"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

PRAGAS NO "EGITO" UNIVERSAL: O Coronavírus Reforçado ("Pragas servem para libertar a alma e reconhecer que a cura é Deus." — Carlos Monteiro)

 


PRAGAS NO "EGITO" UNIVERSAL: O Coronavírus Reforçado ("Pragas servem para libertar a alma e reconhecer que a cura é Deus." — Carlos Monteiro)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Se a vacinação não alcançar cobertura e eficácia suficientes, novas linhagens surgirão — mais rápidas, mais adaptáveis, capazes de driblar a imunização e prolongar a pandemia. Não se trata de misticismo, mas de epidemiologia. Ainda assim, o vírus fez mais do que pressionar UTIs: abalou crenças, expôs fissuras e arrancou o verniz de certezas que pareciam sólidas.

Acusou-se a ciência de falha; apontou-se a omissão da religião. Talvez ambas apenas tenham revelado sua condição humana — provisória, limitada, atravessada por interesses e temores. A crise evidenciou menos uma impotência absoluta e mais nossa dependência de instituições que prometem sentido — a família que transmite valores, a igreja que anuncia transcendência, a escola que forma consciências — mas que, não raro, confundem orientação com controle e tradição com silenciamento.

Ao mencionar as “filhas manipuladoras do politicamente correto”, faltou explicitar o mecanismo: manipula-se quando o diálogo é substituído pelo constrangimento moral; quando a proteção vira pretexto para interditar perguntas; quando o sagrado se transforma em capital simbólico. Há o politicamente correto secular, que patrulha linguagem e pensamento, e o religioso institucionalizado, que absolutiza costumes como se fossem mandamentos eternos. Ambos, sem vigilância crítica, trocam a verdade pelo aplauso.

A Covid-19 não escolhe almas; atinge corpos vulneráveis. Não é entidade moral, mas organismo microscópico. Ainda assim, muitos a interpretaram como juízo. A tentação não é nova: diante da peste, procura-se culpa; diante do caos, sentido. Em tempos bíblicos, pragas eram sinais. Hoje distinguimos vírus de vingança divina — mas continuamos sedentos de narrativa.

Afirmar que a pandemia desmascara os deuses modernos é leitura possível, porém não automática. Outras guerras e epidemias já nos devastaram sem demolir nossos ídolos. Talvez a singularidade desta crise resida menos na dor e mais na exposição global da fragilidade: pela primeira vez, o mundo assistiu ao próprio colapso em tempo real.

Durante o lockdown, templos fecharam as portas — alguns por prudência sanitária, outros por cautela jurídica, outros por responsabilidade sincera. Reduzi-los à hipocrisia seria simplificação injusta. Entre omissão e coragem, há uma vasta zona cinzenta que raramente vira manchete.

A inquietação persiste: que espiritualidade depende exclusivamente de portas abertas e microfones ligados? Se a salvação é proclamada como eterna, por que pareceu condicionada à agenda semanal? Talvez porque confundimos instituição com fé, estrutura com transcendência.

Como escreveu Ellen Glasgow: “Nem toda mudança é crescimento; nem todo movimento é para a frente.” A igreja cresceu em números — mas amadureceu em caráter?

Houve um tempo — real ou idealizado — em que a ofensa era entregue à oração. Hoje, protocola-se queixa, registra-se ocorrência, processa-se o agressor. Não se condena a justiça civil; ela é necessária. O ponto é outro: quando a fé transfere ao tribunal o que antes confiava ao altar, revela-se uma mudança na prática espiritual.

É progresso moral ou deslocamento de confiança? Os antigos conservadores eram ingênuos resignados — ou guardavam uma esperança que perdemos?

Entre amor e justiça não há oposição inevitável. O amor pode exigir justiça; a justiça pode nascer do amor. O risco está nos extremos: amor sem verdade degenera em permissividade; justiça sem compaixão, em vingança.

E chega o Carnaval — não apenas festa, mas símbolo. No Brasil, ele representa a catarse coletiva, a suspensão das máscaras sociais que usamos o ano inteiro por causa da Covide-19. Ali, o amor irrompe rápido, intenso e descartável.

Cícero escreveu: “O amor é o desejo de alcançar a amizade de uma pessoa que nos atrai pela beleza.” No entanto, o deus dos foliões raramente busca amizade; busca vertigem.

Mas seria o Carnaval o único culpado? Ou apenas o espelho de uma sociedade que transformou afeto em consumo? A crítica à folia talvez deva alcançar também o altar quando este vende experiências instantâneas e êxtases programados. O amor carnavalesco e o amor institucional podem ser extremos do mesmo vazio: intensidade sem compromisso.

Há momentos em que a denúncia precisa soar como trombeta. Ainda assim, até os profetas choravam. Não basta acusar o templo corrompido; é preciso lembrar das pessoas frágeis que nele buscam abrigo — vítimas do vírus e da incoerência humana.

Se a pandemia é juízo, que seja também convite à revisão. Se é consequência natural, que ao menos nos sirva de espelho. Uma fé autêntica talvez sobreviva sem palcos ou marketing espiritual. Talvez se sustente em gestos simples: cuidado concreto com o próximo, escuta atenta, justiça temperada por misericórdia.

Não sei se o amor venceu. Sei que, se desaparecer, restará uma justiça árida, incapaz de redimir até os justos. E nenhuma vacina nos imuniza contra a perda da humanidade.


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Olá! Como professor de Sociologia, fico muito satisfeito em trabalhar com um texto tão rico, que transita entre a análise institucional, a ética e o comportamento social contemporâneo. Para o Ensino Médio, é fundamental que as questões estimulem o pensamento crítico e a capacidade de conectar o texto com conceitos sociológicos (como instituições sociais, cultura e mudança social). Aqui estão as 5 questões discursivas propostas:


1. Instituições Sociais em Xeque

O texto menciona que a família, a igreja e a escola, muitas vezes, "confundem orientação com controle e tradição com silenciamento". Do ponto de vista sociológico, qual é o papel esperado dessas instituições na formação do indivíduo e como a pandemia revelou as falhas em suas estruturas de suporte?

2. Ciência, Religião e a Busca por Sentido

Segundo o autor, diante do caos da pandemia, houve uma tentativa de interpretar um fenômeno biológico (o vírus) como um "juízo" ou "vingança divina". Por que, sociologicamente falando, o ser humano tende a buscar narrativas morais ou religiosas para explicar fenômenos naturais e crises globais?

3. Mudança Social e Comportamento

O texto cita Ellen Glasgow: "Nem toda mudança é crescimento; nem todo movimento é para a frente". Ao comparar o comportamento dos antigos fiéis (que buscavam a oração) com os atuais (que buscam processos judiciais e indenizações), que tipo de mudança na confiança das pessoas nas instituições religiosas e civis o texto sugere que ocorreu?

4. O "Politicamente Correto" e o Controle Social

O autor diferencia o "politicamente correto secular" do "religioso institucionalizado", afirmando que ambos podem trocar a verdade pelo "aplauso". Como o mecanismo do constrangimento moral atua como uma forma de controle social nas redes sociais e nas comunidades religiosas atualmente?

5. Cultura e Consumo de Afetos

Ao analisar o Carnaval e certas práticas religiosas, o texto sugere que ambos podem sofrer do mesmo problema: a busca por "intensidade sem compromisso" e "êxtases programados". Explique, com base no texto, como a lógica do consumo pode transformar tanto a festa popular quanto a experiência religiosa em produtos descartáveis.

Dica para o aluno: Ao responder, procure identificar no texto os trechos que sustentam sua argumentação e tente relacioná-los com a realidade que você observou nos últimos anos.

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terça-feira, 24 de janeiro de 2023

ESVAZIAMENTO, MEU PECADO IMPOSTO: Reflexões de um Domingo em Confinamento ("A comunhão com o outro acontece no esvaziamento de si mesmo." — Tarik Markov)

 


ESVAZIAMENTO, MEU PECADO IMPOSTO: Reflexões de um Domingo em Confinamento ("A comunhão com o outro acontece no esvaziamento de si mesmo." — Tarik Markov)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

O domingo amanheceu excessivamente silencioso. Não o silêncio repousante que consola, mas aquele que reverbera nas paredes da casa e nas cavidades do peito. A quarentena ensinou-me que o confinamento não fecha apenas portas — ele evidencia ausências. Paradoxalmente, enquanto o mundo se retraía, algo em mim despertava: uma vontade quase ingênua de oferecer afeto, de confiar, de partilhar palavras e silêncios.

Com o tempo, percebi que a solidão tem duas naturezas. Existe a solidão estrutural da condição humana, que nos conduz ao interior de nós mesmos, onde talvez habite Deus. E há o isolamento social, concreto e circunstancial, feito da falta de encontros, abraços e vozes. Durante muito tempo confundi uma com a outra, como se fossem sentença irrevogável. Hoje sei que não são sinônimos — e essa distinção já me devolve algum fôlego.

Fiquei na defensiva quanto aos meus sentimentos. Namorar? Convenci-me de que não era para mim. Recordei as palavras do profeta Kacou Philippe, que vê pecado nessas relações, e temi desejar o que não me seria permitido. Ainda assim, a dúvida persistia: se eu fosse sincero, haveria quem ainda acreditasse no amor verdadeiro? Ou o amor se tornou cálculo, investimento, troca? Em momentos de fragilidade, deixo-me invadir por uma narrativa implacável — “velho, feio e pobre” — como se fosse diagnóstico definitivo. No entanto, ao repetir tais palavras, percebo que não são verdades objetivas, mas feridas que aprenderam a falar alto demais.

É inegável que o interesse material contamina muitas relações. Porém, também testemunhei o contrário: mensagens inesperadas, conversas que sustentam, gestos simples que aquecem dias frios. Pequenas luzes que quase ignorei por estar excessivamente atento às perdas. A vida, mesmo atravessada pela pandemia, não se resume ao abandono; há presenças discretas que resistem.

A convivência migrou para as telas. Entre cansaços e ruídos, aprendi a criar vínculos virtuais. Dois anos de distanciamento deixaram marcas, mas também revelaram que não estou inteiramente só. Antes, eu era infeliz e não sabia; hoje, ao menos, reconheço minhas dores com maior clareza. Como diz o ditado: “Está ruim, mas está bom”. Talvez porque agora eu compreenda o que me falta — e o que ainda possuo.

Há, sim, um vazio — um “buraco negro” que nenhuma relação preenche por completo. A sede de Deus ultrapassa a presença de pais, amigos ou filhos. Contudo, isso não invalida os vínculos humanos; apenas os coloca em perspectiva. Eles não são absolutos, mas são companhia de jornada. Posso buscar transcendência sem abdicar do desejo de companhia. Uma dimensão não exclui a outra.

Ao tornar-me pai, deixei de ser apenas filho. Descobri que a alegria dos filhos, muitas vezes, dura enquanto conseguimos corresponder às expectativas deles — e as frustrações doem fundo. Já refleti sobre a ideia de que as faltas dos pais recaem sobre os filhos até a terceira geração. Talvez, porém, essa imagem fale menos de punição e mais de responsabilidade: interromper ciclos, não perpetuá-los.

Sinto falta de uma “mãe de peito” — aquela figura que acolhe quando a mãe biológica não pode. As minhas já partiram, deixando um silêncio que não se preenche. Ainda assim, continuo aqui, capaz de oferecer a outros um pouco do cuidado que recebi. A dor não precisa endurecer-me; pode, se eu permitir, tornar-me mais sensível.

Quanto ao ato de me doar sem retorno, ecoam as palavras de Charles Canela: “Se a sensação que fica é de esvaziamento ao se dar, está dando o que não pode.”

Talvez eu tenha oferecido o que ainda não estava inteiro em mim. Generosidade não é autoabandono; amar não é anular-se; solidão não é condenação eterna.

Neste domingo de confinamento, compreendo que minha tarefa não é negar a escuridão, mas tampouco transformá-la em morada. Entre o vazio e a esperança, escolho permanecer em movimento. Não sou a caricatura severa que às vezes descrevo, mas um homem atravessando uma estação difícil — e estações passam.

A vida não se resume às perdas. Mesmo recolhido, posso aprender, buscar apoio, reconstruir vínculos e reescrever minha narrativa. Talvez a verdadeira quarentena seja abandonar a violência contra mim mesmo — abrir as janelas internas e permitir que, pouco a pouco, o ar volte a circular.


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Olá! Que prazer encontrá-lo nesta “sala de aula” virtual. Ao reler meu próprio texto, reconheço que ele se tornou, quase sem que eu percebesse, um exercício de sociologia reflexiva. Percebo que toquei em pontos centrais da disciplina que tanto me atravessa: a construção da identidade, a influência das instituições — especialmente a Igreja e a Família —, o impacto das novas tecnologias nas relações humanas e a mercantilização dos afetos que marca o nosso tempo.

Preparei estas 5 questões discursivas, focadas no nível de Ensino Médio, para estimular o pensamento crítico sobre a relação entre o "eu" e a sociedade:

Questão 1: Solidão e Sociedade

O texto distingue a "solidão estrutural" (interior) do "isolamento social" (falta de encontros). Do ponto de vista sociológico, como as transformações impostas pela pandemia de COVID-19 alteraram a nossa percepção sobre a importância das interações sociais "face a face"?

Questão 2: Religião e Controle Social

O autor menciona o medo de "desejar o que não seria permitido" com base nas falas de uma liderança religiosa. Como as instituições religiosas exercem influência sobre o comportamento individual e a construção do que a sociedade considera "certo" ou "pecaminoso" no campo dos sentimentos?

Questão 3: A Coisificação do Afeto

No trecho "o amor se tornou cálculo, investimento, troca?", o autor levanta uma dúvida comum na sociologia contemporânea. Explique como a lógica do mercado (o "lucro" e o "investimento") pode acabar contaminando as relações amorosas na sociedade atual.

Questão 4: Tecnologia e Vínculos Virtuais

O texto afirma que "a convivência migrou para as telas". De que maneira o uso das redes sociais e das tecnologias de comunicação ajudou a mitigar o isolamento, mas também criou novos tipos de "ruídos" e "cansaços" nas relações humanas?

Questão 5: Ciclos Geracionais e Responsabilidade

Ao refletir sobre a paternidade, o autor sugere que a "maldade dos pais nos filhos" pode ser interpretada como a necessidade de "interromper ciclos". Como a família, enquanto primeira instituição socializadora, pode transmitir traumas ou comportamentos de uma geração para outra, e qual a importância da "consciência" para mudar esse processo?

Dica do Professor:

Note que o texto termina com uma nota de esperança: "abandonar a violência contra mim mesmo". Na sociologia, chamamos isso de agência: a capacidade do indivíduo de, mesmo sob pressão social ou biológica, agir e reescrever sua própria história.

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SOU UM VULCÃO (OU O QUE RESTA DO FOGO) "Porque metade de mim é o que eu penso... e a outra metade é vulcão..." — Oswaldo Montenegro

 


SOU UM VULCÃO (OU O QUE RESTA DO FOGO) "Porque metade de mim é o que eu penso... e a outra metade é vulcão..." — Oswaldo Montenegro

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Durante muito tempo, acreditei que ser professor de Língua Portuguesa era dominar uma língua de fogo: incendiar salas, estremecer certezas, transformar a palavra em erupção. Eu não apenas tinha o que dizer — tinha pressa de dizer. Confundi intensidade com grandeza e, embriagado pela própria lava, passei a crer que quem não suportava o calor era frágil demais para a montanha que eu imaginava ser.

Cheguei a chamar de inferno o ato de lançar pérolas aos porcos. Hoje, porém, pergunto-me: quem era, afinal, o animal dessa parábola? Se alguns alunos “definhavam” sob minha fala, faltava-lhes substância — ou eu confundia ensino com combustão? O professor que se orgulha das cinzas ao redor talvez não seja vulcão, mas incêndio desgovernado. E incêndios não iluminam: devastam.

Eu dizia que explodia por dentro enquanto eles se consumiam por fora. Com solenidade, repetia que cada um deveria examinar-se para não participar indignamente da ceia do conhecimento. No entanto, erguia um altar onde só permaneciam os que resistiam à queimadura. Fiz da sala um coliseu silencioso: alguns saíam aplaudidos, outros saíam calados — e a esse filtro cruel dei o nome de mérito.

Aprendi, tarde, que pedagogia não se mede pelos que suportam o calor, mas pelos que conseguem acender a própria chama sem se reduzir a carvão. O conhecimento não precisa ferir para ser profundo. A dor pode acompanhar a descoberta; quando se torna método, porém, costuma revelar menos rigor do que insegurança travestida de força.

É verdade: pedras vulcânicas são belas e férteis. Ainda assim, ao recolher-me satisfeito, percebia que havia petrificado o entorno. Silêncio não é sinônimo de respeito; muitas vezes é retração. E retração não educa — apenas se defende.

"Sou apenas vulcão, com gotas de erudição" — Natasha Treuffar

Hoje desconfio da sedução dessa imagem. Talvez não seja preciso ser vulcão para ensinar. Talvez baste ser farol — fogo que orienta, não que consome. Se algo em mim ainda entra em erupção, que seja a paixão pela linguagem, não a vaidade de reduzir o outro a cinzas.

E, se o que sai de mim por vezes parece bruto, que já não seja o vômito orgulhoso de quem acredita alimentar à força, mas o pão repartido de quem compreende que educar é oferecer, não impor — aquecer, sem queimar.


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Como um professor de sociologia, toquei em pontos fundamentais da nossa disciplina: as relações de poder no ambiente escolar, o conceito de meritocracia e a função social da educação. Aqui estão 5 questões discursivas, elaboradas para estimular a reflexão crítica dos alunos do Ensino Médio sobre os temas sociais e pedagógicos presentes no seu relato:


1. A Construção da Autoridade e o Poder em Sala de Aula: No texto, o autor afirma: "erguia um altar onde só permaneciam os que resistiam à queimadura". Do ponto de vista sociológico, como a postura de um professor pode reforçar uma estrutura de poder autoritária em vez de democrática? Relacione sua resposta com o conceito de "silêncio como retração" mencionado no texto.

2. A Crítica à Meritocracia: O autor admite que deu o nome de "mérito" a um filtro cruel que privilegiava apenas os que suportavam seu método agressivo. Explique como a ideia de meritocracia, quando aplicada sem considerar as diferenças individuais e as condições de aprendizado dos alunos, pode gerar desigualdade e exclusão social dentro da escola.

3. Educação como Processo de Socialização: O texto sugere uma mudança de visão: de um "vulcão que consome" para um "farol que orienta". Segundo os pensadores da sociologia da educação (como Durkheim ou Paulo Freire), qual deve ser o papel do educador na formação de um indivíduo para a vida em sociedade? É possível educar para a cidadania através do medo ou da "combustão"?

4. O Estigma e a Identidade do Aluno: Ao usar a expressão "lançar pérolas aos porcos", o autor reflete sobre como rotulava seus alunos. Discuta como a rotulação e o preconceito por parte dos agentes escolares (professores e gestores) podem afetar a construção da identidade do jovem e sua trajetória escolar.

5. Função Social do Conhecimento: Imposição vs. Diálogo. A conclusão do texto fala sobre educar como o "pão repartido", e não como algo imposto à força. Como a democratização do conhecimento e o diálogo em sala de aula contribuem para uma sociedade menos petrificada e mais participativa?

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

MERECENDO A MORTE? “Tudo acontece na hora certa. Tudo acontece exatamente quando deve acontecer.” (frase frequentemente atribuída a Einstein — talvez mais como consolo humano do que como rigor científico)

 


MERECENDO A MORTE? “Tudo acontece na hora certa. Tudo acontece exatamente quando deve acontecer.” (frase frequentemente atribuída a Einstein — talvez mais como consolo humano do que como rigor científico)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Sempre desconfiei das frases que fecham o mundo com ponto final. Elas confortam, mas cobram caro: exigem que aceitemos a dor como se fosse um cálculo exato, um mecanismo moral perfeitamente ajustado. A vida, porém, raramente funciona como um relógio suíço — e talvez seja justamente essa desordem que nos torne humanos.

Durante a pandemia, muitos tentaram transformar o vírus em argumento metafísico. Houve quem o chamasse de castigo, correção divina ou peneira moral. Confesso que, por um tempo, essa ideia também me seduziu. Há algo perversamente tranquilizador em acreditar que a morte escolhe com critério, que existe um sentido oculto organizando o caos. No entanto, à medida que os corpos se acumulavam, essa narrativa revelava sua crueldade: absolvia nossa indiferença e nos dispensava da compaixão.

É inegável que o corpo cobra seus abusos. Nenhuma tecnologia revoga a finitude, e nenhuma vacina promete imortalidade. Cuidar-se permanece um gesto elementar — alimentar-se melhor, respirar melhor, mover-se, descansar. Isso não é religião; é prudência. O desvio ocorre quando hábitos saudáveis se transformam em certificado moral, e a doença, em prova de culpa — um salto que a ética não autoriza.

A antiga sabedoria bíblica ensina que o prudente vê o perigo e se protege. O problema surge quando essa prudência degenera em soberba, quando o cuidado consigo se converte em desprezo pelo outro, como se sobreviver fosse sinal de mérito e morrer, falha de caráter.

Recolhi-me, sim. Não por me considerar eleito, mas por medo — esse sentimento pouco nobre, porém honesto. No silêncio do isolamento, escrevi. Não para anunciar profecias, mas para registrar perplexidades. Escrever, nesses dias, foi menos um gesto de certeza e mais uma tentativa de não enlouquecer diante do absurdo.

Não celebro o fato de ainda estar vivo como quem venceu uma prova moral. Viver não é medalha; é contingência. O que me inquieta não é a inexistência de um além, mas a facilidade com que inventamos paraísos e infernos para justificar desigualdades aqui mesmo, neste chão. A promessa de recompensas futuras sempre foi um instrumento eficaz para administrar a miséria presente.

Por muito tempo, as religiões ensinaram mais resignação do que responsabilidade. Simone Weil alertou para isso com lucidez incômoda: quando a fé serve apenas para consolar, torna-se obstáculo — não caminho. O problema não é Deus, mas o uso que fazemos dele para anestesiar a consciência.

Minha desconfiança não nasceu da teoria, mas da experiência. Grande parte dos danos que sofri veio mediada por discursos piedosos, por mãos que oravam enquanto feriam. Isso não invalida toda fé, mas exige vigilância. Quando templos se parecem demais com mercados, algo essencial já se perdeu.

Talvez o erro não esteja em tentar dar sentido à morte, mas em usá-la para nos isentar do dever mais difícil: sentir a dor do outro sem explicá-la demais. Entre o determinismo confortável e a compaixão incômoda, sigo aprendendo — ainda sem respostas definitivas.


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Como seu professor de sociologia, fico muito satisfeito com a densidade desse texto. Ele nos permite analisar como as crenças individuais, a organização das instituições (como a Igreja) e o comportamento social se cruzam, especialmente em momentos de crise como uma pandemia. Abaixo, preparei 5 questões discursivas pensadas para o nível de Ensino Médio, focando na interpretação sociológica e ética do texto:


1. O uso da religião como controle social No texto, afirma-se que "a promessa de recompensas futuras sempre foi um instrumento eficaz para administrar a miséria presente". Com base nessa frase, explique como a religião pode atuar como um mecanismo de manutenção das desigualdades sociais, segundo a visão crítica do autor.

2. O conceito de "Meritocracia da Vida" O autor critica a ideia de que a saúde ou a sobrevivência seriam "certificados morais" ou "medalhas". De que maneira a crença de que a doença é uma "falha de caráter" ou "castigo" pode prejudicar a coesão social e a empatia entre os cidadãos em uma crise sanitária?

3. Instituições Religiosas vs. Fé Individual O texto menciona que "quando templos se parecem demais com mercados, algo essencial já se perdeu". Diferencie, sob uma perspectiva sociológica, a experiência de fé individual da instituição religiosa como organização econômica e social, utilizando os argumentos apresentados no texto.

4. A Função Social da Consolação Citando Simone Weil, o texto sugere que a religião como mera consolação pode ser um "obstáculo à verdadeira fé". Como a sociologia interpreta o risco de uma sociedade se tornar "anestesiada" por discursos de conforto em vez de buscar soluções práticas e responsabilidade coletiva?

5. Ética e Alteridade No fechamento do texto, o autor propõe que o dever mais difícil é "sentir a dor do outro sem explicá-la demais". Relacione essa afirmação com o conceito de alteridade (reconhecimento do outro). Por que explicações "mágicas" ou "deterministas" para o sofrimento alheio podem ser vistas como uma fuga da responsabilidade ética?

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domingo, 22 de janeiro de 2023

AS LOTÉRICAS NÃO SÃO PARA AMADORES ("É melhor eu fingir ser bobo! Assim eles vão pensar que eu sou mesmo". — Renato siqueira de souza)

 


AS LOTÉRICAS NÃO SÃO PARA AMADORES ("É melhor eu fingir ser bobo! Assim eles vão pensar que eu sou mesmo". — Renato siqueira de souza)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Frequento casas lotéricas quase todos os dias para apostar na Lotofácil. O nome do jogo soa irônico, quase provocativo: nada ali é fácil. Já aceitei a derrota matemática — os números que escolho raramente coincidem com os sorteados. O que ainda me surpreende é a outra batalha, menos abstrata e mais concreta: a luta contra o sistema. Apostar exige vigilância constante, como se, a qualquer distração, alguém pudesse subtrair mais do que o valor do bilhete. Ainda assim, continuo. Talvez por teimosia, talvez por hábito, talvez por essa estranha fidelidade ao fracasso que transforma prejuízo recorrente em rotina domesticada.

Às vezes, belisco prêmios pequenos, valores fixos que mal compensam o custo do ritual. Nem sempre, porém, recebo o que de fato ganhei. Já fui lesado por atendentes e, ao buscar relatos na internet, percebi um padrão inquietante: denúncias semelhantes se acumulam, mudando apenas os detalhes. Não se trata de exceção, mas de uma micro-violência cotidiana, discreta o suficiente para não escandalizar e frequente o bastante para normalizar a desconfiança. Passei a chamar isso de lição — dessas que doem pouco para evitar perdas maiores —, embora a palavra “aprendizado” às vezes soe condescendente demais.

Minha liturgia de conferência beira o obsessivo. Costumo levar oito cartelas, com três apostas cada. Antes de sair de casa, reviso os resultados repetidas vezes, como quem precisa confirmar a própria lucidez. Chego ao balcão sabendo exatamente quanto devo receber. Ainda assim, o caixa por vezes decreta derrota onde eu havia visto vitória, e o valor pago vem sempre um pouco abaixo do esperado. Solicitar o comprovante do suposto jogo perdido raramente esclarece algo: o volante original nunca retorna às minhas mãos, e a dúvida passa a integrar o recibo invisível da operação.

Há também as falhas no registro, aquelas que beiram o grotesco. Já entreguei cartelas e quase saí com menos comprovantes do que paguei. Em uma dessas ocasiões, retornei ao guichê. A atendente, subitamente humilde, explicou que o bilhete “caiu” ao sair da máquina. A cena encerrou-se ali, sem escândalo, sem prova, sem desfecho. O restante ficou por conta da imaginação — e da suspeita de que, em algum lugar, alguém apostou com o meu dinheiro. A ambiguidade, nesse caso, fala por si.

Hoje, confiro tudo no ato — cartelas, registros e troco — antes mesmo de me afastar do balcão. As lotéricas deixaram de ser espaços banais; tornaram-se territórios de tensão. Já enfrentei uma tentativa de assalto na fila. Guardo também um trauma menor, porém mais íntimo: uma funcionária que me entregou uma nota rasgada e, no dia seguinte, recusou-se a aceitá-la de volta. “Você deveria ter reclamado no momento”, sentenciou, com a frieza de quem domina as regras quando elas jogam a seu favor. É curioso que ali se prestem serviços bancários, mas sem o rigor ético exigido até pelo mais modesto banco de esquina.

E, ainda assim, volto. Consciente de que perco duas vezes — pela lógica dos números e pela lógica moral —, continuo apostando. Há algo de sísifo nesse gesto repetido: empurrar diariamente a pedra da esperança até o alto do balcão, apenas para vê-la rolar de volta na forma de desconfiança, troco errado ou silêncio. No fim, saio sempre com um papel na mão e a sensação de ter travado uma guerra pequena demais para virar notícia, mas grande o suficiente para me acompanhar até a próxima aposta.


Olha a incidência dos casos conhecidos e divulgados:


https://www.youtube.com/watch?v=CIGgTmFbVRc acessado em 22/01/2023

https://www.youtube.com/watch?v=5vs8uDVOaUA acessado em 22/01/2023

https://www.tjto.jus.br/index.php/deposito-judicial/8-noticias/6094-justica-condena-funcionaria-de-loterica-que-roubou-r-75-mil-do-estabelecimento acessado em 22/01/2023

https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2021/07/08/funcionaria-de-loterica-e-presa-no-ceara-por-desvio-de-dinheiro-do-auxilio-emergencial-de-mais-de-150-vitimas-em-oito-estados.ghtml Acessado em 22/01/2023

https://www.youtube.com/watch?v=t2FhSt8k2QY&t=35s acessado em 22/01/2023

https://webterra.com.br/2020/05/05/funcionaria-de-casa-loterica-e-presa-suspeita-de-furtar-r-600-de-beneficio-de-cliente-em-itacambira/ acessado em 22/01/2023

https://www.youtube.com/watch?v=4gI4Uac5eYY&ab_channel=MirellePinheiro Acessado em 22/01/2023

https://www.youtube.com/watch?v=bh_GoY-IxMw&ab_channel=SaulodeTarsoAlmeida ACESSADO EM 22/01/2023

https://www.youtube.com/watch?v=KqYitRIYhJA&ab_channel=TvMogi acessado em 22/01/2023

https://www.youtube.com/shorts/_T_MS-eGaGs acessado em 22/012023

https://www.youtube.com/watch?v=I1Ppf00UnV8&ab_channel=JornalistaFernandoMartins acessado em 22/01/2023


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Como seu professor de sociologia, preparei cinco questões discursivas baseadas no texto, focando em conceitos fundamentais da nossa disciplina, como as relações de poder, a ética nas instituições e a normalização da violência cotidiana.

Aqui estão elas para você exercitar sua capacidade crítica e sociológica:


1. A Normalização do Desvio: No texto, o autor menciona que a "micro-violência cotidiana" é frequente o bastante para "normalizar a desconfiança". Sob a ótica sociológica, como o processo de normalização de comportamentos antiéticos afeta a coesão social e a confiança dos cidadãos nas instituições?

2. Relações de Poder e Assimetria: Ao descrever o episódio da nota rasgada, o autor destaca a frase da funcionária: "Você deveria ter reclamado no momento". Como essa situação exemplifica uma assimetria de poder entre o prestador de serviço (instituição) e o cliente (indivíduo)?

3. Instituições e Ética: O texto compara as casas lotéricas aos bancos, apontando uma falta de "rigor ético" nas primeiras, apesar de realizarem serviços semelhantes. Por que a padronização de condutas éticas é essencial para o funcionamento de instituições que lidam com o patrimônio público ou privado?

4. A Teoria da Escolha Racional e o Hábito: O autor afirma que continua apostando mesmo consciente de que perde "duas vezes" (na matemática e na moral). Sociologicamente, como podemos explicar a permanência de um indivíduo em uma prática que lhe traz prejuízos claros? Trata-se de um hábito social ou de uma resistência psicológica?

5. Alienação e Cotidiano: O autor encerra comparando seu gesto ao mito de Sísifo (o esforço repetitivo e inútil). Relacione essa comparação com o conceito de alienação no cotidiano moderno: como as "pequenas guerras" descritas no texto refletem a exaustão do indivíduo comum diante de sistemas que parecem feitos para derrotá-lo?

Dica do professor: Ao responder, tente não focar apenas no caso das lotéricas, mas pense em como essas situações se repetem em outros lugares da nossa sociedade, como no transporte público, em órgãos governamentais ou em redes sociais. Bom trabalho!

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sábado, 21 de janeiro de 2023

ENSINAR COM SABEDORIA É SIMPLESMENTE VIVER ("Não adianta nada alguém ficar dando lições de moral, se esse mesmo alguém não vivencia aquilo que fala." — Fabrine Silva)

 


ENSINAR COM SABEDORIA É SIMPLESMENTE VIVER ("Não adianta nada alguém ficar dando lições de moral, se esse mesmo alguém não vivencia aquilo que fala." — Fabrine Silva)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

A liberdade de escolha só existiria se não houvesse nenhuma chance de arrependimento. Afinal, alguém pode, de fato, escolher o arrependimento? O livre-arbítrio é inexistente sem total autonomia. Os demônios propagam a ilusão de que o homem é livre, mas convenientemente lhe escondem as rédeas da lei da causa e efeito. Consequentemente, a desgraça advinda dos resultados de atos errados não é uma escolha de ninguém, mas uma inevitável colheita.

Lúcifer prospera entre os ingênuos, ensinando-os a cultivar o desejo de serem deuses. Ele sabe que um conceito incorreto sobre qualquer aspecto fundamental da vida compromete todas as ideias subsequentes. Essa pessoa se vê obrigada a se justificar de inúmeras maneiras para manter alguma credibilidade, tanto perante os outros quanto a si mesma. No entanto, as incoerências de seu comportamento acabam por denunciá-la.

Por isso, temo a possibilidade de me ver como deus de mim mesmo e, com isso, não necessitar do Deus verdadeiro; ou de ser consumido pela incapacidade de lidar com a própria identidade, transformando-me em um demônio.

Embora eu tenha o dever de incitar os alunos a voarem, não consigo sair do chão, pois minhas asas estão aparadas. E, quando finalmente crescerem, temo estar gordo demais para levitar.

O sistema educacional é ineficiente porque os exemplos falam mais alto que as palavras. O que um professor fumante, alcoólatra, glutão, pederasta e dado a vícios transmite nas entrelinhas de suas aulas? É inútil dizer: “faça o que digo e não faça o que faço”, pois essa falsidade, por si só, descredencia completamente a autoridade e a capacidade de instrução de um guia.

Lembro-me de um professor que, ao apagar o cigarro no chão da escola, falava sobre “autocontrole” com voz rouca e olhar perdido. As crianças, entre risos e tosses, imitavam o gesto de tragar. Ele sabia que estava errado e, ainda assim, prosseguia, preso à própria contradição.

Numa tarde, quando um aluno o encontrou chorando atrás da cantina, ele apenas disse: “não se é exemplo o tempo todo, mas ainda dá pra tentar”. Aquelas palavras, ditas sem pose, ensinaram mais do que todos os sermões que já dera. Ali compreendi que a redenção pode nascer da humildade — que há grandeza no reconhecimento da própria falha. Nem todos os mestres estão perdidos; alguns, mesmo caídos, ainda acendem luzes com a brasa de seus erros.

O conhecimento motiva o bom comportamento, da mesma forma que o bom comportamento incentiva o conhecimento. A Bíblia reforça esse ciclo em Oséias 4:6: “Meu povo perece por falta de conhecimento.” Os eleitos de Deus o são por clamarem pela coerência, pois somos definidos por propósitos, ações e palavras. Desse modo, a aprendizagem se dá melhor pelo exemplo. A árvore boa produz bons frutos, e a qualidade desses frutos atesta a bondade da árvore.


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Eu sou seu professor de Sociologia e o texto que apresento levanta questões cruciais sobre o indivíduo, a sociedade e as instituições. Com base nas ideias de coerência, responsabilidade e o papel do exemplo social, preparei 5 questões discursivas simples para nosso Alinhamento Construtivo. Lembrem-se de usar suas próprias palavras para articular a resposta, mostrando que compreenderam as ideias centrais do texto.

1. Crítica ao Livre-Arbítrio e a Causa e Efeito

O texto argumenta que a lei da causa e efeito (ou a "inevitável colheita") questiona a existência do livre-arbítrio. De que forma o arrependimento, mencionado no início do texto, é usado pelo autor para desafiar a ideia de que temos total liberdade de escolha sobre nossas ações e consequências?

2. Coerência e Reputação Social

O autor afirma que a pessoa que adota um "conceito incorreto sobre qualquer aspecto fundamental da vida" é obrigada a se justificar constantemente. Explique a relação entre a "incoerência de seu comportamento" e a necessidade de manter a credibilidade perante os outros e a si mesmo, conforme o texto.

3. A Crítica à Autoridade no Sistema Educacional

O texto é categórico ao afirmar que "os exemplos falam mais alto que as palavras". Qual é o principal problema de autoridade e credibilidade que o autor aponta ao mencionar a frase "faça o que digo e não faça o que faço" no contexto de um professor incoerente?

4. O Exemplo Positivo da Falha Humana

O que o professor, ao dizer “não se é exemplo o tempo todo, mas ainda dá pra tentar”, ensinou ao aluno? Analise como o texto transforma o reconhecimento da falha em um ato de humildade que, paradoxalmente, se torna um exemplo valioso de redenção.

5. O Ciclo da Aprendizagem e a Coerência Final

De acordo com o texto, qual é o ciclo de interdependência estabelecido entre conhecimento e bom comportamento? Utilizando a metáfora da "árvore boa" e "bons frutos", explique como a coerência entre propósitos, ações e palavras é o fundamento da aprendizagem pelo exemplo.

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