SENTINDO-ME AGRADECIDO: Entre o Calor dos Vínculos e o Peso das Palavras ("Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus" (NVI)-1 Tesalonicenses 5:18).
Embora o dia amanheça sempre com a promessa do novo, há dias que se recusam a ficar para trás. Ontem foi um deles. Ainda carrego suas cores, seus ruídos, suas pequenas alegrias. Houve riso, houve encontro, houve informação que alimenta a esperança — dessas que não gritam, mas aquietam. Fui atravessado por boas notícias e, como quem retribui um dom recebido, procurei manter acesa a chama do aprendizado, gesto silencioso de fidelidade ao que me constitui.
O dia 7 de julho — meu aniversário — continua a reverberar. Ele expôs uma verdade recorrente da experiência humana: somos cercados por presenças que se manifestam de formas diversas, intensas e, por vezes, contraditórias. No vasto palco da internet, palavras brotaram aos montes. Muitas traziam afeto genuíno; outras pareciam apenas reflexos automáticos do hábito digital. Frutos virtuais, penso, que saciam por instantes, mas nem sempre sustentam.
A tela, é verdade, concede coragem. Atrás dela, as pessoas ousam dizer mais, sentir mais, aparentar mais. É justamente aí que sinto falta de maior responsabilidade com as palavras. Quando o afeto se reduz à performance, produz uma felicidade inflada — vistosa, porém oca. Não tenho como medir a sinceridade de cada gesto recebido. Ainda assim, escolho a gratidão. Foram mais de duzentas felicitações, e respondi a cada uma como quem honra o vínculo possível. Até hoje, esse gesto me basta. "Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus" (NVI) (1 Tessalonicenses 5:18).
Então emerge o paradoxo — esse velho conhecido da condição humana. Entre tantas vozes de afeto, duas dissonâncias insistiram em ecoar. Duas pessoas me chamaram de “arrogante”. Não ignoro a dor do rótulo, mas recuso sua superficialidade. Fui à raiz da palavra: arrogante vem do latim adrogare, exigir, reivindicar para si aquilo que não lhe foi concedido. Nesse sentido, arrogante não é quem se reconhece, mas quem se apropria indevidamente do reconhecimento.
A pergunta, então, retorna a mim: ao nomeá-los como tóxicos, torno-me também portador do veneno? Talvez. A autocrítica é inevitável quando se escreve com honestidade. O que sei é que não exijo aplausos; exijo coerência. Peço apenas que cada um se reconheça no exemplo que oferece. Estou, confesso, “grávido” das atitudes alheias — elas me atravessam, me afetam, me formam.
Aqui toco outra palavra essencial: importância. Importante é aquilo que foi importado para dentro de nós, aquilo que permitimos atravessar nossas defesas e nos transformar. Talvez eu não seja importante para alguns porque não fui acolhido nesse espaço interior. E tudo bem. A honra mútua não nasce da unanimidade, mas do reconhecimento dos limites.
Assim sigo: grato pelo muito, atento ao pouco, consciente de que, entre o calor dos vínculos e o peso das palavras, viver é aprender a escolher o que permanece.
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Olá! Como seu professor de sociologia, elaborei cinco questões que conectam o seu relato pessoal a conceitos fundamentais da disciplina, como a construção da identidade, a interação mediada pela tecnologia e a ética nas relações sociais.
Aqui estão as questões para reflexão:
1. Espetáculo e Performance Digital: O texto menciona que, na internet, as pessoas "ousam dizer mais, sentir mais, aparentar mais". Do ponto de vista sociológico, como essa necessidade de "performance" nas redes sociais pode afetar a sinceridade e a profundidade dos vínculos entre os indivíduos?
2. Responsabilidade Afetiva e Ética: O autor expressa preocupação com o uso irresponsável das palavras, que podem gerar uma "felicidade inflada". Como a falta de presença física (o "corpo a corpo") no ambiente virtual pode facilitar o descompromisso ético com o que dizemos aos outros?
3. Identidade e Rótulos Sociais: Diante da acusação de "arrogância", o texto busca a etimologia da palavra para refletir sobre o seu significado. Na sociologia, como os rótulos atribuídos por terceiros influenciam a percepção que temos de nós mesmos e a nossa posição dentro de um grupo social?
4. A Importância como Acolhimento: O autor define "importante" como aquilo que é "importado para dentro". Utilizando essa lógica, como você explicaria a diferença entre ter muitos "contatos" em uma rede social e estabelecer relações de "importância" real na vida cotidiana?
5. Gratidão e Coesão Social: O texto termina com um apelo à gratidão e ao reconhecimento dos limites. De que maneira a prática da gratidão e do respeito mútuo contribui para a coesão social e para a diminuição da "toxicidade" nas interações humanas?
Embora o dia amanheça sempre com a promessa do novo, há dias que se recusam a ficar para trás. Ontem foi um deles. Ainda carrego suas cores, seus ruídos, suas pequenas alegrias. Houve riso, houve encontro, houve informação que alimenta a esperança — dessas que não gritam, mas aquietam. Fui atravessado por boas notícias e, como quem retribui um dom recebido, procurei manter acesa a chama do aprendizado, gesto silencioso de fidelidade ao que me constitui.
O dia 7 de julho — meu aniversário — continua a reverberar. Ele expôs uma verdade recorrente da experiência humana: somos cercados por presenças que se manifestam de formas diversas, intensas e, por vezes, contraditórias. No vasto palco da internet, palavras brotaram aos montes. Muitas traziam afeto genuíno; outras pareciam apenas reflexos automáticos do hábito digital. Frutos virtuais, penso, que saciam por instantes, mas nem sempre sustentam.
A tela, é verdade, concede coragem. Atrás dela, as pessoas ousam dizer mais, sentir mais, aparentar mais. É justamente aí que sinto falta de maior responsabilidade com as palavras. Quando o afeto se reduz à performance, produz uma felicidade inflada — vistosa, porém oca. Não tenho como medir a sinceridade de cada gesto recebido. Ainda assim, escolho a gratidão. Foram mais de duzentas felicitações, e respondi a cada uma como quem honra o vínculo possível. Até hoje, esse gesto me basta. "Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus" (NVI) (1 Tessalonicenses 5:18).
Então emerge o paradoxo — esse velho conhecido da condição humana. Entre tantas vozes de afeto, duas dissonâncias insistiram em ecoar. Duas pessoas me chamaram de “arrogante”. Não ignoro a dor do rótulo, mas recuso sua superficialidade. Fui à raiz da palavra: arrogante vem do latim adrogare, exigir, reivindicar para si aquilo que não lhe foi concedido. Nesse sentido, arrogante não é quem se reconhece, mas quem se apropria indevidamente do reconhecimento.
A pergunta, então, retorna a mim: ao nomeá-los como tóxicos, torno-me também portador do veneno? Talvez. A autocrítica é inevitável quando se escreve com honestidade. O que sei é que não exijo aplausos; exijo coerência. Peço apenas que cada um se reconheça no exemplo que oferece. Estou, confesso, “grávido” das atitudes alheias — elas me atravessam, me afetam, me formam.
Aqui toco outra palavra essencial: importância. Importante é aquilo que foi importado para dentro de nós, aquilo que permitimos atravessar nossas defesas e nos transformar. Talvez eu não seja importante para alguns porque não fui acolhido nesse espaço interior. E tudo bem. A honra mútua não nasce da unanimidade, mas do reconhecimento dos limites.
Assim sigo: grato pelo muito, atento ao pouco, consciente de que, entre o calor dos vínculos e o peso das palavras, viver é aprender a escolher o que permanece.
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Olá! Como seu professor de sociologia, elaborei cinco questões que conectam o seu relato pessoal a conceitos fundamentais da disciplina, como a construção da identidade, a interação mediada pela tecnologia e a ética nas relações sociais.
Aqui estão as questões para reflexão:
1. Espetáculo e Performance Digital: O texto menciona que, na internet, as pessoas "ousam dizer mais, sentir mais, aparentar mais". Do ponto de vista sociológico, como essa necessidade de "performance" nas redes sociais pode afetar a sinceridade e a profundidade dos vínculos entre os indivíduos?
2. Responsabilidade Afetiva e Ética: O autor expressa preocupação com o uso irresponsável das palavras, que podem gerar uma "felicidade inflada". Como a falta de presença física (o "corpo a corpo") no ambiente virtual pode facilitar o descompromisso ético com o que dizemos aos outros?
3. Identidade e Rótulos Sociais: Diante da acusação de "arrogância", o texto busca a etimologia da palavra para refletir sobre o seu significado. Na sociologia, como os rótulos atribuídos por terceiros influenciam a percepção que temos de nós mesmos e a nossa posição dentro de um grupo social?
4. A Importância como Acolhimento: O autor define "importante" como aquilo que é "importado para dentro". Utilizando essa lógica, como você explicaria a diferença entre ter muitos "contatos" em uma rede social e estabelecer relações de "importância" real na vida cotidiana?
5. Gratidão e Coesão Social: O texto termina com um apelo à gratidão e ao reconhecimento dos limites. De que maneira a prática da gratidão e do respeito mútuo contribui para a coesão social e para a diminuição da "toxicidade" nas interações humanas?


