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MINHAS PÉROLAS

sábado, 13 de novembro de 2010

"VAQUINHA" PARA ENGORDAR (Tomar o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo)


Crônica

"VAQUINHA" PARA ENGORDAR (Tomar o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo)

Claudeci Ferreira de Andrade
          Eu sempre vi a liderança da escola como uma aristocracia. Todos, ali, somos graduados, temos altas posições e privilegiada vocação diante da sociedade, os que ainda nem são mestres e doutores já alimentam esse nobre objetivo. Não nos devemos contentar, pois, com um inferior senso de valor pessoal se por acaso aparecer. Devemos reclamar, sim, a plenitude do respeito e da consideração social.
          Mas, em uma dessas arrecadações para festejar (vaquinha), nas quais nunca faltam desentendimentos, o tempo fechou por aqui. Foi quando o professor de inglês, com língua afiada, mandou o coordenador ir tomar naquele lugar, que vileza! Todavia, o coordenador sequer concordou, exigindo-lhe o respeito devido. O desbocado professor pediu sua contribuição de volta, o coordenador, por sua vez, com as mãos trêmulas e nervoso, restituiu-lhe, então o matador de "vaquinha" saiu pisando faceiro, dando rabanadas e não compareceu na comemoração. A celeuma estava estabelecida!
          A tendência de alguns, no ambiente escolar, contra a moral e o respeito ao outro é o que há de pior. As ofensas e oposição tomam o lugar dos bons costumes e da ética. Neste caso, a desaprovação de comportamentos desta natureza é nosso dever. Porque se não, pouco a pouco a estatura moral e profissional do grupo começa a definhar. Para nós, os maus exemplos nunca deveriam ocupar lugar de motivação a nossa vida. Quantas vezes, fui vilipendiado por me negar a contribuir com o lanche deles, Pois detesto comer no meu ambiente de trabalho, mesmo eu dizendo que não provarei sequer do pão de queijo quentinho e apetitoso, ainda sim, fazem pressão com comentários constrangedores e desnecessários, querendo me forçar a pagar.
          Há muitas pessoas que, em virtude de seu desejo de manter boa posição com o vulgo, abrem mão da beleza do bom senso. Quantas convicções pessoais do profissionalismo genuíno são afrouxadas pela submissão à "ralé".
          Reconheçamos como coisa de grande monta, sermos julgados pela comunidade e sermos achados em faltas, uma vez que todos, ansiamos por aprovação. De todos os fatores determinantes de nossa posição na qualidade de bons seres humanos, o mais e realmente importante é o respeito ao outro. Já que perguntar jamais ofende, eu gostaria de saber, e sem querer ser indelicado, por que toda reunião de professor tem de haver "comida"!? Bolos e petiscos, estimulando o apetite fora de hora, lembram-me farra! Eu aprendi sobre os princípios da boa educação alimentar, nunca comer entre as refeições. Sempre me pareceu no comer de três em três horas, um desrespeito ao organismo, pois se termina o almoço já está pensando sobre o lanche em seguida, nem se fez a escovação necessária para a conservação dos dentes, isso é viver para comer e não comer para viver. Por isso é recomendado o jejum afim de obter maior clareza no raciocínio e desintoxicação do organismo. "
Portanto, o jejum promove uma resposta aumentada à recuperação de doenças, desintoxica o fígado, rins, intestino. Purifica o sangue, ajuda à perda de peso e a água ajuda na excreção de toxinas. Melhora acuidade visual e aumenta sensibilidade gustativa, limpa o mau hálito."http://espacoviva.com.br/wp/tag/jejum/ (acessado em 12/08/2016).
           "O resultado do estudo mostra que os pacientes com diabetes tipo 2 devem seguir a máxima de tomar o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo'', Kahleova. (http://endometrioma.blogspot.com.br/2013/09/quantas-vezes-ao-dia-devo-comer-isso-e.html) - acessado em 12/08/2016.
           O que devo dizer àquela funcionaria da limpeza da escola, pois nem olha em mim, sem nem mesmo os cumprimentos formais, se achando a bonitona, vem me interromper na sala de aula, pedindo-me dinheiro para comprar refrigerante  coroando a despedida da coordenadora pedagógica, herdeira de uma merecida aposentadoria? Que estreita relação profissional é essa, alimentando tamanho interesse na integração das funções da escola, só nesses momentos? Pense o que quiser de mim, eu não acredito em boas intensões. Ainda mais, nesse caso, é interesse egoísta!
Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 13/11/2010
Código do texto: T2612945

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