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MINHAS PÉROLAS

domingo, 3 de março de 2013

RECUPERAÇÃO PARALELA NA "CONSTRUTEL" ( Sexo e droga em troca de nota e frequência)



Crônica

RECUPERAÇÃO PARALELA NA "CONSTRUTEL" ( Sexo e droga em troca de nota e frequência)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          A secretaria de educação do DF informou que vai afastar o professor de educação física flagrado, fumando maconha com alunos no parque da cidade.(http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/09/28/interna_cidadesdf,325129/professor-e-flagrado-fumando-maconha-com-alunos-no-parque-da-cidade.shtml) acessado 03/03/2017. "Os professores e os alunos da Escola Secundária de Nampaco, localizada no bairro com o mesmo nome, na cidade de Nampula, usam cinco salas de aula, ainda em construção, para práticas sexuais no período noturno. Naquela escola os professores são surpreendidos a manterem relações sexuais com as suas alunas, e os alunos com as suas colegas, ato que traduz uma autêntica promiscuidade. As alunas envolvidas no caso têm entre 16 a 18 anos de idade. Algumas o fazem em troca de notas, de frequência para poderem transitar de classe. Outras em troca de dinheiro para suportar caprichos pessoais. Conta-se que o caso não é recente, pois as aludidas salas de aula estão a ser erguidas desde o ano de 2010."(http://www.verdade.co.mz/nacional/30469-professores-e-alunos-usam-salas-de-aula-para-actos-sexuais). (Acessado em 03/03/2017).
          Há tempos, venho dizendo que o ambiente escolar já não tem sido o que muitos pais acreditam ser. Quando os pais querem se ver livres de seus filhos em casa, e os obrigam ir à escola e a tirar notas boas, deveriam primeiro prepará-los para o que vão encontrar pela frente.
          Esse sistema de nota, na escola, para promoção (avaliação contínua, pontinho para tudo - até se o aluno riscou a carteira e depois limpou, ganha ponto), predispõe o adolescente, que não quer estudar, a procurar outros meios de adquiri-la, como vemos nas notícias. E também, O aluno que ameaça o professor e esculacha o sistema, brigando por nota, sua reputação vale apenas a nota que conseguiu no grito.
          O modelo de educação que tenho em mente é do tipo excludente, para ter qualidade. Eu como professor jamais deixaria um filho meu frequentar uma escola pública assim como está (paradoxal, mas verossímil). Sugiro que toda avaliação seja externa bimestralmente e aplicada por uma equipe da secretaria de educação. No modelo dos cursinhos pré-vestibulares. Os professores ensinariam os conteúdos determinados pela secretaria de educação e não seriam aquela figura manipuladora e contenedora de poder, explorando os benefícios carnais em troca de nota. Trabalhariam apenas por seu salário e pela motivação de ver maior número de seus alunos serem aprovados para a série seguinte. E o aluno apenas se submeteria a uma pessoa jurídica para conseguir aprovação.
          Desse jeito, dava até para o aluno de sucesso sentir gratidão por seu professor, mas nunca ao ponto de sentir raiva por ter sido explorado por nota, pois foi promovido antes.
          Os pecados que ocorreriam, seriam os mesmos que ocorrem no ENEM e Concursos. Meninos e meninas que se vendem por nota na escola, para agradar professores manipuladores, se venderão por coisas piores no mercado de trabalho, para agradar patrões exploradores. Quem tenta comprar professor com favores sexuais, o que não faria por um pedaço de pão? Funk, droga, sexo e crimes mil têm tudo a ver.
          Achei a cara da ironia maldosa na citação seguinte da notícia já referida: "Entretanto, o nosso entrevistado afirmou que o aproveitamento pedagógico das alunas, sobretudo do curso noturno, reduziu significativamente nos últimos tempos, mas isso não quer dizer que tenha relação com os relatos sobre os atos sexuais em curso na escola." O que achei confuso, pela lógica, deveriam as alunas "estagiárias do sexo" terem, no mínimo, boas notas!!! O que os doutores, mestres educacionais e pedagogos fizeram do sistema educacional público? Se tirarem a inutilidade acadêmica da Escola, tirarão também o emprego de muitos! A calamidade é negociada, para gerar receita. Só não sei se o neg(ócio) vai se autossustentar por muito tempo.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 30/09/2012
Reeditado em 03/03/2013
Código do texto: T3908549
Classificação de conteúdo: seguro


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