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sábado, 20 de dezembro de 2014

ESQUECIMENTO, PECADO E MORTE (Isaías 49.15 - "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama...?")


Crônica Filosófica

ESQUECIMENTO, PECADO E MORTE (Isaías 49.15 - "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama...?")

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Estes tempos contradizem até a Bíblia! Como pode uma mãe esquecer-se do próprio filho dentro de um carro, exposto a um sol de rachar mamona, por quatro horas a fio? Se fosse um caso isolado seria fácil de perdoar, mas está muito frequente, morte de vários bebês esquecidos por alguém que deveria estar bem atento.
           Quem muito decora e pouco usa comete abundantemente o pecado do esquecimento. Digo pecado, porque o esquecimento traz consequências nefastas. Existe ainda uma teoria no meio educacional que prega o não "decoreba" para talvez ter poucas coisas para esquecer. Mas, o não aprender, ignorando as boas oportunidades, também é pecado. Ou não traz consequências, também, desastrosas evidentemente a ignorância proposital? Como pode um cantor esquecer a letra da canção que vai executar? Como um professor reproduzirá sua aula sem ter nada na memória? Portanto como todo esquecimento não fica impune, então verdadeiramente os que se dizem "santos" e "evoluídos" precisam se preocupar mais com as responsabilidades, e aqui digo que todos nós somos responsáveis pelo que aprendemos. Aliás, a benção da preocupação é a atividade cerebral renovada, relacionada e produzindo supostas soluções que não deixam as coisas caírem no esquecimento. Já disse sabiamente Alison Aparecido Ferreira: "A prática é a mãe da memorização e concretização do conhecimento." Quer decorar, quem repete insistentemente a prática.
           Poderiam as crianças, esquecidas nos carros, para morrer, esquecer-se de morrer? Mas, a natureza não se esquece de suas funções e obrigações por mais cruéis que sejam! Porém é a grande importância atribuída às coisas que dificulta o esquecimento. Frutífero é preocupar-se constantemente com aquilo que se quer muito ou vai se usar iminentemente. O que leva uma pessoa se esquecer de outra? O que leva um estudante esquecer-se de sua lição? O que leva um professor desestimular a memorização, expressando se pejorativamente: "decoreba"?
           Sem contudo deixar de lado o que se tem de bom no esquecimento.  Devemos esquecer, sim, de proposito, tudo aquilo que serve de embaraço para atrapalhar nosso progresso. E a consequência deste esforço é outro esforço em selecionar o que não presta e substitui-lo por informações que servirão. Em nome desse bem, não é preciso se esquecer de nada, basta reorganizar em circulo tudo que se tem decorado, de forma que se possa contemplar a todo instante o que nos custou caro para obter e manter.
           Será que brasileiro tem a fama de memoria curta porque tem preguiça de decorar e usar? Não nos esqueçamos que só podemos dar o que temos.
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 18/12/2014
Reeditado em 20/12/2014
Código do texto: T5073580
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