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MINHAS PÉROLAS

domingo, 11 de agosto de 2013

MORRENDO E APRENDENDO (Não podemos esquecer estas coisas que nos fazem morrer!)


Crônica

MORRENDO E APRENDENDO (Não podemos esquecer estas coisas que nos fazem morrer!)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Qual professor não gostaria de trocar de sala, rapidamente, depois do ruído da sirene, marcando o término dessa aula? Mas, houve que demorei um pouquinho apesar de bom grado, por mais cinco minutos,  Porém, a coordenadora, para torturar-me em dobro, ou para mostrar serviço sem considerar o serviço dos outros, achou que devia chamar a minha atenção, simplesmente por demorar se deslocar para a outra sala, visto que o outro professor já havia abandonado sua sala, e os alunos estavam lá na porta fazendo pressão! O bom coordenador se ofereceria para ficar na sala em que ficará o professor atrasado, por que estava esperando um grupo de alunos que apresentava o tema interessante, fechar o assunto. Qualquer bom orador se planeja respeitando uma margem de dez minutos de tolerância, tanto para começar com para terminar. E nem por isso deve ser chamado de desrespeitador de sistema.
           Aos berros, assustei-me, pois estava ouvindo, eu e todo mundo, de lá da porta da sala da coordenação, ordens para fazer o que exatamente eu já estava fazendo: deslocando-me para a sala que iria ministrar o segundo horário. Para complicar, cruzo no corredor com uma colega que tecia a ameça, dobrando a dose do veneno que me fazia tremer, falando-me baixinho, ao ouvido como se fosse um segredo de amigo para amigo. E que segredo!!? — Estão de olho em você!
           Não podemos esquecer estas coisas que nos fazem amadurecer e apodrecer, tampouco deixar de refletir no porquê de uns terem que fracassar para outros vencerem. Por que não podemos crescer juntos? Outros, ainda, de tanto puxarem o tapete de muitos, já quebraram a coluna vertebral da moral que os ergueria: Não têm bom caráter.
           O sistema educacional tradicional já não faz o seu papel, há muito tempo, nem de fora para dentro e muito menos de dentro para fora. Como eu gostaria de tirar as pedras de meu caminho, mas não tenho ferramentas adequadas, digo melhor, não me ensinaram fazer isso, ensinaram-me sim, dizendo que elas sempre rolam e machucam quem nelas mexer. Então, aprendi a contorná-las com a palavra. E vejo que em breve, quando elas bloquearem totalmente meu caminho, terei que fazer como a água que acumula contra o obstáculo até sobrepô-lo. Falo metaforicamente, só há uma saída e esta é para cima. Vazar por cima é modernizar o sistema, dar-lhe qualidade, é crescimento real!!! Quem sou eu para tanto!?
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 24/02/2013
Reeditado em 11/08/2013
Código do texto: T4157393
Classificação de conteúdo: seguro

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