"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

domingo, 10 de abril de 2022

Coleção 73 ("Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males." — Voltaire)

 


 


  • Coleção 73 ("Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males." — Voltaire)

    Por Claudeci Andrade

    1 "Entre corpos despertos e consciências adormecidas, o professor caminha exausto entre vivos que sonham estar acordados; zumbis de um cotidiano que confunde movimento com vida."

    2 "Entre a leveza da distração e o peso da confiança, o professor descobre que, às vezes, a verdadeira lição vem da honestidade silenciosa dos alunos que sustentam o que ele deixou cair; e o que quase deixou de perceber."

    3 "Ver o sucesso de um igual não inspira esperança, mas reflete, como espelho incômodo, a própria carência e a dor de permanecer na mesma condição."

    4 "Enluarados, carregamos no pescoço um destino inevitável, isentos de culpa, enquanto forças externas moldam a vida além de nosso alcance."

    5 "O PIA, mais ilusionismo do que aprendizado, nasce morto em um sistema que troca educação por votos, priorizando estatísticas e favores em vez de investir na verdadeira qualidade do ensino."

    6 "Quem tenta ser Deus atrai a ira divina, e o castigo se revela em igrejas esvaziadas, onde os poucos fiéis sobreviventes buscam mais riqueza do que espiritualidade."

    7 "Adotei o que repetem sobre mim e digo o que querem ouvir, transformando a confirmação alheia em um deleite fugaz, como o prazer irresponsável de um ébrio, numa conscientização exaustiva e forçada."

    8 "Na escola pública, a motivação se limita a lanches e aprovações sem mérito, e o aprendizado, como alimento digerido, é rapidamente esquecido, vazio de valor duradouro."

    9 "A filosofia mergulha no sombrio, e o poeta, fruto de sua dor, transforma a própria vida em verso; não copia o mundo, mas revela o que nele arde, usando a licença poética como espelho da sua verdade e dos limites que só ele pode habitar."

    10 "Na pedagogia da caneta azul, quem não faz nada vale o mesmo que quem faz pouco, e o aluno que se esforça acima da média vê seu mérito diluído pela 'recomposição', prova flagrante da injustiça do sistema."

    11 "A mesquinhez distorce a visão do mundo, fazendo com que o indivíduo enxergue apenas o que lhe convém e pratique a discriminação guiado pelo próprio interesse."

    12 "O denuncismo, longe de buscar justiça, serve à vingança pessoal, revelando que por trás da denúncia há mais retaliação e interesse próprio do que reparação ou bem comum."

    13 "Toda aliança formada para o mal se destrói por si mesma, pois a desconfiança e a natureza destrutiva corroem o grupo antes que qualquer ato seja consumado."

    14 "Quando a autoridade é deslegitimada, nasce a igualdade radical: os alunos vigiam cada privilégio do professor, tornando até um lanche especial motivo de crítica e exposição."

    15 "Ler é um ato que multiplica o bem: quem escreve revela inteligência, quem lê conquista sabedoria, e um bom livro une ambos no mesmo ponto de entendimento e convivência."

    16 "Na escola viva e imprevisível, o plano do professor é inútil diante da improvisação necessária; e, ignorado por uma gestão alheia à realidade, ele descobre, com ironia amarga, que seu baixo salário é a paga justa por um esforço que o sistema não reconhece."

    17 A perdição do homem nasce do desejo desmedido pela mulher, e o número da Besta, 666, seria o enigma dessa atração fatal que confunde a razão e revela a medida de sua própria ruína."

    18 "A escola sustenta-se no analfabetismo que finge combater, enquanto os poucos que aprendem e se destacam partem sem retornar, deixando o sistema preso à própria falha que o mantém vivo."

    19 "Ao aprovar sem mérito, o professor cede à pressão dos pais ausentes, sacrificando a escola para suprir a culpa alheia e perpetuando o eco do 'sim' que disfarça a negligência sob o nome de cuidado."

    20 "Na sala de aula tomada por militâncias, o professor vê sua autoridade diluída e a Filosofia reduzida a debates estéreis, onde o engajamento suplanta o pensamento e a palavra perde sua razão."

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    sábado, 2 de abril de 2022

    Coleção 72 ("Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males." — Voltaire)


     

    Coleção 72 ("Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males." — Voltaire)

    Por Claudeci Andrade

    1 A frustração do professor revela-se ao perceber que a solidariedade entre os alunos degenera em cumplicidade no erro: ao partilharem respostas falsas, arrastam-se juntos para o mesmo fracasso, confundindo ajuda com perdição.

    2 O medo da liberdade nasce da responsabilidade que ela exige, e muitos, temendo suas próprias escolhas, preferem a segurança ilusória do destino à audácia de decidir.

    3 A experiência com os erros alheios conferiu-lhe um distanciamento sereno: imune à culpa e à acusação, percebeu que sua proteção não nasce da defesa ativa, mas da simples observação passiva.

    4 A teoria planejada sucumbe à vida da sala de aula, onde a imprevisibilidade exige do professor mais improvisação que plano, e a adaptação constante se torna a verdadeira regra.

    5 A amizade entre homem e mulher é, em essência, limitada pela atração: a rejeição transforma a amizade em obstáculo, e apenas o prestígio físico ou social transcende essa barreira.

    6 A verdadeira apreciação da diversidade divina depende da capacidade de discernir valor: sem distinção, a uniformidade indulgente dilui o mérito, tornando a discriminação; justa e criteriosa, um princípio saudável e necessário.

    7 A tolerância diante do fanatismo nasce do distanciamento seguro: sabendo que seus destinos são distintos, o indivíduo encontra paz na convivência sem confronto.

    8 A inovação só se legitima ao aprimorar o que já existe, pois toda novidade é transformação, e mudanças superficiais carecem de valor real.

    9 A dignidade do professor reside em disciplinar com justiça e afeto, mas a perda de bens materiais pelos alunos frequentemente eclipsa a lição de cuidado que se pretende transmitir.

    10 A desinformação e a burocracia funcionam como um anestésico para o pobre, oferecendo alívio ilusório; mas, por sua complexidade, essa felicidade artificial é sempre passageira.

    11 À beira da morte, o indivíduo se vê vítima das falhas do mundo, testemunha solitária de injustiças que parecem persegui-lo pessoalmente.

    12 julgando suas próprias armadilhas insignificantes, o indivíduo se coloca acima das consequências, acreditando que só atingiriam os menores que ele.

    13 Apesar de simplista, o registro sistemático da participação do aluno garante avaliação contínua e transparente, servindo como prova objetiva da justiça na mensuração do desempenho.

    14 A liderança genuína não nasce pronta; assim como o espinho só afia sua ponta com o tempo, a habilidade de liderar se forma e se aprimora com experiência e maturação.

    15 A suposta vocação escolar do "bonzinho" revela-se irônica: sua bondade consiste em facilitar erros alheios, mostrando que há quem nasça para patrocinar o mal sob o disfarce de ajuda.

    16 A convivência obrigatória gera distância emocional, revelando que colegas forçados nunca se igualam aos amigos escolhidos pelo afeto genuíno.

    17 A justiça exige inteligência elevada, enquanto a incoerência revela extrema ignorância; e, diante da perfeição da Natureza, até o mais tolo se vê impotente para manifestar ou provar sua própria falha.

    18 A estabilidade prolongada desgasta e mata; até o amor se esgota sem renovação, e por isso escolho a ação e a mudança à estagnação definitiva.

    19 Programas assistenciais que fornecem apenas o benefício imediato perpetuam a dependência; sem ensinar a pescar, não se combate a pobreza, apenas se mantém o miserável.

    20 O Bolsa Família, ao depender da confirmação da pobreza para conceder auxílio, paradoxalmente reforça a identidade de miserável, perpetuando a condição que deveria superar.

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    domingo, 27 de março de 2022

    Coleção 71 ("Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males." — Voltaire)

     

     

    Coleção 71 ("Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males." — Voltaire)

    Por Claudeci Andrade

    1 Como exigir do aluno o entendimento do mundo se ele ainda não compreende o sentido de sua própria presença na escola?

    2 Formado para ensinar palavras, o professor vê-se obrigado a conter corpos; vítima de um sistema que lhe exige força onde deveria bastar a linguagem. Deveri ter estudado mesmo era "JIU-JÍTSU" Para ficar separando brigas de aluno.

    3 Quando a escola escolhe reprimir em vez de educar, semeia rancor onde deveria florescer o saber; e colhe, inevitavelmente, o caos que ela mesma cultivou.

    4 A aprovação sem mérito, disfarçada de benevolência, revela não empatia, mas conveniência; uma reciprocidade corrompida que serve mais ao conforto do professor que ao crescimento do aluno.

    5 Em tempos de malícia e vaidade precoce, a amizade entre professor e aluno tornou-se um perigo: o afeto, antes ponte de aprendizado, hoje é armadilha onde a inocência se confunde com suspeita.

    6 Ao reagir com agressividade à própria reprovação, o aluno revela não apenas a falência de sua formação familiar, mas o motivo pelo qual a escola teme avaliar com rigor: punir o fracasso tornou-se mais perigoso que ensiná-lo.

    7 Quem ergue armadilhas para os outros, cedo ou tarde, vê sua própria moral desmoronar; a justiça da vida quebra aqueles que quebram os outros.

    8 Quando o aluno aprende a usar astúcia e gravações para atacar, instala-se um ciclo perigoso: a manipulação ensinada se torna norma, corroendo confiança e autoridade dentro da sala.

    9 Na escola, como no futebol, muitos líderes ocupam cargos de comando sem jamais dominar novamente o campo de jogo, dirigindo o ensino sem jamais ter jogado com eficácia.

    10 A inclusão forçada apaga diferenças e escraviza; a exclusão natural respeita a singularidade, e o sacrifício pessoal, quando motivado por ganho, não é amor, mas conveniência.

    11 Incluir à força revela que o indivíduo jamais pertenceu plenamente, e igualar o intrinsecamente diferente é a mais cruel forma de injustiça, que apaga a verdadeira singularidade.

    12 A democracia protege a diferença; já os autoproclamados antidiscriminadores, ao buscar homogeneizar, traem a diversidade por interesse próprio, não por justiça.

    13 A igualdade basta por sua própria semelhança; buscar superioridade ou forçar uniformidade sacrifica a individualidade, e eu prefiro ser “inferior” a ceder minha singularidade.

    14 Sinto que o mundo se reconfigura sob um desígnio paradoxal: os movimentos que muitos condenam; homossexualismo e feminismo; parecem carregar, irônica e redentora, a tarefa de poupar o planeta do excesso, como se o cordeiro de Deus surgisse agora com chifres inesperados.

    15 Vejo a hipocrisia de quem defende animais com fervor, mas ainda come carne; assim, meu gosto por churrasco parece puro diante do paradoxo insano dos outros.

    16 Vejo mulheres bonitas como destemidas pelo poder de sua aparência, e as menos favorecidas, solitárias e ressentidas, carregam fragilidades que, para mim, parecem se refletir até no corpo.

    17 Permitir que o mau gênio do professor passe sem crítica é entregar o ensino à tirania do ego, corroendo a paz e o aprendizado dos alunos.

    18 Quanto mais nos medimos pelo belo que nos cerca, mais desaparecemos na homogeneidade; a atração pelas diferenças, em vez de preservá-las, dissolve nossa singularidade como leite na água.

    19 A perfeição da natureza elimina o defeito sem clemência; já a Igreja nos oferece um Deus humanizado, cuja indulgência suaviza as falhas e serve aos interesses da própria instituição.

    20 Investir pesado na educação de alunos que a desvalorizam degrada o sistema, e o mercado, ao aceitar diplomas sem mérito, legitima essa autovulgarização.

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    sábado, 19 de março de 2022

    Coleção 70 ("Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males." — Voltaire)

     


    Coleção 70 ("Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males." — Voltaire)

    Por Claudeci Andrade

    1 O caráter humano é uma obra em constante formação, moldada pelas experiências vividas; por isso, todo julgamento requer o conhecimento da trajetória completa do indivíduo; pois, como lembra Augusto Cury, tanto a glória quanto a crítica são breves passageiras do tempo.

    2 A repressão e a indiferença, ao silenciarem o indivíduo e dissolverem sua identidade, transformam-se em formas sutis de violência social que conduzem à autodestruição e corroem, em silêncio, os próprios alicerces da democracia.

    3 A celebração do Dia das Crianças na escola, antecipada em razão do feriado, revela-se uma homenagem implícita ao professor, cuja dedicação e organização tornam possível cada instante de alegria que antecede o descanso.

    4 A expansão do ensino a distância e das cotas, ao ampliar o acesso ao diploma de Pedagogia, acabou diluindo o prestígio antes atribuído ao curso, gerando uma percepção de excesso de coordenadores e expondo, sobretudo após a pandemia, o esvaziamento burocrático de uma função que perdeu sua essência educativa.

    5 Emprestar um bem valioso que não se poderia doar é arriscar a amizade, pois a obrigação da devolução esbarra tanto na falta do objeto quando mais se precisa dele quanto na tendência do invejoso de tomar posse do que recebeu sem custo.

    6 O indivíduo obcecado por se colocar à frente dos outros adquire o hábito irracional de se inserir em qualquer fila, mesmo sem compreender seu propósito, pois a mera sensação de vantagem ou o mínimo "lucro" já justificam sua compulsão de superar os demais.

    7 O comportamento de um indivíduo em uma fila revela, em gestos e esperas, o verdadeiro reflexo de seu caráter e o grau de internalização das normas que regem a convivência social.

    8 O início das aulas, ao obrigar o indivíduo a despertar na escuridão da madrugada, perturba seu ciclo natural mais profundamente que o simples ajuste do Horário de Verão.

    9 O poder, por sua natureza corruptora, inclina o indivíduo a renunciar ao sacrifício por causas nobres, de modo que apenas a cobiça consegue impulsioná-lo a buscar incessantemente tal poder, mesmo ao custo da própria destruição.

    10 A intimidade confere uma liberdade de expressão intensa que, muitas vezes, se transforma em desrespeito, ao passo que os revoltados, que clamam por liberdade, exprimem sua insatisfação oprimindo e negando a liberdade dos outros.

    11 Alunos carentes de atenção, acostumados à impulsividade, revelam um súbito descontrole ao surgir o professor, como uma bexiga prestes a explodir, transformando a desordem em uma expressão caótica de liberdade e anseio por reconhecimento.

    12 Embora recuse ser uma “mentira ambulante”, o indivíduo reconhece-se como ator social, desempenhando papéis apenas quando apropriado, consciente de que sua verdadeira identidade permanece oculta e intocável, como um “desconhecido”.

    13 A capacidade de reconhecer um mau caráter diminui à medida que a pessoa se assemelha a nós, pois a identificação gera uma barreira que obscurece tanto suas falhas quanto as nossas próprias, enquanto a diferença permite uma avaliação mais objetiva.

    14 A leitura deve visar a compreensão e o aprendizado, não a caça a erros, pois é ao buscar interpretar corretamente o texto que se promove o verdadeiro crescimento intelectual.

    15 Os sábios não podem permanecer em silêncio, pois sua voz é vital para instruir; cabe-lhes ensinar os tolos a se calarem, garantindo que a sabedoria e o discernimento dominem o discurso público.

    16 Assim como os pescadores atraem os peixes maiores com iscas extraídas de exemplares menores ou dos próprios grandes, um bom salário seduz pela promessa de segurança e conforto, lembrando que toda conquista exige, inevitavelmente, o preço do esforço correspondente.

    17 A escola, ao recorrer à manipulação em vez de cultivar interesse genuíno, cria uma armadilha que se autossabota, pois ninguém se dedica ao que não percebe como útil ou prazeroso.

    18 A escola, ao repetir estratégias desgastadas, vê o interesse dos alunos evaporar como caça que evita a armadilha, e paradoxalmente, ao rejeitar a memorização, produz conteúdos desconectados da vida real, cujo aprendizado se dissolve ao faltar significado duradouro.

    19 O ensino verdadeiro não nasce de estratagemas, mas do interesse que surge quando o aprendizado responde a necessidades reais; por isso, a escola deveria inverter sua lógica e começar ouvindo seus alunos, construindo o saber a partir do que tem sentido em suas vidas, e não impondo conteúdos alheios à sua realidade.

    20 Compreender verdadeiramente alguém exige ouvir além das palavras; perceber os silêncios, as pausas e o que permanece oculto, pois muitos não conseguem nomear seus próprios anseios e medos; cabe, então, ao interlocutor sensível decifrar essa linguagem invisível que raramente se torna palavra.

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    domingo, 13 de março de 2022

    Coleção 69 ("Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males." — Voltaire)

     


    Coleção 69 ("Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males." — Voltaire)

    Por Claudeci Andrade

    1 “Num mundo onde o sistema é um predador que se alimenta da própria decadência, e os hipócritas se disfarçam de virtuosos, assumo minha condição de impuro; pois o veneno que corre em minhas veias é o antídoto que me impede de ser devorado.”

    2 “Os inúmeros projetinhos escolares, nascidos mortos e ressuscitados em pastas vazias, são o retrato de uma educação burocrática que troca o saber pelo cumprimento de tarefas, simulando aprendizado onde só há protocolo.”

    3 “O sistema educacional público transformou o ato de aprender em mera estatística: importa mais a presença que o mérito, mais a progressão que o conhecimento; porque, no fim, é a verba que precisa ser aprovada, não o aluno.”

    4 “Enquanto as notas escolares simulam sucesso, o IDEB revela a falência do sistema; e eu, peça frouxa nessa engrenagem viciada, apenas observo a educação fingir que avança enquanto afunda.”

    5 “A greve dos professores revelou a burrice dos diplomados: sacrificaram salário e descanso em nome de causas justas, mas mal conduzidas — prova de que o diploma ensina a pensar, mas não a agir com sabedoria.”

    6 “Tememos os bandidos, mas estamos desarmados até para o medo; só nos resta a primeira pedra, única arma do cidadão de bem; e, quando roubar um celular parece garantir mais dignidade que pedir um prato de comida, a fronteira entre culpa e fome torna-se moralmente indistinta.”

    7 “Entre os que fingem trabalhar sem jamais pensar, reina a ilusão da diligência; mas quem age sem conjectura apenas movimenta o corpo, não a consciência; e sem pensamento, nenhum trabalho pode ser verdadeiramente digno.”

    8 “O texto denuncia como certos indivíduos, percebidos como bandidos, exploram proteções legais e a complacência de um público conivente para agir impunemente, transformando a escola em palco de palhaçadas e ameaças, e subvertendo seu propósito educacional original.”

    9 “A escola, ao priorizar a satisfação dos alunos e a sobrevivência institucional, sacrificou a qualidade educacional, adaptando-se de forma desordenada e superficial, evidenciando que a ausência de padrões rigorosos amplificou os problemas expostos pela pandemia.”

    10 “O professor, ao reprovar uma aluna, sente-se pressionado pela coerção institucional e pelo medo de comprometer sua reputação, compensando notas com trabalhos extras e abandonando seus critérios pedagógicos, subvertendo assim o processo de avaliação.”

    11 “A prova, criada para medir o aprendizado do aluno, tornou-se sobretudo instrumento de avaliação do professor e da instituição, traindo seu propósito original.”

    12 “A progressão parcial, ao exigir trabalhos extraclasse que os alunos frequentemente ignoram, transforma a sala em caos diário e desloca a responsabilidade do fracasso para o professor, revelando a incoerência do sistema educacional.”

    13 “Diante do orgulho do aluno pela própria ignorância, o professor percebe que, se o estudante não busca um objetivo nobre, cabe a ele manter o seu, repreendendo-o para preservar o sentido da aprendizagem e honrar as expectativas de quem confia na educação.”

    14 “Ensinar a norma padrão da língua portugesa, raramente usada fora da escola, revela a incoerência do sistema: a antipatia dos alunos pelo professor é, na verdade, o reflexo do desdém que sentem pela disciplina e suas regras.”

    15 “O aluno que exibe um caderno vazio para simular esforço revela não astúcia, mas ingenuidade: sua tentativa de enganar o professor denuncia a pobreza de caráter e de pensamento que transforma a esperteza em tolice.”

    16 “Obrigar o professor a justificar a ausência do aluno é expor o íntimo ao ridículo; a escola que transforma a falta em espetáculo esquece que ética e discrição também educam.”

    17 “Na educação, a efetivação dos temporários é a vingança dos explorados: quem antes foi mantido a cabresto conquista estabilidade, enquanto o diretor que herdará a gestão pagará o preço pelos abusos de seu antecessor; cumprindo o destino de quem casa com a viúva e assume os filhos.”

    18 “O sistema educacional inverteu sua lógica: a prova já não mede o aluno, mas pune o professor; ao corrigir o fracasso do avaliado, o avaliador se torna o réu; e a avaliação, um ritual de autoflagelação pedagógica travestido de justiça.”

    19 “A escola inverteu a hierarquia do saber: ao obrigar o professor a devolver a prova corrigida, transforma o avaliador em réu e o avaliado em juiz, convertendo o instrumento de ensino em prova de defesa; e a autoridade pedagógica, em mera formalidade contestável.”

    20 “No sistema escolar, o professor é obrigado a produzir provas que, quando mal respondidas, transformam o fracasso do aluno em acusação contra ele; assim, a avaliação deixa de medir aprendizado e se torna arma que o próprio educador fabrica contra si, invertendo a responsabilidade e expondo-o ao escárnio institucional.”

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