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MINHAS PÉROLAS

sábado, 19 de maio de 2012

AOS MEUS DISCÍPULOS (Se sou um deus ou uma besta, só o tempo revelará)



Crônica

AOS MEUS DISCÍPULOS (Se sou um deus ou uma besta, só o tempo revelará)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Quem quiser saber o caminho certo,  encontre-me numa esquina qualquer desta vida; se quiser seguir meus passos não me achará. O caminhar do homem criativo é solitário e não linear. Embora dissesse Aristóteles: "O homem solitário é uma besta ou um deus." Sou criativo, sim, não só por interferir no meio, mas, muito mais, por filtrar o meio para beber do naturalismo sadio!
          No ano passado, ficaram retidos, para repetir a série, alguns pouquíssimos alunos, e um, em especial,  chamou-me muito bem a atenção, este o motivo maior desta crônica. Lembrando da maioria de meus alunos que se dizem evangélicos, os quais certamente nem leem ou leem pouco os Evangelhos; são arrogantes, prepotentes, subestimadores e autossuficientes, querem nos convencer que são melhores seres humanos que nós todos juntos. Mas, conseguem senão evidenciar e exaltar a mesquinhez de sua existência e de seu testemunho viciado, diminuindo o Cristo de quem eles se dizem seguidores!
          Por isso, estou cobrando mais do aluno reprovado, o objeto de minhas observações de então, pois sempre se ofereceu como modelo e ideal de "Filho de Deus". Os filhos louvam o Pai todos os dias com um cântico novo, porém não se esquecem nunca de cumprir suas obrigações!
          É tão fácil ser promovido nos estudos, ainda mais nos colégios públicos por causa das estatísticas midiáticas. E, alguns crentes ainda conseguem ser reprovados, o que é inadmissível. O tal aluno, um músico da igreja, trazia o seu violão para a sala de aula todos os dias e, nos intervalos, exibia seus talentos, rodeado das menininhas evangélicas, cantavam dezenas de músicas gospel. No final do ano, herdou a reprovação, o que significa que só o louvor a Deus não é o suficiente para se ter uma carreira acadêmica promissora, também importam as preocupações da vida material. Ou os professores que o reprovaram são do Lúcifer?! Eu não duvido que alguns tenham pacto, com ele, para suportar os algozes da profissão, cada dia mais difícil. E talvez seja seja o caso aqui, por que os professores geralmente avaliam apenas os conhecimentos mundanos! Ou ainda o testemunho cristão e trabalho missionário do mancebo não foram suficientes na quela etapa dos seus estudos, que é o mais provável, e Deus, usando os professores, o obrigou a repetir aquela série, precisando de sua influência ali novamente? Digo obrigou, porque creio de todo coração que ele queria ir adiante, apenas exerceu demais a sua fé, esta desvinculada das obras não fanáticas, isto está na epístola de Tiago, o que ele não sabia ou ignorou! "Fé sem as obras é morta" (Tg 2:26). Os cantores abandonaram seu violonista, findaram-se as rodinhas da música santificadora e sobrou apenas o batidão do receio fanquista. Alguém o advertiu que cada coisa tem o seu lugar. "É diferente, diferente eu também sou, um  pouco d'água mata a sede, e um calmante passa a dor". Se sou um deus ou uma besta, só o tempo revelará, como o fez ao nosso protagonista.
Claudeko
Enviado por Claudeko em 21/01/2012
Reeditado em 19/05/2012
Código do texto: T3453981


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