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MINHAS PÉROLAS

sábado, 11 de novembro de 2017

ENEM 2017 (Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil)



Crônica

ENEM 2017 (Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Uma redação que valha nota 1000, com esse tema, não pode se enviesar pelos os caminhos já conhecidos, os que supostamente ajudam na inclusão social dos deficientes auditivos, porque, pelo contrário, promovem a persistência da discriminação já existente. Não é cota e nem a oficialização de uma segunda língua que seria a grande sacada, mas, tecnologias para resolver o problema da surdez nessa minoria de nossa gente, diminuindo a desigualdade, dando ao deficiente possibilidade de se equiparar pelas vias normais com todos os brasileiros. Ou este tema exige uma redação nota 1000 daquelas que sugerem ao povo brasileiro o aprender libras para poder se comunicar com os surdos? Quem vai querer estudar libras, senão os parentes bem próximos do deficiente auditivo e/ou um profissional! Ensinar libras é mais barato do que implante coclear?
            Do que adiantará a instituição obrigatória do estudo de Libras no currículo dos licenciandos em pedagogia, se todo vida já houve a obrigatoriedade de Língua inglesa, desde o fundamental, e pouquíssimos brasileiros falam, leem e escrevem em inglês? E diga se de passagem, os que aprenderam fizerem-no em um curso específico de escola especializada e muito empenho. Agora o milagre da inclusão social é o estudo da linguagem de sinais?
            Qual é o grande objetivo do tal ENEM? Tem mais a ver com quantidade ou qualidade? Se as avaliações fossem sérias nas escolas, e alunos galgassem as séries com mérito, não precisaria dessa comoção nacional que destrói a autoestima de muitos reprovados e promove a fraude e outras desonestidades na ânsia de prosseguir nos estudos a qualquer preço. Visto que os jovens já são selecionados com provas no mercado de trabalho deveriam também sê-los nas escolas. 
          Eu desconfio que a intenção da redação do Enem é descobrir profetas! E adivinhar o tema já é uma boa iniciativa. Sobretudo, isso não é indicador de conhecimento, porque clarividência é sobrenaturalidade. Agora imagina 6 milhões de brasileiro estudando um tema pré-anunciado, a profundidade que teriam! Todos em busca de inovação, algo inédito e original. E a qualidade das redações seria outra, uns iam até decorar seu texto como estão habituados em fazer. Mas, os trabalhos produzidos seriam de grande contribuição para o crescimento científico. E as redações dos atuais vestibulandos servem para que, depois de corrigidas? Por isso digo, o Enem, embora caro, deveria ser um evento de grande motivação para estudo e pesquisa. E o governo poderia apresentar temas sociais e científicos que fosse problema de difícil solução, como um concurso de jovens cientistas. Todavia, não é isso que acontece, eles tocam superficialmente nisto e naquilo e não se aprofundam em nada. Afinal, aprofundar em quê se ninguém adivinha. Nem sabem qual curso querem fazer na faculdade, é o que a nota do Enem lhes permitir. "Somos um povo cansado de só responder gabaritos em provas do Enem. A Educação só liberta quem aprendeu a argumentar." (Elenilson Nascimento). Para constatar o que digo, basta ler as atuais redações nota 1000. Nas outras, só se fala porque não podem mais aplicar-lhes zero! 
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 06/11/2017

Reeditado em 11/11/2017

Código do texto: T6164586 

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