"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 3 de junho de 2023

UM GOLPE BAIXO DO DIABO ("O mal do mundo é que Deus envelheceu e o Diabo evoluiu." — Millôr Fernandes)

 


UM GOLPE BAIXO DO DIABO ("O mal do mundo é que Deus envelheceu e o Diabo evoluiu." — Millôr Fernandes)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Uma sombra sinistra assombra a humanidade nos tempos contemporâneos, revelando o êxito assustador do Diabo. Sua influência nefasta penetra todos os aspectos da sociedade, mergulhando-nos em uma espiral de caos e destruição que ameaça nossa própria existência. A ascensão do mal e a disseminação de sua perversidade são avassaladoras, deixando um rastro sombrio de desespero e escuridão por onde passam.

Nos recônditos sombrios das escolas e igrejas, o Diabo revela sua verdadeira face, dançando em meio a uma palhaçada macabra. Diverte-se com truques sujos que visam satanizar e revoltar as pessoas, lançando uma educação infernal sobre elas. No entanto, não podemos atribuir toda a culpa somente a ele. São as desgraças que se multiplicam, consumindo a todos com raiva e desespero incontroláveis. É triste testemunhar uma educação tão distorcida, onde valores corrompidos são ensinados, dilapidando a essência da humanidade.

Nesse caos, é crucial compreender que a humanização do Deus dos crentes busca tornar a religião acessível a todas as pessoas, acolhendo diferentes visões de mundo e respeitando a diversidade de crenças. Porém, devemos discernir a verdadeira essência do sagrado das máscaras usadas para manipular e controlar os outros.

A palhaçada religiosa é uma preocupação. Muitos se concentram excessivamente no adultério, como se o sexo fosse um deus secundário. Como podem convencer alguém sem oferecer autenticidade e uma conexão sagrada verdadeira? Essa hipocrisia disfarçada de moralidade revela uma fragilidade íntima, uma incapacidade de ser verdadeiramente sincero. Recorrem à manipulação, fingindo possuir um poder que, na realidade, lhes escapa.

No entanto, não devemos nos deixar enganar por essas ilusões. A mensagem central deste relato é urgente e impactante. Devemos questionar as máscaras apresentadas, buscando a verdade e a autenticidade. Unir-nos na força do amor, da compaixão e da compreensão mútua é essencial para enfrentar as sombras que se erguem diante de nós. (Cifa

sexta-feira, 2 de junho de 2023

A PERSPECTIVA INGÊNUA DA VIDA: Realismo, Fé e a Arrogância dos Altares ("Perante nós mesmo todos fingimos ser mais ingênuos do que somos: é deste modo que descansamos dos nossos semelhantes." — Friedrich Nietzsche)

 


A PERSPECTIVA INGÊNUA DA VIDA: Realismo, Fé e a Arrogância dos Altares ("Perante nós mesmo todos fingimos ser mais ingênuos do que somos: é deste modo que descansamos dos nossos semelhantes." — Friedrich Nietzsche)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Há uma ingenuidade perigosa em imaginar a vida como um roteiro previsível, governado por recompensas automáticas e punições claras. Não falo de esperança — esta é necessária —, mas da crença infantil de que o mundo obedece a fórmulas morais simples. A existência é um campo atravessado por contingências, injustiças e ambiguidades, e qualquer tentativa de vivê-la sem reconhecer essa complexidade tende ao fracasso. Chamo de realismo não o cinismo, mas a coragem de encarar o sofrimento sem recorrer a consolos fáceis, promessas mágicas ou explicações prontas. A pergunta decisiva não é se acreditamos, mas como lidamos com o que nos acontece quando as crenças falham.

É nesse ponto que a religiosidade institucional frequentemente escorrega para a soberba. Não falo aqui da fé íntima, silenciosa e trêmula — essa pertence ao foro da consciência e não se deixa julgar. A crítica dirige-se às estruturas que transformam Deus em argumento de autoridade e a espiritualidade em manual de instruções. Instrutores bíblicos, pastores e pregadores que se apresentam como intérpretes exclusivos do divino falam com uma segurança que beira o delírio: sabem quem merece bênção, quem merece castigo e quais gestos “obrigam” o céu a responder. Blindados por certezas absolutas, dispensam a dúvida — e, com ela, a humildade.

O dízimo, nesse contexto, deixa de ser gesto simbólico e converte-se em contrato tácito: paga-se para receber. Não é apenas um erro teológico — é uma perversão moral. Pessoas vulneráveis são persuadidas a entregar parte significativa de rendas já escassas em troca de uma prosperidade que nunca chega, enquanto líderes acumulam poder e riqueza sob verniz sagrado. Trata-se menos de fé e mais de economia política da esperança: uma extorsão sacralizada, legitimada por discursos que transformam Deus em gerente de recompensas. Não é o fiel pobre que deve ser questionado, mas a engrenagem que lucra com sua carência.

Também me inquieta a linguagem religiosa quando se torna automática. “Deus te ajuda”, “vai com Deus”, “Deus te abençoe” — frases repetidas como etiquetas de cordialidade, esvaziadas de experiência real. Não nego que um dia tenham carregado sentido; o problema é quando se fossilizam e passam a funcionar apenas como sinal de pertencimento, não como expressão de cuidado ou compromisso ético. A palavra, quando perde vínculo com a prática, deixa de revelar e passa a ocultar. Fala-se de Deus com abundância enquanto falta compaixão concreta; distribuem-se conselhos aos outros enquanto a própria vida permanece desorganizada. Isso não prova que a fé seja falsa, mas revela o quanto ela pode ser usada como ornamento para encobrir o vazio.

Reconheço, contudo, que esta crítica não parte de um ponto neutro ou absoluto. Não falo como quem possui uma verdade final, mas como alguém que aprendeu — pela observação, pela leitura e pela experiência — a desconfiar de sistemas que se dizem completos demais. Minha recusa às certezas totalizantes nasce menos de arrogância e mais de falibilidade assumida. Se denuncio o dogmatismo, é porque sei o quão fácil é confundir convicção com soberba.

Não estou só nessa recusa. Antes de mim, profetas denunciaram rituais vazios; Jesus expulsou comerciantes do templo; Lutero insurgiu-se contra indulgências vendidas; Kierkegaard atacou a cristandade confortável; pensadores modernos expuseram o uso da fé como instrumento de dominação. A crítica à religião institucional não é negação da espiritualidade — muitas vezes é sua defesa mais radical.

O que proponho, então, não é o deserto do niilismo, mas um terreno mais honesto. Uma espiritualidade sem garantias, uma ética sem barganhas, uma fé — para quem a deseja — que não se impõe nem se vende. E, para quem não crê, um humanismo atento à dor concreta, capaz de agir sem prometer salvação transcendental. Talvez o altar que reste após a queda dos ídolos seja simples: dúvida, compaixão e responsabilidade.

No fim, a pergunta persiste — e deve persistir: essas palavras repetidas ainda carregam sentido ou apenas ecoam hábitos vazios? Talvez a resposta não esteja em falar menos de Deus, mas em falar com mais verdade — ou, quando necessário, em calar e agir. Porque, se algo ainda merece reverência, não é a certeza barulhenta, mas a honestidade silenciosa de quem sabe que não sabe — e, mesmo assim, cuida.


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Sou seu professor de Sociologia e hoje vamos analisar um texto que nos convida a pensar a religião não apenas como fé, mas como uma instituição social que atravessa a política, a economia e a nossa forma de ver o mundo. Preparei estas 5 questões para ajudá-los a conectar os conceitos sociológicos clássicos às reflexões do autor:

1. A Religião como Instrumento de Dominação. O texto menciona que líderes religiosos frequentemente usam discursos que "transformam Deus em gerente de recompensas" e lucram com a vulnerabilidade alheia. Questão: Relacione esse trecho ao conceito de Karl Marx, que via a religião como uma forma de alienação. Como o texto justifica a ideia de que a religião pode ser usada para legitimar a exploração econômica e manter o fiel passivo diante das injustiças?

2. Desencantamento do Mundo e Fórmulas Mágicas. O autor critica a "crença infantil de que o mundo obedece a fórmulas morais simples" e o uso de "promessas mágicas". Questão: Max Weber falava sobre o "desencantamento do mundo" na modernidade. De que maneira as instituições descritas no texto tentam "reencantar" a vida através de trocas financeiras (como o dízimo contratual), e por que o autor considera isso um retrocesso moral e intelectual?

3. Solidariedade e Linguagem Automática. O texto afirma que frases como "Deus te abençoe" podem se tornar "fossilizadas" e perder o vínculo com a "compaixão concreta". Questão: Pense na função da religião em criar coesão social. Quando a linguagem religiosa se torna apenas um hábito vazio (um ornamento), o que acontece com a solidariedade real entre os membros de um grupo? Ela se fortalece ou se torna superficial? Justifique.

4. O Conflito entre Carisma e Instituição. O autor cita figuras como os profetas, Jesus e Lutero, que desafiaram as estruturas vigentes de sua época para defender uma espiritualidade mais autêntica. Questão: Na sociologia weberiana, existe uma tensão entre o líder carismático (que traz uma nova mensagem) e a burocracia (a instituição que se organiza para manter o poder). Como o texto descreve o processo em que a "fé trêmula" acaba sendo sufocada pelas "estruturas que transformam Deus em argumento de autoridade"?

5. Ética e Responsabilidade Social. Ao final, o autor propõe uma "ética sem barganhas" e um "humanismo atento à dor concreta". Questão: Como a recusa em aceitar um "manual de instruções" divino obriga o indivíduo a assumir uma responsabilidade maior sobre suas próprias ações na sociedade? De que forma o "saber que não sabe" pode gerar uma prática social mais ética do que a "certeza barulhenta"?

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quinta-feira, 1 de junho de 2023

A VIDA VIBRANTE ALÉM DA ROTINA MONÓTONA ("Seja no que for, temos de ter em conta a finalidade." — Jean de La Fontaine)

 


A VIDA VIBRANTE ALÉM DA ROTINA MONÓTONA ("Seja no que for, temos de ter em conta a finalidade." — Jean de La Fontaine)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Ah, como me sentia cansado da mesmice! Cada dia era uma repetição tediosa, um ciclo interminável de monotonia. Eu ansiava por emoções, por momentos excitantes que fizessem meu coração acelerar. A vida parecia uma canção sem melodia, um filme sem emoção. Eu queria quebrar as correntes da rotina e embarcar em uma jornada repleta de novidades e aventuras.

Foi quando me deparei com uma história que me fez refletir sobre o verdadeiro significado da vida. Imagine-se preso em um safári, como um veado, cercado por leões famintos. A escolha é cruel: morrer de fome, privado de seus desejos mais profundos, ou ser devorado vivo para saciar a voracidade dos predadores. Aquela angustiante situação revelava a implacável cadeia alimentar, a dura realidade da natureza selvagem.

Entretanto, em meio a esse cenário desafiador, pude vislumbrar uma lição profunda. Às vezes, Deus permite que sejamos derrubados para que possamos experimentar a alegria de nos levantarmos novamente. Ele nos concede a oportunidade de ajudarmos uns aos outros, de nos orgulharmos de sermos filhos de Deus e irmãos de fé.

Essas circunstâncias adversas nos mostram o poder da superação e a importância de compartilharmos amor e apoio mútuo. Somos parte de uma família espiritual, onde juntos testemunhamos os milagres que acontecem quando nos unimos em nome da fé e do amor divino. Essa é a verdadeira essência da vida: transcender a monotonia, buscar aventuras e transformar cada dia em uma oportunidade para vibrar intensamente.

Hoje, meu olhar ganhou uma nova perspectiva. Não mais me lamento pela vida "besta", mas a encaro como uma tela em branco, pronta para ser preenchida com cores vibrantes e surpresas emocionantes. Abandonei a monotonia e abracei a busca por momentos memoráveis, trazendo diversão e emoção a cada passo.

Que possamos todos nos inspirar nessa jornada, repletos de coragem para enfrentar os desafios, buscando sempre a autenticidade e a plenitude. Afinal, a vida é uma dádiva que merece ser vivida intensamente, desafiando-nos a sair da zona de conforto e a abraçar tudo o que ela tem a oferecer. (Cifa

quarta-feira, 31 de maio de 2023

ERA UMA VEZ... AQUELA FÉ ("Eu já não sou o que era: devo ser o que me tornei." — Coco Chanel)

 


ERA UMA VEZ... AQUELA FÉ ("Eu já não sou o que era: devo ser o que me tornei." — Coco Chanel)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Antigamente, quando os crentes se sentiam ofendidos e insatisfeitos, buscavam em oração e entrega a Deus a resposta para suas preocupações ("confiando todas as vossas preocupações a Ele, porque Ele cuida de vós..." — 1 Pedro 5:7). No entanto, nos dias atuais, observa-se uma mudança de comportamento, onde optam por denunciar, registrar boletins de ocorrência, buscar vingança e prejudicar qualquer pessoa, chegando até a exigir altas indenizações ("devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará..." — Mateus 24:12). Essa transformação revela uma nova maneira de lidar com adversidades, afastando-se do amor e da compaixão.

A eficiência do evangelho pode ser avaliada de diferentes perspectivas, e cada pessoa pode interpretar de forma única. Com a expansão da igreja social, busca-se santificar o homem e promover valores positivos diante do contexto do fim dos tempos, mas também pode ocorrer a deterioração de princípios e desvios de propósito. Não devemos rotular os envolvidos de antigamente como "bobos da história", pois cada indivíduo e época possuem suas particularidades e desafios. É fundamental refletir e compreender os impactos e direções que a mensagem do evangelho está tomando na sociedade atual.

Que sejam prontamente desencadeadas as sete pragas do apocalipse. Será que podemos considerar a pandemia da Covid-19 como uma enfermidade necessária ou um remédio? ... a cessação do amor é imprescindível para aflorar a verdadeira equidade e retidão. A chegada das sete pragas apocalípticas nos convida a uma profunda reflexão sobre o propósito da pandemia de Covid-19: será ela um mal necessário para despertar uma nova consciência e promover uma sociedade mais justa? O término do amor, por mais paradoxal que pareça, pode ser visto como um catalisador para a manifestação plena da justiça genuína. Que caminhos devemos trilhar diante dessas perspectivas? CiFA

terça-feira, 30 de maio de 2023

HETEROFOBISMO ("Podemos enganar a todos com o fenótipo, mas o genótipo sempre será o mesmo original!" — Prof. Marcos Fernando da Silva)

 


HETEROFOBISMO ("Podemos enganar a todos com o fenótipo, mas o genótipo sempre será o mesmo original!" — Prof. Marcos Fernando da Silva)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

O Dr. Eneias, renomado especialista, afirmou com convicção que o fenótipo, ou seja, as características visíveis de um organismo, podem sofrer alterações ao longo do tempo. No entanto, ele ressaltou que o genótipo, o conjunto de genes hereditários de um indivíduo, permanece inalterado. Essa perspectiva nos leva a refletir sobre a complexidade da natureza humana e como as influências ambientais podem moldar nossas características físicas, mas não têm o poder de modificar nossa composição genética. Essa compreensão amplia nossa visão sobre a relação entre hereditariedade e ambiente, fornecendo insights valiosos para a ciência e a compreensão da diversidade humana.

Desde o meu nascimento, fui designado como "hétero sexual", uma classificação que se refere à minha atração sexual por pessoas do sexo oposto. Essa orientação faz parte da minha identidade, independentemente das minhas características físicas, como aparência ou condição socioeconômica. Embora a sociedade muitas vezes associe certos estereótipos à aparência e à atração sexual, é importante lembrar que a orientação sexual não está ligada exclusivamente à estética. A diversidade é uma característica intrínseca da sexualidade humana, e cada indivíduo tem o direito de viver e expressar sua orientação de maneira autêntica e respeitosa.

Tenho pleno direito de vivenciar o processo de envelhecimento conforme os planos iniciais e finais estabelecidos por Deus. Acredito que é injusto ser punido com solidão e abandono, algo que considero como consequências da heterofobia, o medo irracional ou aversão em relação às pessoas heterossexuais. Cada indivíduo merece ser respeitado e valorizado, independentemente de sua orientação sexual. A diversidade é uma parte essencial da sociedade e devemos promover a inclusão e o entendimento mútuo, superando preconceitos e estereótipos infundados. Acredito no poder da empatia e da igualdade para construir um mundo mais justo e acolhedor para todos. (CiFA

segunda-feira, 29 de maio de 2023

NÃO É BULLYING, É VELHO GAGÁ ("Não se chama uma pessoa gagá de gagá na frente da pessoa gagá. A pessoa gagá pode ficar magoada e até ficar meio gagá". — Tudo Bem no Natal que Vem (filme)

 


NÃO É BULLYING, É VELHO GAGÁ ("Não se chama uma pessoa gagá de gagá na frente da pessoa gagá. A pessoa gagá pode ficar magoada e até ficar meio gagá". — Tudo Bem no Natal que Vem (filme)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

É interessante observar como o abuso de autoridade por parte de mulheres que defendem os direitos femininos e igualdade de gênero pode afetar negativamente seu casamento. Isso nos faz refletir sobre a importância de equilibrar o poder nas relações conjugais, promovendo o diálogo e o respeito mútuo. Da mesma forma, a expressão de ideias machistas por parte dos homens pode comprometer sua reputação e causar danos significativos. É fundamental que todos repensemos nossas crenças e comportamentos, buscando construir relações mais igualitárias e saudáveis, baseadas no respeito, na empatia e na valorização da igualdade de oportunidades para todos.

A comicidade do palhaço ao rir de suas próprias situações embaraçosas nos ensina uma valiosa lição sobre a importância de encontrar humor em nossas próprias trapalhadas. No entanto, devemos lembrar que zombar dos erros alheios e da fragilidade dos mais velhos não é algo louvável, pois todos nós, em algum momento, precisaremos de compaixão e empatia. É tentador se conformar com o estereótipo de um idoso otimista e fingir ser o que os outros esperam de nós. No entanto, a realidade é que cada um de nós tem suas limitações e imperfeições. Mesmo que tentemos escapar dos estereótipos negativos, eles nos seguem onde quer que estejamos, e é importante aprender a lidar com eles de forma consciente e autêntica.

Não adianta tentar escapar dessa realidade implacável, pois ela nos envolve onde quer que estejamos. Aqueles que procuram mudar apenas transferem a solidão de um lugar para outro, assim como os cocos na praia, que têm valores diferentes em locais distintos. Porém, é o vendedor e o transportador de cocos que realmente lucram, nos levando em uma viagem ilusória. Já acreditei em muitas coisas, até mesmo na abordagem da EMA, ignorando a realidade dos preços corrompidos. Quem é o culpado? Quem é o seu culpado por ter que encarar-me com desprezo? Sinto-me culpado por existir, mas existo e, portanto, penso, mesmo indo contra a corrente! E você, também pensa diante disso? (CiFA

domingo, 28 de maio de 2023

A EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE CONCESSÕES ("Não existem concessões: o tempo é implacável. Tic-Tac." — Helena Rodrigues)

 


A EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE CONCESSÕES ("Não existem concessões: o tempo é implacável. Tic-Tac." — Helena Rodrigues)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Era mais uma manhã de segunda-feira quando entrei na sala dos professores, o aroma de café fresco misturando-se com o cheiro de giz e livros velhos. Observei meus colegas chegarem, cada um carregando não apenas suas pastas, mas também o peso invisível de suas responsabilidades. Como professor há mais de duas décadas, confesso que os últimos anos têm sido um desafio crescente.

Ajeitei minha gravata, um pequeno ato de resistência contra a casualidade que invade nossa profissão, e refleti sobre o caminho que me trouxe até aqui. Lembro-me de quando comecei, cheio de ideais e sonhos, acreditando que poderia mudar o mundo, uma aula de cada vez. E ainda acredito, na verdade, embora o mundo ao meu redor pareça estar mudando mais rápido do que minha capacidade de adaptação.

"Bom dia, professor!", ouvi Mariana, uma aluna brilhante do terceiro ano, me cumprimentar no corredor. Seu sorriso genuíno me lembrou porque escolhi esta profissão em primeiro lugar. Entrei na sala de aula, sentindo o peso dos olhares dos alunos, alguns atentos, outros dispersos, todos compõem parte de um sistema que, às vezes, parece trabalhar contra nós, educadores.

Iniciei a aula falando sobre responsabilidade, não apenas a dos alunos, mas a minha como professor e a nossa como sociedade. Enquanto falava, lembrei-me das inúmeras vezes em que me senti impotente diante de situações de indisciplina. O medo de represálias, a pressão por aprovações sem critério, tudo isso pesa sobre nós, professores, como uma nuvem escura em um dia que deveria ser ensolarado.

Usando o giz como metáfora, expliquei como cada traço no quadro é como uma decisão que tomamos na vida, algumas fáceis de apagar, outras permanentes. Desenhei uma linha tortuosa representando o caminho da educação, nem sempre reto, nem sempre fácil, mas um caminho que percorremos juntos.

Infelizmente, nos tempos atuais, a concessão de aprovações sem critérios tornou-se uma prática comum. O professor, temeroso de sofrer represálias administrativas, muitas vezes se abstém de aplicar medidas disciplinares necessárias. Sem a pedagogia da punição, os alunos podem perder o senso de responsabilidade e consequências.

Olhei para os rostos à minha frente e compartilhei minha crença no potencial de cada um deles. Naquele momento, senti uma conexão que há muito não experimentava, vendo em seus olhos um brilho de compreensão e talvez até gratidão.

Ao final da aula, as palavras de Mariana - "Obrigada por não desistir de nós" - ficaram comigo, ecoando em minha mente enquanto eu corrigia provas e preparava as aulas seguintes. Percebi que, apesar dos desafios, cada pequeno momento de conexão torna tudo isso válido.

Saí da escola naquele dia com um novo vigor. O caminho pode ser difícil, as batalhas podem ser silenciosas, mas a guerra pela educação é uma que vale a pena lutar. Como um simples professor, estou na linha de frente todos os dias, armado não apenas com diplomas, mas com paixão, conhecimento e a crença inabalável no potencial de cada aluno.

Enquanto caminhava para casa sob o céu alaranjado do pôr do sol, refleti sobre minha jornada como educador. Cada desafio superado, cada aluno que alcança seus objetivos, são motivos de orgulho e satisfação. A verdadeira essência da educação está em transformar vidas e deixar um legado duradouro.

Amanhã seria outro dia, outra chance de fazer a diferença. E eu estaria lá, pronto para enfrentar qualquer desafio, porque no fim das contas, não há arma mais poderosa do que um professor dedicado em uma sala de aula cheia de possibilidades. Sigo em frente, plantando sementes de conhecimento e esperança, na expectativa de um futuro melhor para todos nós.

Questões Discursivas:

1. O texto apresenta reflexões sobre os desafios e as recompensas da profissão docente na sociedade atual. A partir dessa perspectiva, quais são os principais obstáculos que os professores enfrentam no exercício de sua função e como esses desafios impactam o processo de ensino e aprendizagem?

2. O autor destaca a importância da responsabilidade individual e social na educação. Explique como o conceito de responsabilidade, aplicado tanto aos alunos quanto aos professores, pode contribuir para a construção de um ambiente escolar mais positivo e propício ao aprendizado.

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sábado, 27 de maio de 2023

O MODERNO ESCOLARIZADO PÓS-PANDÊMICO ("Cara, se essa parada de 'aprenda com os seus erros' funcionasse. Eu já tinha pós-doutorado em relacionamentos, faz tempo". — Soulstripper)

 


O MODERNO ESCOLARIZADO PÓS-PANDÊMICO ("Cara, se essa parada de 'aprenda com os seus erros' funcionasse. Eu já tinha pós-doutorado em relacionamentos, faz tempo". — Soulstripper)

Por Claudeci Ferreira de Andrade
 

Após o período de Pandemia, os professores retornaram com um nível de habilidade maior no uso das tecnologias. Eles se adaptaram aos aplicativos com uma agilidade impressionante. Embora tenha sido um desafio aprender, eles conseguiram superar as dificuldades e se destacaram! Agora, estão mais preparados para utilizar as ferramentas digitais em benefício da educação. Como podemos valorizar e apoiar esses profissionais que se dedicaram tanto para garantir a continuidade do ensino durante momentos difíceis?

Após se adaptarem às tecnologias, os professores agora se deparam com os dispositivos eletrônicos pedagógicos da escola. Infelizmente, esses dispositivos parecem ser verdadeiras armadilhas. Além de estarem desatualizados e antiquados, todos mexem neles de maneira irresponsável, mesmo que com boas intenções. É a dura realidade que enfrentam. Como podemos garantir que os professores tenham acesso a recursos tecnológicos atualizados e recebam o suporte necessário para utilizá-los de forma eficaz, superando esses desafios?

Eu queria fazer uma aula diferente, exigida pelo planejamento da coordenadora; todavia, queimei a fonte do computador, tentando que lesse meu "pendrive"; foi assim, desloquei o computador para tomada 220v da sala dos alunos, e alguém o usara com o transformador em 110v, como eu ia adivinhar que tinha de mudar a chave? Sou apenas um professor de Língua Portuguesa pós-pandêmico. (CiFA