estão baixas por que os professores não explicam direito.
       Aí, a mãe dela achou meio estranho.
        Um dia a coordenadora de disciplina assistiu a uma aula do professor de matemática, e disse:
        — Se o professor não explica bem você nunca vai entender.
        Então a menina falou para a mãe dela o que a coordenadora de disciplina falou-lhe. 
A mãe disse:
        — Você vai mudar de Escola, – e a menino ficou tão alegre que pulou de alegria.

       
A FRUSTRAÇÃO

Por Gleiciely Silva

          Minha amiga, “Papa Vistos,” viciada em nota, acordou, em certo dia, às 5h da manhã para fazer uma tarefa, exigida pelo professor de Língua Portuguesa. Achando que a tal tarefa valia visto, ela decidiu se dedicar ainda mais, fazendo-a com todo cuidado.
         Na Escola, no horário da aula de Português, a “Papa Vistos” levantou-se de sua carteira com longas passadas e um sorrisinho discreto no canto da boca, em direção à mesa do professor, levando a tão cuidada tarefa, esperando aquela generosa nota pela tarefa de Português. Mas, ela acabou se decepcionado, pois a tarefa que ela fizera com tanto esforço e cuidado não valia sequer um vistinho. Conversando paralelamente, não ouvira a comunicação de professor!
         Decepcionada, com a cabeça baixa, seus olhos azuis encheram-se de lágrimas; depois, a “Papa Vistos” desapontada, começou a dizer para todos que o professor não tem aqueles cabelinhos brancos à toa, que ele já estava passando da hora de se aposentar: “Velho Gagá”.
           Porém, findada toda essa confusão as coisas acabaram se ajeitando, e tudo voltou ao normal, e como já era de se esperar, a “Papa Vistos” continua correndo atrás de notas.


A ROTINA DA PAZ

 Por GABRIEL MARTINS RODRIQUES                   


   Nós, meninos da sala 9º ano, quase todos os dias jogamos bola, todos os dias é assim, quando bate a sino para nós entrarmos à escola para o início das aulas, deixamos a mochila na sala, vamos ao bebedouro e em seguida à sala dos professores para ver se faltou um deles. Se faltar um sequer, já pegamos a bola para jogar, sempre tentamos fazer times fortes, agressivos, e ter um jogo “ferroado”, que atacam bem, não tendo desvantagens para nenhum dos times.
           Ultimamente, pequei a mania de falar “é nós que manda”, nisto toda vez que encontramos outras salas no pátio, nós falamos que quem manda somos nós, e pegamos a bola deles, e eles grilam conosco e falam: —“Só porque vocês são do 9ºano, vocês acham que mandam aqui”. Então em seguida calçam os tênis e vão embora.
          Eu fiquei preocupado com isso, agora, para não dar discussão,  pego minha bola e trago com a autorização da Escola. Se a quadra está ocupada, vamos jogar em outro lugar. Paz entre nós.


DESASTRE TRANSFERIDO

Por WANDERSON

         Porque uma vendedora de laranjinhas não pode vender suas laranjinhas em paz? Ela não perturba ninguém!
         Como num dia qualquer, nós estávamos nos dirigindo à nossa sala, ela sempre sentada no mesmo lugar, nós cá com as mesmas aulas de sempre. Como dizem alguns professores ( no melhor 9º ano da história do João Pereira dos Santos) quando uma surpresa, “Boom” cadê a vendedora de “Laranjinhas”, acabou nosso sustento, mas como sempre temos que superar os desastres que acontecem, e a vida continua.
        O interessante é que para a vendedora de laranjinhas seu negócio era o sustento, e aí veio a tragédia: aconteceu que seu papai faleceu, e sua mãe eu não sei, só sei que a menina  estava sem seu melhor ponto de trabalho.
        A verdade foi que um dia por volta das 13h05min, um garoto qualquer, intruso na escola, pegou o cadeado do portão e jogou por cima da Escola, revolta dele, e por isso penalizaram a menina, proibiram-na, evitando aglomeração ali no portão, para não se repetir o ato infracional, com isso me proibiram indiretamente também de comprar  a famosa “Laranjinha" na hora do recreio, assim não dizendo, mas culpando todos os alunos. 


ARROZ PARALELO

Por ANDRÉIA NASCIMENTO DE MORAIS
                                       
          Como imaginar, dois meses de aula, início do ano de 2011, sentada em roda na grama da Escola, no intervalo de 15 minutos de liberdade, onde havia um prato de arroz, sobras do lanche, despercebido por ela. Não para comê-lo, mas como produto de limpeza. Deu-se que um indivíduo chegou fazendo sucesso com sua nova linha de produtos. Creio eu que a marca seria “O paralelo”. fazendo-me uma de suas freguesas, prostrou-se sobre a grama pegou o prato com arroz, metaforicamente um pote de hidratação, ergueu-lhe com todo o gosto, aproximou-se  mais um pouco de mim, e ali mesmo, com alguns centímetros de distância, exerceu sua profissão, uma chuva de arroz com cenoura  caiu sobre mim naquele instante. Ao invés de brilho, muita raiva! Fiquei pasmada sem conseguir falar nada, pois ainda estava no meio da hidratação e para finalizar seu trabalho, um  outro idiota jogou sobre mim as vasilhas sujas.
          Disposta a pagar pela hidratação, levantei-me como se alguém estivesse colocado em minha cabeça, uma bomba para explodir dentro de alguns segundos, dei alguns passos furiosos para frente, foi quando levantei as vistas e vi que o oficial de limpeza, ou melhor o imbecil era um aluno “especial”.
          Portanto tive que me conter com a raiva e o mau cheiro que ficou no uniforme em que estava usando. Acredito eu que se a coordenadora da Escola estivesse visto o que aquele aluno fez, teria me obrigado a agradecer àquele incrédulo sem reclamar, por que afinal de contas, não há nenhum oficial e nem profissional de limpeza que faça hidratação grátis, diria ela para mim, que eu era aluna premiada da Escola, a aluna duplamente sortuda de toda a história do João Pereira no Valéria Perillo, também porque sou do nono ano.


CELULAR COM MODERAÇÃO

Por LARA DE MORAES

          Nas Escolas, condenam o celular porque os alunos são exagerados e não sabem utilizar o telefone com responsabilidade, por isso os professores querem banir o uso do aparelho celular ali.
          Que tal entrarmos em um acordo? Os professores e funcionários escolares não devem condenar o uso do celular, pois se houver uma emergência em casa é preciso estar com o celular ligado, ou caso esteja voltando da Escola e seguida por alguém é preciso ter o celular em mãos para, se preciso, acionar a polícia. 
          Por parte dos alunos é preciso ter moderação e não usar o celular na hora da aula e não fazer ligações nesses momentos.
         Se todos nós colaboramos, teremos uma Escola melhor e mais produtiva, pois para tudo é preciso ter moderação.


A CRÔNICA 

Por BRUNO VIEIRA ALVES

           Na sexta feira 13, do ano passado, aconteceu algo estranho no Escola Municipal João Pereira dos Santos, o 8º ano “A” fez uma verdadeira bagunça.  Na 4ª aula, era a aula de Educação Física e o Professor faltou neste dia, então o Professor de História, o Vanderley, deu aula neste  horário, queríamos aula vaga. Aí os alunos viraram o capeta de tanta raiva desse professor, Nós daquele 8º ano fizemos a maior bagunça, e meus colegas foram reclamar na Secretaria com a Alba e responsáveis, mas não deu certo, voltaram para a sala fazer tarefa de História e no final não teve nem uma aula vaga e saímos da Escola revoltados.
           Depois na terça feira o Professor de Português Claudeci escreveu uma crônica, como se tivesse presenciado o acontecimento lamentável, que coisa maravilhosa, do podre tirou algo bom.  


GAROTO MALUCO DO 9º ANO


Por JHONATHAM         


          Bom, vou começar com o básico, eu mudei para esse setor já tem uns 5 meses e estou estudando na Escola João Pereira dos Santos. Até a hora do recreio é tranquilo, mas deu o primeiro sinal para o recreio, é uma correria de menino para cá  para lá, gritando, um saco, e o estranho é que tem garoto dos 8º anos que  entram na sala do 9ºano, e eu sou um garoto que não gosto muito de bagunça. Minha sala só tem 1 ventilador que por cima é ruim, não saio para o recreio, fico na sala e sofro um calor danado. Dar-me preguiça e acabo fazendo as coisas de qualquer jeito, eu duvido que alguém goste desta crônica, eu sei lá o que podem imaginar! Na hora do lanche então... Tayllor come 6 tigelas de lanche chorando. Fico observando besteiras! 



ESTUDAR NA ESCOLA QUE A MÃE TRABALHA

Por DANILA

          Vem ano e sai ano, ela não via tristeza porque todos os dias a sua mãe estava juntamente com ela, na hora do recreio lhe entregava o lanche.   Ao ir beber água, ela também via sua mãe. 
          Sempre no início do ano, ela dizia: — nesse bimestre vou tirar notas altas e apresentar para classe para não decepcionar minha mãe.
          É isso aí, por que é filha de funcionária. Cada bimestre que ia passando, as coisas iam mudando principalmente na matéria de Português, que ela tinha maior dificuldade. O compromisso com as aparências ia dando-lhe cada vez mais vontade de querer tirar notas, e o professor contribuía com sua metodologia bem sugestiva: — “Quem quiser aprender que fique dentro da sala, e os que não querem nada que saiam.” – Mas, ela queria aprender.
          Muitos certamente, na situação dela, sentiriam vergonha por sua mãe trabalhar na mesma Escola em que ela estudava, fazendo serviço simples.  Porém, pensariam errado a seu respeito, ela não sentia vergonha alguma, pois sua mãe estava trabalhando como a mãe de qualquer aluno, a única diferença era que a filha respeitava sua mãe.
          Estudar na mesma Escola que a mãe trabalha, fiquem sabendo. 
          —“E bom demais.” 
    
                   

O GAMBÁ NA ESCOLA
Por Layane Siva Cordeiro

           Certo dia na escola João Pereira dos Santos,local onde eu estudo aconteceu um fato surpreendente. Havia um estranho animal pequeno,com uma longa calda de cor escura. Algum tempo depois da descoberta do animal na escola, revelaram qual era a verdadeira identidade do pequenino.
           O "Gambá'' se encontrava no meio das pequenas flores, no gramado onde de vez em quando somos ''obrigados'' a passar a nossa aula de educação física. Foi um grande tumulto na escola, alunos e funcionários curiosos queriam ver como era o "estranho" animal.
            Ao longo do tumulto, o gambá se assusta e solta um terrível cheiro.  Todos que estavam a sua volta saem correndo e decidem não voltar mais ao lugar.
           Ao decorrer do dia, a diretoria chama os bombeiros para que retirem o pequeno animal dali.  Após a retirada do gambá de dentro da escola, tudo acabou voltando ao normal. Cada um se defende como pode!

         
              
O ROCK EM MINHA VIDA
                                              
Por  THAIS FONSECA DIAS


          O rock entrou em minha vida quando eu tinha uns 15 anos, e me mudou para melhor, antes eu era apenas mais uma na multidão, era uma pessoa triste procurando algo que me enchesse, parecia que estava faltando algo que me completasse, sentia-me diferente das pessoas e até do mundo, mas certo dia, conheci a pessoa que ia dar a força para minha alma, e ela me disse que tudo que procurava estava no Rock.
         Então comecei aprender com ela, mudei o meu guarda-roupa, comprei roupas que diziam o que eu era, e não o que as pessoas queriam que eu fosse. No começo, os meus amigos de Escola, de rua excluíam-me, falavam que eu estava muito estranha, até minha família não admitiu, disse que isso era satânico, mas eu não pensava assim.
         Todos podem ir para uma igreja, Deus não escolhe estilo, mas sim coração, ainda assim, continuei lutando pelo o que me deixa feliz e não importa o que os amigos de Escola pensam, e o que a sociedade também, porque hoje estou feliz, não por ter conhecido o Rock mais por ter encontrado minha alma.


O PROFESSOR QUE ADORA CACHORRO

Por SCARLET MONIQUE

            Na escola onde eu estudo, tem um grande Professor que gosta de cachorros, e só eu já lhe dei uns 10 cachorros, todas fêmeas, e todos os meus colegas perguntam, o porquê dele, meu Professor, só gostar de cachorras?
E eu sem respostas.
          Logo falo: — não sei, pergunte a ele. E eles ainda perguntam: — O que ele tem contra os machos? E eu logo digo: — É que se ele tiver cachorro macho, e as fêmeas estiverem no cio darão muitos cachorros, pelo menos eu acho que é isso. E de repente num dia desses, fiquei sabendo, ele arrumou outra cachorra.
          Pois é uma História muito engraçada: Professor que gosta de cachorras e não quer ter filhote.  
     

A LARANJINHA DO SUSTENTO

Por SYNDEW

             Ao redor da cantina onde pegamos o lanche, ficava uma vendedora de laranjinha.
             Mais uma vez na escola, como todos os alunos estão acostumados, na hora do recreio, a saborear uma “laranjinha”, os alunos foram com seu dinheiro comprar, chegando lá se depararam com uma grande notícia que por sinal era ruim. Proibiram a venda de laranjinha, e os alunos indignados com aquilo, então foram defender os seus direitos de alunos. Como se já não bastassem as punições por causa das rebeldias, ainda nos deixaram sem a sobremesa que amamos tanto. Proclamaram-nos arrasados.
             Por causa de um ex-aluno que fez uma traquinagem, os atuais alunos tiveram que pagar, a direção está fazendo o seu papel, não quer saber quem é o culpado e quem não é, o importante é que a higiene escolar seja conservada, e os alunos tenham, pelo menos, um pouco de decência.
             Mas, o pior é que não ficamos tristes só por ficar sem a laranjinha, o porquê da menina que vivia desse sustento também não sabemos e como ficou sua situação.
   Assim continuaremos sem ela e a nossa querida sobre.

Por INGRID ALECRIM

"a dupla breganeja"

          Numa plena quarta-feira , nós tivemos três aulas vagas:  duas de geografia e uma de história. A paz reinava até a terceira aula, mas como já dizia aquele velho ditado:  "tudo que e bom dura pouco".  Então chegou a quarta aula, aquela aula infernal;  quando bateu o sino aqueles alunos, pareciam " cachorros famintos", mas ao inves de quererem comida, corriam atrás de uma bola de futebol. Porém, só foi  na última aula  que aconteceu a grande atração: a dinâmica  "dupla breganeja", as artistas:Sindew  e Gleiciely comecaram  com seu "showzinho", exclusivamente no nono ano , as músicas que estrearam,  naquela tarde, foram grandes sucessos como "fuscão preto" e " me apaixonei", quem passava por  ali , poderia confundir  aquela sala com um verdadeiro hospício , acho que foi a tarde mais longa  desse ano, eu já não aguentava mais quando finalmente a hora mais esperada chegou: "a hora de ir embora". Sempre me alegro nessa hora. 


Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 28/05/2011
Código do texto: T2999012

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Claudeci Ferreira de Andrade,http://claudeko-claudeko.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

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