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MINHAS PÉROLAS

domingo, 1 de abril de 2018

O PESADELO ("acordei e me olhei no espelho ainda a tempo de ver meu sonho virar pesadelo." — Paulo Leminski)



Crônica

O PESADELO PASCAL ("acordei e me olhei no espelho ainda a tempo de ver meu sonho virar pesadelo." — Paulo Leminski)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Hoje, saudosamente, um domingo de páscoa, até aqui está o sangue puro de bom pedigree, à luz do dia, prenunciando-me paz. O próprio curso da minha vida, as direções e os movimentos fluem prosperidade, Fertilidade, alegria e prazer. Boas coisas para garantir um início de semana confortavelmente. Amanhã, fogo e paixão exigirá que minhas necessidades sejam atendidas. Porém hoje, a autoestima é mais uma vez fortalecida pelo destino que me traz os estampidos dos fogos no céu urbano de minha cidadela. Pois aquela articulação entre as estrelas artificiais me promoveu ao resgate dos prazeres pessoais, até então sacrificados ou esquecidos. Portanto, o lado mais amigável da minha personalidade floresce. Que venham também as estrelas cadentes, ou melhor, carentes.
           Mas, o sonho estranho desta noite ainda me atormenta. há um provérbio que diz: "Dentro de mim há dois cachorros: um deles é cruel e mau; o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. O que ganha a briga é aquele que eu alimento mais frequentemente". Deixemos para segunda feira, essa briga de cachorro grande, para cumprir o sonho desta noite: o vira-lata geralmente saía do lixão um pouco mais tarde. Não antes de mijar um rio no pé do muro de minha proteção. Ao acordar alta noite e analisar com ajuda de um site, eu vim correndo para dizer-lhe que estou com medo. Nunca tive um sonho tão claro e detalhado. E a tal interpretação me dizia: O muro ao seu redor desmoronou, ameaça-lhe de miséria, sofrimento, perdas em geral. Isso significa que vão haver decepções, frustrações e falhas, que vai ter um período de má sorte. E então, será preciso urgentemente abandonar algo que está desmoronando na sua vida, talvez um emprego, uma família que não tenha sucesso, as pessoas PREJUDICIAIS do seu convivo, e até mesmo negócios e hábitos. Oxalá Que não se cumpra...
          Acordo novamente do pesadelo dizendo: E se eu puder, vou fazer mais, vou continuar a mostrar o meu amor sofrido E NÃO CORRESPONDIDO. Como fez Álvares de Azevedo - "Minha Desgraça":

Minha desgraça, não, não é ser poeta, 
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco...

Não é andar de cotovelos rotos, 
Ter duro como pedra o travesseiro...
Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro...

Minha desgraça, ó cândida donzela, 
O que faz que o meu peito assim blasfema,
É ter para escrever todo um poema,
E não ter um vintém para uma vela.

           Quando EU Terminar esta crônica, SERÁ SE eu estarei curado  das FERIDAS psicológicas? Será se as pessoas gostarão mais de mim? OU elas evitarão falar comigo por ter medo de MINHAS palavras duras e dolorosas? Há PESSOAS que NOS deixam sangrando, DEPOIS DE NOS FALAR. OUTROS ATÉ NOS INCENTIVAM e NOS AJUDAM! OS SÁBIOS ENSINAM DA SUA PRÓPRIA BOCA."Quem faz elogios falsos a seu amigo está cavando uma sepultura para ele" (Pv 29:5 BV). E quem cava uma cova para o outro cairá nela! O cachorro que sou precisa vencer!
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 18/11/2016
Reeditado em 01/04/2018
Código do texto: T5827657 
Classificação de conteúdo: seguro

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