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MINHAS PÉROLAS

sábado, 5 de outubro de 2013

PERVERSO CORPORATIVISMO (E que responsabilidade tenho eu se não lhes ensinei errar? )


Crônica

PERVERSO CORPORATIVISMO (E que responsabilidade tenho eu se não lhes ensinei errar? )

Por Claudeci Ferreira de Andrade

         Um professor sem credibilidade é assim: não tem nem a liberdade de considerar um aluno bom em sua disciplina se os colegas o querem condenar. Mesmo que eu esteja a Filosofar, não saberia dizer o muito que a vida nos tem a dizer ou ensinar.  Como me senti sujo, reconhecendo a competência do aluno que fez bem os trabalhos que lhe pedi, como requisito da matéria, e me dei mal, ainda que tentando ver o lado positivo do tal condenado. Por que ele se revoltaria e postaria, no Facebook, críticas sobre seus professores e colegas? Razões de sobra! Todavia, eu também o repreendo por seus exageros, mas não posso deixar de ressaltar suas qualidades, tamanhas que até cometendo pecados é notório.
         Por que é difícil para um professor nos conselhos de classe  admitir que os alunos não são iguais, podendo ter facilidade na matéria em que mais se identificam e fracos nas outras? É mais uma forma de condenação indiretamente ao mestre avaliador que tenta tirar dos detritos vida ou é apenas uma tentativa deles para extirparem o tumor, destruindo as células vizinhas até baldar o organismo. Por que a maioria quer me arrastar para a turba dos justiceiro com as próprias mãos?
          Nesse sistema educacional, tenho vivido variadas situações boas e ruins, porém procuro em todas guardar apenas as experiências que me prestam para o crescimento, meu e dos que me cercam. Alunos e colegas de trabalho, inimigos ou não, julgam-me, descrevem-me, prescrevem-me, conceituam-me e até distribuem minha mais feia imagem internet afora, desconheço as verdadeiras intenções, e reconheço que, às vezes, apontam para situações denegridoras, até. Mas, bem humorado já disse em outras crônicas: — Gosto dos que falam mal de mim, pelo menos falam e não latem.

          Respeitar o inimigo é a primeira lei dos que vencem; subestimar o adversário pode ter, no final, a derrota como surpresa. Um professor digno repreende o malfeitor, convencendo-o que a medida repressora é um ato de amor, castigo com ira é vingança. No entanto, não deixem de ressaltar as qualidades inegáveis, apontando assim um raio de esperança que fará surgir larga  margem de crescimento.

          Se o referido aluno não mais aparecer para suas aulas, o colégio não foi redentor. E que responsabilidade tenho eu se não lhes ensinei errar? Consequências, também, são específicas e individuais, justamente dosadas. Tudo no controle de Deus, inclusive eu. Portanto que Ele tenha misericórdia de mim. "Senhor, proteja-me dos meus amigos; que dos meus inimigos cuido eu" (Voltaire). Também, faço minha as palavras de Adlai Stevenson: "Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles".
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 05/04/2013
Reeditado em 05/10/2013
Código do texto: T4225986
Classificação de conteúdo: seguro

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