"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

quarta-feira, 7 de junho de 2023

MERCANTILISMO ("Prostituição não é vender o corpo. É vender a dignidade." — Adriana Cristina Razia)

 




terça-feira, 6 de junho de 2023

"NOIAFOBIA" ("Se eles não podem trabalhar, é melhor deixá-los apodrecer" - Greta Bosel.)

 


"NOIAFOBIA" ("Se eles não podem trabalhar, é melhor deixá-los apodrecer" - Greta Bosel.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Eu recordo vividamente daquele grupo de jovens, animados e risonhos, imersos em uma atmosfera de rebeldia. Ao invés de dedicarem-se aos estudos, preferiam se esconder atrás do pavilhão sombrio. Eu os observava de perto, fascinado pela energia vibrante que irradiava daquela roda. Naquele momento, eu não pude conter meus pensamentos em voz alta: "A escola não foi feita para esse tipo de comportamento". Afinal, o propósito educacional deveria ser mais valorizado e aproveitado por todos.

Eles falavam animadamente sobre as suas "viagens", orgulhosos de terem experimentado estados alterados de consciência. Era como se se vangloriassem das suas próprias loucuras, como se fosse uma medalha de honra conquistada no campo de batalha da juventude.

Confesso que senti uma certa aversão naquele momento. Eu os discriminava, afastando-os de mim, como se fossem criaturas de um mundo distante e perigoso. Eles eram jovens, cheios de vida, mas tão perdidos em suas tolas luxúrias.

Ouvia falar dos estragos causados pelo álcool, pelas drogas, pela compulsão desenfreada. Homens e mulheres que se entregavam às tentações, como se fossem animais sem controle. E a sociedade, de certa forma, subsidiava essa autodestruição.

Eram especialmente vulneráveis os jovens, os estudantes do Ensino Médio, envolvidos nas fraternidades que pareciam cultivar a própria ruína. E eu via, com certo pesar, que aqueles que lutavam pela igualdade de gênero os invejavam.

Talvez, em algum momento, eu tenha pensado em ajudá-los, em mostrar-lhes um caminho diferente. Mas, logo percebi que essa escolha não estava em minhas mãos. O livre-arbítrio concedido a eles, jovens tolos e ignorantes, parecia mais uma maldição do que uma dádiva.

Pai e mãe poderiam ser vítimas dessa trajetória desenfreada, enquanto o mundo ao redor assistia passivamente. Eles caminhavam para a pobreza, incapazes de se libertarem das amarras das suas próprias escolhas. E as esmolas não seriam suficientes para trazer a redenção que tanto necessitavam.

Assim, eu me afastei daquela cena, guardando em meu coração o lamento pela perdição daqueles jovens. A vida é uma jornada de escolhas, e alguns parecem destinados a trilhar os caminhos mais sombrios.

Que essa narrativa sirva como um lembrete, não apenas para eles, mas para todos nós. Que tenhamos sabedoria para fazer as escolhas certas, para não cairmos nas armadilhas do vício e da autodestruição. Que possamos enxergar além das ilusões da juventude e buscar um futuro de verdadeira plenitude.

Que não brinquemos com o destino, pois ele também brinca conosco. (CiFA

segunda-feira, 5 de junho de 2023

A AUSÊNCIA DE RESPEITO SONEGA-LHE O TRONO. ("Quem nasceu para obedecer, obedecerá mesmo no trono." — Marquês de Vauvenargues)

 


A AUSÊNCIA DE RESPEITO SONEGA-LHE O TRONO. ("Quem nasceu para obedecer, obedecerá mesmo no trono." — Marquês de Vauvenargues)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Era o fim da manhã já na sala dos professores, onde eu me encontrava cercado por colegas professores. Em meio às conversas animadas de despedida daquele dia, surgiu um tema que sempre provocava polêmica e discussões acaloradas: a postura dos educadores diante da figura do presidente do país.

Alguns defendiam com veemência a liberdade de expressão, argumentando que cada indivíduo tem o direito de expressar suas opiniões, mesmo que sejam contrárias às autoridades. Outros, porém, acreditavam que essa postura denotava uma falta de patriotismo e civilidade por parte dos professores.

Entre as conversas, uma voz se destacava. Era a voz de um professor que, sem reservas, expressava seu descontentamento em relação ao presidente Bolsonaro. Palavras fortes e ácidas ecoavam pelo recinto de encontro, enquanto ele o chamava de burro, idiota, vagabundo e lixo.

Essa atitude despertava sentimentos conflitantes em meu coração. Por um lado, a liberdade de expressão é um valor inegável, fundamental para a democracia. Por outro, questionava-me se esse professor, ao desrespeitar de forma tão contundente a autoridade máxima e legítima do país, seria capaz de transmitir valores de respeito e cidadania aos seus alunos.

Observando as interações desse professor, percebia que seu comportamento não se limitava apenas ao âmbito político. Ele frequentemente demonstrava falta de respeito em suas relações com alunos, funcionários e colegas. A falta de consideração pelas opiniões alheias refletia-se em suas atitudes diárias.

Confesso que minha confiança nesse professor começava a abalar-se. Como poderia confiar em alguém que desrespeita e menospreza o próximo? Lembrava-me das palavras do sábio: "Quem respeita, merece respeito". E, nesse caso, o respeito era uma via de mão única.

É verdade que aqueles que subestimam o adversário revelam uma falta tremenda de inteligência. No entanto, a falta de coerência também estava presente nas palavras desse professor. Ao mesmo tempo em que proferia insultos aqui, quando nas reuniões pedagógicas, ouvia-o dizer: "Vamos orar para Deus abençoar nossa reunião!" Essa contradição deixava-me perplexo.

No final das contas, percebia que a atitude daquele professor não condizia com o papel de um educador exemplar. Ele havia se tornado mais do que um simples professor, transformando-se em um militante, um ativista. Suas emoções e convicções políticas se sobrepunham à sua missão de educar e formar cidadãos.

Refletindo sobre essa experiência, cheguei à conclusão de que o respeito é um pilar fundamental em nossas relações humanas. Independentemente das discordâncias políticas, devemos manter a civilidade e o diálogo respeitoso. Somente assim poderemos construir um ambiente de aprendizado saudável e inspirador. CiFA

domingo, 4 de junho de 2023

REFLEXÕES À "SOMBRA" DO TERMINAL DO DERGO ("Mulher de vida fácil não precisa de Bolsa Família." — Saint-Clair Mello)

 


REFLEXÕES À "SOMBRA" DO TERMINAL DO DERGO ("Mulher de vida fácil não precisa de Bolsa Família." — Saint-Clair Mello)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Era uma tarde ensolarada de julho no "Terminal do Dergo". Decidi entrar em um café, observando discretamente as mulheres ao meu redor. Enquanto desfrutava da tranquilidade do local, comecei a refletir sobre as relações humanas e a igualdade de gênero. O Dia Internacional da Mulher se aproximava, despertando uma sensação peculiar em mim.

Recordando o passado, lembrei-me das mulheres que, outrora, demonstravam medo constante em seus olhares, como se temessem o assédio que as cercava. No entanto, algo havia mudado. Agora, era eu quem desviava o olhar, preocupado em evitar qualquer mal-entendido que pudesse resultar em uma acusação de assédio. A confiança entre homens e mulheres parecia ter sido abalada, apesar das tentativas de alcançar uma suposta igualdade de gênero.

Foi nesse momento de reflexão que me dei conta da difícil realidade de algumas mulheres que se encontravam presas na prostituição, impulsionadas por circunstâncias desfavoráveis. Eram vítimas de aproveitadores, perpetuando uma desigualdade persistente.

Com o movimento de "empoderamento" feminino, o assédio havia se tornado uma triste banalidade. Homens e mulheres viviam em constante desconfiança mútua, buscando uma igualdade que, aos meus olhos, ainda parecia distante.

Apesar do desencanto que permeava meus pensamentos, tomei uma decisão naquele instante: homenagear todas as mulheres que haviam passado pela minha vida, reconhecendo e valorizando a força e a coragem que carregavam. Preferia me considerar inferior a elas, pois entendia que a verdadeira igualdade não se encontrava na uniformidade.

Concluí, então, que cada mulher é única e merece ser apreciada em sua singularidade. Ao sair do café, sentia dentro de mim uma profunda gratidão por todas as mulheres que haviam deixado sua marca, cientes de que o seu valor ultrapassa qualquer rótulo ou estereótipo. Cada uma delas possui uma força inigualável, capaz de transformar o mundo ao seu redor.

CURTO PUBLICAÇÕES DOS IDIOTAS ÚTEIS ("Gosto de pessoas estúpidas e idiotas – elas me fazem rir." — Augusto Branco)

 


CURTO PUBLICAÇÕES DOS IDIOTAS ÚTEIS ("Gosto de pessoas estúpidas e idiotas – elas me fazem rir." — Augusto Branco)

Por Claudeci Andrade

Durante minha navegação pelas redes sociais, deparei-me com uma divisão marcante entre meus amigos virtuais. De um lado, estavam aqueles que possuíam uma habilidade admirável na arte da escrita, enchendo os pôsteres de comentários perspicazes e educativos, demonstrando sua refinada leitura e interpretação. Por outro lado, havia aqueles que optavam por culpar o sistema, lançando palavras obscenas e duplicadas, revelando sua falta de habilidade.

No entanto, mesmo entre os menos habilidosos, ocasionalmente surgiam postagens que, à primeira vista, pareciam satisfatórias. Porém, por trás dessa aparente qualidade, havia ambiguidades e sombras que tornavam a decifração difícil. Mesmo assim, entendi a importância de exercitar a tolerância e ser resiliente com todos, independentemente de suas aptidões linguísticas.

Os usuários das redes sociais pareciam imersos em um mundo de absolutos e tendências. Por vezes, eram enganados por notícias falsas disseminadas pelo Diabo, enquanto outras vezes se afundavam em um limbo fictício e sem fim. Essa dicotomia entre verdade e falsidade dificultava para um leitor criterioso apreciar as publicações dos chamados "idiotas úteis". No entanto, devo admitir que eu mesmo encontrava prazer em suas piadas.

Refletindo sobre essa experiência virtual, percebo que as redes sociais são um reflexo distorcido da realidade, expondo a diversidade humana em sua forma mais crua, com todas as suas contradições e imperfeições. É fundamental cultivar empatia e respeito, reconhecendo que cada indivíduo possui sua própria jornada e habilidades únicas. Afinal, nesse mundo digital, são as conexões entre as pessoas que verdadeiramente importam.

Nas redes sociais, enxergar além das aparências e valorizar as interações humanas é um exercício de compreensão e aceitação.

sábado, 3 de junho de 2023

UM GOLPE BAIXO DO DIABO ("O mal do mundo é que Deus envelheceu e o Diabo evoluiu." — Millôr Fernandes)

 


UM GOLPE BAIXO DO DIABO ("O mal do mundo é que Deus envelheceu e o Diabo evoluiu." — Millôr Fernandes)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Uma sombra sinistra assombra a humanidade nos tempos contemporâneos, revelando o êxito assustador do Diabo. Sua influência nefasta penetra todos os aspectos da sociedade, mergulhando-nos em uma espiral de caos e destruição que ameaça nossa própria existência. A ascensão do mal e a disseminação de sua perversidade são avassaladoras, deixando um rastro sombrio de desespero e escuridão por onde passam.

Nos recônditos sombrios das escolas e igrejas, o Diabo revela sua verdadeira face, dançando em meio a uma palhaçada macabra. Diverte-se com truques sujos que visam satanizar e revoltar as pessoas, lançando uma educação infernal sobre elas. No entanto, não podemos atribuir toda a culpa somente a ele. São as desgraças que se multiplicam, consumindo a todos com raiva e desespero incontroláveis. É triste testemunhar uma educação tão distorcida, onde valores corrompidos são ensinados, dilapidando a essência da humanidade.

Nesse caos, é crucial compreender que a humanização do Deus dos crentes busca tornar a religião acessível a todas as pessoas, acolhendo diferentes visões de mundo e respeitando a diversidade de crenças. Porém, devemos discernir a verdadeira essência do sagrado das máscaras usadas para manipular e controlar os outros.

A palhaçada religiosa é uma preocupação. Muitos se concentram excessivamente no adultério, como se o sexo fosse um deus secundário. Como podem convencer alguém sem oferecer autenticidade e uma conexão sagrada verdadeira? Essa hipocrisia disfarçada de moralidade revela uma fragilidade íntima, uma incapacidade de ser verdadeiramente sincero. Recorrem à manipulação, fingindo possuir um poder que, na realidade, lhes escapa.

No entanto, não devemos nos deixar enganar por essas ilusões. A mensagem central deste relato é urgente e impactante. Devemos questionar as máscaras apresentadas, buscando a verdade e a autenticidade. Unir-nos na força do amor, da compaixão e da compreensão mútua é essencial para enfrentar as sombras que se erguem diante de nós. (Cifa

sexta-feira, 2 de junho de 2023

A PERSPECTIVA INGÊNUA DA VIDA: Realismo, Fé e a Arrogância dos Altares ("Perante nós mesmo todos fingimos ser mais ingênuos do que somos: é deste modo que descansamos dos nossos semelhantes." — Friedrich Nietzsche)

 


A PERSPECTIVA INGÊNUA DA VIDA: Realismo, Fé e a Arrogância dos Altares ("Perante nós mesmo todos fingimos ser mais ingênuos do que somos: é deste modo que descansamos dos nossos semelhantes." — Friedrich Nietzsche)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Há uma ingenuidade perigosa em imaginar a vida como um roteiro previsível, governado por recompensas automáticas e punições claras. Não falo de esperança — esta é necessária —, mas da crença infantil de que o mundo obedece a fórmulas morais simples. A existência é um campo atravessado por contingências, injustiças e ambiguidades, e qualquer tentativa de vivê-la sem reconhecer essa complexidade tende ao fracasso. Chamo de realismo não o cinismo, mas a coragem de encarar o sofrimento sem recorrer a consolos fáceis, promessas mágicas ou explicações prontas. A pergunta decisiva não é se acreditamos, mas como lidamos com o que nos acontece quando as crenças falham.

É nesse ponto que a religiosidade institucional frequentemente escorrega para a soberba. Não falo aqui da fé íntima, silenciosa e trêmula — essa pertence ao foro da consciência e não se deixa julgar. A crítica dirige-se às estruturas que transformam Deus em argumento de autoridade e a espiritualidade em manual de instruções. Instrutores bíblicos, pastores e pregadores que se apresentam como intérpretes exclusivos do divino falam com uma segurança que beira o delírio: sabem quem merece bênção, quem merece castigo e quais gestos “obrigam” o céu a responder. Blindados por certezas absolutas, dispensam a dúvida — e, com ela, a humildade.

O dízimo, nesse contexto, deixa de ser gesto simbólico e converte-se em contrato tácito: paga-se para receber. Não é apenas um erro teológico — é uma perversão moral. Pessoas vulneráveis são persuadidas a entregar parte significativa de rendas já escassas em troca de uma prosperidade que nunca chega, enquanto líderes acumulam poder e riqueza sob verniz sagrado. Trata-se menos de fé e mais de economia política da esperança: uma extorsão sacralizada, legitimada por discursos que transformam Deus em gerente de recompensas. Não é o fiel pobre que deve ser questionado, mas a engrenagem que lucra com sua carência.

Também me inquieta a linguagem religiosa quando se torna automática. “Deus te ajuda”, “vai com Deus”, “Deus te abençoe” — frases repetidas como etiquetas de cordialidade, esvaziadas de experiência real. Não nego que um dia tenham carregado sentido; o problema é quando se fossilizam e passam a funcionar apenas como sinal de pertencimento, não como expressão de cuidado ou compromisso ético. A palavra, quando perde vínculo com a prática, deixa de revelar e passa a ocultar. Fala-se de Deus com abundância enquanto falta compaixão concreta; distribuem-se conselhos aos outros enquanto a própria vida permanece desorganizada. Isso não prova que a fé seja falsa, mas revela o quanto ela pode ser usada como ornamento para encobrir o vazio.

Reconheço, contudo, que esta crítica não parte de um ponto neutro ou absoluto. Não falo como quem possui uma verdade final, mas como alguém que aprendeu — pela observação, pela leitura e pela experiência — a desconfiar de sistemas que se dizem completos demais. Minha recusa às certezas totalizantes nasce menos de arrogância e mais de falibilidade assumida. Se denuncio o dogmatismo, é porque sei o quão fácil é confundir convicção com soberba.

Não estou só nessa recusa. Antes de mim, profetas denunciaram rituais vazios; Jesus expulsou comerciantes do templo; Lutero insurgiu-se contra indulgências vendidas; Kierkegaard atacou a cristandade confortável; pensadores modernos expuseram o uso da fé como instrumento de dominação. A crítica à religião institucional não é negação da espiritualidade — muitas vezes é sua defesa mais radical.

O que proponho, então, não é o deserto do niilismo, mas um terreno mais honesto. Uma espiritualidade sem garantias, uma ética sem barganhas, uma fé — para quem a deseja — que não se impõe nem se vende. E, para quem não crê, um humanismo atento à dor concreta, capaz de agir sem prometer salvação transcendental. Talvez o altar que reste após a queda dos ídolos seja simples: dúvida, compaixão e responsabilidade.

No fim, a pergunta persiste — e deve persistir: essas palavras repetidas ainda carregam sentido ou apenas ecoam hábitos vazios? Talvez a resposta não esteja em falar menos de Deus, mas em falar com mais verdade — ou, quando necessário, em calar e agir. Porque, se algo ainda merece reverência, não é a certeza barulhenta, mas a honestidade silenciosa de quem sabe que não sabe — e, mesmo assim, cuida.


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Sou seu professor de Sociologia e hoje vamos analisar um texto que nos convida a pensar a religião não apenas como fé, mas como uma instituição social que atravessa a política, a economia e a nossa forma de ver o mundo. Preparei estas 5 questões para ajudá-los a conectar os conceitos sociológicos clássicos às reflexões do autor:

1. A Religião como Instrumento de Dominação. O texto menciona que líderes religiosos frequentemente usam discursos que "transformam Deus em gerente de recompensas" e lucram com a vulnerabilidade alheia. Questão: Relacione esse trecho ao conceito de Karl Marx, que via a religião como uma forma de alienação. Como o texto justifica a ideia de que a religião pode ser usada para legitimar a exploração econômica e manter o fiel passivo diante das injustiças?

2. Desencantamento do Mundo e Fórmulas Mágicas. O autor critica a "crença infantil de que o mundo obedece a fórmulas morais simples" e o uso de "promessas mágicas". Questão: Max Weber falava sobre o "desencantamento do mundo" na modernidade. De que maneira as instituições descritas no texto tentam "reencantar" a vida através de trocas financeiras (como o dízimo contratual), e por que o autor considera isso um retrocesso moral e intelectual?

3. Solidariedade e Linguagem Automática. O texto afirma que frases como "Deus te abençoe" podem se tornar "fossilizadas" e perder o vínculo com a "compaixão concreta". Questão: Pense na função da religião em criar coesão social. Quando a linguagem religiosa se torna apenas um hábito vazio (um ornamento), o que acontece com a solidariedade real entre os membros de um grupo? Ela se fortalece ou se torna superficial? Justifique.

4. O Conflito entre Carisma e Instituição. O autor cita figuras como os profetas, Jesus e Lutero, que desafiaram as estruturas vigentes de sua época para defender uma espiritualidade mais autêntica. Questão: Na sociologia weberiana, existe uma tensão entre o líder carismático (que traz uma nova mensagem) e a burocracia (a instituição que se organiza para manter o poder). Como o texto descreve o processo em que a "fé trêmula" acaba sendo sufocada pelas "estruturas que transformam Deus em argumento de autoridade"?

5. Ética e Responsabilidade Social. Ao final, o autor propõe uma "ética sem barganhas" e um "humanismo atento à dor concreta". Questão: Como a recusa em aceitar um "manual de instruções" divino obriga o indivíduo a assumir uma responsabilidade maior sobre suas próprias ações na sociedade? De que forma o "saber que não sabe" pode gerar uma prática social mais ética do que a "certeza barulhenta"?

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