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MINHAS PÉROLAS

sábado, 29 de agosto de 2015

A SEMENTE DAS TREVAS GERMINOU EM OUTRO LUGAR, BROTOU E SUBIU UMA ÁRVORE (E o fruto vai cair na cabeça de quem plantou!)




Crônica da vida escolar

A SEMENTE DAS TREVAS GERMINOU EM OUTRO LUGAR, BROTOU E SUBIU UMA ÁRVORE (E o fruto vai cair na cabeça de quem plantou!)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Já vi por muitas vezes, alunos fazerem abaixo assinado para se livrarem de professores indesejáveis, agora, professor recorrer do maldito instrumento para se livrar da turma insuportável é a primeira vez. Está achando ridículo? Então, tente imaginar as condições daquele sexto ano de quarenta e cinco alunos indisciplinados, com uma idade que varia dos dez aos dezessete anos, onde os mais velhos massacram os mais novos! O pior é que eu também o assinei para me livrar deles! E os costumados a colaborar, viciados nas vaquinhas para tudo, até para pagar a confecção do horário das aulas que a coordenadora não conseguiu fazer, não ofereceram resistência alguma para assinar, também, a petição. O desfecho não foi favorável, mas percebi que uma assinatura de um aluno "de menor" vale mais do que a de um professor pós-graduado, em se tratando de mudar a realidade da escola.
           Até então, eu acreditava na revolução dos docentes rumo à melhora do sistema educacional, contudo morreram todas as minhas crenças nisso. "É abominável quando a serva manda em sua senhora" (Prov. 30:23). Porém, por aqui, primeiro manda os alunos, depois os pais dos alunos, ... enfim, o caranguejo, numa macha à ré, vai disparado para o brejo, por que a vaca já não vai mais para lá. Alguém está usando o brejo só para lavar a égua.
           Não se tem dinheiro para nada na escola, as verbas não vieram, não prestaram as constas na data marcada, e condições melhoradas de trabalho nem se fala, é uma peleja, parece-me que essa deficiência nos enfraquece perante a comunidade. Nem o machismo, ou feminismo, ou o modismo somam forças suficientes para arrastar o carracismo da história educacional. O apagão, ou melhor, o "alunadão"  de todas as penumbras escurece os lugares que deviam está iluminados. Escola deveria ser lugar de estudante! Todavia, a verdade sempre aparece, e aqueles que semeiam a semente do mal devem fazer a colheita no inferno.
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 21/08/2015
Reeditado em 29/08/2015
Código do texto: T5354727
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sábado, 8 de agosto de 2015

EXTENSÃO DE CARGA HORÁRIA (Que Deus me perdoe, eu não queria que fosse assim. )



Crônica

EXTENSÃO DE CARGA HORÁRIA (Que Deus me perdoe, eu não queria que fosse assim. )

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Quando terminaram as férias de julho (2015), precisei fazer um complemento de minha carga horária em outra unidade escolar municipal. Sim, na unidade em que eu estivera sempre lotado com carga completa, não tive problema algum, bastaram me avisar que fechou uma turma, então eu já sabia onde ir: Secretaria de educação. Lá fui bem recebido, apesar da demora na sala de espera, contudo percebi que assumiram o problema, a auxiliar da Secretária de educação se esforçou o máximo para achar uma localidade para mim. Finalmente, recebi uma ordem de serviço me garantindo oito aulas de produção textual. De certa forma, eu estava feliz, até que me deparei com o verdadeiro problema, cheguei onde me mandava o documento: Sorrisos para cá e sorrisos para lá, aperta a mão aqui e ali, mas a Professora de quem tirei as aulas visivelmente triste e abatida se vigará, nunca mais posso contar com ela ali naquela unidade escolar, e não devo esperar elogios dela. Diminuiu seu salário por minha causa. Será mais uma para "puxar meu tapete". 
           E o problema foi se avolumando, vi uma grande barreira quando o diretor e sua secretária local expuseram a tamanha dificuldade para mudar o horário das aulas, senti-me disforme e incaixável. Por um instante, juro que pensei sair correndo dali e voltar à secretaria para abandonar aquelas aulas, terminar o ano com carga mínima. Por último, depois de sentirem meu constrangimento, sugeriram que eu pegassem carga completa ali, o que não evitaria a confecção de novo horário das aulas: confusão alegada. Só não conseguiram me impedir de perceber que era um contratempo gerado pelo o egoísmo demasiado, pois nem se importaram com as dificuldades na confecção do horário da outra unidade escolar, da minha modulação de origem, no caso de ter que me substituir se decidisse sair de lá. Queriam de imediato meus dias disponíveis como se dependesse somente disto para destravar o sistema.  A essa altura, eu não estava mais raciocinando direito, ensurdecido pelo "iixiiii" da auxiliar de secretaria que, escutando a conversa, não me simpatizou, franzindo a testa, pediu-me taxativamente a cópia de todos os meus documentos para formar uma pasta com meus dados ali. Em meio a suspeita de inadequação ou praxe, senti-me testado. Pensei em me defender, porém, como? 
           Passado duas semanas, finalmente ficou pronto o horário de aula, parecia-me ter algo errado, exigi minhas oito aulas que autorizava a ordem de serviço da secretaria, mas imediatamente me fizeram assinar um documento no qual me fazia ciente de que eram só, exatamente, oito aulas. Também achei estranho! Lógico, perdi uma aula de planejamento. Deixa para lá. Decidi pela maneira mais difícil, vou aceitar o desafio e permanecerei até não puder mais. Talvez terei dolorosos assuntos para compôr minhas crônicas da vida escolar, pelo resto do ano, como lucro.
            Aí, não adiantou ter lido Frederick Herzberg:  "A verdadeira motivação vem de realização, desenvolvimento pessoal, satisfação no trabalho e reconhecimento." Todavia o "trator de esteira" não sabe o que é isso, também aprendi, onde está o outro extremo, com Frank Lloyd Wright: "Um profissional é aquele que faz o seu melhor trabalho quando menos vontade tem de o fazer". Como sempre fiz, enfrentarei os problemas, fazendo o que tem que ser feito. Mesmo o pensamento do Bruno Toddy advertido-me: "Pessoas agem pelos seus próprios esforços, como um "Trator de indignações", e acabam deixando de lado a confirmação e vontade de Deus!" Mas, que Deus me perdoe, eu juro, não queria que fosse assim. 
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 02/08/2015
Reeditado em 07/08/2015
Código do texto: T5332262
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