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MINHAS PÉROLAS

sábado, 7 de dezembro de 2013

A LICENÇA-PRÊMIO DO PROFESSOR E O TANQUE DE BETESDA (Nesse caso, vou ficar esperando Jesus voltar para acontecer o milagre)


Crônica

A LICENÇA-PRÊMIO DO PROFESSOR E O TANQUE DE BETESDA (Nesse caso, vou ficar esperando Jesus voltar para acontecer o milagre)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           O Professor efetivo terá direito à licença-prêmio de 3 meses em cada período de 5 anos de exercício efetivo e ininterrupto, sem prejuízo da remuneração. (http://www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/10/docs/lei_n_16.378,_de_21_de_novembro_de_2008..pdf) (acessado em 07/06/2017).
          Não é assim na educação? Esse é mais um dos direitos concedidos segundo a conveniência da secretaria de educação, foi assim que me disseram: — "só um, de cada vez, pode gozar essa licença por Unidade Escolar, para não gerar gasto ou contratação". Bem, o critério da escolha de quem vai gozar é um mistério! E o professor efetivo que substituirá o licenciado não receberá pagamento pelas aulas adicionadas a sua carga horária? Então, qual seria o problema de se colocar um contrato temporário, com estas aulas, ganhando pelo que trabalhar! Tantos quantos sejam, deviam honrar o direito de quem trabalhou ininterruptamente o quinquênio e servir-lhe quando ele bem desejar.
          Se for da consciência de todos daquela Unidade Escolar, e, ali,  dois ou mais estiverem hábeis, com o direito devidamente conquistado, então começam uma guerra fria, e articulações políticas para garantir ao  vencedor deferimento de sua licença no tempo solicitado. Sabendo disso, eu fiz tudo discretamente, não falei nada aos meus colegas concorrentes, porém, não adiantou, a professora tinha mais merecimento, ou seja, entrou primeiro.  Portanto agora só me resta uma analogia com a história do paralítico do tanque de Betesda: [Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; então o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse. Jo. 5:1–15]. A concorrência ali era grande e cá também, mas ainda se fala de corporativismo e a união da categoria! Paradoxal!
         Quando um professor vocacionado que é, assíduo que seja, conhecedor das burocracias do sistema se dispões a pedir o usufruto da sua licença bem merecida é que ele realmente está precisando muito de um descanso da árdua tarefa da sala. Uns, mediante o sacrifício em vista até esperam para requisitar suas licenças-prêmio acumuladas nas vésperas da aposentadoria; o irônico é morrerem antes, e o enriquecimento ilícito do sistema não ser medido. Para adubar meu conformismo, orientou-me a recepcionista do deportamento pedagógico que tentasse no próximo ano, quem sabe!?! Quem sabe o quê?...Eu morra antes!
          É, converter a licença-prêmio em dinheiro deve ser mais difícil do que gerar um contrato temporário para substituir o insubstituível premiado em potencial. Nesse caso, vou ficar esperando Jesus voltar para acontecer o milagre. Qual foi mesmo o critério de Jesus para escolher o paralítico do Tanque de Betesda, visto haver muitos outros enfermos ali e não se tem relato de outras curas no incidente? 38 anos de espera? E eu vinte...!


ENCAMINHAMENTO DE PERCEPÇÃO

1 Por que, depois do dever comprido e direito conquistado, ainda temos que brigar para usufruí-lo?

2 Se toda prática tem uma consequência, não seria a desordem do sistema e desrespeito uma consequência da desvalorização de seus componentes?

3- Quem ganha e quem perde com os exageros da causa?

4- O que falta para os eficientes burocráticos do sistema comunicar ao servidor que este ou aquele direito lhe pertence, sem que o servidor mate trabalho para correr atrás?
5- Conhecendo bem o Sistema educacional, pergunto: Por que é difícil para os órgãos públicos serem justos e transparentes para com a comunidade interna e externa da escola?
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 19/07/2013
Reeditado em 07/12/2013
Código do texto: T4394471
Classificação de conteúdo: seguro

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