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sábado, 10 de setembro de 2011

A VISÃO PEDAGÓGICO SOBRE O PROFESSOR (Se não foi a escola, então quem vendeu esta imagem do professor?)



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A VISÃO PEDAGÓGICO SOBRE O PROFESSOR (Se não foi a escola, então quem vendeu esta imagem do professor?)

  Por Claudeci Ferreira de Andrade
      
          Os que estão dentro da escola talvez não percebam o ziguezaguear da incoerência profissional se debatendo nos extremos do invólucro tenso e opressor. Mas, a injustiça sempre oprime. Então, mais de longe, o Jô Soares lançou sua objetiva ajustada, como quem fotografasse com uma boa câmera e, com um olhar bem cronista, disse:
"O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
Se É jovem, não tem experiência.
Se É velho, está superado.
Se Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Se Fala em voz alta, vive gritando.
Se Fala em tom normal, ninguém escuta.
Se Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Se Precisa faltar, é um 'turista'.
Se Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Se Não conversa, é um desligado.
Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Se Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se Não brinca com a turma, é um chato.
Se Chama a atenção, é um grosso.
Se Não chama a atenção, não sabe se impor.
Se A prova é longa, não dá tempo.
Se A prova é curta, tira as chances do aluno.
Se Escreve muito, não explica.
Se Explica muito, o caderno não tem nada.
Se Fala corretamente, ninguém entende.
Se Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Se Exige, é rude.
Se Elogia, é debochado.
Se O aluno é reprovado, é perseguição.
Se O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele! "
           Eu gostaria de acrescentar mais um aspecto, que vivi recentemente no colégio em que trabalho, à essa bela coleção de máximas paradoxais do grande pensador já citado:
Se o Professor é amigo e confidente do aluno é pedófilo.
Se não, é antididático, sem empatia, fora da realidade do aluno, não o conhece. Assim, como o mestre encaminhará pedagogicamente o ensino adequado? E tudo de ruim na educação e por tudo que não deu certo, a culpa é imputada ao professor que está em regência na sala de aula, lendo na cartilha dos coordenadores. 
           E ainda, insistem em nos aterrorizar para nos fazerem dobrar em obediência por medo, acham mais fácil do que conquistar nosso respeito por amor e admiração. De forma que é muito difícil arrancarmos um elogio dum coordenador pedagógico a nosso favor! O equilíbrio não impera. Termino este texto com a pergunta reflexiva do Prof. Jerônimo Sardinha: "Mas, será que com esta total banalização do pepel do educador neste país, não estaremos também banalizando as nossas futuras gerações?" É necessário perguntar também como, Jiddu krishnmurti: "é possível viver neste mundo sem autoimagem?" Aí nos vem o professor universitário, Darwin Pacheco, com o ideário maquiavélico, dizendo: "...Os fins justificam os meios. Portanto, aluno não é ciente e Educação não é comércio." https://impresso.dm.com.br/edicao/20170131/pagina/19#
           Como assim? Se o professor não goza de uma boa autoimagem nem para agradar serve, quanto mais não funcionará tentando se impôr! 

Claudeko
Enviado por Claudeko em 10/09/2011
Reeditado em 10/09/2011
Código do texto: T3211186


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