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MINHAS PÉROLAS

sábado, 9 de setembro de 2017

MEU MEDO ("As sereias, porém, possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: seu silêncio." — Franz Kafka)


Crônica

MEU MEDO ("As sereias, porém, possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: seu silêncio." — Franz Kafka)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Quando dizem que sou o pior professor da escola, nunca me ofendem. Pelo menos sou professor. Agora será se os que me julgam já foram professor um dia! Sim, transferir-me o seu fracasso ou acusar-me dele, isto já me ofende muito. E nem reconstrói meu espírito, vendo uma coordenadora  tocando alunos para dentro da sala numa rotina cansativa como a da faxineira que limpa a casa para sujar novamente, pois eles não querem contribuir, almejam apenas a atenção que lhes faltam na família e na sociedade. Pois ficam todo tempo da aula na porta olhando para o pátio da escola ou se mostrando folgado. Descobri que muitos da comunidade interna de uma unidade escolar não acreditam no bem de seu trabalho. Acho que é meu caso, talvez por isso agora, estou me sentindo medroso, como quem está fugindo, parece-me que alguma coisa na minha vida não foi resolvida ainda, consciência pesada. Estou pensando cuidadosamente e tentando descobrir que pendência é essa! Quero resolver, e vou fazer desse objetivo um momento de decisão prática e importante. É sempre relevante quando se trata de sobrevivência  e trabalho, é um sinal que devo redobrar a atenção nos detalhes de tudo. Se você quiser dar uma rasteira em mim, este pode ser um bom momento para desatar de vez os laços que porventura estejam abalados, dobrando-me às frustrações e diferenças.
           O medo é a raiz da violência, mas sou covarde demais para praticar a vingança me libertando da perseguição, apesar de ser uma verídica  moeda de troca. Almejo a paz, porém sei que ela só acontecerá com guerra. Por que continuo alimentando este medo, se Anjos não morrem? Aqui fala por mim a Fernanda Gaona: "Eu não sou tão forte quanto eu previa, nem tão fraca quanto eu temia. Não tenho o passo rápido como eu gostaria, nem paraliso como poderia. Aprendi a me equilibrar nos extremos. Se não tenho o direito de escolher todos os acontecimentos, me posiciono de acordo com os fatos."
           Não me favorece a injustiça, pior ainda é me marginalizar, desta maneira, compram minha vingança. Direto ou indiretamente, muitos pagarão. Assim explico: não sou violento, a palavra é minha arma e o silêncio meu consolo.
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 02/11/2016
Reeditado em 09/09/2017
Código do texto: T5810552 
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