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MINHAS PÉROLAS

sábado, 18 de fevereiro de 2017

OS RUÍDOS DA ESCOLA (Alivia momentaneamente, mas não é capaz de curar ou resolver os problemas.)


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OS RUÍDOS DA ESCOLA (Alivia momentaneamente, mas não é capaz de curar ou resolver os problemas.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Nunca pensei sofrer tamanha perturbação, em época de segurança no trabalho, como tem acontecido na hora da aula. O problema é os que se cobrem com o manto de ajudador e prejudicam muito com SEU motivo aparentemente nobre. Dessa vez, o funcionário da prefeitura aparando a grama do pátio escolar, com seu motor a gasolina rompendo todos os linites confortáveis, ele usava um abafador de ruido nos ouvidos, passeando em frente da porta das salas na hora da aula e não nos deram uma proteção. Não se podia fazer nada, nem ler, nem falar, pois ele estava fazendo o trabalho dele E EXIGINDO RESPEITO.
           Que HARMONIA ADMINISTRATIVA É ESSA, em quanto a prefeitura e a  secretaria de educação se atrapalham? Em outra ocasião recente, Uma colega recebeu indenização por ter o carro danificado com pedras lançadas por aparador de grama no pátio da escola, onde se estacionam os carros dos funcionários e ficam misturados com alunos. Uma grama aparada é bonita, mas não é urgente, podia um pensador com princípios educacionais agendar o trabalho para o Sábado. já presenciei também na hora de minha aula, homens ligando a furadeira com um barulho infernal, fixando os ventiladores, atrapalhando até a quarta sala daquele pavilhão. Então o som de makita e de marteladas  é comum dentro da sala de aula, além do barulho das crianças que gostam da festa.
            A liderança da escola não pode dispensar os alunos nem nesses dias improdutivos. Por isso, enquanto não se pode adiar a poda da grama nem a reforma da instalação elétrica, eu continuo questionando o respeito ao nosso trabalho.  Quem manda não se importa em submeter as crianças e professores àqueles níveis deseducadores de ruído. Uma prova de que a educação não é prioridade de ninguém, é sim palco dos maquiadores de prestigio. Continuo não vendo virtude alguma quando um tem de prejudicar o outro só porque seu trabalho é "mais importante" e "urgente", mais do que uma tarde de aulas.
           Agora já são nove hora da noite e ainda estou com o barulho do tal motor na cabeça, certamente os alunos também, Não é para menos se ficamos um período todo expostos. Mas, o que ensinamos nas aulas não dura tanto tempo assim ecoando na cabeça dos alunos. E deveria...? Pois estes perturbadores também foram alunos, por pouco tempo, diga-se de passagem, mas foram. Todavia, quem se importa com o crescimento e a saúde dos outros? Querem fazer sua parte, mesmo que na maioria das vezes destruindo a contribuição social dos outros. Concorrência até nisso: não é promissora.
           Já que a educação não é prioridade de ninguém, eu sugiro que a gestão dispense os alunos até o aparador de grama barulhento, transgressor dos limites permitidos de decibéis, faça seu trabalho, que muitos consideram mais importante que estudar. Afinal ele é importante mesmo, dando uma boa aparência paliativa no que precisa ser melhorado em todos os aspectos. Alivia momentaneamente, mas não é capaz de curar ou resolver os problemas da Educação. 
         
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 18/02/2017

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