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MINHAS PÉROLAS

sábado, 29 de julho de 2017

AO CAMPO SANTO ("Mas a poeira é só a vontade que o chão tem de voar". Rita Apoena)



Crônica Filosófica

AO CAMPO SANTO ("Mas a poeira é só a vontade que o chão tem de voar". Rita Apoena)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Hoje, no clima do último fim de semana das férias! Já prelibando, pelas evidências, um momento inicial em que questões complexas vêm à tona do ambiente profissional, que pode comprometer o entendimento com colegas de trabalho e a condução dos desafios coletivos. Estou planejando aqui como superar diferenças pessoais em prol do todo. Foi-se o prazer, a liberdade e agora só entrega.
           Então, estou atento a meu comportamento para começar bem, Planejei cuidadosamente os passos que seguirei daqui a diante, mas não quero ficar só focado nas conquistas pessoais. Estou tentando que meus projetos incorporarem algo que seja útil à comunidade, ou pelo menos que seja algo benéfico ao grupo ao qual pertenço. Estou atravessando uma fase de questionamentos a respeito da vida, sobretudo ao confrontar meus desejos e insatisfações. Quem sabe organizando as atividades cotidianas me ajudará a pôr em ordem não apenas a vida prática, como também minhas ideias. Interessa-me compreender a raiz dos problemas. Pois, tenho problemas com chefes e com prazos.

             Concentrado aqui em meus aposentos, porque venta persistentemente lá fora, e aqui dentro o telhado empoeirado suja minha vida. Assim fertiliza melhor os meus assuntos, não há motivo para não fluírem o bastante! O amanhã, talvez nem posso tê-los, entretanto vou agendá-los, tentado ganhar tempo, preocupando-me com o  que realmente importa: a morte. Já que a morte leva todos os projetos das gente,  agora, permita-me desviar o assunto, para o estado dos defuntos: pó. Quantas pessoas não estão no meu telhado, procurando o tal "campo santo"! Com certeza vou ter mais um dia para viver, e menos um para a morte é infalível me achar. Meu corpo já pode sinalizar alguns desconfortos, sobretudo, eu nunca vou me esconder da realidade, pelo contrário, já estou pronto. Não se esqueça do meu epitáfio: — "Não fui eu quem morreu, pois existo em tudo que restou de mim, e tu me percebes, mas, foste sim tu quem morreu para mim, não posso te perceber". E assim executo meus projetos do ontem.
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 01/11/2016

Reeditado em 29/07/2017

Código do texto: T5810055 
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