"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 4 de março de 2023

MORTO(,) VIVO: O Encontro Marcado no Campo Santo ("Finados é o dia dos mortos. Os dias seguintes, são dos mortos-vivos." — Ediel)

 


AOS MONTES, LEITORES DE MANCHETES. ("Os leitores extraem dos livros, consoante o seu caráter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o seu veneno." — Friedrich Nietzsche)

 


AOS MONTES, LEITORES DE MANCHETES. ("Os leitores extraem dos livros, consoante o seu caráter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o seu veneno." — Friedrich Nietzsche)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Bem sabemos que a internet é um celeiro de "idiotas úteis", mas há outros tipos além desses. O fato é que já não conseguimos mais viver sem ela — e, infelizmente, nem sem eles. Afinal, quem daria os likes?

Essa crescente desvalorização do conhecimento, facilitada pela abundância da informação digital, tornou-se ainda mais evidente em tempos de distanciamento social, quando passamos a depender mais intensamente das redes sociais. Ali estão os que roubam ideias: copiam e colam sem qualquer referência ao autor. Todo mundo quer ser professor — basta um vídeo ensinando qualquer coisa.

Os mais perigosos, contudo, são os que disseminam "fake news" e textos de "autor desconhecido". E há ainda um outro tipo de imbecil: aquele que, mesmo diante de críticas, insiste em resistir às evidências e ainda exige receitas prontas dos que o desafiam. São os que não sabem pesquisar — e querem ser pesquisados!

Quando encontro um professor que me diz não ter conta no Facebook ou no X, tentando parecer superior a mim e precavido dos males da internet, costumo ter uma má impressão. Talvez nem saiba ligar um computador. Pior: duvido que leia algo além do livro didático, apenas para cumprir o básico e ministrar suas aulinhas.

Paradoxalmente, estou aqui, parecendo eu mesma uma idiota, ao lembrar que é preciso reconhecer o óbvio: a internet tem sua utilidade.

Quando encontro um comentário de mau gosto em minhas postagens, "nem esses" ignoro. Assim cumpro minha missão, pois Salomão me ensinou em seus Provérbios: "Não respondas ao insensato com semelhante insensatez, para não te igualares a ele." (Prov. 26:4). E procuro tirar algum proveito, seguindo o ensinamento de Alfred Whitehead: "A pergunta idiota é o primeiro vislumbre de algum desenvolvimento totalmente novo."

O segredo do sucesso com a internet está nas escolhas feitas em meio ao palheiro. "Vamos agradecer aos idiotas. Se não fosse por eles não faríamos tanto sucesso." (Mark Twain).


Olá! Com base nas ideias centrais do texto apresentado, aqui estão 5 questões discursivas e simples para estimular a reflexão:


1. Desvalorização do Conhecimento: O texto afirma que a abundância de informação digital facilitou uma "crescente desvalorização do conhecimento". Explique, com base nos exemplos dados (como cópia sem referência e vídeos de "qualquer coisa"), como esse fenômeno se manifesta no ambiente online, segundo o autor.

2. Tipos Sociais na Internet: O autor menciona diferentes "tipos" de usuários da internet, como os "idiotas úteis", os que plagiam, os que disseminam "fake news" e os que resistem a evidências. Discorra sobre como esses comportamentos refletem dinâmicas sociais mais amplas fora do ambiente digital.

3. Internet: Dependência e Utilidade: O texto apresenta a internet como algo do qual "já não conseguimos mais viver sem" e que, apesar dos problemas, "tem sua utilidade". Analise essa relação paradoxal de dependência e utilidade da internet na sociedade contemporânea, conforme sugerido pelo autor.

4. Engajamento vs. Alienação Digital: O autor critica o professor que evita redes sociais, sugerindo que isso pode indicar uma falta de engajamento mais amplo. Discuta a tensão entre usar a internet (e se expor aos seus "males") e não usar (correndo o risco de alienação ou superficialidade), com base na perspectiva apresentada.

5. Estratégias de Navegação: Citando Provérbios, Whitehead e Mark Twain, o autor sugere uma forma de lidar com a negatividade e a "idiotice" online, encontrando valor até mesmo em interações problemáticas. Qual é a estratégia proposta no texto para navegar no "palheiro" da internet e como ela se relaciona com a ideia de fazer "boas escolhas"?

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Escola não é vitrine — José Renato Nalini

 




Escola não é vitrine

Num país inculto e iletrado, em que tudo se resume a rankings, impostos pela desenfreada competitividade, a volúpia pela avaliação do rendimento escolar faz esquecer a verdadeira finalidade da educação pública.

Mais do que a substância, interessa aos políticos profissionais a aparência. A versão é mais importante do que a realidade. Isso ocorre em relação aos Estados-membros, cada qual querendo estar à frente nos índices IDEB e ocorre nos municípios, cada um pretendendo mostrar o primeiro lugar nas incessantes avaliações.

Uma escola preocupada em fazer o educando memorizar informações, esquecendo-se de que estas podem ser obtidas mediante um clique em qualquer bugiganga eletrônica, só consegue avaliar aferindo a capacidade mnemônica do avaliado.

Aferições periódicas implicam em elaboração de provas. Como são feitas pelos próprios docentes, estes podem negligenciar as aulas, para cuidar da confecção das provas. Depois, subtrairão ao ensino o tempo que levarem para a correção.

É muito discutível confiar-se nesse tipo de verificação do aprendizado. A educação tem várias finalidades, dentre as quais não está a exclusividade na memorização de dados. O educando precisa desabrochar para o conhecimento, muito diferente do “decoreba” em que é adestrado. Precisa ser capacitado para o trabalho e qualificado para o exercício da cidadania.

Enquanto Estados e Municípios se preocupam com avaliações estatísticas, descuidam das competências socioemocionais. Acreditam nos “estudos”, “pareceres” e “assessorias” de grupos que sempre encontram folga nos orçamentos do governo, vendem suas soluções, embora nunca tenham enfrentado uma sala de aula e convivido com o alunado, sentido os seus anseios, angústias e desafios.

A escola pública já foi melhor. No tempo em que os professores eram respeitados. Um desperdício a extinção do curso Normal, que formava especialistas em alfabetização, assim como deixar de chamar as mestras aposentadas, verdadeiras magas na formação integral de seus discípulos.

Escola é lugar para ensinar a viver bem, não é vitrine para adornar currículo de candidatos à matriz da pestilência chamada reeleição. Fonte da qual jorram todos os mais intensos males já experimentados por esta terra que já se chamou de “Vera Cruz”.

* José Renato Nalini é Diretor-Geral da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e ex-Secretário Estadual da Educação de São Paulo.
https://www.diariodolitoral.com.br/colunistas/ia-nao-sou-uma-sou-muitas/escola-nao-e-vitrine/1291/

sexta-feira, 3 de março de 2023

"DEMO(NIO)CRACIA": Entre Leões, Fantoches e Homens de Carne ("A ameaça do mais forte faz-me sempre passar para o lado do mais fraco." — François Chateaubriand)

 


quarta-feira, 1 de março de 2023

O Mal dos Apressados: Quando a Língua Corre Antes do Pensamento ("Nenhuma pergunta é tão difícil de se responder quanto aquela cuja resposta é óbvia." — George Bernard Shaw)

 


terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

O Joio e o Trigo na Educação: Pequenas Histórias do Novo Normal ("2 Timóteo 4:3 — Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos.)