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MINHAS PÉROLAS

sábado, 29 de junho de 2013

MINHA CASA, MINHA GAIOLA (Eu preso, e os malfeitores soltos pelas ruas)


Crônica

MINHA CASA, MINHA GAIOLA (Eu preso, e os malfeitores soltos pelas ruas)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Qual é a eficácia do desarmamento se todo bandido tem armas escondidas? O que eles não têm mesmo é consciência. Bandido sem arma não tem poder, não é bandido de verdade!!! Os políticos pretendem acabar com a bandidagem, apelando à consciência de quem não a tem?
          Minha casa é minha gaiola, eu preso, protegido pelas rudes paredes que comprei, e os malfeitores soltos e livres pelas ruas se divertindo à vontade. Racionalizando o valer a pena do sofrer engaiolamento, não deve ser motivo de tristeza para um "passarinho" que se preza, visto que se tem de enfrentar desarmado os perigos da imensidão, regida pela lei dos mais fortes. Por isso, ainda canto e escreverei poemas por muito tempo aqui dentro, para mim mesmo.
          Como será o mundo, se os dóceis, frágeis e sensíveis se esquecerem de voar e procurar seu próprio alimento, quais aves velhas de gaiola?
          É impossível, quando milhares de pessoas se unem, não ter o mesmo objetivo. Mas, esta série de manifestações em várias partes do país, só poderia resultar em um grande ato público nacional que também promove a violência. Também não resolveria uma manifestação contra a violência das manifestações, porque os brados dessa passeata seriam dirigidos a quem, na verdade? Acredito que as palestras seriam dirigidas para quem não precisa ouvir conselhos dessa natureza, estatísticas e intimidações com frases de efeito, combatendo a violência. Dizer para o criminoso: Não me mate, é, no mínimo, apelar a uma consciência cauterizada. Sensibilizar bandido é um trabalho que rende pouco. O crime é um vício, como os fumantes que têm muitas advertências no maço de cigarro, porém, até hoje, ainda, continuam fumando.  "Está morto: podemos elogiá-lo à vontade." (Machado de Assis). Vândalos, saqueadores e bandidos devem ser tratados com a crueldade que eles nos tratam, talvez faça sentido, senão estaremos sendo cúmplices deles! Quando confiamos na polícia, talvez estamos sendo cúmplices também de alguns "bandidos da lei", mas, pelo menos, obedientes às autoridades. Digo melhor, que meus impostos paguem uma polícia justa, consciente, forte e atuante. Eu confio nos órgãos públicos de defesa do cidadão, pois ainda saio para ir trabalhar e ir ao supermercado! Não basta ter casa, precisamos de segurança.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 27/12/2012
Reeditado em 29/06/2013
Código do texto: T4055875
Classificação de conteúdo: seguro
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