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MINHAS PÉROLAS

sábado, 2 de fevereiro de 2013

EMBROMATOLOGIA ( Ficha para controle de entrega de plano de aula)



Crônica

EMBROMATOLOGIA ( Ficha para controle de entrega de plano de aula)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

         Hoje tive o dessabor de conhecer a ficha para controle de entrega dos planos de aula, cruzada de critérios, fiquei estarrecido em saber que só receberei o tal bônus se os quadrinhos diante de meu nome estiverem todos preenchidos. Achei justo para manter a coordenadora ocupada, por não ser parceira dos professores, mas, ao mesmo tempo me senti ameaçado, portanto desanimado! Eu a Chamo apenas de "o mostro da gaveta", mas foi nos apresentado como instrumento indicador de qualidade. Este que saiu agora juntamente com a divulgação dos Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (ideb): o alimento dos mostros. Antes do "bendito" controle, como eram as aulas? E agora, como serão? Não entendo por que, professores que ministram aulas de disciplina fora de sua área de formação entregam bonitos planos e péssimas aulas! Ou a lógica não funciona? Mais uma vez, a "metamágica"!!!
          Reuniões e mais reuniões para construir ações de combate as manchas externas, ou melhor, fazer frente aos baixos indicadores do Ideb. O alto escalão da escola pública se beneficia do critério de contagem dos números: a média! Que matemática é essa?! Os bons alunos (acima da média) são diluídos entre os ruins. Enquanto os índices estiverem baixo os setores burocráticos da educação estão se movimentando com projetos e mais ações para elevá-los. Empregos são garantidos, verbas desviadas e um sem fim de reuniões mantidas para mascarar a "embromatologia".
          Parece-me que ninguém quer resolver o problema da educação. Todos nós sabemos onde está o erro, consertar, porém, nunca foi o alvo dos que têm o poder de ação. Agora ficamos nós, cá de baixo, a mando dos que fazem projetos mirabolantes, discutindo e discutindo "o sexo dos anjos", correndo atrás do vento, ou melhor,  brigando com moinhos de vento, tomando analgésico e antidepressivo, ouvindo e falando a doutores que não sentem a nossa dor. Digo como Mario Quintana: Se eu pudesse, pegava a dor; colocava a dor dentro de um envelope e devolvia ao remetente".
          Só há uma maneira de acertar, e mil para errar, então, talvez, não valha mais a pena começar tudo de novo. Tudo se resolveria se apenas fugíssemos da insanidade segundo Albert Einstein: "Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes." 
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 23/08/2012
Reeditado em 27/08/2012
Código do texto: T3845627
Classificação de conteúdo: seguro


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