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MINHAS PÉROLAS

sábado, 18 de abril de 2015

TRABALHO INFANTIL NÃO É SERVENTE? (Qual, de fato, é a atuação da escola como substituta do trabalho, na vida das crianças?)



Crônica

TRABALHO INFANTIL NÃO É SERVENTE? (Qual, de fato, é a atuação da escola como substituta do trabalho, na vida das crianças?)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Os combatentes da exploração do trabalho infantil, um mal a ser erradicado, o fazem com tanta força, parecendo-me que o mundo está se acabando em "trabalho infantil". Então, pondero: não só a criança, mas qualquer pessoa estando submetida a quaisquer atividades prejudiciais ao físico, mental e espiritual deve ser protegida. Não devemos apoiar a escravidão. Porém, como seria o mundo sem o trabalho infantil artístico? De quem é a culpa quando uma criança se torna um marginal, desde cedo na vida? Quando a Bíblia diz que devemos ensinar as crianças no caminho que devem andar e quando forem velhas jamais sairão dele (Pv 22:6); creio, está também implícito no verso citado a ocupação da mente com coisas úteis, pois é necessário, senão mente vazia é oficina do "Capiroto"! Só se aprende a trabalhar, trabalhando; também a boa administração das economias próprias é importante; enfim, o senso de responsabilidade e organização do tempo estão divinamente ligados ao trabalho de quem quer que seja laborioso, independente da idade, vale mais a quem madruga. O trabalho dá significado à vida! Quando nos perguntamos por que existimos? O trabalho nos responde, é para sermos úteis uns aos outros. Todos os homens, com raríssima exceção, que começaram a trabalhar bem cedo na vida, tornaram-se homens de sucesso.
           Qual, de fato, é a atuação da escola no formato de substituta do trabalho, ocupando a vida das crianças, como muitos querem que seja? E quanto vale a polissemia  do Lugar-comum: "Lugar de criança é na escola!" E quando a escola se torna pai e mãe de tempo integral, pretendendo ser o lugar para se aprender a viver? Como assim? Se a socialização ali não é recomendada pelos próprios pais, selecionando os amigos aos seus filhos, formando assim as ditas "panelinhas". Então, não se pode conviver proveitosamente em meio dos que não servem de companhia?
           Um crítico sem conhecimento de causa é apenas um "zoilo". Por isso critico e combato a ociosidade infantil, pois sempre trabalhei, desde meus dez anos de idade e hoje sou professor. Ajudar as mães, pode, são afazeres de casa e não se configura trabalho infantil; mas ajudar o pai na oficina mecânica, não pode, é exploração do trabalho infantil!! Dizem os doutores nas ciências que não conheço. Todavia, nas minhas críticas, há sempre muitas sugestões boas, depende apenas das relações intelectuais feitas por quem as ler. Que pena! São privadas a analfabetos funcionais, os quais não estudaram bem e aos que nunca trabalharam na infância, o sistema está cheio desses. Talvez entendam isto: Para fazer melhorar não interessa o "certo", interessa o que está "errado".  Não sou um professor explorador, apenas me moldei pela maioria, servindo assim aos fracos por motivo de sobrevivência. Cada coisa em seu lugar!
Klawdessy Ferreira

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Enviado por Klawdessy Ferreira em 13/04/2015
Reeditado em 18/04/2015
Código do texto: T5205806
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