"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

segunda-feira, 13 de março de 2023

ALUNOS QUE EVOLUÍRAM OU SE ADAPTARAM ("Conheci muitos canalhas no passado e hoje percebo que os mesmos evoluíram ao canalhismo." — Elias Torres)

 


ALUNOS QUE EVOLUÍRAM OU SE ADAPTARAM ("Conheci muitos canalhas no passado e hoje percebo que os mesmos evoluíram ao canalhismo." — Elias Torres)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Fico impressionado, como alunos desde a segunda fase do fundamental já não se intimidam mais diante do professor academicamente superior. Mas, a "esquerda" diz que "Ninguém é melhor que ninguém" — Paulo Freire. Por que não gostam de estudar, talvez aprenderam essa lição nos braços de uma feminista. Agora, não se pode dar-lhes uma aula expositiva sequer, eles falam demais, interrompendo a todo instante para mostrar que sabem mais, e não precisam de nada mais: Aliás, só de nota. Essa postura arrogante, sempre justificou o comportamento de rebeldia dos "Laodiceianos"; desinteresse nas aulas de um professor velho "quadrado" de antigamente é compreensível, o que eu não compreendo ainda é porque chamam isso de modernidade.

Eu já devia estar aposentado, mas a burocracia não ajuda, prejudicando o sistema por tabela, pois enquanto eu estiver trabalhando, estarei ativo, mas em desaceleração. O grande mal da educação é que ela se tornou um grande "cabide de emprego" sem outro objetivo social! E o comportamento desrespeitoso do alunado explica-se pela falta de seriedade e falta de punição: O osso não é doce, porém lhe passam açúcar. (Cifa

domingo, 12 de março de 2023

RESPEITAR EM CADA HOMEM A AUTORIDADE: O Teatro da Gestão e o Escudo da Obediência ("O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade." — Albert Einstein)

 


sábado, 11 de março de 2023

O PENSAMENTO: DESMATERIALIZAÇÃO DO QUE EXISTE ("A esperança é a materialização do nada." – Isabel Monteiro)

 


quarta-feira, 8 de março de 2023

O Despertar pela Leitura: Da Inutilidade Virtual ao Conhecimento ("A leitura de todos os bons livros é uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados." — René Descartes)

 


O Despertar pela Leitura: Da Inutilidade Virtual ao Conhecimento ("A leitura de todos os bons livros é uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados." — René Descartes)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Vivemos cercados por palavras que passam depressa. Mensagens que chegam, vibram, desaparecem. Não é a tela que empobrece a leitura, mas a velocidade que nos rouba a permanência. O problema não está no digital em si — ele também abriga ensaios densos, reportagens profundas, vozes antes silenciadas —, mas na lógica do consumo apressado que nos treina para não ficar, não voltar, não aprofundar.

É compreensível que muitos se entreguem ao fluxo infinito das redes. Há quem trabalhe o dia inteiro, quem chegue em casa exausto, quem nunca tenha sido convidado, de fato, a experimentar o prazer da leitura demorada. Livros custam caro, bibliotecas rareiam, o tempo livre virou privilégio. Não se trata, portanto, de acusar indivíduos por “má gestão do tempo”, mas de reconhecer um sistema que ensina a rolar a tela antes de ensinar a ler o mundo.

Ainda assim, algo se perde quando toda experiência intelectual se reduz ao fragmento. A mente, como o corpo, precisa de fôlego. Precisa de textos que não se esgotem em segundos, de ideias que resistam à primeira leitura, de narrativas que nos obriguem a habitar outros tempos e outras vidas. Ler profundamente — em papel ou na tela — é um gesto de desaceleração num mundo que lucra com a pressa.

Os clássicos ajudam, sim, mas não são os únicos caminhos. Há pensamento vivo em Descartes e Thoreau, mas também em Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Ailton Krenak; há filosofia no rap, no cordel, na crônica periférica, no ensaio digital bem escrito. O que importa não é o pedestal do cânone, mas a capacidade de um texto nos deslocar, nos interrogar, nos transformar.

Talvez o verdadeiro despertar pela leitura não esteja em abandonar o digital, mas em aprender a habitá-lo de outro modo: trocar o clique automático pela escolha consciente, o excesso pela curadoria, a distração contínua pela escuta prolongada. Ler não como obrigação moral, mas como possibilidade de encontro — consigo, com o outro, com ideias que não cabem em um parágrafo apressado.

Num tempo que nos quer rasos, toda leitura profunda — onde quer que aconteça — já é um pequeno ato de resistência.


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Sou seu professor de Sociologia. O texto que acabamos de ler nos oferece uma perspectiva fascinante sobre como a tecnologia e a estrutura social moldam nossa forma de pensar e agir. Vamos usar o "olhar sociológico" para entender que nossa dificuldade de concentração não é apenas um problema individual, mas um fenômeno da nossa época. Aqui estão 5 questões discursivas para pensarmos juntos:


1. A Lógica do Consumo Apressado. O autor afirma que o problema não é o digital, mas a "lógica do consumo apressado" que nos treina para não aprofundar as ideias. Questão: Como a Indústria Cultural (o sistema que produz entretenimento como mercadoria) lucra com a nossa pressa e com a nossa necessidade de consumir conteúdos rápidos e fragmentados?

2. Desigualdade e Acesso à Leitura. O texto menciona que bibliotecas são raras e que o "tempo livre virou privilégio", o que impede muitas pessoas de experimentarem a leitura demorada. Questão: De que maneira a desigualdade social limita o acesso ao Capital Cultural (conhecimento, livros, tempo de estudo) de um jovem da periferia em comparação a um jovem de classe alta?

3. O Cânone e as Novas Vozes. O autor sugere que há pensamento vivo tanto em filósofos clássicos (Descartes) quanto em vozes contemporâneas e periféricas (Krenak, rap, cordel). Questão: Por que, do ponto de vista sociológico, é importante que a escola valorize vozes antes silenciadas para que o aluno consiga "ler o mundo" de forma mais completa?

4. Aceleração Social e Tempo. O texto descreve a leitura profunda como um "gesto de desaceleração num mundo que lucra com a pressa". Questão: Como o conceito de Aceleração Social (a sensação de que a vida está cada vez mais rápida) afeta as nossas relações sociais e a nossa capacidade de refletir criticamente sobre a realidade?

5. Leitura como Ato de Resistência. Ao final, o autor afirma que toda leitura profunda é um "ato de resistência". Questão: Por que ser capaz de se concentrar e aprofundar uma ideia pode ser considerado um ato político e de agência individual em uma sociedade que nos quer "rasos" e distraídos?

Dica do Prof: Ao responder, pensem em como o ambiente ao redor de vocês (a internet, o trabalho, a escola) influencia o que vocês escolhem ler e quanto tempo dedicam a isso.

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terça-feira, 7 de março de 2023

RESSUSCITA-SE O QUE AINDA EXISTE ("As vezes temos que fingir de morto para ressuscitar na frente daqueles que estão achando que estamos mortos." — Leandro Isnard Cardoso Machado)

 


RESSUSCITA-SE O QUE AINDA EXISTE ("As vezes temos que fingir de morto para ressuscitar na frente daqueles que estão achando que estamos mortos." — Leandro Isnard Cardoso Machado)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Hoje, no Dia de Finados, acordei com um sentimento estranho. As ruas estavam silenciosas, mas havia uma agitação no ar que não conseguia explicar. Olhei pela janela e vi uma procissão de pessoas caminhando lentamente em direção ao cemitério local. Seus rostos estavam carregados de emoção, alguns com lágrimas, outros com sorrisos nostálgicos.

Decidi me juntar a eles, movido por uma curiosidade que não conseguia conter. Ao chegar ao cemitério, notei algo diferente. As lápides pareciam vibrar com uma energia incomum. Os religiosos locais estavam em êxtase, proclamando que a morte não é o fim. Suas palavras ecoavam pelo ar, misturando-se com o cheiro de velas e flores frescas.

Obserguei as pessoas ao meu redor, algumas assentindo fervorosamente, outras com expressões céticas. Lembrei-me das palavras de Eclesiastes 9:5, que li certa vez: "Os vivos sabem que morrerão, mas os mortos nada sabem". A contradição entre essa passagem e o que eu estava ouvindo me intrigava.

Enquanto caminhava entre os túmulos, ouvia fragmentos de conversas. Uma mulher discutia apaixonadamente sobre a submissão feminina mencionada em Efésios 5:22, enquanto um homem ao seu lado argumentava sobre a igualdade de gêneros. A Bíblia, percebi, é interpretada de maneiras tão diversas quanto as pessoas que a leem.

De repente, um vento frio soprou, fazendo as folhas dançarem ao redor dos meus pés. Por um momento, tive a impressão de ver sombras se movendo entre as lápides. Será que eu estava imaginando coisas?

Pensei nas células do nosso corpo, constantemente morrendo e sendo substituídas. A vida é um ciclo contínuo de renovação, mas e quanto à consciência individual? Quando partimos, voltamos ao nada de onde viemos?

Observei uma urna com cinzas pronta para ser lançada ao mar próximo. As cinzas se dispersarão nas ondas, misturando-se com a imensidão azul. Como poderiam essas partículas minúsculas se reagrupar um dia para formar uma pessoa novamente?

Sentei-me sob uma árvore no cemitério, observando as folhas caírem suavemente ao meu redor. Era como se cada folha representasse uma vida que se foi, um ciclo que se completou. Enquanto refletia sobre a ressurreição ideológica de defuntos, percebi a ironia de tentar manter vivos conceitos que talvez devessem descansar em paz. Em vez de reviver velhas crenças, talvez devêssemos focar em criar novas ideias, que tragam mais coerência e sentido à nossa existência.

Ao final do dia, deixei o cemitério com mais perguntas do que respostas. A morte, percebi, é um mistério que continua a nos intrigar e desafiar. Talvez a verdadeira ressurreição não seja física, mas a forma como vivemos nas memórias e corações daqueles que deixamos para trás.

Enquanto caminhava para casa, via as luzes da cidade se acendendo uma a uma. A vida continuava, implacável em seu avanço. Pensei em todos aqueles que partiram e em como suas ideias, sonhos e lutas continuam vivos através de nós.

Neste Dia de Finados, percebi que a verdadeira imortalidade pode não estar em uma existência pós-morte, mas na marca que deixamos no mundo e nas pessoas que tocamos. E você, caro leitor, que marca pretende deixar?

Questões Discursivas:

1. O texto apresenta reflexões sobre a morte, a fé e a vida após a morte, abordando diferentes perspectivas e questionando crenças tradicionais. A partir dessa perspectiva, quais são os principais desafios que a humanidade enfrenta ao lidar com a finitude da vida?

2. O autor sugere que a verdadeira imortalidade pode estar na marca que deixamos no mundo e nas pessoas que tocamos. Com base em sua experiência pessoal ou em exemplos da história, apresente exemplos de pessoas que transcenderam a morte física através do legado que deixaram.

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domingo, 5 de março de 2023

CARÁTER PRELIBADO: O Nó na Cabeça da Juventude ("As paixões são todas boas por natureza e nós apenas temos de evitar o seu mau uso e os seus excessos." — René Descartes)