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MINHAS PÉROLAS

sábado, 6 de dezembro de 2014

PIA NOVA(MENTE) (Período de Intensificação da Aprendizagem)


Crônica

PIA NOVA(MENTE) (Período de Intensificação da Aprendizagem)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Eu não sei quem foi o inventor do tal PIA (Período de Intensificação da Aprendizagem), Talvez um pedagogo qualquer, esforçando-se para mostrar serviço; aliás nem quero saber, mas essa "desgraça" não funciona mesmo!!! Atrapalha a vida de todo mundo no colégio, e o fim é bem simples: passar o aluno. Se qualquer aluno não atingir a nota que precisa no PIA, o professor é o incompetente da história toda, pois não atingiu os resultados esperados por duas vezes: no curso normal e depois no Período de intensificação, prestado-se unicamente a isso. E não sei quem vai pagar por isto: O aluno bom, dedicado e estudioso que vai com média 9,0 assiste todas às aulas e, não precisando recuperar a nota, por estar na média, fica por isso mesmo. Todavia o lambança perturbou no tempo normal é obrigado a ficar no PIA, agora assiste esporadicamente às aulas da misericórdia, recupera a nota e vai para o histórico dele 10,0! Essa pedagogia das trevas, que detona meu cristianismo, ou melhor, minha espiritualidade, nasceu nesse governo e vai morrer em outros futuros;  reeleitos, também, pelos os professores!!! É um mal reincidente, mudando só de roupagem. INDIGNADO estou: agastado, abespinhado, agoniado, amofinado, encolerizado, enfadado, enraivecido, espinhado, estomagado, indisposto, iracundo, irritado ... E meu ano letivo acaba assim!!! O silogismo é simples: Se o professor é culpado pela improdutividade do aluno, e a quantidade de aluno gera verbas para a escola, logo o professor paga a existência da escola. Não faz sentido, o professor zerar a reprovação e passar só os que sabem a matéria!  
            A todos os alunos é permitido fazer o PIA, por isso para o professor não tem saída mesmo que não retenha os reprovados. Um deles que ficou com média abaixo da mínima em 6 matérias, apesar dos desestímulos de alguns professores, ele persistiu e, no final das duas semanas de PIA, alcançou boa nota em todas. Pergunto: como um indivíduo desse, que não conseguiu no ano todo, muda de um "dia para a noite"? Que argumento o colégio vai usar para reter o aluno tecnicamente reprovado e fazê-lo repetir a série, de fato, diante de suas boas notas conseguidas por trabalhinhos facilitados de PIA? "Uma mente sem conhecimento se torna vulnerável a enganação" (Eliclif Viana).
            A correria dos alunos continua nesses dias, um engano atrás do outro em busca dos resultados, um professor dar um resultado, a coordenadora outro, e os boletins mostram outro, a propósito, pois não se pode dispensar alunos antes da hora. Se souberem que não precisam de nenhuma complementação,  não permanecerão até o término dos dias letivos. Ameaçam-nos com lista de chamada e o tumulto é acirrado pelo o transitar de muitos que vêm só para bagunçar por que, mesmo assim, descobriram que não precisam fazer mais nada. Ai, dão o lanche mais cobiçado (galinhada), tudo é usado como isca. De certa forma, os alunos até que têm razão, em evadirem mais cedo, considerando as palavras de Carlos Drummond de Andrade: "Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes." E mais,  "Comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar" (Código Penal). 
           Será se os mil favores prestados aos maus alunos, para fazer número na escola, não defrauda os bons e esforçados?
Claudeko Ferreira

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Enviado por Claudeko Ferreira em 04/12/2014
Reeditado em 06/12/2014
Código do texto: T5058630
Classificação de conteúdo: seguro

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