"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Educação pífia


Educação pífia

DIÁRIO DA MANHÃ
GÊNIO EURÍPEDES

Todos os formadores de opinião que leio sempre foram unânimes em acreditar que um País se salva primeiro pela educação. A educação foi bandeira do PT para se chegar ao poder. A maioria dos professores e dirigentes educacionais apostou fichas e sonhos na alavancagem da educação brasileira, e isso não aconteceu satisfatoriamente nestes 12 anos de governo petista. A educação desanda.
O gasto com o setor até que tem sido razoável, o que vale dizer: dinheiro a mais e gestão correta de menos. Assim, o primoroso  texto de Hélio Schwartsmam, da Folha de S.Paulo, me chamou a atenção, apesar do título forte e, de certa forma, exagerado,  porém não muito diferente ao que dou nesta abertura. Título do Hélio: “Desastre educacional”.
Portanto, peço, data venia, que seja colocado neste noticioso para análise de quem de direito. Estamos mal na foto, como admitiu o doutor Mercadante. Que saudade do Cristovam Buarque e do Paulo Renato!
“Saiu mais um Pisa, o teste internacional que avalia alunos de 15 e 16 anos em várias áreas, e o Brasil segue na rabeira. Os países que participam do exame são 65. Ficamos na 55ª posição em leitura, 58º em matemática e 59ª em ciência.
É verdade que melhoramos em matemática, mas estamos falando de um avanço da ordem de 10% em quase uma década. Nesse ritmo, levaríamos 26 anos para atingir a média dos países ricos e 57 para alcançar os chineses. Isso, é claro, no falso pressuposto de que os outros ficarão parados. Em leitura e ciência, a evolução foi ainda mais modesta.
Infelizmente, não será muito fácil mudar o quadro. O governo acena com os recursos do pré-sal como salvação da lavoura. É claro que mais dinheiro ajuda, mas está longe de ser uma garantia de sucesso. Na verdade, nosso sistema é hoje tão pouco funcional que jogar mais verbas nele será, acima de tudo, uma ótima maneira de desperdiçá-las.
Sem um plano coerente de como aplicar os recursos, os avanços tendem a ser mínimos. Um de nossos principais problemas é que não conseguimos recrutar bons professores – os países campeões do Pisa selecionam seus mestres entre os melhores alunos das faculdades; nós nos contentamos com os piores.
Mesmo que, numa rápida e improvável inversão de rumo, passássemos a contratar a elite, levaria um bom tempo até que o efeito se espalhasse pela rede, que conta hoje com mais de 2 milhões de docentes.
Isso significa que precisamos encontrar um meio de progredir com o que temos. Minha impressão é a de que o caminho passa por estabelecer um currículo detalhado e ensinar o professor exatamente o que ele deve dizer em cada aula aos alunos. Sim, estamos falando de sistemas massificados, daqueles que inibem a criatividade e outras coisas de que os pedagogos não gostam, mas não vejo muita alternativa. Afinal, estamos há muito tempo fracassando no básico”.
(Gênio Eurípedes, professor,advogado, escritor e vereador pelo PSDB de Jataí)

sábado, 7 de dezembro de 2013

A LICENÇA-PRÊMIO DO PROFESSOR E O TANQUE DE BETESDA ("A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal." — Machado de Assis)


Crônica

A LICENÇA-PRÊMIO DO PROFESSOR E O TANQUE DE BETESDA ("A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal." — Machado de Assis)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           O Professor efetivo terá direito à licença-prêmio de 3 meses em cada período de 5 anos de exercício efetivo e ininterrupto, sem prejuízo da remuneração. (http://www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/10/docs/lei_n_16.378,_de_21_de_novembro_de_2008..pdf) (acessado em 13/03/2019).
          Não é assim na educação? Esse é mais um dos direitos concedidos segundo a conveniência da secretaria de educação, foi assim que me disseram: — "só um, de cada vez, pode gozar essa licença por Unidade Escolar, para não gerar gasto ou contratação". Bem, o critério da escolha de quem vai gozar é um mistério! E o professor efetivo que substituirá o licenciado não receberá pagamento pelas aulas adicionadas a sua carga horária? Então, qual seria o problema de se colocar um contrato temporário, com estas aulas, ganhando pelo que trabalhar como ganharia o efetivo que assumisse as aulas do premiado! Tantos quantos sejam, deviam honrar o direito de quem trabalhou ininterruptamente o quinquênio e servir-lhe quando ele bem desejar. Aliás, o desfrutar de direito conquistado devia ser compulsório, a partir da data de cumprimento.
          Se for da consciência de todos daquela Unidade Escolar, e, ali,  dois ou mais estiverem hábeis, com o direito devidamente conquistado, então começam uma guerra fria entre eles, e articulações políticas para garantir ao vencedor deferimento de sua licença no tempo solicitado. Sabendo disso, eu fiz tudo discretamente, não falei nada aos meus colegas concorrentes, porém, não adiantou, a professora tinha mais merecimento, ou seja, entrou primeiro.  Portanto agora só me resta uma analogia com a história bíblica do paralítico do tanque de Betesda: [Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; então o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse. Jo. 5:1–15]. A concorrência ali era grande e cá também, mas ainda se fala de corporativismo e a união da categoria: — Paradoxal!
         Quando um professor vocacionado que é, assíduo que seja, conhecedor das burocracias do sistema, dispões-se a pedir o usufruto da sua licença bem merecida é que ele realmente está precisando muito de um descanso da árdua tarefa da sala. Uns, mediante o sacrifício em vista, até esperam para requisitar suas licenças-prêmio acumuladas nas vésperas da aposentadoria; outro agravante é o risco de perder a vaga na unidade em que trabalhar, visto que o substituo do licenciado é agradável a diretora da escola. Mas, o irônico mesmo é morrerem antes, e o enriquecimento ilícito do sistema não ser medido. Para adubar meu conformismo, orientou-me a recepcionista do departamento pedagógico que tentasse no próximo ano, quem sabe!?! Quem sabe o quê?...Eu morra antes!
          É, converter a licença-prêmio em dinheiro deve ser mais difícil do que gerar um contrato temporário para substituir o insubstituível premiado em potencial. Nesse caso, vou ficar esperando Jesus voltar para acontecer o milagre. Qual foi mesmo o critério de Jesus para escolher o paralítico do Tanque de Betesda, visto haver muitos outros enfermos ali e não se tem relato de outras curas no incidente? 38 anos de espera? E eu vinte...! A pior ironia que tomei consciência é ter que guerrear pela paz, lutar para tomar posse do direito já conquistado!


ENCAMINHAMENTO DE PERCEPÇÃO


1 Por que, depois do dever comprido e direito conquistado, ainda temos que brigar para usufruí-lo? 

2 Se toda prática tem uma consequência, não seria a desordem do sistema e desrespeito uma consequência da desvalorização de seus componentes?

3- Quem ganha e quem perde com os exageros da causa?

4- O que falta para os eficientes burocráticos do sistema comunicar ao servidor que este ou aquele direito lhe pertence, sem que o servidor mate trabalho para correr atrás?

5- Conhecendo bem o Sistema educacional, pergunto: Por que é difícil para os órgãos públicos serem justos e transparentes para com a comunidade interna e externa da escola?
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 19/07/2013
Reeditado em 07/12/2013
Código do texto: T4394471
Classificação de conteúdo: seguro

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sábado, 30 de novembro de 2013

O POVO DESAFIANDO A DEUS: O Despertar dos Gigantes e a Dança do Caos ("O amor é uma dor tradicional arcaica que ninguem moderniza". — Ildo Pedro Tivane)


Crônica

O POVO DESAFIANDO A DEUS: O Despertar dos Gigantes e a Dança do Caos ("O amor é uma dor tradicional arcaica que ninguem moderniza". — Ildo Pedro Tivane)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Tem dia que a cabeça não sossega e eu me pego matutando: e se aquele povo quietinho dos bancos de igreja resolvesse, de uma hora pra outra, ganhar a rua? Mas não na base do grito ou do confronto — e sim com aquela firmeza organizada que a gente vê por aí, cada grupo defendendo o que acredita ser essencial. Talvez, nessa hora, alguém soltasse: “o gigante acordou”. Tá, mas acordou pra quê? Eis o ponto que não larga do pé.

Porque, vamos combinar, acordar não é sinônimo de saber pra onde ir. Tem despertar que clareia; tem outros que só empurram a gente, meio zonzo, ladeira abaixo. E quando a descida engrena, ah… é batata: a culpa começa a rodar de mão em mão, como moeda miúda. A cena não é nova — vem lá de trás, do tal jardim inaugural. No fim, sempre tem alguém apontando o dedo, como se fosse mais leve culpar do que sustentar o próprio peso.

E cá estamos: tempos em que tudo vira disputa — valores, corpos, afetos, palavras. O que podia ser conversa vira trincheira. Quem fala pisa em ovos; quem escuta já vem armado. O barulho é grande, mas não é só de voz, não — é de certezas duras demais, dessas que não deixam espaço pra escuta de verdade.

Olha, vou te dizer: às vezes eu mesmo me sinto meio fora de lugar nisso tudo. Não por achar que sei mais que os outros, longe disso — mas porque dá pra ver que todo mundo, de um lado ou de outro, carrega um incômodo que nem sempre sabe explicar. Tem quem abrace as mudanças com um entusiasmo quase elétrico; tem quem recue, meio desconfiado. E, no meio desse cabo de guerra, fica esquecida uma coisa básica: a tal da humanidade que a gente divide, gostando ou não.

Talvez a gente erre justamente aí — quando transforma o outro em rótulo, em caricatura. Porque, quando isso acontece, deixa de ser gente e vira símbolo. E símbolo, você sabe, não sangra, não sente, não conta história. Mas gente… gente é um universo inteiro, cheio de contradição, de dor, de tentativa.

Enquanto isso, a ciência corre, a tecnologia engole espaço, e parece que o mundo tem resposta pra tudo — ou pelo menos finge que tem. Só que a alma… ah, essa não entra nessa pressa, não. Ela pede outra coisa: sentido. Um lugar pra pousar. Alguém que escute sem já vir com sentença pronta.

E talvez seja isso: tem muito “gigante” acordando por aí — não só nas ruas, mas dentro de cada um de nós. Uns se levantam pra defender, outros pra bater de frente, outros só pra tentar entender onde é que estão metidos. E, no meio dessa dança meio desajeitada, surgem histórias que não cabem em molde nenhum — afetos que fogem do script, vínculos que desafiam rótulos, gente tentando, do seu jeito, existir com um mínimo de dignidade.

No fim, talvez nem seja sobre quem tá certo ou errado — embora todo mundo, vez ou outra, tenha certeza de que tá. Talvez a pergunta seja outra: o que a gente faz com aquilo que incomoda? Endurece ou tenta entender? Levanta muro ou abre uma fresta?

Porque, sinceramente, o mundo já anda barulhento demais. E gigante furioso, convenhamos, não é novidade pra ninguém. O que ainda espanta — e, quem sabe, salva — é essa capacidade teimosa de olhar pro outro e enxergar ali não um inimigo, mas um enigma vivo. E enigma, quando não é atacado de cara, pode, sim… acabar revelando alguma coisa.


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Olá! Como professor de sociologia, fico muito contente em ver sua disposição para analisar um texto tão rico e reflexivo. O texto propõe um olhar sensível sobre os conflitos sociais, a polarização e a busca por identidade em um mundo em constante transformação tecnológica e moral. Seguindo o princípio do Alinhamento Construtivo, elaborei 5 questões discursivas que conectam as metáforas do texto a conceitos sociológicos fundamentais, como alteridade, movimentos sociais e o impacto da tecnologia na subjetividade.

1. O Despertar dos Movimentos Sociais

O texto utiliza a metáfora "o gigante acordou" para falar de grupos que decidem "ganhar a rua" e defender o que acreditam ser essencial. Na sociologia, como podemos diferenciar um "agrupamento de pessoas" de um "movimento social" organizado? O que o autor quer dizer com "acordar não é sinônimo de saber para onde ir"?

2. A Construção do "Outro" e o Rótulo

O autor afirma que "erramos justamente quando transformamos o outro em rótulo, em caricatura". Relacione essa frase ao conceito de Alteridade (a capacidade de reconhecer o outro como alguém diferente de mim, mas com igual dignidade). Por que transformar o outro em "símbolo" dificulta o diálogo democrático?

3. Instituições e a "Moeda da Culpa"

O texto menciona que, quando os problemas surgem, "a culpa começa a rodar de mão em mão". Analisando as instituições sociais (Família, Igreja, Estado, Escola), como a transferência de responsabilidades entre elas afeta a resolução de problemas coletivos na sociedade brasileira atual?

4. Ciência, Tecnologia e Sentido

Segundo o texto, "a ciência corre, a tecnologia engole espaço... mas a alma pede sentido". De que maneira a aceleração tecnológica e o uso das redes sociais podem contribuir para o que o autor chama de "certezas duras demais" e para a falta de "escuta de verdade"?

5. Conflito e Identidade

O autor sugere que o mundo é um "cabo de guerra" entre valores, corpos e afetos. Ao final, ele propõe olhar para o outro como um "enigma vivo" em vez de um "inimigo". Na sua visão, como a sociologia pode ajudar a sociedade a "abrir uma fresta" em vez de "levantar muros" diante daquilo que nos incomoda ou é diferente de nós?

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Da pedagogia da ameaça e da punição ao cérebro ético



Da pedagogia da ameaça e da punição ao cérebro ético

Há uma prática pedagógica fundamentada no uso da ameaça e da punição, consolidada em nosso país. Descobertas da Neurociência comprovam que essa prática é improdutiva. A Educação sustentável propõe um conceito fundamentado no desertar do cérebro ético



A pedagogia brasileira adotou um modelo de ação, fundamentado no uso da ameaça e da punição, como prática educativa. É comum, na maioria das salas de aula, ouvir o professor ameaçando seus alunos ou, de alguma forma, os intimidando - temos que encarar que esse é um dos motivos da evasão escolar. É muito comum, também, ver as mães e pais ameaçando seus filhos, quando esperam deles um comportamento adequado.

De uns anos para cá, a Neurociência vem mostrando como nosso cérebro funciona como ele responde a uma série de fatores. Já está claro, por exemplo, que ameaças, intimidações, impedem a produção de neurotransmissores ligados à aprendizagem significativa. Na realidade, produzem aqueles neurotransmissores que bloqueiam, paralisam, confundem a mente do indivíduo.

A Educação Sustentável propõe o conceito de educação fundamentada na vivência dos valores universais positivos. Está propondo uma prática pedagógica, não mais fundamentada na ameaça, na intimidação – que não produz resultados satisfatórios – mas, numa prática que forma o caráter do jovem, para uma vida saudável, construtiva.

A vivência de valores ativa o circuito de recompensas no cérebro, produzindo os neurotransmissores necessários para a aprendizagem significativa. Quando isso acontece, o indivíduo tende a repetir o feito interiorizando uma forma de pensar e de agir, construtiva, que será adotada na vida social, na vida pública.

A sociedade, a vida pública adquire, automaticamente, formas de pensar e de agir, aprendidas no campo pedagógico, educacional, período de formação do caráter dos jovens. Daí a necessidade de uma educação de qualidade, prática inexistente no Brasil.

Essa forma de pensar e agir prescrita e interiorizada, durante o processo educacional – hoje violenta punitiva - se torna automática na vida social e pública, sem maiores reflexões, pelo conjunto da sociedade. Está aí a origem do aumento da violência e da corrupção, em nossa sociedade.

Urge, portanto, abandonar, o modelo que tem como base a intimidação e a punição e adotar o "despertar o cérebro ético", proposta pedagógica fundamentada na vivência dos valores universais positivos, que possibilita a construção da inteligência ética, que norteará a vida social, a vida pública, pautadas na pela ética.

Os principais benefícios seriam, primeiramente, uma educação de melhor qualidade, mas, também, a diminuição dos comportamentos e risco, potencializando um ambiente mais propício, para a construção de uma cultura de paz.
http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/da-pedagogia-da-ameaca-e-da-punicao-ao-cerebro-etico/74182/

sábado, 23 de novembro de 2013

TENHA PAZ (Letra de Música)

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Áudio
TENHA PAZ - Claudeko Ferreira

Letra de Música

TENHA PAZ

Não espere um sorriso
Para ser sempre gentil,
Não se esqueça que  o doente é sempre muito frágil!

Tenha paz
Independente de elogio,
aceite seus defeitos como apenas um desvio.

Não espere a perfeição
Para então se apaixonar,
Seja sempre você mesma,
Você tem que acreditar.

Tenha paz
Independente de elogio,
aceite seus defeitos como apenas um desvio.

Não espere a sua morte
Sem antes a vida amar,
Não se esqueça do presente,
Pois tudo vai se passar!

Tenha paz
Independente de elogio,
aceite seus defeitos como apenas um desvio.



Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 30/06/2013
Reeditado em 14/07/2013
Código do texto: T4365883
Classificação de conteúdo: seguro

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sábado, 16 de novembro de 2013

"O PÃO QUE O DIABO AMASSOU" (“Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si confusão.” – Pv. 3:35)


Crônica

"O PÃO QUE O DIABO AMASSOU" (“Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si confusão.” – Pv. 3:35)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Naquela segunda-feira, nem fui trabalhar, fui ao banco com umas faturas e outras contas a pagar.  Driblei daqui e dali e não sobrou na conta bancária, senão apenas o suficiente para comer um "marmitex" por dia pelo resto do mês! Porém, o que eu deveria esperar, vítima de tantas maldições dos insatisfeitos com meu trabalho, e ainda, carrego a sensação de inutilidade, vendo centenas dos meus ex-alunos fracassados?! Naquele mesmo dia, em minha reflexão da noite, li provérbios de Salomão, cap.3 e nos versículos 32,33; “Porque o perverso é abominação para o Senhor, mas com os sinceros está o Seu segredo. A maldição do Senhor habita na casa do ímpio, mas a habitação dos justos ele abençoará.” Palavras sábias a meu favor, confortaram-me! Tenho dado o meu melhor! Por isso, tenho comida a mesa, e muitos deles nem isso têm: os alunos que desejam o meu mal, jogam giz em mim, bola de papel, e me dizem palavrões desestimuladores, quase nunca valorizam  as aulas, estes são sustentados na escola pública com dinheiro amaldiçoado dos nossos impostos, pagos sem prazer algum. E se acham os donos do pedaço, no direito de tocar seus mestres da sala ao toque do sino, como se expulsa o cão da cozinha a pontapé! Qual valor têm as suas maldições? Não sei, todavia fazem sentido; uma árvore má só pode produzir mau fruto!
           Ouvir piadas de coordenadoras sobre professores feitores de aulas monótonas com o livro na mão também é uma forma de maldição, pois nos tira o ânimo, acumulando mais esta culpa. Suspeitei ser uma denúncia do aluno que sempre ficava fora da sala, daquele nono ano, então o interroguei educadamente, em um momento propício. Ele me confirmou não ter assistido às minhas aulas por não serem divertidas. Caprichei na próxima, fiz uma dinâmica de grupo: leitura de imagem, na qual eles mesmos pintaram coletivamente, nomeei-a de tarefa compartilhada. E lá estava ele: o aluno desconectado, e usando o fio do fone de ouvido como se fosse corda, "pulava corda" no meio da sala, enquanto os outros trabalhavam animadamente. Agora me pergunto, como aplicar prova e ser divertido? Faz sentido aulas divertidas para os filhos do governo frequentadores da escola, só garantindo os benefícios do "Bolsa Família"?
           No final do dia, já quase chegando à minha casa, um ex-aluno estava por ali, próximo,  fez gracejo com meus cabelos brancos, crescidos e afuazados. Então, entrei e como se tivesse respondendo a ele, falei sozinho: uma pessoa na minha idade, comumente, já nem tem mais cabelos, por que não posso homenagear essa riqueza, economizando no corte deles? Também de forma nenhuma são divertidos os meus cabelos?! 
           Muitos de nossos desrespeitadores, relapsos e indisciplinados alunos nunca prosperam mesmo, não só devido às muitas maldições dos seus professores também, todavia porque “Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si confusão. (Pv. 3:35).  Quem é sábio? E quem é louco? Por que sou obrigado a "comer o pão que o Diabo amassou" para sobreviver?
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 15/06/2013
Reeditado em 16/11/2013
Código do texto: T4342366
Classificação de conteúdo: seguro
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Descaso com a educação


Enviado em 10/11/2013 às 22h56

Descaso com a educação

DIÁRIO DA MANHÃ
PALAVRA DO POVO
O desinteresse dos vestibulandos pelos cursos de licenciatura, demonstra o descaso da sociedade de maneira geral, e de nossos dirigentes e parlamentares de forma mais específica, para com a Educação em todos os níveis e esferas, achando que professor tem que “dar aula”,  que magistério é “sacerdócio”... Vale lembrar que todos os governadores do Brasil assinaram um documento encaminhado ao MEC pedindo a redução do valor do piso salarial do magistério. 
Um claro exemplo desse descaso na esfera Federal é o Programa mais educação, que apesar do nome diminui as atividades pedagógicas em detrimento das atividades recreativas, bem como, investe boas somas em material e paga míseros R$ 80 por mês para monitores/voluntários. E querem que acreditemos que é um programa sério.
Exemplos estaduais e municipais estão aos montes por aí. Doação de tablets para professores ao invés de política séria de valorização salarial e de carreira. É claro que é mais fácil superfaturar as compras do que a folha de pagamento. Nesta pratica nefasta PT, PMDB, PSDB, ...PQP, são todos iguais.
Professor não quer agradinhos, exige salário e respeito. 

Professor: procura-se


Enviado em 14/11/2013 às 21h14

Professor: procura-se

DIÁRIO DA MANHÃ

JULIANO SILVESTRE
Na semana passada, a Universidade Federal de Goiás (UFG) realizou a 1ª fase do seu vestibular 2014 com mais de 30 mil inscritos. Talvez, o fato mais importante a ser analisado, e que passou despercebido para muitos são as concorrências dos cursos de bacharelado e licenciatura.
Medicina e Engenharia Civil mais uma vez seguem no topo da lista como os mais concorridos, e na “lanterna” da tabela encontra-se os cursos de licenciatura. Por que isso acontece?
Já se foi o tempo, em que os cursos de licenciatura geravam mais entusiasmo por parte dos vestibulandos. Com a degradação do nosso ensino, os jovens vão ficando mais longe da carreira acadêmica, dedicando-se aos cursos onde poderá conseguir “status e dinheiro”.
Como falar para um desses jovens se aventurarem na carreira de licenciatura, preparando-se para dar aula na educação básica, se os noticiários que vemos na TV são de dar “arrepios” em qualquer pretensão para se dedicar à docência.
Cursos como Matemática, Física e Química, que junto com o Português formam um quarteto de disciplinas que mais pesam na hora do vestibular, não conseguiram alcançar mais do que três candidatos por vaga. Como os futuros médicos, engenheiros e advogados exercerão suas profissões, se os cursos de licenciatura estão “morrendo”? È um verdadeiro paradoxo essa situação, pois o certo seria a valorização dos cursos de licenciatura para que no futuro não faltem médicos e engenheiros no mercado.
Além da baixa remuneração a qual os professores estão sendo submetidos, encontram-se ainda outros fatores para o desencanto dessa profissão: a falta de autonomia do docente perante aos alunos, a delegação por parte dos pais em querer que a escola eduque seus filhos, as escolas que não possuem nenhuma estrutura, tanto física como material para prender a atenção do alunado, e principalmente a desmotivação do professor, que não vê ânimo para se qualificar e nem melhorar suas práticas pedagógicas.
Com esses fatores chegamos à conclusão que infelizmente, se nada for mudado nesse país continuaremos a sofrer com a falta de professores. O vestibulando só conseguirá ser competitivo se houver ótimos professores na educação básica.
Aquela velha história, de que quase toda a pessoa lembra-se de sua primeira professora, poderá daqui a alguns anos virar “lenda urbana”. Precisamos todos os dias exigir dos nossos políticos que os professores sejam respeitados e valorizados desde o ensino fundamental até a graduação. Pois senão teremos que buscar além de médicos, engenheiros e advogados de outros países. Pois aqui não haverá nenhum professor que queira ensinar o aluno a “pegar no lápis” e a explicar as primeiras operações matemáticas.
Tudo bem que a tecnologia desempenha um papel que antes cabia ao professor, mas até hoje não inventaram um programa que saiba transferir lições de ética, companheirismo e civilidade aos alunos.
(Juliano Silvestre, administrador de empresas com MBA em Marketing e professor do Curso Superior de Produção Cênica no Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França – E-mail: ju.castrosilvestre@gmail.com) http://www.dm.com.br/jornal/#!/view?e=20131115&p=20