"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

domingo, 19 de março de 2023

A TERRA É LÉS(BI)CA SEM ZANGÕES ("Opção é escolher entre um sapato azul ou vermelho. Ser Gay, lésbica, trans... nunca foi opção e sim, uma condição imposta." — Leônia Teixeira)

 


A TERRA É LÉS(BI)CA SEM ZANGÕES ("Opção é escolher entre um sapato azul ou vermelho. Ser Gay, lésbica, trans... nunca foi opção e sim, uma condição imposta." — Leônia Teixeira)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Era uma manhã de domingo quando me deparei com as manchetes alarmantes sobre a superpopulação mundial. Sentado à mesa da cozinha, com minha xícara de café fumegante, folheava as páginas do jornal, cada vez mais perplexo com as notícias que saltavam diante de meus olhos. O contraste entre o aroma reconfortante do café e o peso das palavras que lia era quase palpável.

Lembrei-me de como, há não muito tempo, interpretávamos as palavras bíblicas com otimismo. "Sede fecundos, multiplicai-vos, povoai a terra e dominai-a!", dizia o Gênesis. Era um chamado à vida, à expansão, ao progresso. Quantas vezes não ouvi essa passagem em casamentos, celebrando a formação de novas famílias? O mundo parecia uma página em branco, pronta para ser preenchida com novas gerações e possibilidades.

Mas agora, neste novo normal que se desenha diante de nós, as mesmas escrituras sagradas parecem ganhar um tom sombrio. "Felizes as estéreis, os ventres que jamais geraram e os seios que nunca amamentaram!" A profecia de Lucas, antes vista como um alerta distante, agora ecoa como um presságio perturbador do futuro que nos aguarda.

Enquanto sorvo meu café, agora morno, observo pela janela o movimento da rua. Famílias passeiam com seus filhos, casais de mãos dadas, idosos caminhando lentamente. A vida segue seu curso, aparentemente alheia às previsões apocalípticas. Mas por quanto tempo?

Os ambientalistas, outrora vistos como alarmistas, ganham cada vez mais voz. Suas advertências sobre a capacidade populacional da Terra, antes recebidas com ceticismo, agora ressoam com uma urgência inegável. A ideia de que poderíamos enfrentar escassez de alimentos e até mesmo de oxigênio já não parece tão absurda. A imagem de um planeta saturado e em colapso torna-se um lugar comum, e a ideia de procriar ganha uma nova perspectiva.

Volto à mesa para reabastecer minha xícara e noto, com ironia, que até mesmo este simples prazer poderia estar ameaçado. Os frutos da terra, incluindo o café que tanto aprecio, dependem cada vez mais de agrotóxicos para sua produção. E as abelhas, essenciais para a polinização, estão desaparecendo a um ritmo alarmante. É como se a natureza estivesse nos enviando sinais que insistimos em ignorar.

Retorno ao jornal e me deparo com uma notícia sobre a mais recente Parada do Orgulho LGBTQIAPN+. As imagens coloridas e festivas contrastam com meus pensamentos sombrios. Reflito sobre como esses movimentos, que celebram a diversidade e o amor em todas as suas formas, também representam, inadvertidamente, uma resposta natural ao desafio populacional que enfrentamos. O número de adeptos e a visibilidade dessas comunidades refletem uma realidade complexa e multifacetada sobre o desejo e o significado da reprodução.

Será que estamos caminhando para um mundo onde a homossexualidade se tornará não apenas uma orientação, mas uma escolha consciente para conter o crescimento populacional? A ideia me parece ao mesmo tempo fascinante e perturbadora. Como conciliar o desejo humano de procriar com a necessidade urgente de preservar nosso planeta?

Ao terminar meu café, percebo que passei horas perdido em reflexões. O sol já está alto no céu, e a vida lá fora continua seu curso implacável. Dez bilhões de habitantes – o número ecoa em minha mente como uma sentença. Será este o limite que a Terra não suportará?

Levanto-me, determinado a não me deixar paralisar pelo pessimismo. Afinal, cada era teve seus desafios, e a humanidade sempre encontrou maneiras de superá-los. Talvez o verdadeiro teste não seja evitar o colapso, mas reinventar nossa relação com o planeta e uns com os outros.

Enquanto lavo a xícara, penso em como cada pequeno gesto, cada escolha individual, pode contribuir para um futuro sustentável. O novo normal não precisa ser um futuro sombrio. Pode ser, ao contrário, uma oportunidade de redescobrir nossa conexão com a natureza e entre nós mesmos.

Saio para uma caminhada, decidido a observar o mundo ao meu redor com novos olhos. O desafio é imenso, mas também o é nossa capacidade de adaptação e inovação. A Terra, com suas belezas e fragilidades, nos exige um olhar mais atento e consciente. A pergunta que resta é: como podemos trilhar um caminho que respeite tanto o desejo humano de viver quanto as necessidades do planeta?

Talvez a resposta resida não em escolher entre multiplicar-se ou não, mas em aprender a coexistir com responsabilidade e sensibilidade. O futuro está em nossas mãos, e a chave pode estar em como escolhemos viver no presente. Quem sabe, em meio a essa crise, não encontraremos um caminho para uma existência mais harmoniosa e consciente? (CiFA

Questões Discursivas:

Questão 1:

O texto apresenta uma reflexão sobre o crescimento populacional e seus impactos ambientais e sociais. Considerando as ideias apresentadas, como a questão da superpopulação pode influenciar a forma como entendemos a família, a reprodução e o papel do indivíduo na sociedade?

Esta questão convida os alunos a refletirem sobre as implicações sociais e culturais do crescimento populacional, explorando temas como planejamento familiar, direitos reprodutivos e a relação entre o indivíduo e o coletivo.

Questão 2:

O autor faz uma comparação entre as interpretações passadas e presentes de textos religiosos sobre a procriação. Como a interpretação de textos sagrados pode ser influenciada pelo contexto histórico e social?

Esta questão incentiva os alunos a pensarem criticamente sobre a relação entre religião e sociedade, explorando temas como a interpretação de textos sagrados, a influência de valores culturais e a adaptação de crenças ao longo do tempo.

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sábado, 18 de março de 2023

O Filtro do Câncer: Entre Barro, Cera e Liberdade ("Sem sono, vigio a lua: cão sem dono." — Paulo J. Miskalo)

 


O Teatro das Urnas Escolares: POVO SUFRAGISTA, TOLOS COM INICIATIVA ("Um povo que não sabe nem escovar os dentes não está preparado para votar." — João Batista Figueiredo)

 


sexta-feira, 17 de março de 2023

O QUINHÃO DO PLANTIO: O Peso de Não Ser Rebanho ("O sucesso torna as pessoas modestas, amigáveis e tolerantes; é o fracasso que as faz ásperas e ruins." — W. Somerset Maugham)

 


quinta-feira, 16 de março de 2023

FRUTO DO MEIO ("Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos." — Anaïs Nin)

 


FRUTO DO MEIO ("Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos." — Anaïs Nin)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Naquela tarde de domingo, folheando o jornal local, deparei-me com uma notícia intrigante: o tema da redação do ENEM 2019 fora "Democratização do acesso ao cinema no Brasil". Um suspiro escapou-me, mesclando alívio e nostalgia. Finalmente, pensei, um tópico que fugia às discussões de gênero que dominavam os debates recentes.

O cinema, outrora chamado de "oitava maravilha do mundo", sempre foi um assunto rico em possibilidades para reflexão. Enquanto minha mente divagava pelas memórias de tardes passadas na penumbra acolhedora das salas de projeção, uma sombra de dúvida se formou. Será que os jovens vestibulandos, nascidos na era digital, conseguiriam ver além da superfície reluzente da tela grande?

Lembrei-me de uma conversa com meu sobrinho, que resumiu os filmes atuais como "só pancadaria e sacanagem". Suas palavras ecoavam com nova ressonância diante do tema do ENEM. É inegável que o cinema mudou drasticamente desde minha adolescência. As bilheterias parecem premiar cada vez mais o espetáculo vazio, a violência gratuita e o apelo sexual desmedido. Onde estão as narrativas que nos faziam pensar, que nos emocionavam sem recorrer aos instintos mais básicos?

Imaginei os jovens diante da folha em branco, tentando elaborar argumentos sobre a democratização do acesso ao cinema. Quantos conseguiriam enxergar além dos blockbusters hollywoodianos? Quantos teriam sido expostos ao cinema como forma de arte, como veículo de ideias e reflexões profundas?

Minha mente vagou para a alegoria da caverna de Platão. Não estaríamos todos, de certa forma, acorrentados diante de sombras projetadas? O cinema, que prometia ser uma janela para novos mundos, não estaria se tornando apenas mais uma parede em nossa caverna moderna?

As instituições que deveriam ser guardiãs de valores elevados - famílias, escolas, igrejas - parecem ter se rendido a uma cultura que celebra o choque e o escândalo. Onde está a cultura que cultivava o intelecto, a moral, o espírito? A discussão sobre a democratização do acesso ao cinema poderia ter seguido caminhos inesperados, abordando não apenas a disponibilidade física dos filmes, mas também o conteúdo e seu impacto na sociedade.

Folheando mais algumas páginas do jornal, uma manchete sobre conflitos em um país distante trouxe à tona a lembrança das atrocidades que a humanidade é capaz de cometer. Por que, mesmo em meio ao caos da guerra, o ser humano ainda encontra espaço para a crueldade do estupro? Essa reflexão me fez questionar o papel do cinema na formação de nossa percepção sobre violência e sexualidade.

O cinema, como qualquer forma de expressão humana, é um reflexo de quem somos. Se o que vemos na tela nos desagrada, talvez seja hora de olharmos mais profundamente para nós mesmos. A verdadeira democratização do cinema não deveria ser apenas sobre abrir portas para que todos assistam aos filmes, mas sobre permitir que todos possam ver o mundo com olhos críticos e reflexivos.

Enquanto me levantava para fazer um café, pensei nos milhares de jovens elaborando suas redações. Esperava sinceramente que alguns deles conseguissem enxergar além das sombras, encontrando nas entrelinhas desse tema aparentemente simples a oportunidade de questionar, sonhar e propor um cinema - e um mundo - diferente.

Afinal, não é isso que a verdadeira cultura deveria fazer? Elevar-nos acima de nossa condição atual, lembrar-nos do que há de divino em nós, inspirar-nos a respeitar e celebrar o milagre da vida em todas as suas formas?

Com esses pensamentos, dirigi-me à estante de DVDs, decidido a revisitar alguns clássicos. Talvez fosse hora de acender algumas luzes nesta caverna, reconhecendo as correntes invisíveis que nos prendem e buscando a luz da verdade, mesmo que isso signifique enfrentar as sombras mais desconfortáveis de nossa própria existência.

Duas questões discursivas sobre o texto:

1. O autor expressa preocupação com a qualidade do conteúdo cinematográfico atual e seu impacto na formação dos jovens. De acordo com o texto, quais são as principais críticas à indústria cinematográfica contemporânea e como elas influenciam a forma como os jovens percebem o mundo e a si mesmos?

Esta questão convida os alunos a refletir sobre a relação entre a cultura popular e a formação da identidade, analisando as implicações do consumo de determinados conteúdos audiovisuais.

2. O texto estabelece um paralelo entre a alegoria da caverna de Platão e a experiência cinematográfica contemporânea. Explique essa analogia e discuta como ela pode ser utilizada para analisar o papel do cinema na sociedade atual.

Esta questão estimula os alunos a aplicar um conceito filosófico clássico a um contexto contemporâneo, promovendo uma reflexão crítica sobre a função do cinema e sua influência na construção da realidade.

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quarta-feira, 15 de março de 2023

A "CORUJA DE MINERVA" EXISTE ("O perigo não é o que anuncia mudança — é o que faz a gente aceitar tudo como se nada precisasse mudar.” — Cifa)

 


A "CORUJA DE MINERVA" EXISTE ("O perigo não é o que anuncia mudança — é o que faz a gente aceitar tudo como se nada precisasse mudar.” — Cifa)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Rapaz… o dia hoje amanheceu com um silêncio estranho — desses que não são vazios, não; são cheios de coisa que a gente ainda não sabe nomear. Quase seis da manhã, aquele azul indeciso, meio frio, prometendo o sol a qualquer instante. Saí pro batente ainda meio grudado no travesseiro, mas com a cabeça longe, fazendo conta da vida, somando cansaço com esperança, dividindo medo por fé. Foi aí que ela apareceu.

Do nada — ou de algum lugar que não é bem “lugar” — uma coruja pousou no meu portão. Sem pedir licença, mas também sem invadir. Só… ocupou. Desceu leve, quase impossível, como se tivesse rasgado o ar e se ajeitado ali, bem na fronteira entre o que eu entendo e o que me escapa. Passei por baixo dela com o coração apertado — não de esforço, mas de pressentimento. E ela? Nada. Nem piscou. Só me encarou com aquele olho antigo, redondo, como quem já viu o fim antes do começo.

Aí, meu amigo, não tem jeito: o pensamento dispara. A gente até tenta bancar o racional, o moderno, mas tem símbolo que atravessa a gente sem pedir passagem. Coruja nunca é só coruja. Vem carregada — de mito, de presságio, de uma sabedoria que não alivia, pesa. Lembrei de Minerva, nascida pronta, armada, saída da cabeça de um deus — como quem já chega sabendo que pensar também é entrar em guerra. E é. Pensar corta. Ver, então, nem se fala.

Segui assim, meio dividido — entre o fascínio e um certo desconforto que não larga fácil. Até agora, nada aconteceu. Nenhum estrondo, nenhuma notícia ruim batendo à porta. Mas também não tive sossego completo. Fica aquela sensação no ar, meio suspensa, como se o dia estivesse me olhando de volta, esperando um movimento — meu ou dele.

Nisso, um gavião que observava tudo lá de cima resolveu agir. Veio num rasante seco, sem rodeio, como quem não filosofa — resolve. A coruja segurou. E eu ali, no meio daquele pequeno espetáculo bruto, torcendo em silêncio, como se aquilo não fosse só instinto, mas recado. Como se, de algum jeito, aquele choque lá no alto pudesse dar conta das brigas que a gente trava por dentro, calado.

E, olha… talvez dê. Ou, no mínimo, ensine. Porque não demorou muito pra cair a ficha: a coruja não tava ali à toa. Não era só mito, não. Era tempo. Era o tempo que a gente anda vivendo, pousando sem pedir licença nos nossos dias. E não foi um corte brusco, não — foi mais como um fio sendo puxado devagar, ligando uma coisa na outra. Afinal, já faz tempo que a gente acorda com essa inquietação no peito. Já faz tempo que o mundo chega antes do café.

A pandemia — palavra pesada, dessas que ainda ecoam — não entrou na nossa vida de uma vez. Foi chegando de mansinho, igual a coruja: discreta, inevitável… e, quando a gente viu, já tava ali, ocupando tudo. Desde então, a gente vive nesse meio-termo estranho: entre o que parece aviso e o que já virou consequência.

E o tempo de plantar? Passou. Sem alarde. Agora é colheita — e, convenhamos, nem sempre é boa. Tem um gosto atravessado no que amadureceu. Um quê de coisa fora do lugar, como se a vida tivesse invertido o ciclo e a gente estivesse andando de ré, tentando entender em que ponto a conta desandou. Mesmo assim… eu não cedo fácil, não.

E nem é teimosia, viu? É quase sobrevivência. É segurar um fiapo de humor, um restinho de luz no olhar, uma vontade — ainda que tímida — de encontrar o outro, mesmo que de longe, mesmo que cheio de cuidado. Porque, no fundo, é isso que segura a gente: continuar tentando quando tudo conspira pro contrário.

E tem mais: quanto mais o mundo pesa, mais escancarada fica uma distorção antiga. A gente se acostumou com o sofrimento. Naturalizou o cansaço, a dureza, o desgaste. Como se fosse normal. Como se fosse regra. Mas não é.

Felicidade não devia ser exceção, prêmio raro, bônus de ocasião. Não mesmo. O normal era ser leve — ou, pelo menos, mais justo. Talvez seja esse o recado da coruja. Não um aviso de desgraça, mas um incômodo necessário. Porque pensar dói, enxergar incomoda — mas é justamente aí que mora a chance de virar o jogo.

Se ainda existe alguma sabedoria possível nesses dias tortos, ela começa por isto: não aceitar como regra aquilo que nasceu pra ser desvio. E enquanto o mundo continua pousando nos nossos portões, sem aviso, sem cerimônia… o que sobra pra gente é segurar a própria escolha. Não endurecer de vez. Não virar pedra. Mesmo sabendo que não é simples. Mesmo sabendo que, às vezes, o gavião nem chega. Ainda assim… a gente segue.

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Olá! Como seu professor de sociologia, preparei estas questões para te ajudar a refletir sobre como os símbolos, os mitos e o contexto social (como a pandemia) moldam a nossa percepção da realidade e das relações humanas. Aqui estão 5 questões discursivas baseadas no seu texto:

1 Símbolos e Imaginário Social: O texto menciona que "Coruja nunca é só coruja" e cita a figura de Minerva. Na sociologia, como os símbolos e mitos influenciam a maneira como os indivíduos interpretam eventos cotidianos e lidam com o medo do desconhecido?

2 Impacto das Crises Globais na Subjetividade: O autor compara a chegada da coruja à forma como a pandemia entrou em nossas vidas: "discreta, inevitável... ocupando tudo". De que maneira grandes crises sanitárias ou sociais alteram a rotina e o comportamento emocional das pessoas em sociedade?

3 Naturalização do Sofrimento: O texto afirma que "naturalizamos o cansaço, a dureza, o desgaste" como se fossem regras da vida. Explique, sob uma ótica sociológica, o risco de a sociedade passar a enxergar situações de precariedade ou sofrimento como algo "normal" ou "natural".

4 Trabalho e Cotidiano: O relato começa no momento em que o narrador sai para o "batente", misturando "cansaço com esperança". Como a pressão por produtividade e as incertezas do mundo do trabalho atual afetam o bem-estar e a saúde mental do trabalhador moderno?

5 Resistência e Laços Sociais: Mesmo diante de um cenário pesado, o narrador fala sobre a "vontade de encontrar o outro" e não "virar pedra". Qual é a importância da manutenção dos laços afetivos e da solidariedade para a preservação da nossa humanidade em tempos de isolamento ou crise?

Espero que essas questões ajudem você a mergulhar nas camadas sociais desse texto tão sensível! Bom estudo!